Anda a circular por email um video cuja montagem apresenta alternadamente declarações de Fátima Lopes relativamente ao uso das peles de animais com imagens horríveis de sofrimento infligido a animais, incluindo esfolá-los vivos, tendo esse mesmo video sido exibido em alguns Blogs com o apelo à sua divulgação.
Esse video é obsceno e manipulador.
Não acredito nas "boas intenções" de quem divulga obscenidades para se auto-promover. Estou, obviamente, a falar da Associação Animal.
Também não conheço a referida Fátima Lopes nem me move nenhum interesse especial pela senhora.
No entanto, associar as horríveis imagens desse video com as declarações fora de contexto de UMA pessoa em particular, Fátima Lopes neste caso, é um acto que se reveste de todas as características de um ataque pessoal.
É muito mais fácil esfolar um animal morto do que fazê-lo em vida. Em 1978 a organização "ecológica" e "pró-animal" Greenpeace pagou a um caçador de focas para que pudesse obter um filme de alguém a esfolar uma foca bébé em vida. Foi esse caçador que referiu não ter percebido a razão de lhe terem pedido para fazer o que fez, visto a sua experiência lhe ter ensinado que é sempre muito mais fácil esfolar um animal morto do que fazê-lo com ele vivo. Está aqui documentado.
Não me admirava nada que os facínoras que criaram este video obsceno tivessem feito o mesmo.
Apelo aos internautas e bloggers que me leiam para que, antes de servirem de "caixa de ressonância" de toda a trampa que recebem via email , pensem e reflictam antes de o fazer.
Se conseguirem, claro.
É que pensar e relectir é coisa rara nos dias de hoje. As gentes são cada vez mais pavlovianamente manipuladas. O reflexo condicionado tornou-se uma característica desta humanidade moderna, que arvorada em sofisticada, culta e politicamente esclarecida, se tornou fraca, ociosa e tão manipulável pelos racionalistas do sec. XXI como o foi pelo clero no sec. XII.
Para a esquerda vale tudo. Mesmo a exibição obscena da violência exercida em animais indefesos.
Esses sicários, defensores dos direitos dos animais, que não hesitam em pegar em armas para fazer valer os seus pontos de vista mesmo que não distingam um gato preto e branco de uma vaca leiteira ao longe, tornaram Pym Fortuyn na sua primeira vítima.
De objectores ao sofrimento inútil rapidamente se transformam em alarves da obscenidade e assassinos a sangue frio.
A cobardia, a manipulação da opinião pública e a exibição gratuita do sofrimento adquirem, para alguns, foros de virtuosismo e candura nos dias que correm.