Hesita, aceita, sorri, escorrega, esbarra, desiquilibra-se e perde argumentos, caindo aceleradamente e a pique em direcção ao plano duro e frio da realidade que, lá do alto da sua tridimensional sapiência, julgava meramente bidimensional; coisa de cima ou de baixo, de esquerda ou de direita. Ver Aqui.
É por estas e por outras que se avolumam as suspeitas de negligência médica por parte do cirurgião que implantou a banda gástrica no rubicundo EPC. Ao que consta foi no cérebro e não no estômago que a referida banda terá sido aplicada.
sexta-feira, junho 30, 2006
quinta-feira, junho 08, 2006
Ai Timor II...
Quando o governo português fez questão em que ficasse escrito que as forças da GNR em Timor reportariam ao Presidente da República e ao Primeiro Ministro de Timor deveria ter tido a preocupação de traduzir o texto para Inglês para que os Australianos (espécimens antípodas e sem língua própria) pudessem perceber. Como não o fez, nem mandou fazer, os damned Aussies, imbuídos do espírito bélico que lhes permitiu infligir baixas significativas às hostes nipónicas há mais de sessenta anos atrás, desataram a mandar vir com os nossos GNR, ameaçando-os de fogo se não entregassem as armas. O governo português, quais pais zelosos, mandou os meninos GNR imediatamente para casa, o aquartelamento mais próximo, proibindo-os de se misturarem com os os outros meninos australianos enquanto não tivessem uma conversinha muito séria com os pais desses meninos, ou seja, com o governo australiano.
A conversinha muito séria estará a decorrer neste momento.
A conversinha muito séria estará a decorrer neste momento.
terça-feira, junho 06, 2006
Polémicas
Para apimentar a recente polémica entre o famosíssimo Vasco Pulido Valente e o tipo vestido de branco(*) que, periódicamente, acena de uma janela numa basílica enorme em Roma relativamente ao paradeiro de Deus, lembrei-me dum post antigo que publiquei aqui.
(*) Adivinha: Qual é coisa qual é ela que é branca e vai à janela?
(*) Adivinha: Qual é coisa qual é ela que é branca e vai à janela?
Da Hipocrisia

Percebo que o tabaco possa fazer mal à saúde. A feira do cavalo na Golegã também pode fazer e não é por isso que é proibida. Nem as corridas de toiros (eufemísticamente apelidadas de touradas por aqueles que, vítimas de miopia genética, confundem gatos pretos e brancos com vacas, ao longe). Os ralis também têm o seu quê de pernicioso para a saúde. Basta revermos as varreduras que, a talho de foice, ceifam os Domingos a tantos incautos nas bermas do Reino.
A última lei persecutória da república nativa proclama a inimputabilidade dos proprietários de estabelecimentos de comes-e-bebes cá do reino face à proibição de se fumar em locais públicos.
A culpa e responsabilidade recai apenas e só sobre os prevaricadores, ou seja, no lombo de quem for apanhado a fumar em tais estabelecimentos.
A hipocrisia é tanto maior quando se constata que uma fracção significativa da receita dos produtos e derivados do tabaco vai para aos cafundós da tesouraria do Reino, perdão, da República.
Por um lado taxam-se os que fumam. Pelo outro perseguem-nos porque fumam.
Ou seja:
Na génese da legislatura republicana, o que é taxável é persecutável, ou seja, o que é colectável é, à partida ilegal, criminoso e, portanto, passível de perseguição.
Depois venham-me falar de esquizofrenia e tal e coiso e o caralho.
Face a mais este tique pombalino republicano cócó, anuncio em primeira mão a iniciativa que conduzirá à criação da Associação Portuguesa dos Fumadores de Tabaco.
Mais informo que só fumo tabaco de enrolar, Amsterdamer de preferência, servido em mortalhas Smoking Azuis Duplas, devidamente entubadas com filtro Rizla +, slimline 6mm, ou seja dos verdes.
E só a partir do fim da tarde, enquanto piloto os comandos do grelhador que espera a picanha, uruguaia de preferência, e outras iguarias preparadas com ternura e primor pela sempre presente Sancha, mulher D'Armas e Ofícios a quem devo o ainda viver agora.
P.S. Tentei postar os dois desenhos de contracapa dos livros de Lucky Luke, o antes e depois da limpeza Stalinista que substituiu o Lukcy Luke verdadeiro, o que fuma, por esta versão metrossexual que chupa palhinhas em formato tridente.
