terça-feira, janeiro 18, 2005

A República no seu melhor

O Eng. José Sócrates que , enquanto Ministro do Ambiente do Governo de António Guterres desanexou do Parque Natural da Arrábida, por despacho, as pedreiras que esventram as encostas da Serra, é candidato a 1º Ministro da República.

O Eng. José Sócrates que, enquanto ministro de António Guterres, doou para sede da DECO um imóvel público no valor de um milhão de Euros, é candidato a 1º Ministro da República.


segunda-feira, janeiro 17, 2005

!SPAM!

O estrondo surdo do choque tecnológico.
Uma nova abordagem em comunicação.
Um encontrão com o eleitor.
Uma sugestão de Jorge Coelho ?
Hadem ver que sim.

domingo, janeiro 16, 2005

Curiosidade

O destaque que vinha sendo dado a Absolut Sócrates na 1ª página de várias edições do Expresso deixou de acontecer com esta edição. Exactamente após Sócrates ter declarado que iria propor um referendo sobre a despenalização do aborto antes mesmo do referendo sobre a constituição europeia.

Ora toda a gente sabe.
A posição .
Que o Arquitecto, Director do Expresso tem.
Sobre este assunto.
E como a manifesta.
Assim.
Aos socalcos.

Mas deve ser só coincidência, claro.

A falência do regime republicano

O Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, fez as pazes com a sua família política ao dissolver a Assembleia Legislativa, conduzindo com isso à demissão do governo, à convocação de eleições antecipadas, à paragem de Portugal.

Dois dias antes do fim do ano, com a cumplicidade do Expresso, quis que se soubesse o que iria dizer no discurso do dia de Ano Novo, numa iniciativa de press-release que pouco ou nada tem de sentido de estado, com o objectivo de preparar as hostes sobre o que iria ser a essência do referido discurso: o apelo a um pacto de regime entre o PS e o PSD. No entanto, poucos dias depois do discurso de Ano Novo, num programa televisivo (Expresso da Meia Noite) sugere a urgência da revisão do sistema político mandando com isso às malvas todo e qualquer possível pacto de regime antes das eleições.

Entretanto o jornal Expresso continua a fazer o que pode pela campanha socialista, pressagiando-lhe maiorias incontestáveis, futuros risonhos enquanto se esmera no esmagamento sem piedade do governo dos quatro meses. E porquê ? Porque aproveitando-se da clivagem que existe dentro do PSD toma inequívocamente o partido dos que preferem a derrota do partido nestas legislativas para depois consagrarem Cavaco Silva nas presidenciais de 2006. Tão simples como isto. E a que preço também. Todas as reformas iniciadas pelo governo de Santana Lopes correm o risco de ficar adiadas para sempre se o PS ganhar as próximas eleições legislativas. Por outro lado Cavaco, o mastigador, será o Presidente em 2006 se isso acontecer. A frágil economia portuguesa não pode continuar a ficar permanentemente refém destes jogos políticos, sendo constantemente prejudicada à conta das ambições “académicas” de meia dúzia de políticos de pacotilha sem escrúpulos que, quando tiveram o poder se limitaram a usufruí-lo em vez de exercê-lo. Porque é que não se procedeu à consolidação orçamental nos governos de António Guterres quando tudo teria sido mais fácil? Porque se preferiu estafar dinheiro e recursos em vez de acautelar o futuro. Cavaco Silva foi 1º Ministro durante 10 anos e nunca teve coragem para mexer na lei do arrendamento. Porquê?
Porque preferiu continuar a assistir ao endividamento constante e crescente das jovens famílias portuguesas enquanto os Bancos, que são na realidade os grandes senhorios deste país, auferiam chorudos lucros pelos empréstimos concedidos beneficiando ainda de taxas de IRC anedóticas. O Partido Socialista manteve tudo na mesma. Esta é a realidade que o Partido Socialista e alguns barões do PSD não querem ver alterada. Barões que preferem ver o próprio partido a perder eleições do que reconhecer o mérito governativo de uma nova geração que não só tem projectos de desenvolvimento concretos como também tem a coragem política de os levar a bom termo. Coisa que eles nunca conseguiram.

