quinta-feira, março 31, 2005

...o desespero...a frustração...a fúria...o desalento...

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Tibieza

Foi a forma encontrada ontem, na Quadratura do Círculo, para abordar um tema tão escaldante como tabu: a candidatura de Freitas do Amaral à Presidência da República.
Tema já abordado aqui, neste terreiro.

Alentejo III

Pregaçam de S. Coelho
Com sê barrete vermelho.
Sua espada de cortiça,
P'ra matar a carriça.

A carriça deu um berro
Toda a gente se assustou
Até uma velhinha ficou
Enfiada num chinelo

A velhinha dê um pêdo,
E ficou tudo amarelo.

Poema popular extraído do "Cancioneiro Popular do Alto Alentejo", publicação fictícia da autoria de A.S.O.

terça-feira, março 29, 2005

Vicaima vs Greenpeace

A violência vende, manipula e faz ganhar audiências.
A agressão de que foi vítima o jornalista da SIC é indesculpável.
O descontrole manifestado pelos administradores da Vicaima espelha bem quão pouco preparada está a classe empresarial deste país para lidar com a comunicação social.
Cairam que nem uns patinhos.
A atávica parolice nativa, que considera acima de qualquer suspeita tractores como o Greenpeace e atrelados como a Quercus, exulta ao constatar que "um grande movimento ecologista internacional" tenha escolhido cá o Reino para dar largas às suas encenações, sempre mediáticas.
A Quercus exige que a Vicaima prove que sofreu prejuízos de 10 milhões de Euros com a iniciativa dos ambientalistas. Mas não precisou de apresentar provas do que acusa a Vicaima: receptar ilegalmente e processar madeira proveniente da Amazónia.
A Greenpeace, cujos métodos e objectivos são, por muitas vezes,assaz questionáveis e obscuros (ver aqui e aqui) resolveu montar arraiais na pasmaceira, ciente do embrutecimento congénito destas gentes do sul da Europa.
A Quercus que, por seu lado, nunca conseguiu explicar o seu silêncio relativamente à actividade dos areeiros e consequente erosão do leito dos rios, arfa arfa, diz que sim, abana a cauda e vai atrás.

Reforma agrária

Neste momento Portugal tem a taxa mais alta de funcionários públicos dedicados à agricultura da Europa: um funcionário público dedicado à agricultura por cada quatro agricultores efectivos.
Prevê-se, segundo estimativas governamentais, que o número se inverta até ao fim da presente legislatura: um agricultor efectivo para cada quatro funcionários públicos dedicados à agricultura.

Lisboa, vista aérea

segunda-feira, março 28, 2005

Proposta

Para referendar o novo Código da Estrada.
Para codificar a lei do aborto.

Portucale?

De repente há licença para o abate de dois mil e trezentos sobreiros porque o interesse de urbanizar 500 ha de terreno agrícola é subitamente considerado público (embora os ganhos e alcavalas da operação caiam direitinhos nas algibeiras de meia dúzia de accionistas do BES).
De repente a licença para isso é revogada.
Ás vezes, de repente, a república aguenta-se.
Trôpega, aos bordos, lambuzada no vómito da embriaguês do poder de decidir. Um dia sim. Outro dia não.

Política de Saúde

Reforça-se o cerco ao Uíje, em Angola : ninguém entra. Ninguém sai.
Só quem conhece alguém importante consegue sair. Quem não consegue está à mercê do vírus de Marburo.
No Aeroporto de Lisboa, os recém chegados de Angola têm à disposição um panfleto que contém as instruções de procedimento caso se manifestem sinais de contaminação.
As autoridades portuguesas não consideram necessário que os cuidados de prevenção de uma epidemia contemplem a identificação, localização de destino e despistagem de contaminação de todos os passageiros provenientes de Angola.

Press Conference


I would like to be portuguese team manager.

If they want.
But only when I want.
If when I want they want, I´ll be portuguese team manager.

