Apesar da crescente subida de preço do petróleo e da crise económica nacional, Portugal é dos poucos países do mundo, senão o único na Europa, que proibe o estacionamento de veículos GPL em parques de estacionamento subterrâneos. Os governantes nacionais contribuem assim para que não haja o menor perigo de que o abastecimento em combustível da frota de veículos ligeiros cá do reino seja feita a 50% do seu custo actual.
....................................********
A candidatura de Manuel Alegre é um grande serviço prestado ao PS. É a melhor maneira de garantir a vitória de Cavaco Schwarzie Silva, O Mastigador, logo à primeira volta. O que, no fundo, é o que Sócrates quer. Por muito estranho que pareça. Tudo menos Soares na Presidência a ditar-lhe bitaites e em frenético output de postas de pescada.
..................................********
Dentro de dois anos, a Europa irá assistir a um rápido crescimento económico.
Com as novas refinarias de petróleo a entrarem em pleno funcionamento e a manter-se a actual suspensão das cotas de produção decretada pela OPEP, viver-se-à uma verdadeira festa, um último e derradeiro fartar vilanagem. Mas será de curta duração e a ressaca adivinha-se dolorosa, quiçá insuportável.
..................................********
Não há dia de campanha para as autárquicas em que não se veja José Sócrates a dar uma mãozinha à malta do PS. Isto de se ser 1º Ministro em Portugal o que tem de bom é haver tempo para tudo.
..................................********
Quando há dois anos Francisco de Assis foi agredido em Felgueiras, caiu o Carmo, a Trindade e o Camandro.
Face ao que se passou no Porto com Rui Rio, as mesmas cortesãs e virgens ofendidas olham para o lado e assobiam. Fracas ladies à mesa, e pouco putas na cama.
..................................********
Uma vez que a época de incêndios passou a ter calendarização oficial e os próprios incêndios são passíveis de previsão diária, como se de fenómeno meteorológico se tratasse mas só e apenas durante a época consignada na calendarização oficial (a estupidez desta merda toda tolhe-me as mãos, quase não consigo escrever e a vontade de emigrar é quase irresitível) presume-se que a tal parte da prevenção, que deveria estar a ser tratada agora, seja puramente cagativa.
.................................*********
Sonho azul: Vi um tipo passar pelo mercado de Cascais, comprar um peixe espada preto pouco fresco, embrulhá-lo num jornal regional com uma foto do recentemente inaugurado e pomposamente designado Centro de Interpretação da Costa do Sol, dirigir-se à Câmara Municipal de Cascais, entrar no gabinete do presidente da Câmara, anunciar-lhe "Interpreta lá isto" e pespegar-lhe com o peixe espada preto recém comprado e pouco fresco em cima da secretária, voltar-lhe as costas e vir-se embora a cantar A Menina das Tranças Pretas.
quinta-feira, setembro 29, 2005
sexta-feira, setembro 23, 2005
"Felgueiras tentou desviar avião com laca"
Título de uma "notícia" da autoria de Mário Botequilha (MB) na página 5 do suplemento Inimigo Público do jornal Público de hoje e que tem o seguinte desenvolvimento:
Fátima Felgueiras arrependeu-se a meio da viagem de regresso a Portugal e tentou desviar o avião novamente para o Brasil. A autarca entrou na cabine aos gritos: "Deus é grande e eu sou a sua profeta!" e ameaçou os pilotos com duas embalagens de laca. Acabou por ser dominada por dois passageiros que odeiam autarcas, dirigentes desportivos e Artur Albarran, ou seja, agentes da Judiciária. Fátima foi recebida em Felgueiras pela população em delírio que, pela força do hábito, lhe entregou as carteiras, jóias e orçamento camarário para 2006.
Fátima Felgueiras arrependeu-se a meio da viagem de regresso a Portugal e tentou desviar o avião novamente para o Brasil. A autarca entrou na cabine aos gritos: "Deus é grande e eu sou a sua profeta!" e ameaçou os pilotos com duas embalagens de laca. Acabou por ser dominada por dois passageiros que odeiam autarcas, dirigentes desportivos e Artur Albarran, ou seja, agentes da Judiciária. Fátima foi recebida em Felgueiras pela população em delírio que, pela força do hábito, lhe entregou as carteiras, jóias e orçamento camarário para 2006.
quinta-feira, setembro 22, 2005
Candidatura ou a ditadura da candura
No Portugal republicano e democrático de hoje, uma candidatura é O estado de graça por definição.
O(A) Candidato(a) é uma espécie de santo, monge ou asceta, liberto da tentação e do pecado, que se reveste de camadas constituidas por auras de insuspeição, candura e inimputabilidade sobrepostas umas às outras como as saias das nazarenas ou, menos prosaicamente, a casca da cebola comum.