O cabrão do Blogger não deixou. Amanhã tentarei de novo. De qualquer maneira aqui fica a dica, à laia de treoria da conspiração: se repararem bem, é técnicamente impossível que a sombra da palhinha se localize do lado oposto do coldre. A sério. Reparem bem.
A culpa e responsabilidade recai apenas e só sobre os prevaricadores, ou seja, no lombo de quem for apanhado a fumar em tais estabelecimentos.
A hipocrisia é tanto maior quando se constata que uma fracção significativa da receita dos produtos e derivados do tabaco vai para aos cafundós da tesouraria do Reino, perdão, da República.
Por um lado taxam-se os que fumam. Pelo outro perseguem-nos porque fumam.
Ou seja:
Na génese da legislatura republicana, o que é taxável é persecutável, ou seja, o que é colectável é, à partida ilegal, criminoso e, portanto, passível de perseguição.
Depois venham-me falar de esquizofrenia e tal e coiso e o caralho.
Face a mais este tique pombalino republicano cócó, anuncio em primeira mão a iniciativa que conduzirá à criação da Associação Portuguesa dos Fumadores de Tabaco.
Mais informo que só fumo tabaco de enrolar, Amsterdamer de preferência, servido em mortalhas Smoking Azuis Duplas, devidamente entubadas com filtro Rizla +, slimline 6mm, ou seja dos verdes.
E só a partir do fim da tarde, enquanto piloto os comandos do grelhador que espera a picanha, uruguaia de preferência, e outras iguarias preparadas com ternura e primor pela sempre presente Sancha, mulher D'Armas e Ofícios a quem devo o ainda viver agora.
P.S. Tentei postar os dois desenhos de contracapa dos livros de Lucky Luke, o antes e depois da limpeza Stalinista que substituiu o Lukcy Luke verdadeiro, o que fuma, por esta versão metrossexual que chupa palhinhas em formato tridente.
O cabrão do Blogger não deixou. Amanhã tentarei de novo. De qualquer maneira aqui fica a dica, à laia de treoria da conspiração: se repararem bem, é técnicamente impossível que a sombra da palhinha se localize do lado oposto do coldre. A sério. Reparem bem.
segunda-feira, junho 05, 2006
sábado, junho 03, 2006
Dias Nacionais vs Dias Mundiais
Sempre me chateou a ideia do dia mundial disto ou daquilo. Os dias nacionais disto ou daquilo são uma abordagem nacional do tema, ou melhor, uma nacionalização da ideia, certos que estão os portugueses de não terem sido criadores de nada que mereça ter um dia mundial.
Como só há 365 dias por ano, logo só podem existir 365 objectos ou razões merecedoras de dia mundial. A criação do dia nacional duplica as hipóteses. Mais para a frente surgirá certamente a peregrina ideia do dia regional. Mais para a frente não. Agora mesmo; a ideia foi minha e dou-a de barato.
O PSD achou por bem a criação do Dia Nacional do Cão. Seria em 6 de Junho. E ao cão? Perguntaram-lhe alguma coisa? E de que raça é o cão? Um cão não é uma entidade abstracta. Não é um conceito provisório à mercê das diatribes intelectuais de filósofos de pacotilha. Um cão, senhores, é um cão. Se fosse o Dia Nacional dos Cães, estaria assegurada a diversidade e acautelada a não discriminação. Mas sendo proposto o Dia Nacional do Cão já não. Talvez alguém se lembre de pedir ao Presidente da República que tome posição sobre o assunto, o analize, disseque, debata e, após profunda reflexão e consulta constitucional, sobre ele debite o que por bem entenda debitar.
Uma coisa é mais que certa: os cães, esses, estão-se bem cagando para o assunto. Os que venham atrás e lhes seguram a trela que apanhem.
Como só há 365 dias por ano, logo só podem existir 365 objectos ou razões merecedoras de dia mundial. A criação do dia nacional duplica as hipóteses. Mais para a frente surgirá certamente a peregrina ideia do dia regional. Mais para a frente não. Agora mesmo; a ideia foi minha e dou-a de barato.
O PSD achou por bem a criação do Dia Nacional do Cão. Seria em 6 de Junho. E ao cão? Perguntaram-lhe alguma coisa? E de que raça é o cão? Um cão não é uma entidade abstracta. Não é um conceito provisório à mercê das diatribes intelectuais de filósofos de pacotilha. Um cão, senhores, é um cão. Se fosse o Dia Nacional dos Cães, estaria assegurada a diversidade e acautelada a não discriminação. Mas sendo proposto o Dia Nacional do Cão já não. Talvez alguém se lembre de pedir ao Presidente da República que tome posição sobre o assunto, o analize, disseque, debata e, após profunda reflexão e consulta constitucional, sobre ele debite o que por bem entenda debitar.
Uma coisa é mais que certa: os cães, esses, estão-se bem cagando para o assunto. Os que venham atrás e lhes seguram a trela que apanhem.
quinta-feira, junho 01, 2006
Ai Timor...
Lorosae tem a ver com a decapitação de inimigos ao nascer do dia.
Não sonhei isto. Li algures.
A autoridade com que Jorges Coelhos e Pachecos Pereiras da vida regurgitam cerrtezas sobre o assunto é vómito. Só possível na impossibilidade técnica chamada Quadratura do Círculo.
Onde estavam em 1975 quando a Indonésia lá pôs a pata abençoada por Washington?
Eu digo-vos onde estavam os Timorenses em 1910 quando a República foi proclamada nestas paragens:
Com o Rei de Portugal. (*)
(*) O povo de Timor nunca reconheceu a República implantada em 1910 em Portugal.
Que vos doa isto onde pior vos sinta.
Não sonhei isto. Li algures.
A autoridade com que Jorges Coelhos e Pachecos Pereiras da vida regurgitam cerrtezas sobre o assunto é vómito. Só possível na impossibilidade técnica chamada Quadratura do Círculo.
Onde estavam em 1975 quando a Indonésia lá pôs a pata abençoada por Washington?
Eu digo-vos onde estavam os Timorenses em 1910 quando a República foi proclamada nestas paragens:
Com o Rei de Portugal. (*)
(*) O povo de Timor nunca reconheceu a República implantada em 1910 em Portugal.
Que vos doa isto onde pior vos sinta.
1,2, Esquerda, Direita
A NKN (Nomenklatura Kultural Nativa) achou por bem criar um organismo não sei dos quantos encimado por uma Comissão de Honra com o confesso objectivo de providenciar a criação de hábitos de leitura nas hostes cá do Reino. Vasco Pulido Valente foi um dos convidados mas declinou o convite. E disse porquê.
Entre outras razões, o convite era escrito num português arrazoado, com erros ortográficos e tudo.
Entre ainda outras razões, o convite era a despropósito porque, segundo ele, nunca se lera tanto em Portugal como nos últimos tempos. Basta ver os números de vendas do Código e do Equador.
Escusada iniciativa portanto, é a opinião do autor de Os Devoristas.
Do outro lado da barricada assentou armas o laureado Saramago. Pronunciando-se com a douta autoridade que é conferida aos cágados pelas ervas do pasto por onde deambula, Saramago afirmou que iniciativas deste tipo são tudo menos úteis porque a sua inutilidade é manifestamente irrefutável. Segundo Saramago, o evangelista, a leitura é, e continuará a ser, um hábito de minorias imune a quaisquer tentativas que objectivem a sua divulgação. Todavia aceitou o convite. Ou seja, aceitou ser parte da inutilidade tornando-se parte dela.
A vida tem destas coisas. E ainda há quem se babe quando lhe aperta a mão. À vida, claro.
Entre outras razões, o convite era escrito num português arrazoado, com erros ortográficos e tudo.
Entre ainda outras razões, o convite era a despropósito porque, segundo ele, nunca se lera tanto em Portugal como nos últimos tempos. Basta ver os números de vendas do Código e do Equador.
Escusada iniciativa portanto, é a opinião do autor de Os Devoristas.
Do outro lado da barricada assentou armas o laureado Saramago. Pronunciando-se com a douta autoridade que é conferida aos cágados pelas ervas do pasto por onde deambula, Saramago afirmou que iniciativas deste tipo são tudo menos úteis porque a sua inutilidade é manifestamente irrefutável. Segundo Saramago, o evangelista, a leitura é, e continuará a ser, um hábito de minorias imune a quaisquer tentativas que objectivem a sua divulgação. Todavia aceitou o convite. Ou seja, aceitou ser parte da inutilidade tornando-se parte dela.
A vida tem destas coisas. E ainda há quem se babe quando lhe aperta a mão. À vida, claro.
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