E o Presidente da República o que é que faz ? Faz aquilo que todo e qualquer Chefe de Estado de uma República faz: zela pelo interesse de alguns em prejuízo do interesse de todos. Zela pela família socialista e despreza Portugal. O Chefe de Estado tem que ser suprapartidário. O Chefe de Estado tem que ser o Rei. Só assim teremos a quem pedir responsabilidades pelo que sucede com o nosso país. Não a um Presidente da República, qualquer que ele seja, eleito por um ou outro partido político e que, cínicamente, se auto-intitula Presidente de todos os portugueses, optando pela desestabilização face à consolidação económica e estabilidade política. Não a um chefe de Estado a prazo, e com fim de mandato à vista.

sexta-feira, janeiro 14, 2005



Miguel Sousa Tavares e as mulheres

A propósito de Sónia Fertuzinho ser Presidente das mulheres Socialistas.

5º Parágrafo:
"Há dias atrás, aqui no PÚBLICO, Ana Sá Lopes fez o favor de me recordar, que ela (Sónia Fertuzinho) "se destacou pelo seu trabalho parlamentar e, nomeadamente no combate pela despenalização do aborto"."

6º Parágrafo
"Temos pois que o ter sido contra a despenalização do aborto me parece coisa pouca no currículo da deputada Sónia Fertuzinhos."

Vem hoje no PÚBLICO. A sério.


A frase da campanha

Disse-a Jorge Coelho, o guru, quando confrontado com a recusa do PS em aceitar o desafio para um debate televisivo sobre economia e finanças entre Pedro Santana Lopes e José Sócrates :
“O PS não tem medo de contactar com os eleitores e, por isso, não se refugia nos estúdios de televisão”. Vem na página 9 do PÚBLICO de 12 de Janeiro de 2005

Em 2000 António Guterres quando confrontado com o significado de email confessava às câmaras de televisão que tinha ideia que era qualquer coisa que tinha a ver com a internet embora não percebesse muito disso e , sorrindo, acrescentou que não era utilizador.

Como quem diz “Não fumo” quando alguém lhe pede um cigarro.

Um ano depois, uma campanha relâmpago contra a construção de um elevador para o Castelo de S. Jorge, iniciada precisamente na internet, conduziria irreversívelmente João Soares à condição de fóssil político. Três anos depois, para quem disso duvidasse (no PS pensa-se devagar e a memória é para esquecer) o congresso que elegeu Sócrates como novo paladino com mais de 80% dos votos concedeu 2% a João Soares que, ao minimizar o resultado, demonstrou ter enlouquecido em definitivo.

A frase de Jorge Coelho significa que:

1 – Daqui a 2 anos o PS estará a desdenhar a rádio.

2 – Para o PS, o e-governement, os blogs, as páginas electrónicas, os sites, a internet e todo espantoso potencial de comunicação que está, democráticamente, nas pontas dos dedos de cada português, de cada um de nós, de mim que o escrevo e do leitor que aqui chegou, é, no mínimo, desprezível. Coisa de putos. Ou de desempregados. Ou de reformados.

3 – Ao desprezar a importância da comunicação em democracia, o PS demonstra o profundo desprezo que tem pelo eleitorado. Para o PS os eleitores são estúpidos, não percebem nada de debates televisivos e só se interessam a sério pelos políticos quando assistem in loco, nos mercados, nas ruas etc., às promessas por eles feitas e que depois se estão nas tintas para cumprir. Em 1995 foi a promessa do PS de passar Canas de Senhorim a sede de concelho por exemplo. Até hoje.

4 – Para o PS, todo o mal que se disser de um governo que em 4 meses decidiu e fez mais do que tantos em trinta anos de políticamente correcto ousaram pensar, é pouco desde que contribua para a derrota da direita no próximo dia 20 de Fevereiro. Ao não desdenhar, inclusive, o serviço que alguma direita lhe tem feito de forma descarada na imprensa o PS vende-se de barato para recuperar o poder pelo poder. Veja-se como o Expresso, que defendeu em editorial uma posição contra a despenalização do aborto, vem trazendo, edição atrás de edição, o Absolut Sócrates nas palminhas. Será que o continuará a fazer após a proposta de Sócrates para a realização de novo referendo sobre o aborto a preceder o referendo sobre a Europa?

5 – Ao não conseguir propor nenhuma alternativa possível, credível, viável e inadiável num programa de governo que tem sido, decerto, a mais difícil redacção que António Vitorino teve que fazer em toda a sua rosada e rubicunda existência, o PS aguarda quietinho, caladinho, sem apelos ao contraditório, que o estrelai, o estardalhaço e o espavento feitos pelos jornais e pelos jornalistas que, de Equador debaixo do braço, não couberam no modesto Falcon que o Ministro Morais Sarmento usou para ir à ilha do Príncipe (contráriamente ao amplo espaço de que dispuseram e vêm dispondo nos Boeings utilizados por Soares e Sampaio) chegue para nos convencer que votar na direita é políticamente incorrecto.

quinta-feira, janeiro 13, 2005

O pesadelo

Alberto João Jardim tem um pesadelo recorrente que é assim:
Todas as noites, no quase quase adormecer, ouve ao longe os ecos de uma melodia "...a plaina corre ligeira, tornando lisa a madeira..."

O Barril no horizonte

Blues inspirado na barba esférica que diáriamente parasita o PÚBLICO e que (se) assina Eduardo Prado Coelho:

É sempre com cautelas de ourives que aborda temas da actualidade. Temas e assuntos que ainda não tiveram tempo para se tornarem objecto de estudo por parte de intelectuais de renome. Franceses, de preferência. Enquanto espera dispersa-se. Ora se socorre de lucubrações melancólicas que o saudosismo lhe suscita, ora salta para o terreiro brandindo a pena em defesa do indefensável.
Mas a tentação da abordagem pessoal está lá! Pequenina, nervosa, inquieta. Ineficaz mas exigente; a dúvida metódica: O que será ganhar um prémio? as eleições ? um tsunami ? O que será uma pergunta ? Enquanto as doutas frases dos provectos e sábios intelectuais, franceses de preferência, não são publicadas, traduzidas comentadas e criticadas, ao dispôr do vácuo voraz da sua mente oca, para prontamente serem sugadas para o interior do vazio escuro que é a sua caixa craniana, ele disserta. Com a delicadeza relojoeira de um “gourmand” a dissecar acepipes milimétricos, o espesso e barbudo barril opina, diz, escreve, sugere, impõe, massacra, desdenha, elogia, regurgita enfim enfastiado aquilo que acha por bem pendurar do seu nome.

quarta-feira, janeiro 12, 2005

Contas

Pelo que se pode ver aqui, nem todos são bons em contas.
O total somado dá 97% ...Faltam 3%.
Se em vez de votos fossem milhões de Euros fazia mossa.
E depois ainda querem entregar a economia à esquerda.

terça-feira, janeiro 11, 2005

Estes castelhanos...
E´sempre a mesma coisa.

Agora Portugal vai ter um rumo

Pois vai. Em rota de colisão contra José Sócrates.
Se Sócrates promete a criação de 150 mil postos de trabalho durante uma legislatura, significa que promete, em média, a criação de 103 postos de trabalho por dia.
Significa que, além de não saber o que irá dizer na campanha, também não sabe o que diz neste momento. É grave. Sobretudo para quem grita “Voltar a Acreditar” em outdoors.

Encadeado pela luz fortíssima que desponta ao fundo túnel, é essa a sua expressão no cartaz de campanha: a cara contraída num esgar encadeado, Sócrates alucina pedindo aos deuses para nunca ganhar estas eleições.
Façam-lhe esse favor. Por caridade.

O regresso

O Contra a Corrente voltou.
Dezoito dias de ausência foi o máximo que conseguiu.
Não conseguiu abandonar-nos nem sacudir o bicho da escrita.
Ainda bem.

segunda-feira, janeiro 10, 2005

Alentejo I

A coisa era assim havia anos. Em todos eles o Ti Zé vinha d’Elvas, onde morava, e estadava-se em Borba por alturas da Feira de Santos. Hospedava-se em casa da Ti Maria, que era sempre avisada da sua chegada com dois meses de antecedência. Um ano, acossado pelo tempo e por maleitas várias o Ti Zé não se julgou capaz de aparecer na Feira. Não marcou estada na da Ti Maria.
Entretanto melhorou e três semanas antes da feira, em cima da hora portanto, resolveu aparecer a marcar dormida.
- Agora, Ti Zé? Agora já não tenho vaga... – Lamentou-se Ti Maria. –Mas se vomecê for à do Ti João pode ser qu’ele vá em lhe arranjando qualquer coisa.

E ele lá foi, de saca às costas e as botas cardadas ressoando na calçada.

- Entre, entre Ti Zé que em acabando aqui este serviço já lhe arranjo onde dormir.
E assim foi.
A meio da noite porém, Ti João foi dar com um sonolento Ti Zé deambulando pelo corredor da casa murmurando rezas e coisas.
- Atão que se passa Ti Zé ? Acabou-se-lhe o sono ?
- Eu não. A cama está é cheia de percevejos!
- Atão pois, que é como pertence. Vomecê queria que a cama estivesse cheia de quê? Pintassilgos?

Livros II

A homenagem que, em Outubro, os atribuidores do Prémio Nobel planeiam fazer ao escritor português António Lobo Antunes com a entrega que lhe farão de uma menção honrosa pelo facto de ele ser o mais antigo candidato ao Prémio Nobel da Literatura é de uma perversidade assinalável, compatível com a consagração de Saramago.
E isto porque embora lhe reconheçam o esforço e por isso lhe concedam um prémio - uma menção honrosa é um prémio - traçam-lhe o destino, que é como quem diz, "...mas, escrevas o que escreveres, nunca O terás".
Prémios de consolação não. Isso dá-se aos que ficam em segundo lugar nas gincanas da pré-primária.

Livros I

Afinal parece que a castiça Buchholz não se encontra assim tão mal.
Vai só mudar de dono. Ainda bem, porque pelo andar da carruagem mais o passivo atrelado então é que se finava mesmo. José Leal Loureiro, é o salvador. Vem no suplemento "Actual" do Expresso Nº1680 de 8 de Janeiro de 2005. E já vinha no PÚBLICO de dia 6.
Não foi o Aviz que descobriu isso sozinho.


domingo, janeiro 09, 2005


Em 1º

sexta-feira, janeiro 07, 2005

3 - presidenciáveis -3

Há uma insuportável arrogância por parte da classe política na forma como trata o eleitorado.
Quando Guterres bateu com a porta de S. Bento, usando como pretexto uma derrota do PS nas autárquicas, fê-lo na sequência de crises políticas monumentais dentro do seu governo, a meter conferências de imprensa por parte de alguns dos envolvidos, com ataques pessoais na imprensa etc., etc. O Presidente da República chamou-o a atenção ? Não. Ameaçou demitir o Parlamento ? Não. Demitiu o Governo ? Não. Chegou, inclusive, a manifestar-lhe total solidariedade ( quando Guterres já se encontrava do lado de lá da porta que batera) apelando-lhe que regressasse para dentro, que estava frio lá fora, que ele não tinha a culpa do desaire eleitoral das autárquicas, que tinha que continuar à frente do governo e que tal e coiso etc., e tal . Mas Guterres já partira, de melena ao vento, iniciando a travessia do deserto que, pensa ele, o conduzirá inexorávelmente ao lado de dentro da porta de Belém.
Isto, claro, à conta da congénita falta de memória do eleitorado nacional.
E vai um.

A atitude auto-stalinista de Cavaco Silva ao exigir que fosse retirada a sua imagem do ramalhete de 1ºs Ministros do PSD (próprio cartaz aliás evoca à saciedade a iconografia soviética) frisando bem que se estava a distanciar da vida partidária, revela que a descrição com que avança para Belém é idêntica à que se pode presenciar no desfile da banda dos Bombeiros Voluntários de Sobral de Monte Agraço, seguida de uma largada de toiros.
Para o Schwarzenegger nacional, a congénita falta de memória do eleitorado, fará com que, entre outras coisas, o bloqueio da Ponte, o "não leio jornais", o "nunca me engano e raramente tenho dúvidas" , o mastigar Bolo-Rei de boca aberta aos microfones da comunicação social, enfim as variadíssimas demonstrações de pura arrogância e total falta de respeito pelo país de que era 1º Ministro, sejam sumáriamente esquecidas e que a Presidência da República seja o corolário natural de uma vida académica irrepreensível.
E vão dois.

Há todavia alguém que, ou muito me engano ou será O candidato.
Com uma carreira política sem mácula, que inclui uma passagem pela Assembleia Geral da ONU, descomprometido partidáriamente (tendo inclusive sido escorraçado do partido que fundou), assumindo posições frequentemente polémicas em assuntos tão diferentes como a Regionalização, a Guerra do Iraque e a despenalização do aborto, Diogo Freitas do Amaral é a única personalidade que, tendo conseguido reunir um consenso alargado por parte do eleitorado de esquerda e de direita, se pode apresentar como genuíno candidato à Presidência da República de todos os portugueses em 2006.
E vão três.

quarta-feira, janeiro 05, 2005

Conversa chata

Desde o dia 2 que o Aviz só fala de direitos de autor e de bibliotecas e de mais bibliotecas e mais direitos de autor e o camandro. Está a ficar quase tão chato como o Abrupto (sem link! Jamais linkarei o Abrupto, essa espécie de Eduardo Prado Coelho dos Blogs...)
E o Bookcrossing ? Onde é que vão parar os direitos de autor? Embrulha.

Divagações

Os blogs são um fenómeno curioso. Não falo de blogues, porque não passam de tentativas de complicar o que já de si é difícil de entender. O aportuguesamento serôdio de certas palavras como (blog – blogue), com medo que a boa língua pátria se fine como o latim e o grego (imagine-se! chamar língua morta à falada pelos actuais campeões europeus de futebol....grrr..) revela apenas o quão encasquetada está a opção de complicar, na burocrática, mítrica (e quiçá encuzada) forma de pensar da intelectualidade nacional.
Mantendo intacta a raiz da palavra, enxertam-lhe com um u a preceito não vá aparecer por aí alguma filoxera da escrita. Outras vezes, algumas iluminárias literárias, em arremedos anglófilos e imbuídas de Shakespeare das virilhas aos sovacos, acrescentam apóstrofos e ss no fim de palavras inglesas, como quem distribui moedas de cobre aos indigentes, julgando com isso pô-las no plural. Peasants.
Os jornais, esses então, são seara abundante em tais cereais. Ou horta rica em tais nabices. Ou eira farta de tais espigas. Ou....ok ...adiante.

Mas, dizia eu, os blogs são uma homenagem permanente a uma coisa a que nos voltámos a habituar rápidamente há, relativamente, pouco tempo : Liberdade de expressão.

Contráriamente ao que toda a gente pensa, não foi o 25-de-abril-de-1974 que trouxe isso a esta terra. Naaaa. Em 4 de Outubro de 1910, a censura não passava de uma promessa republicana. Cumprida de imediato após a Proclamação do dia seguinte.

Agora a sério. Eu, com quase 900 anos de existência, nunca pensei que a terra por que lutei e que para tal instruí meus descendentes, se viesse a tornar neste curral de bestas mansas que, daqui a nada, estão mortinhas por se tornarem mais uma província castelhana. Soubesse eu isso e vos garanto que do regaço da Raínha Santa não teriam saltado rosas, mas garrafas de bom tinto alentejano. Palavra de Rei.

 
Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue!