segunda-feira, setembro 24, 2007

Reclamações

Há-as por todo o lado. Até aqui, ao Terreiro, chegam algumas. Do tipo:
"Já vi o blog há três dias e o que vejo agora é o mesmo. Pouca coisa. Sempre o mesmo"
Foi o FN hoje a reclamar de viva voz. E eu a dizer-lhe "Chiu!" que é como quem diz que se isto de blogs não é coisa séria, o anonimato é-o de certeza. Em vão. Digo-lhe:
- Vá lendo os posts anteriores. Há coisas escritas que, de certeza, ainda não leu.
- Na. Já li tudo. Ainda por cima não há contador de visitas e os comentários ao que foi escrito são parcos, se não inexistentes.
- Não há tempo.- respondo-lhe
Enfim. Um fiasco este blog.
Um dia destes fecho a porta.
Não por falta de assunto (escrevo enquanto imagino a cara de espanto do Ministro Lino indignado com a insinuação de um qualquer pagamento a título de indemnização à Lusoponte caso seja construída nova ponte-sobre-o-tejo fora da sua alçada tributária) ou a indignação de Louçã, três vezes manifestada e três vezes contestada pelo governo, num esforço hercúleo que demonstre quão errado estava Vasco Pulido Valente ao prever a aliança táctica entre PS e BE para as legislativas de 2009. Sim, porque no que diz respeito à Câmara de Lisboa a marmelada é obscena.
Mas o pagode continua.
O Dailai Lama (Cavaco dixit) passou por cá e agitou as águas, o que teve como consequência a intranquilização das hostes indígenas e consequente introspecção pavloviana sobre o políticamente correcto de abrir os curros do reino a Robert Mugabe, para além da proibição "imposta" pela CE. Just Gordon (not flash) já disse: ou ele ou eu. Amado respondeu que já sabia.
E nós por cá? Tudo bem. Haja quem grite "Ai Timor"...
Obras são uma chatice. Mas sobre isso falo depois.
Para não falar das chamadas, óbviamente de valor acrescentado, que a PT cobra para quem quiser "ajudar" a maternidade Alfredo da Costa a juntar verbas que lhe permitam satisfazer a procura. É extraordinário.
Ao mesmo tempo o estádio do Algarve apodrece à mercê de varejeiras e ameijoas anfíbias.
O que é isto senão a república no seu melhor ?

quarta-feira, setembro 19, 2007

O castigo

Sem ter como provado o envolvimento de Aquilino Ribeiro no assassinato d'El Rei Dom Carlos, a república espetou com as sua sobras físicas no Panteão Nacional.
Inuteis os protestos das ossadas "não! para aqui não! por favor! não merecemos tal desfeita!".
O castigo tardou mas veio.
Não lhes bastava apagar o que escreveu, retirando-o das bancas das escolas (com amianto e tudo). Até mesmo no tempo do Botas alguns dos seus escritos figuravam nos livros de Língua Portuguesa, essa espécie de víscera atrevida e incómoda para tanta gente.
Quando os lobos uivam, a carneirada assusta-se.
À república o que é da república.
Ámen.

quarta-feira, setembro 12, 2007

terça-feira, setembro 11, 2007

Acasos

A segunda vinda do Dalai Lama a Portugal volta a incomodar a nomenklatura republicana indígena.
Se da primeira vez se conseguiu forjar um encontro ao acaso entre o então PR e o Tibetano num Centro Cultural qualquer, num mercado ou coisa do género, à laia de "Olhem quem está aqui! Então não é que é o Dalai Lama" (terá dito Jorge Sampaio com ar estupefacto como se acabasse de dar de caras com o Papa a petiscar ovas de polvo na tasca de Cacela).
Desta vez poderia criar-se uma coincidência ainda mais elaborada, na linha da espectacular demolição das torres de Tróia (diz que Sócrates ainda está convencido de que foi mesmo ele que mandou aquilo tudo abaixo). Por exemplo num campo de milho transgénico, ou na banca do Público no Centro Comercial Colombo. Passaria a ser um costume que, a ser praticado com regularidade, poderia catapultar ainda mais a imagem de Portugal para os píncaros do mundo, local de onde se avista o Everest com dificuldade quando se olha para baixo.
Transmissões em directo pela Sky News e CNN a descabelarem-se desesperada e mutuamente na disputa dos melhores ângulos. A Betandwin lançando apostas sobre quais os locais mais prováveis para mais um extraordinário encontro casual entre os representantes da república portuguesa e o Dalai Lama que, já se tendo apercebido do potencial da coisa há muito tempo, não pára de sorrir quando cá vem, contendo-se a custo para não desatar às gargalhadas.

 
Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue!