sábado, setembro 26, 2009

O caso das escutas de coiso

É só um exemplo, mais um, revelador da impossibilidade técnica da imparcialidade do chefe de Estado numa democracia partidocrática como a que rege o regime republicano português.
Nunca me convenceu a devolução do cartão partidário quando se candidatou. Até porque eu, por exemplo, que até sou adepto do Sporting, nunca precisei do cartão de sócio para o provar.
O "Estado de Graça" que caracterizava o comportamento, no primeiro mandato, dos presidentes da república do pós 25 de Abril caiu da cara de Cavaco abaixo. A postura de Rainha de Inglaterra, outra característica dos presidentes referidos durante o primeiro mandato, não a pôde suportar mais tempo: a saia era curta e viam-se-lhe os coisos.
Cavaco além disto tudo será outra excepção. Será o primeiro presidente pós 25 a não se recandidatar a segundo mandato. Cada vez mais ganha forma a noção de que chefe de Estado suprapartidário é indissociável de monarquia.

domingo, setembro 20, 2009

Mais do mesmo

É o que nos espera a partir de 27 de Setembro. Desenganem-se os que duvidam da maioria que Sócrates terá e persignem-se os que acham impossível uma maioria absoluta. Ela está a caminho, da mesma forma que aconteceu em 2005.
E mais ainda: emigrem para o Belize os que pensam que só a esquerda votará PS.
Com o Botas eleito como personalidade nacional mais relevante no concurso RTP é logicamente impossível que o que temos de mais parecido com ele em pleno século XXI não triunfe a 27/09 em toda a sua glória de plástico.
Quanto às sondagens, valem o que valem. Ou seja: nada.
Depois das eleições eu explico.
 
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