Tendo-lhe sido fornecidos papel e uma caneta ballpoint, de pronto o homem desenhou, de forma assaz elaborada, um conjunto de campainhas de porta.
Perante este resultado inesperado o indivíduo foi conduzido e largado na praça do centro histórico de Paço de Arcos onde permaneceu durante largas horas, tocando alternadamente nas campainhas dos diferentes prédios, encetando graciosas e ligeiras corridinhas de prédio em prédio sempre que a sucessão dos acordes conseguidos a isso o obrigava, provocando o assomo à janela dos diversos habitantes da pequena praça os quais, por falta de ramos de flores, lhe atiravam com tudo o que tinham à mão, desde bibelots a maços de revistas e algum calçado, tudo acompanhado dos mais rasgados elogios.
sábado, maio 21, 2005
sexta-feira, maio 20, 2005
Futurologia
Na próxima 4ª feira, o 1º Ministro irá anunciar a subida de alguns impostos e a extinção de algumas SCUT. Como é véspera de fim de semana prolongado, a "malta" ligará pouco ao assunto encontrando-se como está, a caminho das miniférias e em busca do primeiro bronze.
quarta-feira, maio 18, 2005
Internerds
À procura de uma biografia de Raúl Lino encontrei esta página. Em inglês, claro.
No final da mesma este texto:
There are more than 45,000 articles in The Grove Dictionary of Art. To access the rest of this article, including the bibliography, subscribe to www.groveart.com. To find out more about this subject, click on a related article below and subscribe to www.groveart.com
Cliquei na opção Traduzir esta página e saiu isto:
Há mais de 45.000 artigos no dicionário do bosque da arte . Alcançar o descanso deste artigo, including a bibliografia, subscreve a www.groveart.com . Para encontrar para fora mais sobre este assunto, estale sobre um artigo relacionado abaixo e subscreva a www.groveart.com
Hilariante? Só à estalada.
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Hilariante? Só à estalada.
Claude Lelouch
A recente candidatura de José Sá Fernandes à Presidência da Câmara Municipal de Lisboa veio agitar as águas estagnadas onde se acoitam, deslizam e caçam os saúrios da esquerda hipócrita, missionária e inquisitorial provocando, inclusive, tropismos de sanguessuga na esquerda caviar.
A chiadeira, exposição oral ou escrita de sentimentos de indignação face à menor possibilidade de perturbar o sono narcoléptico e anestesiante a que os referidos répteis porfiadamente se entregam, já começou.
Do outro lado da barricada, a direita de chinela e alguidar, beta e baeta, que partilha com a esquerda missionária e inquisitorial uma atracção endémica e visceral pela estagnação, a inacção mascarada de arraial festivo, o conluio de interesses e a prostituição descarada do património natural, histórico e construído deste país antigo de séculos, acoita-se e aposta na vitória por exclusão de partes.
Que se lixem.
Les uns et les autres.
A chiadeira, exposição oral ou escrita de sentimentos de indignação face à menor possibilidade de perturbar o sono narcoléptico e anestesiante a que os referidos répteis porfiadamente se entregam, já começou.
Do outro lado da barricada, a direita de chinela e alguidar, beta e baeta, que partilha com a esquerda missionária e inquisitorial uma atracção endémica e visceral pela estagnação, a inacção mascarada de arraial festivo, o conluio de interesses e a prostituição descarada do património natural, histórico e construído deste país antigo de séculos, acoita-se e aposta na vitória por exclusão de partes.
Que se lixem.
Les uns et les autres.
terça-feira, maio 17, 2005
Por Decreto
No passado dia 15 de Maio foi oficialmente inaugurada a época de incêndios.
Só para chatear, caiu um nevão na Serra da Estrela.
Apesar de toda a gente envolvida no processo de prevenção e combate aos incêndios reconhecer que o investimento na prevenção foi inexistente, alardeiam-se como se de benesses se tratassem, os milhões gastos a juzante na compra, aluguer e sub-aluguer de equipamento vário a ser utilizado na extinção de fogos. Para justificar isso só é preciso que os fogos aconteçam.
Mais uma vez a República despreza o património natural herdado, mais uma vez atira areia na cara dos seus cidadãos, mais um vez demonstra a incompetência total do regime da coisa-pública que, sendo de todos, não é de ninguém.
Não é preciso inventar a roda: aqui ao lado, na Andaluzia, uma área florestal idêntica à de Portugal continental vem sendo cuidada e protegida há mais de dez anos, com um custo mínimo e resultados garantidos.
É em casos como este, excelcíssimos senhores do poder, extremosos senadores da República, caríssimos deputados mentecaptos, cretinos e idiotas, que vale a pena olhar para o lado.
Só para chatear, caiu um nevão na Serra da Estrela.
Apesar de toda a gente envolvida no processo de prevenção e combate aos incêndios reconhecer que o investimento na prevenção foi inexistente, alardeiam-se como se de benesses se tratassem, os milhões gastos a juzante na compra, aluguer e sub-aluguer de equipamento vário a ser utilizado na extinção de fogos. Para justificar isso só é preciso que os fogos aconteçam.
Mais uma vez a República despreza o património natural herdado, mais uma vez atira areia na cara dos seus cidadãos, mais um vez demonstra a incompetência total do regime da coisa-pública que, sendo de todos, não é de ninguém.
Não é preciso inventar a roda: aqui ao lado, na Andaluzia, uma área florestal idêntica à de Portugal continental vem sendo cuidada e protegida há mais de dez anos, com um custo mínimo e resultados garantidos.
É em casos como este, excelcíssimos senhores do poder, extremosos senadores da República, caríssimos deputados mentecaptos, cretinos e idiotas, que vale a pena olhar para o lado.
quarta-feira, maio 11, 2005
Histórias de encantar IV
Já a viver no Brasil há um bom par de anos, o meu tio Henrique e a mulher foram convidados para o casamento do filho de um importante cliente. O meu tio Henrique, mulherengo incorrigível e incompetente profissional, herdara uma pequena fábrica no Brasil e para lá se deslocara com o objectivo de endireitar a vida, estragando-a o menos possível. Dirigir uma pequena fábrica de componentes industriais, em perfeito funcionamento, com um rendimento mensal certo e razoável, dirigida por uma administração competente e de confiança foi o melhor que lhe poderia ter acontecido em toda a puta da sua vida.
O local onde se realizaria o casamento era uma fazenda grande e muito antiga, na família do noivo havia várias gerações, bem no interior do pantanal. A viagem seria longa e por isso iam preparados para lá pernoitarem. A sogra do meu tio Henrique também ia.
A certa altura da viagem, a minha tia e a mãe dela ressonavam profunda e alternadamente, dando a impressão que o carro se transformara num barco, subindo e descendo imensos vagalhões invisíveis à medida que o ronco delas se intensificava e alternava. Com os movimentos que fizera enquanto dormia, a sogra do meu tio Henrique descalçara um sapato que, com outros movimentos seguintes mas ainda a dormir, fora empurrando para debaixo do banco do meu tio Henrique. A certa altura, o meu tio Henrique sentiu que o seu pé tocara em qualquer coisa. Enfiando a mão por debaixo do banco sentiu, e adivinhou de imediato, os contornos e textura inconfundíveis de um sapato feminino de cetim e salto alto. Aquilo só poderia ter sido esquecimento de uma das últimas parceiras de regabofe e fodilhanço a quem ele dera boleia.
Da última vez quase tinha sido descoberto quando a mulher, ao baixar a pala para se ver ao espelho, levara nas trombas com um par de cuecas de renda pretas.
- Aquele cabrão-, vociferara de imediato o meu tio Henrique arrancando as cuecas da cara da mulher e aventando-as pela janela fora.
- Aquele mecânico de um cabrão, é a terceira vez que arruma ali a puta da camurça dos vidros. Filho da puta.
- A camurça dos vidros ? - , repetira a mulher tentando recompôr-se do cagaço que aquela cegueira súbita seguida de impropérios e corrente de ar lhe provocara.
- Sim, filha. A camurça que eles usam para limpar os vidros do carro por dentro. É diferente das que usam do lado de fora.-
- Ahh..Suspirou sossegada a mulher. - Se calhar devias mudar de mecânico.-
Mas agora era diferente. Nenhum mecânico, por muito paneleiro que fosse, usaria sapatos de cetim e salto alto. Certificando-se que a mulher dormia profundamente, olhou no retrovisor e confirmou que a sogra também dormia. Muito devagar abriu o vidro e, acto contínuo, arremessou fora o dito sapato.
Suspirando de alívio, fechou o vidro até meio, recostou-se no banco, acendeu um cigarro e, confiante, sorriu. Estava safo.
Chegados ao local do casamento assistiu, impávido e sereno, à maior descompostura que alguma vez presenciara a mulher dar em alguém, na pessoa da sua própria sogra.
O local onde se realizaria o casamento era uma fazenda grande e muito antiga, na família do noivo havia várias gerações, bem no interior do pantanal. A viagem seria longa e por isso iam preparados para lá pernoitarem. A sogra do meu tio Henrique também ia.
A certa altura da viagem, a minha tia e a mãe dela ressonavam profunda e alternadamente, dando a impressão que o carro se transformara num barco, subindo e descendo imensos vagalhões invisíveis à medida que o ronco delas se intensificava e alternava. Com os movimentos que fizera enquanto dormia, a sogra do meu tio Henrique descalçara um sapato que, com outros movimentos seguintes mas ainda a dormir, fora empurrando para debaixo do banco do meu tio Henrique. A certa altura, o meu tio Henrique sentiu que o seu pé tocara em qualquer coisa. Enfiando a mão por debaixo do banco sentiu, e adivinhou de imediato, os contornos e textura inconfundíveis de um sapato feminino de cetim e salto alto. Aquilo só poderia ter sido esquecimento de uma das últimas parceiras de regabofe e fodilhanço a quem ele dera boleia.
Da última vez quase tinha sido descoberto quando a mulher, ao baixar a pala para se ver ao espelho, levara nas trombas com um par de cuecas de renda pretas.
- Aquele cabrão-, vociferara de imediato o meu tio Henrique arrancando as cuecas da cara da mulher e aventando-as pela janela fora.
- Aquele mecânico de um cabrão, é a terceira vez que arruma ali a puta da camurça dos vidros. Filho da puta.
- A camurça dos vidros ? - , repetira a mulher tentando recompôr-se do cagaço que aquela cegueira súbita seguida de impropérios e corrente de ar lhe provocara.
- Sim, filha. A camurça que eles usam para limpar os vidros do carro por dentro. É diferente das que usam do lado de fora.-
- Ahh..Suspirou sossegada a mulher. - Se calhar devias mudar de mecânico.-
Mas agora era diferente. Nenhum mecânico, por muito paneleiro que fosse, usaria sapatos de cetim e salto alto. Certificando-se que a mulher dormia profundamente, olhou no retrovisor e confirmou que a sogra também dormia. Muito devagar abriu o vidro e, acto contínuo, arremessou fora o dito sapato.
Suspirando de alívio, fechou o vidro até meio, recostou-se no banco, acendeu um cigarro e, confiante, sorriu. Estava safo.
Chegados ao local do casamento assistiu, impávido e sereno, à maior descompostura que alguma vez presenciara a mulher dar em alguém, na pessoa da sua própria sogra.
terça-feira, maio 10, 2005
Parecenças
Parece que na 1ª página do Público de Domingo vinha garantido que a estratégia de Sá Fernandes para se candidatar a Presidente da Câmara Municipal de Lisboa se vinha desenrolando há largos meses, em conluio com o Bloco de Esquerda.
Parece até que, segundo o mesmo número do Público, Sá Fernandes e Francisco Louçã eram amigos de infância.
No Público de hoje, Sá Fernandes desmente tudo. O Público só reconhece ter-se enganado naquela história sobre a amizade de infância.
Parece que a sonae, a que pertence o Público, está interessada em tirar do caminho do candidato côr de rosa, o filósofo marido de Bárbara Guimarães, todo e qualquer resquício de sombra ou concorrência.
Da mesma forma que, há meses atrás, se interessou em convencer os leitores do Público de que Cavaco Silva estaria a favor de uma maioria do PS.
Parece que Belmiro pensa que Portugal é parvo.
Parece até que, segundo o mesmo número do Público, Sá Fernandes e Francisco Louçã eram amigos de infância.
No Público de hoje, Sá Fernandes desmente tudo. O Público só reconhece ter-se enganado naquela história sobre a amizade de infância.
Parece que a sonae, a que pertence o Público, está interessada em tirar do caminho do candidato côr de rosa, o filósofo marido de Bárbara Guimarães, todo e qualquer resquício de sombra ou concorrência.
Da mesma forma que, há meses atrás, se interessou em convencer os leitores do Público de que Cavaco Silva estaria a favor de uma maioria do PS.
Parece que Belmiro pensa que Portugal é parvo.
sábado, maio 07, 2005
Movimentos de cidadãos
Os cidadãos movimentam-se. Arranjam candidatos. Arrastam apoios.
Para a CML, Sá Fernandes está quase.
Para a Presidência da República? "É que é já a seguir!" grunhe o besunta alcandorado a vedeta nacional pelo Montepio Geral.
Eleições, Referendos e Convenções. Tudo serve para manter o Bloco de Esquerda ocupado como um cão com três pilas.
Para a CML, Sá Fernandes está quase.
Para a Presidência da República? "É que é já a seguir!" grunhe o besunta alcandorado a vedeta nacional pelo Montepio Geral.
Eleições, Referendos e Convenções. Tudo serve para manter o Bloco de Esquerda ocupado como um cão com três pilas.
quinta-feira, maio 05, 2005
terça-feira, maio 03, 2005
Divagações II
Esta história dos blogs acaba sempre por fazer com que mais tarde ou mais cedo, quem tem blogs fale disso. Dos blogs, claro. O Abrupto, por exemplo, faz dois anos depois de depois de amanhã. Quem diria ? Quando penso no Abrupto tenho a ideia que é estabelecimento para estar a comemorar dez anos.
Além de ser o blog mais citado e publicitado cá do Reino, deve a sua imensa fama a quê? A isso mesmo: ao facto de ser o blog mais citado e publicitado. Conteúdo? Nicles. Controverso ? Tanto como a polémica que pode despertar um elefante a ressonar.
Até o espírito Diário Popular dos Pequeninos está presente naquela rubrica a que JPP chama o Abrupto feito pelos seus leitores.
O próprio aspecto de um blog revela muito sobre o seu autor. No caso do Abrupto, JPP revela-se um puto egoista, mimado, quiçá cruel (além de ser desprovido de links e de caixa de comentários, a escolha da imagem do Sá de Miranda engaiolado é sintomática) mas que precisa tanto de brincar com outros meninos como de pão para a boca. Apesar de ser o gordo da turma, arrogante e malcriado, tem uma casa grande e com muitos brinquedos. O apelo que faz aqui e aqui para irmos todos à festa de aniversário do seu blog seria comovente não fosse o caso de raiar o absurdo.
Outro caso de fama assinalável é o Aviz. Mas este por razões diversas. O Aviz lembra-me sempre aquelas tias duplas, gordas e anafadas que aterravam lá em casa para lanchar aos Sábados à tarde. Digo duplas porque além de minhas tias e do meu irmão Jaime também o eram dos meus pais. Chegavam sempre com um ar cansado como o caralho, tiravam os casacos com grande esforço acompanhado pela emanação de aromas vários e afundavam-se nos sofás da sala com suspiros profundos como pachachas suecas. Este era o sinal para o Jaime e eu acometermos, de forma subtil porém persistente, as suas enormes e bojudas carteiras. O que se encontrava por lá era assombroso.
O Aviz é assim. Tem uma das maiores colecções de links que já vi e de que me servi sem parcimónia como guia para os primeiros passos nas minhas deambulações pelo blogos cá do Reino. Por vezes, a própria postura do autor, pespegando-nos com um poema qualquer durante três quinze dias, como quem põe uma musiquinha no telefone enquanto vai cagar, tipo "Volto já", tem o seu quê de atençãozinha provinciana.
Há poucos meses, na sequência de uma mudança de layout, foi restituído por momentos, dias, aos seus leitores o acesso à caixa de comentários. Pura e breve distracção, de resto.
Depois há os blogs "políticos", que são como os blogs de futebol: eu sou de direita, tu és de esquerda, eu sou do Sporting, tu és da puta que te pariu. A capacidade de dissertar que estas bestas têm sobre um mundo cuja visão é condicionada pela auto-aplicação de antolhos estreitíssimos é deveras assombrosa. Quando a capacidade de argumentação das referidas alimárias se esgota em si mesma, procede-se ao arremesso mútuo de volumes culturais : cuidado, baixa a mona que vem aí uma citação do Karl Popper acompanhada de três reflexões do Aron. Espera aí que eu já lhe amando com uma colecção de citações do Sartre que o cabrão há-de ir para casa com os cornos a arder. Enfim.
Além de ser o blog mais citado e publicitado cá do Reino, deve a sua imensa fama a quê? A isso mesmo: ao facto de ser o blog mais citado e publicitado. Conteúdo? Nicles. Controverso ? Tanto como a polémica que pode despertar um elefante a ressonar.
Até o espírito Diário Popular dos Pequeninos está presente naquela rubrica a que JPP chama o Abrupto feito pelos seus leitores.
O próprio aspecto de um blog revela muito sobre o seu autor. No caso do Abrupto, JPP revela-se um puto egoista, mimado, quiçá cruel (além de ser desprovido de links e de caixa de comentários, a escolha da imagem do Sá de Miranda engaiolado é sintomática) mas que precisa tanto de brincar com outros meninos como de pão para a boca. Apesar de ser o gordo da turma, arrogante e malcriado, tem uma casa grande e com muitos brinquedos. O apelo que faz aqui e aqui para irmos todos à festa de aniversário do seu blog seria comovente não fosse o caso de raiar o absurdo.
Outro caso de fama assinalável é o Aviz. Mas este por razões diversas. O Aviz lembra-me sempre aquelas tias duplas, gordas e anafadas que aterravam lá em casa para lanchar aos Sábados à tarde. Digo duplas porque além de minhas tias e do meu irmão Jaime também o eram dos meus pais. Chegavam sempre com um ar cansado como o caralho, tiravam os casacos com grande esforço acompanhado pela emanação de aromas vários e afundavam-se nos sofás da sala com suspiros profundos como pachachas suecas. Este era o sinal para o Jaime e eu acometermos, de forma subtil porém persistente, as suas enormes e bojudas carteiras. O que se encontrava por lá era assombroso.
O Aviz é assim. Tem uma das maiores colecções de links que já vi e de que me servi sem parcimónia como guia para os primeiros passos nas minhas deambulações pelo blogos cá do Reino. Por vezes, a própria postura do autor, pespegando-nos com um poema qualquer durante três quinze dias, como quem põe uma musiquinha no telefone enquanto vai cagar, tipo "Volto já", tem o seu quê de atençãozinha provinciana.
Há poucos meses, na sequência de uma mudança de layout, foi restituído por momentos, dias, aos seus leitores o acesso à caixa de comentários. Pura e breve distracção, de resto.
Depois há os blogs "políticos", que são como os blogs de futebol: eu sou de direita, tu és de esquerda, eu sou do Sporting, tu és da puta que te pariu. A capacidade de dissertar que estas bestas têm sobre um mundo cuja visão é condicionada pela auto-aplicação de antolhos estreitíssimos é deveras assombrosa. Quando a capacidade de argumentação das referidas alimárias se esgota em si mesma, procede-se ao arremesso mútuo de volumes culturais : cuidado, baixa a mona que vem aí uma citação do Karl Popper acompanhada de três reflexões do Aron. Espera aí que eu já lhe amando com uma colecção de citações do Sartre que o cabrão há-de ir para casa com os cornos a arder. Enfim.
segunda-feira, maio 02, 2005
3 - secos - 3
domingo, maio 01, 2005
As minhas desculpas, os meus cumprimentos

Ao notável Dragão, personagem vertebrado, incendiário e incontornável da blogosfera cá do Reino que, em resposta a um email algo exacerbado que lhe enviei criticando-o duramente por ter optado pela remoção da caixa de comentários, me concedeu honras de 1ª página no seu estabelecimento, o Dragoscópio.
Bem haja.
sábado, abril 30, 2005
Orgulhoso? Claro!
Porque o treinador da equipa que hoje se sagrou campeã de Inglaterra é competente, é português e foi considerado, na época 2004/2005, o melhor treinador de futebol do mundo.
Chama-se José Mourinho.
Parabéns.
Chama-se José Mourinho.
Parabéns.
Autárquicas, Europeias e Presidenciais
A coisa começa a aquecer.
Isaltino exalta-se.
Contra tudo e contra todos vai-se candidatar à Câmara Municipal de Oeiras numa jogada de homem só, de pistoleiro solitário. Há sempre fases na vida em que nos sentimos um bocadinho Clint Eastwood: duros, inflexíveis, com olhos de aço chispando ódio. Esta é a jogada da vida de Isaltino. O tudo ou nada. Ou ganha e é uma chatice, porque não está à espera disso. Ou perde e se reforma definitivamente da vida política activa, abrindo em sociedade com Alberto João Jardim um Lar para ex-líderes compulsivos do PSD.
Em Lisboa, capital do Império, a coisa também não está famosa para o candidato do PS.
Carrilho, o filósofo, disserta sobre o pontilhismo das reformas da vereação actual, mas não tem alternativas. Promete surpresas. As surpresas são a nova moeda de troca eleitoral. Vai lá vai.
Confrontado com o erro crasso escarrapachado nos seus cartazes eleitorais, em que a vista de
Lisboa que aparece é simétrica da realidade, desculpa-se dizendo que fica melhor assim porque "(...)fica mais bonita: (...) não se vêm as gruas das obras (...)" disse ele. Imagine-se! Um filósofo metido em obras, a cagar a roupa toda de pó.
Quanto ao referendo sobre a Constituição Europeia, talvez estivesse na hora de se começar a debater a coisa, não? Ou não vale a pena porque se mais de 70% dos espanhóis votaram a favor nós, para chatear, vamos chegar aos 80%?
Relativamente às presidenciais, o PS continua sem candidato. Sim, porque se puserem o Manuel Alegre a avançar contra Cavaco Silva é porque querem uma co-habitação pacífica com o PSD para os próximos anos; S. Bento e Belém entendem-se sem PS nem PSD, certo?
Não sei porquê, ainda tenho esperança que Freitas do Amaral, um dos meus biógrafos, se chegue à frente.Veremos.
Isaltino exalta-se.
Contra tudo e contra todos vai-se candidatar à Câmara Municipal de Oeiras numa jogada de homem só, de pistoleiro solitário. Há sempre fases na vida em que nos sentimos um bocadinho Clint Eastwood: duros, inflexíveis, com olhos de aço chispando ódio. Esta é a jogada da vida de Isaltino. O tudo ou nada. Ou ganha e é uma chatice, porque não está à espera disso. Ou perde e se reforma definitivamente da vida política activa, abrindo em sociedade com Alberto João Jardim um Lar para ex-líderes compulsivos do PSD.
Em Lisboa, capital do Império, a coisa também não está famosa para o candidato do PS.
Carrilho, o filósofo, disserta sobre o pontilhismo das reformas da vereação actual, mas não tem alternativas. Promete surpresas. As surpresas são a nova moeda de troca eleitoral. Vai lá vai.
Confrontado com o erro crasso escarrapachado nos seus cartazes eleitorais, em que a vista de
Lisboa que aparece é simétrica da realidade, desculpa-se dizendo que fica melhor assim porque "(...)fica mais bonita: (...) não se vêm as gruas das obras (...)" disse ele. Imagine-se! Um filósofo metido em obras, a cagar a roupa toda de pó.
Quanto ao referendo sobre a Constituição Europeia, talvez estivesse na hora de se começar a debater a coisa, não? Ou não vale a pena porque se mais de 70% dos espanhóis votaram a favor nós, para chatear, vamos chegar aos 80%?
Relativamente às presidenciais, o PS continua sem candidato. Sim, porque se puserem o Manuel Alegre a avançar contra Cavaco Silva é porque querem uma co-habitação pacífica com o PSD para os próximos anos; S. Bento e Belém entendem-se sem PS nem PSD, certo?
Não sei porquê, ainda tenho esperança que Freitas do Amaral, um dos meus biógrafos, se chegue à frente.Veremos.
sexta-feira, abril 29, 2005
Data histórica

Hoje, dia 29 de Abril de 2005, pelas 14:59:22, o número de downloads do Firefox atingirá o record de 50.000.000 (cinquenta milhões...!), segundo previsões aqui feitas.
Digo que é uma data histórica, para bloggers e internautas do planeta, porque é mais um dia em que a hegemonia monopolista do chato do internet explorer sofrerá um abalo tremendo, quiçá decisivo, graças ao empenho que muitos tiveram na divulgação do Firefox como browser alternativo.
De download gratuito, mais seguro e em open source, ou seja, beneficiando da contribuição permanente de milhares de voluntários em todo o mundo que, nos seus computadores, vão desenvolvendo soluções abrangendo temas, extensões, plugins e resolução de bugs, para o benefício da comunidade planetária, o Firefox afirmar-se-á no decurso deste ano de 2005, como o browser preferido por particulares e empresas em todo o mundo.
Quem já o instalou e experimentou a sua velocidade de acesso, a simplicidade com que se abrem "pastas" para navegar na net, a personalização de dezenas de configurações, etc., sabe a quantos anos luz este se encontra face ao chato, lento e pouco seguro internet explorer.
Além do mais, a sua instalação não implica que nos desfaçamos do internet explorer. Pelo contrário: além de podermos importar para o Firefox a nossa lista de favoritos do internet explorer, ambos os browsers coabitam no mesmo computador podendo o utilizador escolher utilizar qualquer um deles em qualquer altura.
O verdadeiro espírito da NET. Em contagem crescente.
quinta-feira, abril 28, 2005
terça-feira, abril 26, 2005
26 de Abril de 2005
"Certamente a comunidade internacional, nomeadamente as Nações Unidas, a CPLP e a CEDEAO, ainda não percebeu que as autoridades do país não têm o poder e a força necessária por forma a implementar por si só a indispensável e urgente reforma das forças armadas tribalizadas e constituídas por gente que apenas aprendeu a matar como o único meio de conseguir a sua promoção e ocupar os lugares de suas vítimas, ex-camaradas, e depois vem descaradamente impor a amnistia para os crimes praticados a sangue frio.(...)"
Extracto de um texto, a meia página, da autoria de Fernando Ka, dirigente da Associação Guineense de Solidariedade Nacional, publicado na página 11 do Público de hoje, 26 de Abril de 2005.
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