quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Um post tipo Jerry Seinfeld

Já repararam nos carros que, de vez em quando, estão expostos nos centros comerciais?
Geralmente nem são modelos novos, muitas vezes até são carros usados. Dizem -Olha-me aquela bomba!- Aproximam-se lentamente e miram-no como se estivessem a ver um protótipo de OVNI recém aterrado. Rodeiam-no, andam à volta dele, apontam para as rodas, espreitam lá para dentro, tocam-lhe, afagam-no, retiram folhetos informativos pejados de erros ortográficos e guardam-nos cuidadosamente, fazem perguntas parvas. Para quê? Podiam simplesmente dar uma volta pelo parque de estacionamento do Centro Comercial e viam não um mas dezenas de carros muitos deles iguais ao que está exposto e muitos outros diferentes! Mas não. Há qualquer coisa indefenível que as atrai para verem AQUELE carro. Como varejeiras à volta de uma carcaça.

Notícias.

Uma boa notícia:

Alberto João Jardim demitiu-se.

Uma má notícia:

Alberto João Jardim vai-se recandidatar.

Uma péssima notícia:

Alberto João Jardim vai voltar a ganhar as eleições.

Um Rei!

Em Vila Pouca de Aguiar o desespero fez com que o Presidente da Câmara escrevesse ao Rei da Noruega.
O desnorte a que a república nos conduziu é total.
Primeiro fecham as escolas. Depois as maternidades. Agora os centros de urgência regionais.
Sócrates e a nomenklatura republicana que continuem desenterrando o maior número possível de "causas fracturantes" que entretenham os massmérdia (CFA dixit) na sua predação incontinente. E não faltam sugestões: desde a IVG (este já foi) ao TGV, passando pelo matrimónio gay, pela adopção gay, via eutanásia, rumando ao aeroporto da Ota, etc., e o camandro.
Senão...o santo povo português ainda se põe a pensar em coisas estranhas e obstrusas tais como as inexistentes razões de ser de um regime tão empenhado, que está, em arruinar as gentes a que se impôs.
E não me venham com as tretas do costume que monarquia é sinónimo de reaccionarismo, de extrema direita, de coisa do passado, anacronismo, etc.; Monarquia é, cada vez mais, a alternativa, ilegalizada por uma Constituição proto fascista de regime único, empenhada no futuro de Portugal. Como o foi, quando o viu nascer, em 5 de Outubro de 1143.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

A verdade é esta

Escreveu-a Vasco Pulido Valente na passada 6ªfeira no Público:
No próximo dia 11 de Fevereiro referendar-se-à o fim, ou não, do aborto clandestino.

sábado, fevereiro 03, 2007

Sentido de Estado

Ana Gomes partiu a loiça toda ao insistir que a cedência, pelo Governo de Portugal, de aeroportos para o escalonamento de prisioneiros da CIA a caminho dos tegúrios a que se destinavam não dava grande exemplo do que é o Sentido de Estado. A nomenklatura republicana acha o contrário: que Ana Gomes ao denunciar isso é que demonstra grande falta do Sentido de Estado.
Há mais: Manuel Pinho disse alto na China o que se resmunga em surdina pelos becos cá do terreiro: que a maior competividade indígena reside nos baixos salários e que um dos travões ao deslizar eficaz dessa bendita competividade reside na acção reaccionária dos sindicatos. Pinho passou de imediato a constituir mais um número na lista negra da nomenklatura republicana. A dos que não têm o tal Sentido de Estado, ao dar a imagem de Portugal como sendo um país terceiro mundista. Como se não bastasse uma incursão atenta pelo território para se constatar o óbvio: noventa e seis anos de República consagraram Portugal no terceiro mundo. E sem retorno.
Eu explico: Sentido de Estado é ser-se coerente. Quem é pelos direitos humanos no café não pode espancar a família quando chega a casa. Qualquer Estado que não invista na educação, formação e qualificação dos seus cidadãos, além de não ter Sentido nenhum, também não tem ponta por onde se lhe pegue. Ao pé disto, qualquer campanha de regime, como a da remoção de simbologia religiosa das salas de aula, não passa de um tique de ecologista com tesão de mijo.
Mas tal Estado existe: Chama-se República Portuguesa.
Mas ainda há mais.
A nomenklatura republicana varre todo o espectro partidário nativo. A indignação contra Ana Gomes e Manuel Pinho veio de todos os quadrantes, desde o PS ao PSD. Por isso digo que questionar o prazo de validade do regime republicano não é uma utopia quixotesca. É um acto legitimado pelos sucessivos fracassos de um regime que, nunca reconhecendo o legítimo direito à propriedade cínicamente consagrado na sua própria Constituição, tudo tem feito para atrasar, retardar e impedir a resolução de questões inadiáveis submetido, como está, ao poder corporativo de meia dúzia de classes profissionais herdado do Estado Novo e obscenamente protegido no pós vinte cinco de Abril. O resto é conversa.
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