terça-feira, maio 27, 2008

Razões

Há duas razões pelas quais gosto de visitar A Causa Foi Modificada.
Uma é poder ler coisas destas.
A outra é porque além de gostar de cerveja execro as ressacas disso.

domingo, maio 25, 2008

Sousa Tavares e os Blogs

Há pessoas inteligentes que não dominam a linguagem das chamadas novas tecnologias.
Há outras que não dominam sequer a própria linguagem, seja ela falada ou escrita.
Também há as que julgam dominar todas as linguagens, incluindo as dos outros.
Sousa Tavares insurge-se, como Pacheco Pereira e outras individualidades da cultura lusa, contra a utilização de pseudónimos por parte dos autores de blogs. É uma coisa que os chateia, pronto. Cíclicamente Sousa Tavares arreia na blogosfera, qual D. Quixote investindo contra moinhos de vento, sendo que da última vez que o fez foi à conta de uma alegada carta da alegada autoria de uma alegada professora qualquer de uma alegada escola qualquer que circulava, alegadamente, por email.
Generalizar é sempre abusivo, mesmo no que se refere aos juízos de carácter sobre autores de blogs.
Anónimos ou não.

Tu quoque, Brute, fili mi?

O ensaísta português Eduardo Lourenço considerou, em entrevista este domingo ao programa Discurso Directo da TSF e do DN, que o novo acordo ortográfico «é uma ideia um bocado peregrina».

Depois de ter assinado uma petição contra este acordo, o escritor português reiterou que o documento não é «necessário», porque a «prática linguística dos brasileiros» continuará a ser feita segundo os termos actuais, bem como a portuguesa.

O ensaísta lembrou que entre os Estados Unidos da América e o Reino Unido não existe nenhum acordo do género para a língua inglesa


Lá se vai mais um argumento dos eternos "intelectuais" deslocalizados, como Rui Tavares do Público, que em qualquer polémica que surja insistem em dividir os seus intervenientes em esquerda e direita.
Embrulha, como dizia o outro.

Eleições nos E.U.A.

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Hilária, A Temerária.

terça-feira, maio 20, 2008

Actualidades da república

As eleições internas no PSD servem sobretudo para manter ocupados barões, bases, militantes e simpatizantes.
É uma espécie de
fait-divers que distrai as atenções, entretém as hostes, serve de pasto aos média. Tem as suas semelhanças com um Benfica destroçado que procura reorganizar-se para a época seguinte. Nem a ambos falta aquele sal especial, aquele sabor exótico a que chamam mística. Tanto no PSD como no Benfica abunda a mística.
Só que não vai servir de nada. O governo do PS continuará a navegar ao largo e sem oposição. Ganhe quem ganhar as eleições internas no PSD, a terceira via de Sócrates, versão indígena da third way de Blair e Giddens, veio para ficar. Ao fim de três anos de governo, acabado que está o tempo das concessões ao liberalismo de direita, dentro de lo que cabe, bem entendido, seguir-se-ão as concessões à esquerda, de acordo com a boa prática preconizada pelo manual de Anthony Giddens. Manuela Ferreira Leite quase que adivinhou isso quando ontem referiu que pela primeira vez o governo mencionou políticas sociais no último debate semanal na AR. Ingenuamente acha que foi devido à sua voz que tal se fez ouvir.
A realidade de Portugal afasta-se cada vez mais das politiquices da república, e aproxima-se em cada dia da importância que os monárquicos deram à classificação territorial da RAN e da REN. Com a crise do aumento dos preços dos combustíveis, dos alimentos e da água, é patente a necessidade de uma verdadeira política de gestão territorial sustentada, que garanta a produção agrícola para consumo interno, sem fazer depender a satisfação da procura de alimentos de transportes trans-europeus cada vez mais caros e dependentes de factores que não controlamos.
No entanto, o abc da política seguida pela república portuguesa (Asfalto, Betão e Consumismo) continua a ser a cartilha do desenvolvimento e do progresso que, na fantasia de Sócrates, transformará Portugal numa Irlanda ou numa Finlândia, independentemente da diferença de percurso e da História de cada um desses países.
A História, aliás, é cada vez mais um fardo a arrear, um conhecimento e experiência descartáveis na república de plástico em que Portugal se transformou. Veja-se, por exemplo, a indignação republicana no passado 1 de Fevereiro aquando do centenário da morte de El Rei D. Carlos.
Ou o espanto do PR com a manifesta ignorância da História recente de Portugal aquando das comemorações do 34º aniversário do 25 de Abril.

 
Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue!