
A "época dos incêndios" está mais que a meio, quase perto do fim. Cento e vinte mil hectares ardidos depois, a discussão estéril, a recriminação desabafante, a co-irresponsabilidade total dos senhores do poder está bem patente no cinzeiro nacional, na desolação da paisagem, na desertificação resultante da chacina pueril a que foi submetida a floresta, a paisagem, a fauna natural, a alma de todos os portugueses.
O ministro António Costa, após se ter reunido com os vários "responsáveis" (esta coisa dos fogos é complexa, há que haver vários, senão mesmo muitos "responsáveis") pelos vários pelouros que dirigem nos diversos e variados "combates" que travam contra as "chamas". O mais tecnológico dos quais foi o do Bloco de Esquerda, apelando ao combate às chamas na origem, leia-se, na sua divulgação.
Medindo áreas ardidas com fita métrica, os senhores do poder da república chegaram à sossegantemente provisória cifra de 68 mil hectares ardidos. Mas a Europa (a que todos reclamam que Portugal pertence) mercê do recurso a meios tecnológicamente chocantes, incuindo o rastreio por satélite, chegou a uma cifra bem maior: 120 mil hectares ardidos. Até agora.
Não é culpa deste ou daquele partido.
É, isso sim, culpa do regime, porra.
A república está morta. E fede.
Se fede.
Real! Real! Por El-Rei de Portugal!