José Mourinho hoje, em conferência de imprensa.

domingo, março 27, 2005

E a Igreja?

Interroga-se hoje Vasco Pulido Valente em mais um exercício de reflexão escrita após o "esquecimento" de a referir na reflexão escrita de ontem.
A Igreja Vasco? Se calhar está ocupada demais com o conteúdo de um "livro de aeroporto" e com a agonia mediática de um Papa moribundo.

quinta-feira, março 24, 2005

Mensagem

Por Tu Graal, o blog monárquico considerado pelo extraterrestre e eclético Atmosfera como sendo o mais conspirador e provocador cá do Reino, deseja aos seus leitores, simpatizantes, comentadores, detractores e a todos os outros terreiros de liça da B.L.U.S.A. (Blogosfera Lusa) os votos de uma Páscoa feliz, dentro do possível.
Cuidado com as putas das estradas em mau estado e a condução suicidária das alarves alimárias e aceleradas bestas desencabrestadas que, na sua maioria funcionários públicos excedentários e incompetentes, teimam em desrespeitar tudo o que tenha a ver com limites, sejam eles de velocidade ou litragem trotílica.
Ide em paz e que o bom senso vos acompanhe, carago.

quarta-feira, março 23, 2005

terça-feira, março 22, 2005

Parabéns!

Ao Micróbio, o blog mais canina cá do Reino, que completa uma eternidade hoje.

segunda-feira, março 21, 2005

Sócrates no Parlamento

Refere a importância fundamental da criação de uma lei da água.
Completamente de acordo.
Portugal precisa de uma lei que obrigue a chover todos os invernos.

domingo, março 20, 2005

Deprimente

Deprimente a insistência em eleger Pedro Santana Lopes como único assunto de discussão, de conversa e de escrita nas páginas dos jornais, noticiários, blogs etc., desta república seca, pobre, invejosa e malcriada em que se tornou o Reino de Portugal.
Se a salganhada que começou com a demagogicamente encurtada cerimónia de tomada de posse do governo de José Sócrates, passando pela incontinência verbal do secretário de Estado das Finanças, na sequência de afirmações do póprio Ministro das Finanças, seguida da intempestiva intervenção ingerente do Governador do Banco de Portugal, incluindo o patético apelo à organização do Estado feito pelo seu próprio Chefe dissertando no alentejo sobre incêndios e a acabar na cegada da Bombardier tivesse acontecido durante o governo anterior já teriam caído Carmo, Trindade, Chiado, Camões, Restauradores, Rossio e o camandro.
No entanto tudo isto aconteceu durante a última semana e o único assunto de que Vasco Pulido Valente, por exemplo, se lembrou para dissecar na última página do Público de hoje foi o regresso de Pedro Santana Lopes à Câmara de Lisboa.
É, apenas e só, profundamente deprimente.
Eu explico: Qualquer governo saído da deserção de Barroso para Bruxelas, qualquer um, seria perseguido até cair. Quanto mais quando os trompeteiros que tocam a carga são, eles próprios, membros do aparelho do partido do governo. Quem quer que fosse que chefiasse esse governo tornado refém da re-organização do partido do Presidente da República pelo próprio Barroso (que fez questão em assegurar ao Presidente Sampaio que só aceitaria o cargo de Presidente da Comissão Europeia se Sampaio lhe garantisse que não convocaria eleições) ficaria com a sua imagem política em muito mau estado. Politicamente hábil, há que reconhecê-lo, foi a gestão que o Presidente da República fez da situação: o objectivo da maioria absoluta seria conseguido mais tarde, a seguir ao Verão. Nunca com Ferro Rodrigues como secretário geral do partido.
O objectivo era só um : a recuperação do poder pelo Partido Socialista com maioria absoluta.
No entanto, as medidas de austeridade que o governo implementará terão o seu preço político tanto nas autárquicas como nas presidenciais. Se o candidato do PS não ganhar as presidenciais, o partido socialista pode tirar o cavalinho da chuva no que respeita a cumprir uma legislativa que seja.
O precedente foi aberto com Sampaio: desgastado com o descontentamento provocado pela implementação de medidas impopulares o partido socialista será apeado do poder pelo próximo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva que, entre duas dentadas numa fatia de pão-de-ló de Alfeizarão, anunciará ao país a demissão do Primeiro Ministro e a dissolução do Parlamento.
Tão deprimentemente previsível.

sexta-feira, março 18, 2005

Deambulações

Em mais uma deambulação pelos blogs do Reino, apetece-me salientar o post do Aba de Heisenberg sobre o aproveitamento da eleboração cada vez mais sofisticada de técnicas anti-spam ao serviço do combate à SIDA (a velocidade das mutações do vírus do HIV pressupõe no entanto a obediência a um determinado padrão cuja sequência se poderá prever a médio prazo).
Escrevendo sobre a abertura para breve da Exposição Internacional de 2005 em Aichi no Japão, Daniel Carrapa em [a barriga de um arquitecto] chama a atenção para a modesta participação de Portugal no evento, não dispondo sequer de um website.
Sabendo-se da importância histórica que Portugal desempenhou na abertura do Japão ao Ocidente, na contribuição que deu para a própria língua japonesa, da admiração e respeito que ainda hoje os japoneses nutrem por Portugal, é imperdoável que a representação portuguesa no evento se reduza a um modesto pavilhão, sem um website sequer. Decididamente a República não é digna do país que representa, muito menos da sua História.
Daniel Carrapa sugere-nos ainda uma visita ao website espanhol (esses ao menos não têm "Medo de Existir" nem vergonha da sua História) e ao inglês, onde uma curiosa salamandra interactiva se envolve em negaças e arremessos ao cursor do rato do incauto visitante.

quinta-feira, março 17, 2005

Solução?


Pireliófero

A "Máquina" idealizada e construída pelo Padre Himalaya, que impressionou na Exposição Mundial de St. Louis em 1904 ao fundir pedra em segundos, poderia ser utilizada na evaporação maciça de toneladas de água salgada processando-se por arrefecimento natural a sua posterior condensação obtendo-se desse modo água doce para rega?
Ou será um disparate completo?

Seca


Fevereiro de 2004 --------------------- Fevereiro de 2005

Foto: NASA/Jesse Allen - Earth Observatory
na 1ª página do PÚBLICO de hoje

quarta-feira, março 16, 2005

Inércias

A Igreja de Roma demorou mais de um ano a tomar uma posição oficial relativamente ao romance de Dan Brown O Código Da Vinci.
Vinte milhões de leitores em pouco mais de um ano é um número a ter em conta.
Atendendo ao tempo de reacção normal da Igreja de Roma face aos impulsos evolutivos e aprendizagens várias desta humanidade pecadora ao longo dos tempos podemos considerar que esta foi uma reação relâmpago comportando por isso uma inércia curta, práticamente inexistente.
Paquidérmica é no entanto a reacção da intelectualidade indígena (liderada pelo fundamentalismo anti-religioso-da-esquerda-republicana-totalitária) que só agora reage à opinião de terceiros sobre um livro que desconhece em absoluto (a intelectualidade nacional NÃO lê nem comenta "livros de aeroporto") adoptando, numa reacção pavloviana de babanço e abanar de cauda, uma posição de condenação e censura em tudo igual à daqueles que pretende condenar. A não perder.
Entretanto, a proliferação de opiniões, dislates, considerações e "análises" que se farão ouvir provindo das esferas ocas que até agora faziam questão de referir nunca terem lido tal livro, será histórica e digna de registo. Fenómeno imperdível de contornos pavlovianos que irá começar, provavelmente, já hoje.
A inércia da intelectualidade nativa (liderada pela esquizofrenia conspirativa da esquerda) consegue ser francamente superior à da Igreja de Roma.
 
Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue!