terça-feira, março 15, 2005
SCUT para todos
O Governador do Banco de Portugal, Dr. Vítor Constâncio, anunciou publicamente que a unica forma de se conseguir fazer face às despesas de conservação da rede viária nacional será recorrendo ao aumento dos impostos sobre veículos e combustíveis, o que trará por arrasto o aumento do preço dos passes e bilhetes dos transportes públicos utilizados na sua maioria por idosos e pessoas de menores recursos financeiros. Tudo para que quem passe nas SCUT passe feliz. E sem pagar.
A festa da Moviflor
Não há sítio a que vá, atitude que tenha, peido que dê que não tenha os mass-mérdia à perna quais tubarões no rasto de baleias menstruadas.
Acabando de ouvir as conclusões de Sousa Tavares sobre o regresso de Pedro Santana Lopes à Câmara de Lisboa constato que o nível a que se pode descer para espezinhar um adversário derrotado pode descer sempre um pouco mais em cada dia que passa.
É espantoso o alarido e o sururu que ressoa pelos mass-mérdia relativamente à "indefinição" da posição de Santana Lopes recuperar ou não o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e o atraso gravíssimo que isso traz às inadiávies e urgentes decisões que a Câmara tem que tomar, quando comparado com o shiu cúmplice que acompanhou o silêncio do Presidente da República e que decorreu entre o anúncio da dissolução do Parlamento e a sua efectivação.
É a festa da Moviflor no seu pior.
O que nos vale é que toda a gente está agradavelmente surpreendida com este novo governo.
Toda a gente, repete na TVI Sousa Tavares, enquanto se desvia dos dentes (riscados pelos brincos) de Manuela Moura Guedes.
Nota - Qualquer governo que fosse constituído após a saída de Barroso para a Presidência da Comissão Europeia estaria condenado à partida. Mesmo se fosse liderado por Manuela Ferreira Leite. Era só e apenas uma questão de reorganiazção da chefia do partido do Presidente da República. Tudo o resto é conversa.
20 de Julho de 2006
Cerca de 600.000.000 de seres humanos saltarão ao mesmo tempo no hemisfério Norte, o que fará com que a órbita da Terra se altere arrastando com isso benéficas alterações a nível climático e de duração dos dias. Se calhar até a desviarão de um provável e funesto impacto de um qualquer cometa destrambelhado. Vejam como aqui.
Foi no Local & Blogal que descobri esta história.
Talk Back
Sócrates aquiesceu.
segunda-feira, março 14, 2005
Portugal? Que se queime!
Ninguém parece muito preocupado com isso.
O trabalho da autoria de Pedro Almeida Vieira, publicado numa Grande Reportagem de Agosto de 2004 e aqui transcrito na integra, aponta a solução que a Andaluzia adoptou para combater os incêndios florestais, numa área sensivelmente igual à de Portugal Continental. E tem resultado:
Desde 1995 que o total de área ardida na Andaluzia é inferior ao que chegou a arder em um só dia em Portugal nos fogos que deflagraram entre 2002 e 2005!
Ninguém parece muito preocupado com isso. Os sapadores de Castelo Branco estão à beira da extinção, por exemplo. Não há dinheiro, dizem.
Quando, a seguir ao próximo Verão, o pelouro da REN e da RAN passar para as mãos das autarquias a pretexto da "ineficácia" da sua presente gestão sendo essa uma das "razões" da sua destruição pelos incêndios, etc., , então será tarde.
Os autarcas, esses, poderão refazer os PDM a seu belprazer, depredando as florestas de cada concelho como bem entenderem, concedendo licenças de construção a torto e a direito, sacrificando a gestão de um património colectivo insubstituível ao asfalto, ao betão, à ignorância e à estupidez.
A República, ufana, exulta.
100.000.000
O despertar do Dragão
sexta-feira, março 11, 2005
Desnorte
Pelo que li nos links deste post do Aviz, a palavra Portugal (ou será portugal?) foi a mais procurada nos acessos à internet cá do Reino no passado ano de 2004.
O povo quer ter a certeza de que o seu país não é noutro continente ou planeta qualquer.
Então vá de cacetada tecnológica e vá de pôr as fuças desses browsers perdigueiros à procura.
Repensar o aborto
* - O Eng. Nuno da Câmara Pereira também é referenciado, ocasionalmente, como intérprete de fado.
R & M
Todos os ministros foram sumarissimamente postos no olho da rua. Em passo acelerado, que se faz tarde.
Todos? Não.
Ficou o Aires de Sá, Ministro dos Negócios Estrangeiros. A Reviradeira durou 8 dias.
Entre 30 de Novembro e 12 de Março de 2005 começou o chamado Marasmo: o presidente da República demite a Assembleia democraticamente eleita e prepara a convocação de novas eleições para a formação de novo governo.
Toda a direita foi sumarissimamente posta no olho da rua. Com calma que os tempos são outros.
Toda? Não.
Ficou Freitas do Amaral, Ministro dos Negócios Estrangeiros. O Marasmo começou há 42 dias e ainda não acabou.
Em Évora
Falta de chapas de matrícula em viatura estacionada obriga a intervenção da brigada de minas e armadilhas da PSP.
Anselmo, o proprietário da viatura, ao regressar com as chapas que tinha levado a arranjar vê uma data de gente, uma data de polícia, uma data de fumo, o carro explodido e chega a ser detido.
No DN de hoje:
"A PSP fez duas explosões controladas num veículo ligeiro sem matrícula estacionado no parque das Portas de Avis, em Évora, por suspeitar da existência de uma bomba no interior do veículo. O facto de este não ter chapas de matrícula levantou suspeitas e levou à actuação da Brigada de Minas e Armadilhas da PSP da cidade. Após análise da situação, os agentes optaram por fazer explodir o veículo para anular as fontes de alimentação. Esta operação decorreu durante mais de três horas e fez parar toda a circulação viária entre as portas de Avis e da Lagoa, reunindo na zona dezenas de pessoas. Após a detonação, surgiu o dono do veículo, que explicou às autoridades ter retirado as chapas de matrícula do veículo porque estavam danificadas e que tinha ido arranjá-las. O proprietário do veículo chegou a ser detido pela PSP e disse ao DN que o que se passou foi "um acto irreflectido". "Não fazia ideia das consequências que isto tinha", acrescentou, dizendo apenas que se chamava Anselmo e não queria revelar o apelido para evitar ao máximo ser alvo de "gozo" por parte da população. Contactada pelo DN, a PSP diz que fez o procedimento normal. E, ontem durante a tarde, um fonte policial citada pelo Portugal Diário afirmava que as suspeitas estavam relacionadas com a existência de "fios eléctricos visíveis no interior do veículo".
quinta-feira, março 10, 2005
terça-feira, março 08, 2005
Ministro? Não, obrigado.
Prefere ser deputado. Aliás, prefere servir o País como deputado do que como Minstro.
Além disso há aquele conhecido escritório de advogados para quem ele também trabalhará.
Está no seu direito. Ser deputado e advogado. Assim fica mais em conta.
Ainda por cima, sendo o seu nome uma Marca Registada, bastava que o tal escritório de advogados ostentasse o seu nome à entrada numa placa doiradinha e ele receberia uma rendazita mensal por isso. Direitos de publicidade, ou lá o que é.
Agora como Ministro? Vai lá vai. Para já teria que ser em full time, o que seria uma chatice. Depois corria o sério risco de se "queimar" politicamente, como correm todos os Ministros deste GSN*, e ele não está para isso. No fundo no fundo, ainda acredita naquela vozinha que lhe segreda ao ouvido: "Vitorino, serás Presidente de toda a gente".
* GSN - Governo de Salvação Nacional. Conceito inventado por Mário Soares para designar o que sairia das eleições, caso o PR dissolvesse a AR. Mário Soares é também autor da expressão "povo de esquerda", designação que abrange todos os que votaram conjuntamente no BE, na CDU e no PS.
Todavia, o conceito de "escarafunchadores de cenários conspirativos" não é da sua autoria. Nem de Eduardo Prado Coelho.
segunda-feira, março 07, 2005
O sindroma de Estocolmo*
A "preocupação" dos raptores de Sgrena em convencê-la de que os americanos não a quereriam viva para contar o que viu revelou-se "profética". Sequestrada, torturada física e psicologicamente, sentindo-se abandonada, Giuliana Sgrena estaria naturalmente extremamente vulnerável no próprio dia da sua libertação.
O ataque de que foi vítima a coluna automóvel que a conduzia ao aeroporto foi o cumprimento de uma "profecia" feita dias antes pelos seus raptores.
Eu também acreditaria em "profecias", sobretudo se o profeta estivesse armado e pronto a disparar.
Não é de todo improvável que, após a passagem de alguns postos de controle, o pânico se tenha apoderado das forças americanas ao serem "avisadas" de que a coluna que tinham deixado prosseguir era contituída por "bandidos em fuga".
E isto porque:
1. Se de facto as forças militares americanas não quisessem que Sgrena saísse viva do Iraque, ninguém teria sobrevivido ao ataque que vitimou Nicola Calipari.
2. Se quem "informou" as forças militares americanas da "fuga em progressão" (alguém intencionalmente despoletou uma reacção de perseguição e detenção de veículos na sequência da passagem incólume por vários postos de controle) tivesse querido outro desfecho, provávelmente teria informado não a fuga de bandidos mas, por exemplo, da presença de veículos bomba carregados de explosivos, levando com isso ao bombardeamento dos mesmos e literal aniquilação de todo e qualquer tripulante ou passageiro, impedindo com isso que a "profecia realizada" fosse divulgada ao mundo.
3. O objectivo dos terroristas iraquianos foi plenamente conseguido: Através da manipulação de um refém depauperado e de uma acção de "contra-informação" cuidadosamente planeada conseguiram manipular a opinião pública dos italianos em primeiro lugar e, a pouco e pouco, a do resto dos media europeus.
A indignação dos italianos é justa. Os casos de morte por "fogo amigo" têm sido demasiados. Mas a manipulação da opinião pública é um objectivo que, longe de ser desprezado, tem vindo a ser cada vez mais utilizado pelos terroristas no Iraque como uma arma poderosa que muitas vezes é usada com violência directa, Atocha 11 de Março de 2004, ou indirecta.
Custa-me muito a acreditar na versão de uma refém que passou tanto tempo nas mãos de terroristas. Por muita simpatia e compaixão que me inspire.
* No dia 23 de Agosto de 1973, três mulheres e um homem foram feitos reféns num dos maiores bancos de Estocolmo. Foram sequestrados durante seis dias por dois ex-reclusos que alternaram ameaças de morte com atitudes de extrema simpatia para com os sequestrados. Para supresa do mundo inteiro, que na altura acompanhou o fenómeno, todos os reféns resistiram fortemente às tentativas do governo sueco em libertá-los, mostrando-se, pelo contrário, muito empenhados na defesa dos seus raptores. Na realidade, vários meses após terem sido salvos pela polícia, ainda manifestavam sentimentos de carinho em relação aos que os tinham ameaçado de morte.
domingo, março 06, 2005
The EGG Project

NASA photo
"É UMA REDE GLOBAL de fontes de dados aleatórios que mostram desvios em relação ao esperado, relacionados com eventos que afectam milhões de pessoas. Os resultados desafiam concepções clássicas do mundo, no entanto, análises independentes confirmam este comportamento inesperado e indicam também que não pode ser atribuído a forças físicas comuns ou a campos electromagnéticos.
O Projecto de Consciência Global (GCP – Global Consciousness Project) é uma colaboração internacional iniciada em 1998 para estudar a subtil influência da consciência humana no mundo físico. Mantemos uma rede de geradores de eventos aleatórios (REGs – Random Event Generators), com equipamentos em mais de 50 locais, do Alaska a Fiji, em todos os continentes e em quase todos os fusos horários."
Mercado Político
Apoiá-lo como candidato presidencial já não.
Natureza morta
As consequências começaram há dias a ser conhecidas: queimaduras na pele, hemorragias gastro-intestinais, etc., Como as fronteiras são de difícil marcação nos oceanos, é de prever que o mal alastre nos oceanos atingindo as populações costeiras, para não falar na aniquilação da vida marinha. No Índico primeiro. Depois nos outros.
Recebida por email
sexta-feira, março 04, 2005
Life generators
Quando a terapia genética se tornar realidade e a cultura de mórulas humanas para a transfusão de células estaminais não diferenciadas se vulgarizar, muitos dos que hoje se apresentam como "defensores da vida" prontamente abraçarão o progresso científico em prol dessa nova forma de "defesa da vida".
A deles, claro.
quinta-feira, março 03, 2005
Sabedoria popular I
(Provérbio godo inscrito, ao de leve, na pata traseira esquerda da porca de Murça. Em Murça.)
Erro humano
Mas não foi só do motorista que estacionou indevidamente o veículo que conduzia.
Também não foi só o ímpeto de forcado que impele os bombeiros portugueses para os cornos do fogo e da morte.
Foi sobretudo o desprezo a que os responsáveis da República vêm votando as suas gentes, os seus cidadãos, os seus bombeiros e o património desta terra.
Permanece a cultura da leviandade, da irresponsabilidade, da desresponsabilização, e deixa-andar-que-logo-se-vê.
É mais importante discutir se o teu monovolume paga x ou se o trivolume do vizinho paga y.
É mais importante discutir as alarvidade e aleivosias proferidas por um Padre Nuno Pereira Serra da vida a soldo de neo fascistas do que chamar a atenção para a iminente desgraça que se avizinha.
É mais importante dissertar sobre farmacologia (de anti-depressivos a pílulas pós coito) do que
pressionar o poder a assumir a sua responsabilidade na prevenção da tragédia anual que são os fogos em Portugal.
São estes os mass-mérdia que temos.
Portagens: classe 0
Mais um mesito ou dois e Sócrates isentava o país inteiro de portagens.
Já não haveria portugueses de 1ª ou de 2ª. Nem monovolumes. Nem nada.
quarta-feira, março 02, 2005
Xeque-mate
Na sequência de um documentário interessante, todavia sucinto e ligeiro, sobre Maria Madalena, Jesus e o Código Da Vinci, que incluia troços de entrevistas com Dan Brown e Umberto Eco entre outras , o surreal acontece: Márcia Rodrigues apresenta em plena Biblioteca Real de Mafra os "convidados para o debate desta noite".
A saber: A Dra. Helena Barbas, considerada uma especialista em Portugal sobre Maria Madalena, O Padre Carreira da Neves, O Padre Anselmo Borges, professor universitário e o Dr. João César das Neves (sim, esse mesmo, o que conseguiu numa entrevista a' O INDEPENDENTE estabelecer uma relação qualquer entre a sida e os pastéis de nata) .
Márcia Rodrigues e os convidados pareciam atarrachados ao chão, em volta de uma peça de dominó, tal não era o contraste entre a magnificência do espaço escolhido e a sua, deles, condição de mortais. Como a Dra. Helena Barbas era a única minimamente preparada para poder dissertar sobre o assunto, o resultado desta "partida simultânea" foi um sumarissimo xeque mate aos restantes convidados.
Só para dar uma ideia :
Pe. Carreira das Neves - Começou por declarar que toda a história do romance de Jesus com Maria Madalena não passava de um monte de patranhas, que ela não passava de uma prostituta, etc., para no fim reconhecer que, sim senhor tinha lido nos Evangelhos gnósticos de Tomé algumas referências inaceitáveis relativamente à demonização da mulher.
Pe. Anselmo Borges - Na sua primeira intervenção chamou "igreja selvagem" ao conjunto de opiniões sobre o cristianismo diferentes da ortodoxia de Roma, no fim acabou por pôr em causa o celibato dos Padres e a proibição do uso do preservativo.
Dr. João César das Neves - Começou por negar a inquisição, alongou-se sobre o facto de o livro constituir mais uma perseguição aos cristãos e dissertou amplamente sobre a importância de se discutir ou não o mau hálito do Dr. Jorge Sampaio, Presidente da República, tendo acabado a sua participação no debate com a expressão vazia de quem não tinha a menor ideia de onde estava nem o que ali, onde quer que fosse, estava a fazer.
Dra. Helena Barbas - Sendo a única com preparação para o debate, ouviu todos os dislates possíveis e imaginários sem nunca ter cedido à tentação irresitível de desatar a rir às gargalhadas; interveio pontualmente para dissipar a enorme confusão que fumegava das cabeças dos restantes convidados; chamou a atenção para uma série de "pormenores", amplamente documentados, que revelaram mais uma vez a tendência irresistível que a ortodoxia de Roma tem para manipular a história a seu bel prazer e de acordo com as suas conveniências, acabando por passar um atestado de incompetência aos restantes presentes, retirando-lhes toda e qualquer credibilidade face à veleidade que possam vir a ter de sonhar em abordar o início de qualquer dissertação sobre o papel de Maria Madalena na história do cristianismo.
O programa acaba com uma panorâmica inexplicável ao tecto da Biblioteca, fruto talvez do embasbacanço que se apossou do operador de câmara e do transe colectivo que, na altura, reinava na régie.
terça-feira, março 01, 2005
Estaturas
"Eu sou do tamanho daquilo que escrevo."
Sugeria Fernando Pessoa, aos 14 anos.
"Neste momento só há uma ideia que me atormenta: António Vitorino, a eminência parda do PS e do futuro governo; Marques Mendes, provável dirigente dos social-democratas. Valha-nos Deus! A altura destes homens."
Sugere Francisco José Viegas, aos 42 anos.
segunda-feira, fevereiro 28, 2005
Tinha que ser
Parece que sim.
Million Dollar deve ser a parte dos Sonhos visto este continuar a ser um país de tesos e Baby deve ser a parte dos vencidos (aquilo da incubadora, do guerreiro menino e o camandro..) Sim, só pode ser isso.
Susan Kare
Desde o primeiro Macintosh que a simbologia utilizada pela Apple é da sua autoria.
Vale a pena espreitar aqui o seu portfolio.
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
Desenganem-se
quinta-feira, fevereiro 24, 2005
Ainda as quotas
Não concordo com esse sistema. A ocupação de qualquer tipo de cargo, seja político ou outro, deveria obedecer apenas e sempre a critérios de competência de quem para tal se sente vocacionado. Nunca por atribuição de quotas.
Maria de Lourdes Pintasilgo, Natália Correia, Helena Vaz da Silva, etc., foram quem foram sem nunca terem beneficiado de nenhum tipo de sistema de atribuição de quotas.
quarta-feira, fevereiro 23, 2005
Banco de Tempo
Como tive oportunidade de lhe dizer na altura, sou contra qualquer tipo de atribuição de "quotas" de participação das mulheres na política ou noutro tipo de actividade qualquer.
Hoje deparei com este post no seu blog. Um excelente projecto. Sem quotas.
Living is learning, said the actress to the bishop.
Ao Aviz
(Viva a prata da casa, abaixo o outsourcing!)
terça-feira, fevereiro 22, 2005
Habituem-se!
Quem, como José Alberto Carvalho, achou esta resposta enigmática está lixado.
Provérbio Maori : O tubarão fecha os olhos antes de morder, o que não significa que esteja com sono.
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
Desgraça Absoluta
A maioria absoluta para fazer qualquer coisa muito importante que não sabe o que é.
Estão de parabéns, entre muitos outros, Durão Barroso, Jorge Sampaio, Cavaco Silva, José Sócrates, Freitas do Amaral, José Pacheco Pereira, Francisco Pinto Balsemão, Marcelo Rebelo de Sousa, Henrique Chaves, Belmiro de Azevedo, Miguel Sousa Tavares, Vasco Pulido Valente Correia Guedes, os Patos Bravos em geral, O semanário Expresso, o jornal Público, o Freeport de Alcochete, os meus vizinhos do 2º andar, o Júlio Izidro, os projectos de extinção da REN e da RAN, os promotores imobiliários nas zonas protegidas, a hierarquia da Igreja Católica, o Padre Melícias, etc., etc., etc.,
O dia 20 de Fevereiro de 2005 ficará na História de Portugal como a data do FARTANÇO.
A data em que Portugal, farto de tanta incompetência em tanto lado respondeu ao apelo do único Chefe de Estado possível, o socialista Jorge Sampaio, e depositou nas mão de um só partido político a responsabilidade de ou tudo ou nada.
Agora já está. Depois, por favor, pelo menos não se queixem, está bem?
sábado, fevereiro 19, 2005
Sem comentários
Não precisam.
quinta-feira, fevereiro 17, 2005
O despertar dos barões
José Pacheco Pereira, depois da sucessão de ataques e de "cacetada" proferidos e desferidos contra o presidente democráticamente eleito do seu partido, Pedro Santana Lopes, quer na sua página no Público, no seu blog ou nas intevenções que tem feito no programa de TV quadratura do círculo, reconhece hoje que o voto no PSD é a condição necessária e suficiente que legitimará a sua participação no combate que se avizinha no interior do seu partido a seguir a 20 de Fevereiro. Também ele votará PSD.
Este despertar tardio, este regresso "à filho pródigo" depois de tudo o que foi dito e escrito não é inocente, é calculado e tresanda a esturro por todo o lado.
O "deita abaixo" praticado pelos barões do PSD desde Julho, além de ter aquecido as costas a Sampaio na sua decisão de dissolver a Assembleia colocou os seus autores ao nível do Presidente da República: o interesse do partido primeiro, depois o de Portugal. Duas faces da mesma moeda.
Em 30 anos Espanha teve 4 governos e Portugal teve quantos? Onde estava Espanha em 1976 e onde está agora? E Portugal ? Nunca se esbanjou tanto em tão pouco tempo à conta do "ideal republicano". Factos são factos.
Recusar liminarmente, à partida e por princípio, a hipótese monárquica para Portugal é de uma arrogância insuportável que raia a estupidez mais abjecta.
quarta-feira, fevereiro 16, 2005
Homenagem a Luís de Sttau Monteiro
terça-feira, fevereiro 15, 2005
Igreja vs Estado
segunda-feira, fevereiro 14, 2005
Código Da Vinci
Ou leu e diz que não leu com vergonha de o ter lido e não se fala mais nisso, ou não leu e não fala disso porque não se fala do que não se sabe.
VPV ao classificá-lo de romance de aeroporto é, entre muito pouca gente, a excepção. Leu e classificou.
Hoje A Bomba escreve sobre o livro e refere o site de Bernardo Motta.
domingo, fevereiro 13, 2005
sexta-feira, fevereiro 11, 2005
Uma questão de postura
Quando confrontado com o disparate impresso há dias no Público, envolvendo Cavaco Silva, Sócrates retorquiu, opinou, afirmou e confirmou.
Poesia
Perante a interrogação do jornalista sobre as razões daquela mancha poluente, agarrada aos
cascos dos barcos no porto do Caniçal, Ilha da Madeira, o pescador responde:
Há versos que dizem que é das fábricas da zona franca.
Nem mais.
quinta-feira, fevereiro 10, 2005
Demagogia vs Populismo
Cuidado
O Público criou uma armadilha para blogs chamada Blogspot.
Um perigo.
Funciona assim:
Horas depois é exposto aos olhos do mundo, sem pele, exibido como um troféu de caça, acabando na indigência, servindo de limpa-vidros, papel higiénico, embrulho de peixe, base de comida para gatos de rua, etc., etc.,
Hoje apanharam o Blogue dos Marretas.
Ordens são ordens
Guterres, o Melenas, aquiesceu e saiu de cena. Pela surra, como de costume.
Economia de subsistencia
Preparem-se.
quarta-feira, fevereiro 09, 2005
Cavaco tenta evitar vitimização de Santana
Consta que nas declarações proferidas anteriormente, Cavaco se referira a uma maioria absoluta do CDS, mas visto as mesmas declarações terem sido proferidas enquanto mastigava alternadamente uma sandes de chouriço de Ponte de Lima, um Bolo Rei endurecido e um Prego no pão com mostarda de Dijon, as suas ultimas palavras terão sido entendidas como sendo "do PS" e não "do CDS".
Após o sucedido Cavaco prometeu remeter-se ao silêncio até dia 20.
Questionada sobre se isso seria possível, Maria Cavaco Silva esposa do ex-1ºMinistro, terá respondido:
- Ele lá em casa não é muito falador.
O Bloco reage
sistema contrário ao progresso social.
(Definição retirada daqui. Nada a ver com o dicionário do Dragoscópio.)
Sentido de Estado
terça-feira, fevereiro 08, 2005
S.O.S. roger and out
Acabado de chegar das minhas deambulações pelos blogs do reino constatei que muitos dos meus conterrâneos ainda encaram um computador como uma máquina de escrever sofisticada.
Para prevenir as nefastas consequências que uma incongruencia informática alheia à vossa vontade possa provocar nos vossos blogs, reduzindo-os sem dó nem piedade a memórias distantes e inacessíveis, inspirando nos que vos lêem ou escutam sentimentos cruzados de incredulidade, comiseração, condescendencia, profundo desprezo e muita vontade de rir, ou seja, perderem pura e simplesmente tudo o que tiverem publicado, sugiro que façam um backup periódico dos vossos blogs. Por exemplo:
1.- Abrir uma aplicação de processamento de texto.
2.- Abrir o Blog. Premir o botão direito do rato e escolher a opção Código-fonte.
3.- Não entrar em pânico com o que aparece .
4.- Com o botão direito do rato escolher a opção Selecionar tudo seguido de Copy.
5.- Fazer Paste no processador de texto aberto e salvar.
(O passo seguinte é opcional)
6.- Recostar-se lentamente na cadeira, esticar as pernas e cruzá-las, cruzar os dedos das mãos atrás da nuca e dizer com firmeza: Desta vez lixei-te, grandecíssimo cabrão!
domingo, fevereiro 06, 2005
Sites fixes
Este autêntico webaholic, venerado por muitos como um verdadeiro guru, tem vindo a desenvolver um trabalho de pioneiro, na forma e no conteúdo, em termos de webdesign.
Por cá temos o Rodrigo Cerqueira e o seu Atomicdelicia.
Penso que é do melhor que temos em termos de webdesign de produção nacional.
Uma actualização mais frequente da página também não seria mau.
Digam-lhe isso.
sexta-feira, fevereiro 04, 2005
Dize tu, direi eu
Os jornalistas pareciam um júri. E o conjunto todo, com semáforos, avisos tipo "só tem 30 segundos" e o camandro, parecia um concurso bera daqueles que proliferavam nos anos 80 (repararam no tamanho dos semáforos que espetaram nas bancadas dos gajos ?) em que os prémios consistiam no tempo que teriam para a arengação final. Sócrates, por ter tido mais tempo ganhou mais prémios, mas foram todos tipo vales para detergentes, CDs do Dino Meira e da Mónica Sintra e arquinhas de madeira envernizada das lojas de chineses.
Santana, por seu lado, embora tivesse tido menos 40% de tempo para a sua arengação final, saíu a ganhar um ipod, um portátil com internet wireless e a colectânea de mp3 do Contra a Corrente.
Resumindo, um debate frouxo, condicionado e sem garra.
À porta do estúdio e a fazerem um escabeche dos diabos ficaram os acompanhantes de Sócrates. A saber : a família Soares, Manuel Alegre, Freitas do Amaral, Vasco Lourenço, duas dinamarquesas e Zé Zé Camarinha.
quinta-feira, fevereiro 03, 2005
Choque Tecnológico
Este foi "picado" de um post de 21 de Maio de 2004 do Radicais, que por sua vez o "picara" do Doninha, cujo link não encontrei.
Para uma profilaxia de choque contra o desânimo das hostes.
“ Pode ser que se foda
(post emocionalmente desequilibrado; bolinha vermelha no canto superior; desaconselhado a maiores e vacinados)
Não sei quem é que o meu computador pensa que é, mas uma coisa posso garantir a todos: pode não passar de hoje, o filho da puta. Vai para dois meses que me leva três quinze dias para inicializar o caralho de uma sessão, intermediados de avisos que não consegue encontrar o “ficheiro SYSTEM.INI” e mais não sei o quê. Não consegue “encontrar”, procure melhor, olha o caralho.
“Não foi possível carregar a biblioteca de Ligação Dinâmica.” O quê, filho? Deve faltar o “msnp32.dll”, pensei eu, recordando-me de um antigo conselho da minha avó sempre que me aprestava para ir à amêijoa, há 15 anos: “Não te esqueças de levar o msnp.dll, Fernando Jorge.” Nunca me esqueci e sempre voltei da Ria Formosa vivo, ainda que sem amêijoa quase nenhuma. Desta vez a coisa fia mais fino: um quarto de hora depois de ter ligado o botão do computador, mas ainda a vinte minutos de poder ver o meu Aldaily, aparece-me, lustrosa e impecavelmente desenhada, uma caixa de diálogo informando-me, precisamente, da ausência do fatídico “msnp32.dll”.
“Insira disquete”, diz depois. Insiro-lhe, em cada uma das suas peças, qualquer dia, é um maçarico corta-chapas dos estaleiros de Gdansk, daqueles de tecnologia soviética, agora à venda por tuta e meia na Feira da Ladra de Varsóvia, e utilizados pelas máfias russas para assaltar as caixas fortes dos bancos siberianos. Desde que tenho NetCabo, então, o cabrão do computador mais parece governado por um sindicato alemão: vai não vai, mesmo gordo de mil e uma regalias, faz greve, sem aviso prévio ou outro tipo de satisfações, o que está contra a lei, como se sabe. E, last mas não o least, depois desta travessia do Pacífico em cacilheiro da Transtejo, estou muito bem, já no meu quarto de hora habitual que normalmente me leva a abrir a página do New York Times, e o paneleiro desliga-se, todo contente, com ar de quem está a cumprir bem o seu dever, e, cúmulos dos cúmulos, informando-me que faz isto para minha 'segurança'. O que ele, o computador, não sabe, é que a zelar assim pela minha 'segurança' está a contribuir para que a sua própria 'insegurança' em grau que talvez o surpreenda.
A minha vida é um batido de ovas de choco(...)"
terça-feira, fevereiro 01, 2005
Amnésia
Lembram-se do Manifesto Anti-Portas da autoria do deputado socialista Carlos Candal?
Eu lembro-me. E também de quem o aplaudiu. De pé.
segunda-feira, janeiro 31, 2005
O ácaro
Não é só o Expresso que dispõe da boa vontade de canideos sobredotados na produção de escrita, como eu já referi aqui.
O Público também dispõe de um valioso contributo alimário. Trata-se de um ácaro mutante e xenófobo que ora perorando sobre isto ora opinando sobre aquilo se vai enchendo e inchando dia após dia qual carraça vampirizadora, à custa da verborreia compulsiva e gráficamente expulsa de que é acometido sempre que se dispõe a imitar o que de mais nobre o homem faz: escrever.
Eis alguns excertos que extraí e cuidadosamente separei do monte de asneiras que a criatura achou por bem pendurar do seu nome no Público de hoje:
(...)Deve ter sido um daqueles brasileiros que o orientam na campanha e lhe fazem hinos de menino e guerreiro.(...)
Outra :
(..)Ou desses que põem nos cartazes coisas como "este sim, sabe quem é".(...)
Outra ainda:
Há dois ou três dias, o mesmo brasileiro, vindo directamente do Bois de Boulogne ou da floresta da Tijuca, descobriu que o grande tema que dividia a sociedade portuguesa...(...)
domingo, janeiro 30, 2005
Alentejo II
De olhos postos no chão, que o sol estava áspero e encadeante, um deles repara em uma ponta de charuto caída entre a erva seca, na berma do caminho. Pára, baixa-se lentamente e segura a beata de charuto com cuidado. Enquanto se endireita, com o vagar e perplexidade de quem tem todo o tempo do mundo mas acabou de fazer uma descoberta súbita, rola lentamente a beata de charuto entre o polegar e o indicador da mão direita. Diz:
- Sabes uma coisa Zé? Isto, isto é que é fumar. Olha bem p'ra isto. Igualzinho aos do Engenheiro.
Metendo a mão esquerda no bolso das calças, por debaixo dos safões encardidos, retira um velho isqueiro a gasolina com que acende a beata de charuto. Após inspirar profundamente duas longas fumaças, deixa sair o fumo devagarinho por entre os dentes descarnados pela piorreia e os beiços entreabertos. Observa por instantes o morrão aceso, as sobrancelhas arqueadas e, pensativo, diz:
- Um gajo pranta uma merda destas nas beiças e sente-se logo rico, pôceras!-
- Ah é? - respondeu o outro.
- É pois. Tás vendo além aquele olival entre a arceada do pasto e o cabeço da viúva?
- Tou. Que é que tem?-
- Amanhã vou comprá-lo. Todinho.
- Porra, pá. passa-me aí essa merda e deixa-me cá experimentar também pra ver como é que é.-
O outro passa-lhe a beata de charuto e ele dá duas fumaças curtas seguidas de uma longa e bem puxada. Enquanto solta o fumo devagarinho, semicerra os olhos na direcção do olival entre a arceada do pasto e o cabeço da viúva. Diz:
-É verdade Tói tu tens razão. Um gajo sente-se logo outro. Mas dizias tu...
- Disse que vou comprar aquele olival além, entre a arceada do pasto e o cabeço da viúva.
-Nããã. Não me parece.
-Então porquê?
- Porque não to vendo.
sexta-feira, janeiro 28, 2005
quinta-feira, janeiro 27, 2005
Time Machine
Para hoje convido-vos a viajar no tempo da blogosfera, e não só.
Lembram-se do yahoo em 1996 ? Ou do sapo em 1997 ? E do Aviz ou do Contra a Corrente em 2003 ?
Basta escrever o web site que quiserem. Eis a Máquina. Boa viagem.
quarta-feira, janeiro 26, 2005
Brincar com o fogo
Sabendo-se a visceral indisposição provocada em Putin e os acessos de mau génio de que é acometido quando se verificam sequestros em terras do czar, prevê-se desgraça.
Os sequestradores no entanto, habituados na infância a banhos com crocodilos e tubarões, proferiram declarações sobre as razões que os levaram a agir que ficarão na história, pela sua infantilidade e justeza. A acompanhar mais logo. Na RTP, provávelmente.
Histórias de encantar I
Era uma vez um naufrágio. A ele sobreviveram dois tipos, ambos feridos: um ficara totalmente cego e o outro ficara cego de um olho e só via pelo cantinho do outro olho.
Tendo conseguido trepar para um escaler equipado com um par de remos e um leme à popa, o que via pelo cantinho do olho decidiu que o melhor para ambos seria ir ele ao leme e o cego que remasse. E assim foi. Ao fim de uma semana porém, o cego manifestava evidentes sinais de cansaço pelo que decidiram trocar. Passou o cego para o leme e o que via pelo cantinho do olho pegou nos remos. Os tubarões escoltavam a desgraça. De vez em quando o que via pelo cantinho do olho olhava com isso para trás e ia dando orientações ao cego sentado na popa do escaler, ao leme.
“Mais para a esquerda” ou “mais para a direita” berrava o remador que isso de “bombordo” e “estibordo” era conversa de navegantes e eles não passavam de meros candidatos a 1º Ministro, sobreviventes de umas férias num cruzeiro. A certa altura, num intervalo entre duas olhadelas, o escaler embateu em qualquer coisa o que fez com que o punho de um remo saltasse da mão e acertasse precisamente no cantinho do olho são do remador cegando-o por completo. “É o fim!!” berrou o remador. O cego pensou que tinham chegado à costa, e de pronto saltou do barco berrando “Boa! Boa!”.
Os tubarões mostraram-lhe quão errado estava.
O que via pelo cantinho do olho, com aquilo tudo de remar e olhar para trás, do impacto, do remo a saltar, a acertar-lhe no cantinho do olho e a cegá-lo ficou sem perceber patavina do que se passava. Ao ouvir o cego saltar para a água gritando “Boa!” julgou que tinham chegado à costa e saltou. Segundo e derradeiro esclarecimento por parte dos tubarões.
Silêncio no oceano.
terça-feira, janeiro 25, 2005
Enter O Melenas
De nada lhe serviu.
Três anos depois, Sócrates e sus muchachos acharam por bem abrilhantar a pré-campanha e, conseqentemente a própria campanha das Legislativas-2005, com a presença discreta de O Melenas, mais conhecido por António Guterres.
O Melenas, que em 2002 batera em retirada em passo acelerado e de cauda recolhida na sequência de uma monumental derrota do PS nas autárquicas, regressa agora ciente da amnésia colectiva que, julga ele, ciclicamente acomete o eleitorado nativo. Enquanto Durão Barroso saiu de 1ºMinistro de Portugal para ser Presidente da Comissão Europeia, António Guterres apenas saiu. Chateou-se e foi-se embora.
Bateu com a porta. Deu de frosques. Bute. Bazou. E agora voltou como se nada tivesse acontecido, dando palmadinhas nas costas de Sócrates soltando graçolas tipo "e com maioria absoluta precisamos de 2 mandatos" seguidas de gargalhadinhas de hiena.
É extraordinário.
segunda-feira, janeiro 24, 2005
20.000.000
> take back the web <
Com vinte milhões de downloads atingidos, este browser espectáculo constitui uma séria ameaça
ao internet explorer.
sábado, janeiro 22, 2005
Quem escreve o quê
Este parágrafo, extraído da edição de o Expresso de 22 de Janeiro de 2005 e assinado pelo seu Director - Arquitecto, foi a prova real, para a equipa de investigadores da recém criada Unidade de Investigação da Comunicação e Linguagem, de que os textos publicados no Expresso e assinados pelo seu Director são, na realidade, da autoria de Giraldo, um cão rafeiro alentejano sobredotado encontrado à porta de uma tasca numa rua de Serpa.
O carácter óbvio de satisfação fisiológica de que se reveste o acto de votar tal como é manifestamente exposto no referido parágrafo (como se o acto de votar fosse, de algum modo, resultado de uma urgência orgânica de qualquer tipo) , demonstra à saciedade que o autor do mesmo só consegue associar à expressão de uma acção ou seja a um verbo, uma necessidade fisiológica básica e comezinha óbviamente relacionada com actividades básicas do tipo alimentação, dessedentação, sono, defecação ou reprodução.
A suspeita de que o Expresso dispunha da colaboração de canideos sobredotados na elaboração de alguns dos seus artigos de fundo e crónicas de opinião fora já levantada há uma semana quando um conhecido cão de água, também sobredotado e de nome Alqueva, fora considerado, à boca pequena, o verdadeiro autor do novo espaço posto à disposição de João Carlos Espada na última página do Suplemento Actual intitulado Mar Aberto.
sexta-feira, janeiro 21, 2005
Notícia parva III
O conhecido colunista do Público Eduardo Prado Coelho foi encontrado esta manhã sentado à porta de casa do Dr. João Salgueiro manifestando sinais de profundo desnorte.
Quando inquirido por um cívico de serviço sobre qual a razão de tal desalinho em actor tão conhecido, Prado Coelho balbuciou frases desconexas enquanto coçava com determinação os testículos com a mão esquerda. Na mão direita segurava um molho de folhas A4 reconhecendo-se perfeitamente em uma delas a sua própria fotografia.
Perante a expressão decidida da porteira tipo não quero merdas destas aqui à porta do prédio do Senhor Doutor, o cívico de serviço, apertando-lhe simultâneamente o interrogatório e o hiperactivo braço esquerdo, enquanto o conduzia à esquadra local foi-lhe arrancando a pouco e pouco uma atabalhoada explicação que abrangia dissertações ininteligíveis sobre romances franceses e putativas listas de candidatos da SEDES nas próximas eleições legislativas, das quais ele faria parte como cabeça de lista.
À hora do fecho desta edição a esquadra local encontrava-se cercada por uma unidade de comandos parquedistas sabendo-se que no seu interior os guardas de serviço se tinham entregue a cenas degradantes de choro, ranger de dentes e ensurdecedora flatulência após terem escutado uma dissertação sobre estruturalismo da parte do reputado professor.
Desafio
quinta-feira, janeiro 20, 2005
Apelo
O Presidente da Causa Real ao apelar aqui aos monárquicos para não votarem nem no PPM nem no MPT nas eleições do próximo dia 20 de Fevereiro presta um mau serviço a Portugal.
Num momento em que todas as baterias estão assestadas contra um governo que em 4 meses arrancou com medidas inadiáveis que tantos outros nem se atreveram a pensar ao longo de 30 anos, a divisão que o Sr. António Sousa Cardoso pretende criar entre os monárquicos é inadmissível mas comprensível quando vem da parte de quem tão pouco ou nada tem contribuído para a divulgação das inegáveis vantagens que um regime monárquico teria para Portugal. António Sampayo e Mello fez mais por isso num único artigo de opinião publicado no Expresso há cerca de um mês do que o Sr. Cardoso num ano como Presidente da Causa Real.
As suas conhecidas posições anti-europeístas são mais próprias de uma direita salazarista, retrógrada e bafienta que se revê apenas nos jantares anuais de conjurados ou nas missas de 5 de Fevereiro na Igreja de S. Vicente de Fora.
A monarquia que se pretende para Portugal nunca será a dos talassas arrogantes de cachucho no dedo e de autocolante na traseira do carro. A monarquia que se pretende para Portugal é a que põe os interesses do País à frente das intrigas palacianas de quem tem pouco que fazer e muito que comer.
Portugal não tem tempo a perder.
Faço-lhe aqui um apelo, Sr. Cardoso: preste um último serviço à Causa que diz defender. Demita-se.
quarta-feira, janeiro 19, 2005
Reformas precisam-se
Há funcionários públicos a mais.
Estão em todo o lado. São candidatos aos concursos de TV, sempre que há um inquérito de rua aparecem logo dezassete, estão sempre à nossa frente nas bichas para os balcões dos bancos, nas farmácias e nos supermercados. Têm sempre opinião sobre tudo e mais umas botas e são incompetentes.
Acima de tudo são incompetentes. E porquê ? Pergunto eu.
Porque, respondo eu, são muitos e ganham pouco. Há sempre uns 2 ou 3 livres em cada serviço ou secção para "ir à bica" nas horas de expediente.
Além disso enchem os transportes públicos disseminando odores infestantes e fragrâncias de vómito que vão da bufa traiçoeira ao desodorizante para cão passando por nuances várias, de sovacos assestados nas narinas do conterrâneo mais próximo. O suplício de suportar funcionários públicos a caminho do serviço agudiza-se a partir de meio da semana. A meio da semana o pivete adensa-se na razão directa da intensidade com que se telemovem uns aos outros contando as mais inconcebíveis parvoíces sendo que todas começam por "É assim..."
Um verdadeiro inferno.
Chegando o fim de semana o pesadelo toma formas e proporções rodoviárias. Atafulham as avenidas, ruas e rotundas com o carro que só usam ao fim de semana saindo e entrando do perímetro urbano como rendeiras de bilros no cio. E isto se não se envolvem em
acidentes dos quais 96% são resultado da sua inépcia ao volante e total desconhecimento do código da estrada e da prática da condução.
Os outros 4% são intencionais.
Com tão grandes reservas de ouro, Portugal bem poderia pôr algum de parte para negociar reformas antecipadas com a maioria dos funcionários públicos.
Os restantes , reduzidos ao mínimo essencial, aí uns 15% do número actual, seriam principescamente bem pagos, o que os tornaria à prova de corrupção bem como extremamente dedicados no seu trabalho do dia a dia. É que se não fossem eficientes e competentes, ao nível do que a mais antiga Nação da Europa tem o direito de exigir, seriam sumariamente postos no olho da rua.
terça-feira, janeiro 18, 2005
A República no seu melhor
O Eng. José Sócrates que, enquanto ministro de António Guterres, doou para sede da DECO um imóvel público no valor de um milhão de Euros, é candidato a 1º Ministro da República.
segunda-feira, janeiro 17, 2005
!SPAM!
Uma nova abordagem em comunicação.
Um encontrão com o eleitor.
Uma sugestão de Jorge Coelho ?
Hadem ver que sim.
domingo, janeiro 16, 2005
Curiosidade
O destaque que vinha sendo dado a Absolut Sócrates na 1ª página de várias edições do Expresso deixou de acontecer com esta edição. Exactamente após Sócrates ter declarado que iria propor um referendo sobre a despenalização do aborto antes mesmo do referendo sobre a constituição europeia.
Ora toda a gente sabe.
A posição .
Que o Arquitecto, Director do Expresso tem.
Sobre este assunto.
E como a manifesta.
Assim.
Aos socalcos.
Mas deve ser só coincidência, claro.
A falência do regime republicano
Dois dias antes do fim do ano, com a cumplicidade do Expresso, quis que se soubesse o que iria dizer no discurso do dia de Ano Novo, numa iniciativa de press-release que pouco ou nada tem de sentido de estado, com o objectivo de preparar as hostes sobre o que iria ser a essência do referido discurso: o apelo a um pacto de regime entre o PS e o PSD. No entanto, poucos dias depois do discurso de Ano Novo, num programa televisivo (Expresso da Meia Noite) sugere a urgência da revisão do sistema político mandando com isso às malvas todo e qualquer possível pacto de regime antes das eleições.
Entretanto o jornal Expresso continua a fazer o que pode pela campanha socialista, pressagiando-lhe maiorias incontestáveis, futuros risonhos enquanto se esmera no esmagamento sem piedade do governo dos quatro meses. E porquê ? Porque aproveitando-se da clivagem que existe dentro do PSD toma inequívocamente o partido dos que preferem a derrota do partido nestas legislativas para depois consagrarem Cavaco Silva nas presidenciais de 2006. Tão simples como isto. E a que preço também. Todas as reformas iniciadas pelo governo de Santana Lopes correm o risco de ficar adiadas para sempre se o PS ganhar as próximas eleições legislativas. Por outro lado Cavaco, o mastigador, será o Presidente em 2006 se isso acontecer. A frágil economia portuguesa não pode continuar a ficar permanentemente refém destes jogos políticos, sendo constantemente prejudicada à conta das ambições “académicas” de meia dúzia de políticos de pacotilha sem escrúpulos que, quando tiveram o poder se limitaram a usufruí-lo em vez de exercê-lo. Porque é que não se procedeu à consolidação orçamental nos governos de António Guterres quando tudo teria sido mais fácil? Porque se preferiu estafar dinheiro e recursos em vez de acautelar o futuro. Cavaco Silva foi 1º Ministro durante 10 anos e nunca teve coragem para mexer na lei do arrendamento. Porquê?
Porque preferiu continuar a assistir ao endividamento constante e crescente das jovens famílias portuguesas enquanto os Bancos, que são na realidade os grandes senhorios deste país, auferiam chorudos lucros pelos empréstimos concedidos beneficiando ainda de taxas de IRC anedóticas. O Partido Socialista manteve tudo na mesma. Esta é a realidade que o Partido Socialista e alguns barões do PSD não querem ver alterada. Barões que preferem ver o próprio partido a perder eleições do que reconhecer o mérito governativo de uma nova geração que não só tem projectos de desenvolvimento concretos como também tem a coragem política de os levar a bom termo. Coisa que eles nunca conseguiram.
sexta-feira, janeiro 14, 2005
Miguel Sousa Tavares e as mulheres
5º Parágrafo:
"Há dias atrás, aqui no PÚBLICO, Ana Sá Lopes fez o favor de me recordar, que ela (Sónia Fertuzinho) "se destacou pelo seu trabalho parlamentar e, nomeadamente no combate pela despenalização do aborto"."
6º Parágrafo
"Temos pois que o ter sido contra a despenalização do aborto me parece coisa pouca no currículo da deputada Sónia Fertuzinhos."
Vem hoje no PÚBLICO. A sério.
A frase da campanha
Disse-a Jorge Coelho, o guru, quando confrontado com a recusa do PS em aceitar o desafio para um debate televisivo sobre economia e finanças entre Pedro Santana Lopes e José Sócrates :
“O PS não tem medo de contactar com os eleitores e, por isso, não se refugia nos estúdios de televisão”. Vem na página 9 do PÚBLICO de 12 de Janeiro de 2005
Como quem diz “Não fumo” quando alguém lhe pede um cigarro.
Um ano depois, uma campanha relâmpago contra a construção de um elevador para o Castelo de S. Jorge, iniciada precisamente na internet, conduziria irreversívelmente João Soares à condição de fóssil político. Três anos depois, para quem disso duvidasse (no PS pensa-se devagar e a memória é para esquecer) o congresso que elegeu Sócrates como novo paladino com mais de 80% dos votos concedeu 2% a João Soares que, ao minimizar o resultado, demonstrou ter enlouquecido em definitivo.
A frase de Jorge Coelho significa que:
quinta-feira, janeiro 13, 2005
O pesadelo
Todas as noites, no quase quase adormecer, ouve ao longe os ecos de uma melodia "...a plaina corre ligeira, tornando lisa a madeira..."
O Barril no horizonte
Blues inspirado na barba esférica que diáriamente parasita o PÚBLICO e que (se) assina Eduardo Prado Coelho:
É sempre com cautelas de ourives que aborda temas da actualidade. Temas e assuntos que ainda não tiveram tempo para se tornarem objecto de estudo por parte de intelectuais de renome. Franceses, de preferência. Enquanto espera dispersa-se. Ora se socorre de lucubrações melancólicas que o saudosismo lhe suscita, ora salta para o terreiro brandindo a pena em defesa do indefensável.
Mas a tentação da abordagem pessoal está lá! Pequenina, nervosa, inquieta. Ineficaz mas exigente; a dúvida metódica: O que será ganhar um prémio? as eleições ? um tsunami ? O que será uma pergunta ? Enquanto as doutas frases dos provectos e sábios intelectuais, franceses de preferência, não são publicadas, traduzidas comentadas e criticadas, ao dispôr do vácuo voraz da sua mente oca, para prontamente serem sugadas para o interior do vazio escuro que é a sua caixa craniana, ele disserta. Com a delicadeza relojoeira de um “gourmand” a dissecar acepipes milimétricos, o espesso e barbudo barril opina, diz, escreve, sugere, impõe, massacra, desdenha, elogia, regurgita enfim enfastiado aquilo que acha por bem pendurar do seu nome.
quarta-feira, janeiro 12, 2005
terça-feira, janeiro 11, 2005
Agora Portugal vai ter um rumo
Significa que, além de não saber o que irá dizer na campanha, também não sabe o que diz neste momento. É grave. Sobretudo para quem grita “Voltar a Acreditar” em outdoors.
Encadeado pela luz fortíssima que desponta ao fundo túnel, é essa a sua expressão no cartaz de campanha: a cara contraída num esgar encadeado, Sócrates alucina pedindo aos deuses para nunca ganhar estas eleições.











