terça-feira, setembro 06, 2005
Salada de polvo
Num texto intitulado O Polvo (1) inserido na rubrica "Os passos em volta", publicado no Nº 243 da GR de 3/9/2005, Vieira socorre-se do conteúdo do livro Contos Proibidos - Memórias De Um PS Desconhecido da autoria de Rui Mateus e publicado no fim do 2º mandato presidencial de Mário Soares para referir que após ganhar as presidenciais em 1986, Soares e um grupo de amigos políticos fundou um grupo empresarial destinado a usar os fundos remanescentes da campanha, canalizando fundos monetários com o objectivo de financiar a sua re-eleição. Soares terá ainda colocado amigos seus como testas de ferro, não podendo presidir ao grupo por razões óbvias. No exercício das suas funções como presidente da República, terá convocado «...alguns magnatas internacionais tais como Rupert Murdoch, Silvio Berlusconi, Robert Maxwell e Stanley Ho para o visitarem na Presidência da República e se associarem ao grupo a troco de avultadas quantias que pagariam para facilitação dos seus investimentos em Portugal...»
Ainda segundo Vieira, pela relevância do tema, ficará para próximo desenvolvimento.
Presume-se que o Polvo venha a ser o prato forte das presidenciais 2006.
segunda-feira, setembro 05, 2005
5 de Setembro
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O vómito : A SIC Notícias autopromovendo-se à custa das imagens de New Orleans submersa.
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É natural que Sócrates, à semelhança do binómio votos vs. SCUT sem portagens nas legislativas, venha a baixar o IVA para ganhar votos para Soares. Preparem-se.
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Os descendentes do povo rural povoam as praias, as cidades, o litoral, os centros comerciais.
Sem referências, sem valores, com vergonha dos seus antepassados, vivem aterrorizados com a possibilidade de serem confundidos com os saloios que tanto abominam, que tanto desprezam.
Por isso se prostituem por ideais de plástico, por telemóveis 3G, por roupas de marca já que, pensam eles, o nome que têm não vale dois peidos.
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O peregrino olha deslumbrado a Basílica de S. Pedro. Um mar de gente espraia-se a perder de vista. O peregrino sorri. Uma vozinha que mal se ouve insiste: "Qual é coisa qual é ela, que é branca e vai à janela".
sexta-feira, setembro 02, 2005
Colocação de professores
Por este motivo, a protecção civil pede que se divulguem os seguintes procedimentos:
No caso altamente provável de se deparar com um professor colocado repentinamente na sala, cozinha ou outra dependência da sua casa, a qualquer hora do dia ou da noite, não entre em pânico. Ofereça-lhe um copo de água fresca enquanto lhe sugere com firmeza suave que se sente.
Telefone para o 112 e diga que está a ser assaltado por um toxicodependente armado com uma seringa de repetição. Se disser que lhe colocaram um professor em casa, provavelmente não acreditarão.
Calmamente dirija-se para a porta da rua, saia e feche a porta à chave.
terça-feira, agosto 30, 2005
Combate aos incêndios
Segundo o especialista chileno Carlos Weber Bonte,
"Gasta-se demasiada água a combater os fogos em Portugal quando a aposta devia ser na utilização de ferramentas que destruam o combustível que faz propagar as chamas". O que, diga-se de passagem, é redobradamente custoso em ano de seca: desperdiçar tantos milhares de litros de água no meio dos fogos enquanto o gado morre à fome e à sede.
No entanto, houve quem já tivesse percebido isso há algum tempo; parece que aqui ao lado, na Andaluzia, o problema já foi resolvido. O ano passado? Não. Há mais de doze anos.
(...) Entre 1995 e 2003, por exemplo, a Andaluzia perdeu menos floresta e mato do que Portugal em 24h de alguns dias de Agosto do ano passado. (...) (*)
(*) Excerto do trabalho da autoria de Pedro Almeida Vieira publicado na Grande Reportagem de 24 de agosto de 2004 .
O zurzido do Dragão
E ele zurze que zurze, que se farta e se faz tarde.
domingo, agosto 28, 2005
O Bar
Versão minimal:
Não havia nem um.
- Querida, disse, vou lá abaixo num instantinho comprar cigarros e volto já.
Até hoje, nunca mais apareceu.
Não havia nem um.
- Querida, disse, vou lá abaixo num instantinho comprar cigarros e volto já.
Abriu a porta e desceu os 17 degraus a correr e de seguida. Chegado ao café, desilusão.
- Lá ao fundo desta rua, à sua direita, há um bar que ainda deve de estar aberto. – retorquiu o dono do café à sua pergunta enquanto fechava a porta.
A noite estava fria e ele estava com pressa. Dirigiu-se na direcção indicada a passo rápido. Quando chegou ao bar, entrou e apeteceu-lhe um trago de qualquer coisa forte e que aquecesse. Chegou-se ao balcão, e sentou-se ao lado de uma loira que falava ao telemóvel.
- Um Cutty Sark só com gelo, por favor. – Enquanto o empregado lhe servia o whisky pediu dois maços de cigarros.
A loira acabara o telefonema e fizera dos seus gestos e da sua cara o alvo da sua atenção nos segundos seguintes. De seguida abriu a carteira, retirando dela um estreito maço de Slims e, enquanto se voltava para ele cruzando as pernas, pediu-lhe, com voz rouca, semicerrando os olhos:
- Do you have a light? –
Meteu a mão no bolso direito das calças e retirou um pequeno isqueiro Bic. Enquanto lhe acendia o cigarro, olhou a cara dela com atenção e sorriu.
- Obrigada. Não o tenho visto por aqui. – disse ela com ar casual enquanto expirava o fumo e guardava na carteira o estreito maço de Slims.
Palavra puxa palavra e meia hora depois estavam os dois em casa dela.
Algum tempo depois, ele olhou para o relógio que trazia no pulso esquerdo e disse:
- Meu Deus, distrai-me completamente... a minha mulher vai-me matar!
A loira sorgueu as sobrancelhas enquanto, distraidamente, apertava o roupão.
- A menos que... tens por acaso pó de talco ?- perguntou-lhe
- Pó de talco?- inquiriu a loira soerguendo ainda mais as sobrancelhas,
- A-acho que sim. Porquê?-
- Vai-mo buscar, por favor. Rápido.-
A loira desapareceu e voltou calmamente segundos depois segurando uma embalagem de talco Johnson´s com que ele polvilhou um pouco as palmas das mãos, esfregando-as uma na outra de seguida.
Regressado a casa, muito devagarinho introduziu a chave na porta e abriu-a silenciosamente.
A luz e o som provenientes da sala prenunciavam a tempestade que, dali a nada, iria desabar. Estava f-o-d-i-d-o. Entrou na sala pé ante pé e perguntou-lhe, por entre os flashes da TV Shop e os do olhar dardejante dela:
- Querida, ainda está a pé? Mas é tardíssimo.-
- Tu tens cá um descaramento...Francamente! Onde é que estiveste até agora?
- Mas é que tu nem sabes o que me aconteceu.
- Ah pois não. E estou mortinha por saber. Ora vamos lá a ouvir a história que inventaste desta vez. Desembucha!
- Estou-te a dizer! Fui lá abaixo ao café para comprar cigarros como te disse antes de sair, só que o café estava fechado. Disseram-me que ao fundo da rua havia um bar que costumava ficar aberto até tarde e fui até lá. Acabei por conhecer uma rapariga loira muito simpática e fomos até casa dela beber um copo. Palavra puxa palavra e....
- Tu tens é uma grandessissima lata. Mostra-me as tuas mãos imediatamente. Ah-ha! Com que então uma loira hein?! Mas tu pensas que me enganas, meu sacana? Tu estiveste foi outra vez no bowling com os cabrões dos teus amigos!
sábado, agosto 27, 2005
Ignorância "Encartada"
A História ensina-nos que no dia 14 de Agosto de 1385 se deu a batalha de Aljubarrota, na qual as forças de Portugal, em minoria absoluta, infligiram pesadíssima derrota às tropas de Castela.Após a vitória e cumprindo uma promessa que fizera, Dom João I, Mestre de Aviz, mandou então edificar o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, mais conhecido por Mosteiro da Batalha.
No entanto, segundo o Expresso, a última edição da enciclopédia digital Encarta da Microsoft atribui a construção do referido Mosteiro de Santa Maria da Vitória respectivamente a Dom João I de... Castela e a sua propriedade aos castelhanos! Segundo a Encarta, a sua construção teria sido iniciada em 1388, e «O mosteiro, igreja e capela octogonal são exemplos extraordinários da arquitectura gótica espanhola».
Qualquer dia ainda se lembram de atribuir a autoria da casa Milá, em Barcelona, a Siza Vieira.
sexta-feira, agosto 26, 2005
Retórica republicana
As consequências do laxismo irresponsável do Estado em Portugal é sempre pago pelos que por ele são mais prejudicados. Para se fazer ouvir, para se fazer respeitar, para ser levado a sério, qualquer Estado tem que dar o exemplo daquilo que entende ser o que deve ser feito.
Não é o caso em Portugal: em três anos a Tapada de Mafra, por exemplo, ardeu por duas vezes, a primeira das quais destruindo mais de 50% do seu património. Não consta que tenham sido aplicadas quaisquer medidas coercivas. Nem de qualquer outro tipo. Até hoje.
quinta-feira, agosto 25, 2005
Presidenciais 2006
Que se calhar seria uma mulher. Quem ? O Jerónimo de Sousa ? Não. O candidato do PCP.
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O Sr. Aníbal Silva já tomou uma decisão: manter a indecisão até Outubro.
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O Sr. Alberto Lopes também já tomou uma decisão: anunciar a sua decisão dia 31 deste mês.
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Falta alguém ? Ah! o Sr. Fernando Rosas. Este ainda não anunciou coisa nenhuma. Não consta, por isso, que tenha tomado alguma decisão.
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P.S. - O facto do Sr. Alberto Lopes anunciar que só se candidata para preencher um vazio à esquerda significa, obrigatóriamente, que o Sr. Manuel Alegre é oco ?
quarta-feira, agosto 24, 2005
Encontrões imediatos do 3º degrau
O autor do blog A Barriga de um Arquitecto , paragem que muitas vezes escolho durante as minhas deambulações pelos blogs do reino, pegou num comentário meu a um post que escrevera intitulado Por amor de Deus no qual ele tecia considerações, mais ou menos politicamente correctas, sobre criacionismo e evolucionismo, recortou-o e destacou um trecho que pespegou à laia de introdução de um texto seu com 61 linhas intitulado O centro do mundo.Um verdadeiro tratado.
Presumo que tanta atenção tenha sido a razão para o disparo alucinante de visitas aqui ao terreiro nos últimos três dias.
Foto: Supernova Remnant N 63A Menagerie, daqui.
Assim sendo retribuo a sua atenção com este post, devidamente equipado e artilhado em conformidade com imagem, links, linques, itálicos, bolds e o camandro, no qual transcrevo o comentário que lá lhe deixei sobre aquilo que escreveu.
Caro Daniel Carrapa,
1.«É compreensível que alguns achem discutível o facto de que somos descendentes dos macacos. Suponho que essas pessoas nunca tenham visto o “Fiel ou Infiel” na TVI.» Esta frase é sua. Presumo que inclua no grupo a chusma de primatóides que se baba e delicia com semelhantes programas de TV.
2."Esta gente..." como você se refere a determinadas pessoas que não pensam como você, nem como eu, é uma forma de discurso há muito adoptado pelos escravos do pensamento único. Neste pequeno planeta, como você diz, tem que haver espaço para outras opiniões que não a sua. Ou a minha.
3. Que Darwin tenha demonstrado com sucesso que os ingleses descendem dos macacos, não me obriga a mim nem a ninguém a deixar de questionar, com isenção, espírito crítico e sem aceitar nada como "garantido", qual a verdadeira origem da Humanidade. Talvez aí, meu caro, ao descobrir-se a verdadeira origem do Humanidade se vislumbre uma réstea de esperança sobre a previsão do seu destino, como dizia Carl Sagan. Nesta Terra ou noutra qualquer.
Cumprimentos
Estrago da Nação
Descobri-o ontem, através deste post no Nova Floresta.
Bem haja.
terça-feira, agosto 23, 2005
Actos Políticos I
A própria sonoridade da expressão, aliás, tem um je ne sait quoi de pré-parto, relação vaga com o romper das águas. A classe política passou a encarar o acto de partir para férias, tão caro, quiçá sagrado, para a generalidade de todos nós, portugueses, como uma antecâmara de estadia provisória ou preparação iniciática para a entrada triunfal em todo um outro iluminado estado de consciência, prenhe de tiques de liderança e impulsos de auto-sacrifício que é revelado precisamente no acto de interromper essas mesmas férias.
O arranque para esta nova abordagem terá partido do próprio Mário Soares, no dia do seu aniversário, ao anunciar públicamente a sua retirada da vida política activa vociferando um rotundo e ensurdecedor Basta!, dado não se sentir com fôlego suficiente para apagar as oitenta e três velas do seu bolo de aniversário. (Diz-se à boca pequena, nos soturnos e sombrios corredores do poder, que alguém da facção Socrática terá acrescentado mais uma vela ao bolo sem saber que outra facção, a de Alegre, já teria acrescentado outras duas velas por seu lado. Só para chatear.)
Eis que poucos meses decorridos interrompe o seu afastamento da vida política activa, leia-se férias, para se apresentar como O Candidato presidencial da esquerda unida.
No entanto, curiosamente, a utilização e manuseamento deste novo potencial denominado Interromper as Férias, não é encarado unânimemente por todos os intervenientes. Há, por exemplo, quem encontre mais força na mensagem contida na opção de Não Interromper as Férias do que no acto sublime de interrompê-las. José Sócrates concluiu que o Acto Político mais forte, com mais potencial de merchandising, seria providenciar para que o cargo de 1º Ministro fosse exercido por António Costa durante o período dos incêndios em Portugal, visto ter preferido não interromper as suas férias.
Já Jorge Sampaio não.
O presidente da república optou claramente pelo auto sacrifício ao interromper as suas férias para melhor se inteirar, in loco, dos arrasadores resultados provocados pelos incêndios na mancha verde do território nacional, já que os seu dez anos/dez verões de Portugal ardendo foram insuficientes para que, como Chefe de Estado que foi e é, diligenciasse tomar medidas definitivas para acabar com esta tragédia.
Até o próprio presidente da Comissão Europeia, a passar o fim das suas férias no norte do país, não hesitou em interromper as suas férias, fazendo questão inclusive em mencioná-lo, para assim poder dar um pulinho ao incêndio mediáticamente mais relevante e geográficamente mais próximo onde, subliminarmente, assinalou a importância de se ter um dos nossos no poder europeu para que a ajuda internacional no combate aos fogos nacionais se processe com rapidez.
segunda-feira, agosto 22, 2005
Faz hoje um mês
O Movimento 560 tem como objectivo promover a compra de produtos portugueses por portugueses. Para isso "descodificou" o código de barras concluindo que são de origem portuguesa ou distribuídos por Portugal todos os produtos que tenham associados ao código de barras um número começado por 560. Descobri isto ao ler este post d'O Sexo dos Anjos.Mas o melhor é irem até lá.
Bombardeiros de água
sexta-feira, agosto 19, 2005
De partida
Eis a última foto conhecida de Pedro Lomba, Pedro Mexia e Francisco José Viegas precisamente quando começavam a ser tele transportados, beamed up, as they say, de Fora do Mundo para um outro planeta qualquer da blogáctica.Prova irrefutável desta partida é, igualmente, o fim do Aviz.
- Hasta la pasta!- said the bishop to the actress.
quinta-feira, agosto 18, 2005
Parabéns
terça-feira, agosto 16, 2005
Reformas
Esta ideia do PS é tão contranatura como, nos anos 80, a criação do Partido Ecologista "Os Verdes" pelo PCP, filiado da URSS onde na altura agonizava um regime que fez da indústria extractiva e transformadora o baluarte de um desenvolvimento a todo o preço que tinha tanto de ecologia como água tem o deserto. Ao criar essa melancia chamada PEV, o PCP retirou espaço de manobra a qualquer outro tipo de grupo ou associação que, emergindo, se reclamasse da ecologia procurando afirmar-se no espectro político de então.
Só o PPM já moribundo na altura se reclamava, e bem, como partido ecologista.
Controlando o processo da criação de círculos uninominais, o PS tudo fará para que as regalias e benesses conseguidas para a nomenklatura partidocrática em pouco ou nada sejam atingidas, puxando para uma regionalização que, embora negada em referendo, se avizinha cada vez mais como reforma inevitável. Um dos argumentos que se farão ouvir na rentrée será o da falência do actual regime de ordenamento do território (leia-se RAN e REN) "provada à saciedade pela calamidade anual dos incêndios", dirão.
A criação dos círculos uninominais mais não será do que a redacção legislativa das regras da regionalização que se avizinha.
segunda-feira, agosto 15, 2005
Histórias de encantar V
O cego ia a vários sítios na cidade com o cão. Um dia chegou ao lado de cá da Av. da Liberdade que é o lado do S. Jorge e do Odéon. Resolveu ali e então que era altura de atravessar para o outro lado.
Aproximou-se da beira do passeio com o cão pela trela. Percebeu pelo som dos carros a abrandar e pelo disparar do sinal sonoro que era altura de atravessar. Deu um passo e estacou. O cão permanecia quedo, imóvel. O cego puxou pela trela, puxou, puxou e o cão nada. Assim que a cor do semáforo mudou para verde os carros arrancaram e o cão idem, arrastando o cego aflito para o meio do trânsito enquanto se faziam ouvir buzinas, chiar de pneus e impropérios. Chegados ao pimenteiro e saleiro a meio da avenida o cão estacou. Os carros também. De novo se ouviu o sinal sonoro indicando ser o momento seguro para a travessia do resto da avenida. E o cego puxou o cão e o cão nada. Imóvel, teimosamente parado. Nova mudança na cor dos semáforos e o cão relança o dono cego na alucinante travessia pelo meio do trânsito. Chegados finalmente ao outro lado, o cego parou e, trémulo, tirou um pacote de bolachas Maria de um saco de plástico azul cueca.
- Toma toma... - balbuciava o cego para o cão enquanto este, esticando a trela, tentava desesperadamente manter-se o mais afastado possível do dono. Um transeunte que passava e testemunhara a alucinante travessia e o obstruso comportamento do cão não se conseguiu conter de espanto e inquiriu o cego:
- Então o senhor vai dar bolachas a esse cão de um cabrão que quase o ia matando ?-
- Eu ? Nããã. Só quero saber onde está a cabeça do gajo para lhe dar um valente chuto nos tomates.
domingo, agosto 14, 2005
Tu também? (*)
- Então pá? Vais ver os U2 ?
- Quem ? Eu? -
- ... -
- Tás parvo ou quê? Eu não dou vinte contos para ir às putas e pagava quarenta para ver esses picolhos dum tinhoso?
- Eh eh. Pois.
(*) U2 = U too = You too?