Ao atingir o estatuto ou estado de candidato, o cidadão comum é alcandorado a semi-deus, qual atleta grego, rodeando-se de uma corte de aduladores peritos na lambidela compulsiva que se desenvolve desde o tacão da bota até aos entrefolhos do cu, and beyond.
No Portugal republicano e democrático de hoje, O(A) Candidato(a) usufrui de imunidade judicial excepto se for apanhado em flagrante a cometer um crime doloso por cuja pena possa ser preso por três ou mais anos. Ou seja, qualquer candidato a eleições tem ao seu dispôr um quadro legal que lhe permite executar, participar ou instigar a prossecução de atropelos, crimes e ilegalidades que lhe apeteça desde que cumpra as regras, ou seja, não se deixe apanhar em flagrante.
O climax do absurdo acontece quando o candidato deixa de o ser; quer ganhe ou perca as eleições, O(A) Candidato(a) deixa automáticamente de gozar da imunidade de ser candidato, atente-se na lógica demolidora, uma vez que deixa de o ser. Esta mudança súbita de estado de graça para desgraça permite ao aparelho judicial desempenhar a sua função ordenando a detenção do(a) ex-Candidato(a) pespegando-o(a) nos canfundós de um qualquer fedorento calabouço atapetado e revestido a musgo e desespero. Não sem que, durante a campanha eleitoral, tenha tido todo o tempo e todos os meios à disposição para propagandear as vantagens que o povo teria votando nele.
Esta é a democracia na República portuguesa.
O(A) Candidato(a) é uma espécie de santo, monge ou asceta, liberto da tentação e do pecado, que se reveste de camadas constituidas por auras de insuspeição, candura e inimputabilidade sobrepostas umas às outras como as saias das nazarenas ou, menos prosaicamente, a casca da cebola comum.
Ao atingir o estatuto ou estado de candidato, o cidadão comum é alcandorado a semi-deus, qual atleta grego, rodeando-se de uma corte de aduladores peritos na lambidela compulsiva que se desenvolve desde o tacão da bota até aos entrefolhos do cu, and beyond.
No Portugal republicano e democrático de hoje, O(A) Candidato(a) usufrui de imunidade judicial excepto se for apanhado em flagrante a cometer um crime doloso por cuja pena possa ser preso por três ou mais anos. Ou seja, qualquer candidato a eleições tem ao seu dispôr um quadro legal que lhe permite executar, participar ou instigar a prossecução de atropelos, crimes e ilegalidades que lhe apeteça desde que cumpra as regras, ou seja, não se deixe apanhar em flagrante.
O climax do absurdo acontece quando o candidato deixa de o ser; quer ganhe ou perca as eleições, O(A) Candidato(a) deixa automáticamente de gozar da imunidade de ser candidato, atente-se na lógica demolidora, uma vez que deixa de o ser. Esta mudança súbita de estado de graça para desgraça permite ao aparelho judicial desempenhar a sua função ordenando a detenção do(a) ex-Candidato(a) pespegando-o(a) nos canfundós de um qualquer fedorento calabouço atapetado e revestido a musgo e desespero. Não sem que, durante a campanha eleitoral, tenha tido todo o tempo e todos os meios à disposição para propagandear as vantagens que o povo teria votando nele.
Esta é a democracia na República portuguesa.
quarta-feira, setembro 21, 2005
Incubadoras
Os partidos políticos em Portugal transformaram-se em apocalípticas incubadoras de criaturas populistas, extrovertidas, agitando os ares com a razão que lhes é dada pela popularidade de que dispõem, adoradas pela populaça e temidas pelos poderes instituídos.
Os mais mediáticos são a dona Fátima e os três inos: Avelino, Isaltino e Valentino.
Depois de evoluirem do estado larvar à categoria de criaturas aladas no seio das comunidades onde se encontram, alimentados pela propaganda produzida durante anos pela chusma de insectos obreiros que infestam as máquinas partidárias que lhes serviram de hospedeiro, acolhendo-os, amamentando-os e promovendo-os junto das populações que eram supostos servir, ei-los que se proclamam de uma independência absoluta em arremedos de ingratidão para com os ventres que os geraram.
Uns ingratos, é o que são.
Os mais mediáticos são a dona Fátima e os três inos: Avelino, Isaltino e Valentino.
Depois de evoluirem do estado larvar à categoria de criaturas aladas no seio das comunidades onde se encontram, alimentados pela propaganda produzida durante anos pela chusma de insectos obreiros que infestam as máquinas partidárias que lhes serviram de hospedeiro, acolhendo-os, amamentando-os e promovendo-os junto das populações que eram supostos servir, ei-los que se proclamam de uma independência absoluta em arremedos de ingratidão para com os ventres que os geraram.
Uns ingratos, é o que são.
Parabéns à Laurindinha
............................."Pastora con pecore" - Eugenio PratiPor cada um dos trezentos e sessenta e cinco dias de existência do seu Abrigo de Pastora.
quinta-feira, setembro 15, 2005
Histórias de encantar VI
Era uma vez um coelho que vivia do lado A da autoestrada. O seu único sonho, ambição suprema, atração irresistível e almejado destino era conseguir atravessar para o outro lado.
O lado B.
No entanto, abundante registo de parentes atapetando a rodovia tinha sido argumento suficiente para adianços consecutivos de uma travessia que , enquanto pulsão vital de natureza obsessiva, se tornava cada vez mais distante no tempo, que não na distância.
Até que um dia a vontade de atravessar foi maior que todos os medos, avisos, presságios e augúrios ouvidos, escutados, com atenção, da sua curta existência de roedor compulsivo. De salto curto em salto curto foi-se aproximando do rail mais perto. Olhou com atenção, sentiu a paragem das vibrações das rodas pretas e rápidas no asfalto sob as patas e ...catapum! catapum! catapum! aventurou-se até ao estreito, seco e desmesuradamente longo canteiro de rodoendros entre os rails que separavam os dois sentidos de circulação viária da autoestrada. Aguardou. Do outro lado, uma pequena manada de gado charolês pastava no sossego do tempo e das certezas bovinas. De novo o silêncio se fez sentir. Só uma muito leve vibração existia, como que se de uma distante trovoada se tratasse. De novo o coelho se aventurou na travessia. Catapum!...catapum a trovoada aproximava-se com uma celeridade inaudita. Não era uma trovoada. Era um camião TIR carregado de móveis e proveniente de Paços de Ferreira. Tarde de mais. Ao chegar à berma, junto ao rail, o impacto sentiu-se, a autoestrada ficou uma fita preta ao longe, fina e silenciosa, ar e vento morno por todo o lado e o chão verde de pasto a aproximar-se a velocidade desaconselhável. Olhos bovinos assistiram ao impacto e projecção do roedor. Após a aterrissagem, o coelho abriu os olhos, sacudiu a cabeça, olhou para cima e viu o olhar pensativo, ruminante e habitualmente absorto do touro charolês.
- Isto é que tu és uma granda besta.- disse, ruminando, o touro charolês. -
-...?!*#..!!....- respondeu o coelho.
- Foda-se pá! Então com umas orelhas desse tamanho não ouviste o cabrão do camião a aproximar-se ? -
O coelho lembrou-se daquilo da trovoada a aproximar-se, que tinha sido a seguir áquilo da primeira travessia. Olhando o touro nos olhos respondeu:
- E tu ? Com uns tomates desse tamanho já viste a parelha de cornos que tens ?
O lado B.
No entanto, abundante registo de parentes atapetando a rodovia tinha sido argumento suficiente para adianços consecutivos de uma travessia que , enquanto pulsão vital de natureza obsessiva, se tornava cada vez mais distante no tempo, que não na distância.
Até que um dia a vontade de atravessar foi maior que todos os medos, avisos, presságios e augúrios ouvidos, escutados, com atenção, da sua curta existência de roedor compulsivo. De salto curto em salto curto foi-se aproximando do rail mais perto. Olhou com atenção, sentiu a paragem das vibrações das rodas pretas e rápidas no asfalto sob as patas e ...catapum! catapum! catapum! aventurou-se até ao estreito, seco e desmesuradamente longo canteiro de rodoendros entre os rails que separavam os dois sentidos de circulação viária da autoestrada. Aguardou. Do outro lado, uma pequena manada de gado charolês pastava no sossego do tempo e das certezas bovinas. De novo o silêncio se fez sentir. Só uma muito leve vibração existia, como que se de uma distante trovoada se tratasse. De novo o coelho se aventurou na travessia. Catapum!...catapum a trovoada aproximava-se com uma celeridade inaudita. Não era uma trovoada. Era um camião TIR carregado de móveis e proveniente de Paços de Ferreira. Tarde de mais. Ao chegar à berma, junto ao rail, o impacto sentiu-se, a autoestrada ficou uma fita preta ao longe, fina e silenciosa, ar e vento morno por todo o lado e o chão verde de pasto a aproximar-se a velocidade desaconselhável. Olhos bovinos assistiram ao impacto e projecção do roedor. Após a aterrissagem, o coelho abriu os olhos, sacudiu a cabeça, olhou para cima e viu o olhar pensativo, ruminante e habitualmente absorto do touro charolês.
- Isto é que tu és uma granda besta.- disse, ruminando, o touro charolês. -
-...?!*#..!!....- respondeu o coelho.
- Foda-se pá! Então com umas orelhas desse tamanho não ouviste o cabrão do camião a aproximar-se ? -
O coelho lembrou-se daquilo da trovoada a aproximar-se, que tinha sido a seguir áquilo da primeira travessia. Olhando o touro nos olhos respondeu:
- E tu ? Com uns tomates desse tamanho já viste a parelha de cornos que tens ?
quarta-feira, setembro 14, 2005
O perfil possível
Mário Soares diz que Cavaco Silva não tem perfil para ser Presidente da República.
É magro demais, segundo os marretas.
Soares não se lembra do que disse (basta!) desdiz o que diz («é o adversário possível, forte e de respeito com quem vai travar um combate leal, forte e de ideias») e não sabe o que há-de dizer.
Três condições sine qua non para se ser candidato à Presidência desta República.
É magro demais, segundo os marretas.
Soares não se lembra do que disse (basta!) desdiz o que diz («é o adversário possível, forte e de respeito com quem vai travar um combate leal, forte e de ideias») e não sabe o que há-de dizer.
Três condições sine qua non para se ser candidato à Presidência desta República.
terça-feira, setembro 13, 2005
" Aqui d'el-rei! "
Medeiros Ferreira escreve hoje no DN , comparando os incêndios em Portugal com o furacão Katrina nos EUA.
Basta a ideia, comparar uma coisa com a outra, para que a surpresa perante o exercício demagógico de afirmações como (...) Em Portugal, hoje em dia, tanto se reclama cortes no número de funcionários públicos e de servidores do Estado como se exige novos guardas florestais e jovens bombeiros profissionais quando há fogo na serra.(...) se desvaneça rapidamente.
Mais à frente podemos ler: Amanhã, se houver inundações, esquecer-se-ão os guardas florestais mas querer-se-á fuzileiros e equipamentos anfíbios em todas as bacias hidrográficas. Em ambas as situações não estou a ver as populações afectadas apreciarem a chegada de elementos com mais de 60 anos Mas, com a normalidade restaurada, voltará a discussão teórica sobre o bom tamanho do Estado sem se ter em conta estas curiosas variações práticas. E veremos os órgãos de comunicação social transmitirem, impávidos, como é seu dever, aspirações tão desencontradas.
O que se passa em Portugal, à nossa escala, adquire agora nos EUA a dimensão de um apocalipse anunciado.
Desculpar a incúria e o desleixo a que o regime republicano votou o património florestal e hídrico em Portugal, negligenciando a prevenção dos incêndios e dispendendo avultadas quantias no seu combate a posteriori, de forma desorganizada, numa das mais pungentes demonstrações de amadorismo governativo de que há memória em qualquer parte do mundo e compará-lo a catástrofes da dimensão do furacão Katrina é, por si só, tristemente revelador do calibre de alguns dos opinion makers autóctones mais conceituados.
Ao querer falar de uma data de coisas ao mesmo tempo, desde o problema dos incêndios à história das reformas antecipadas, do racismo e da incompatibilidade entre liberalismo e catástrofes, Medeiros Ferreira dá a ideia de um percursionista destrambelhado a zurzir nas peles a torto e a direito produzindo uma cacofonia ininteligível ao comum dos mortais mas que, certamente, calará fundo no âmago da esquerda nacional.
A escolha do título para tal exercício demagógico, vindo de um dos pilares de um Partido Socialista que se reclama sucessor do Partido Republicano de Afonso Costa, é significativa.
É que Mário Soares será sempre Dom Mário I para muito Afonso Costa de bolso cá da santa terrinha.
Basta a ideia, comparar uma coisa com a outra, para que a surpresa perante o exercício demagógico de afirmações como (...) Em Portugal, hoje em dia, tanto se reclama cortes no número de funcionários públicos e de servidores do Estado como se exige novos guardas florestais e jovens bombeiros profissionais quando há fogo na serra.(...) se desvaneça rapidamente.
Mais à frente podemos ler: Amanhã, se houver inundações, esquecer-se-ão os guardas florestais mas querer-se-á fuzileiros e equipamentos anfíbios em todas as bacias hidrográficas. Em ambas as situações não estou a ver as populações afectadas apreciarem a chegada de elementos com mais de 60 anos Mas, com a normalidade restaurada, voltará a discussão teórica sobre o bom tamanho do Estado sem se ter em conta estas curiosas variações práticas. E veremos os órgãos de comunicação social transmitirem, impávidos, como é seu dever, aspirações tão desencontradas.
O que se passa em Portugal, à nossa escala, adquire agora nos EUA a dimensão de um apocalipse anunciado.
Desculpar a incúria e o desleixo a que o regime republicano votou o património florestal e hídrico em Portugal, negligenciando a prevenção dos incêndios e dispendendo avultadas quantias no seu combate a posteriori, de forma desorganizada, numa das mais pungentes demonstrações de amadorismo governativo de que há memória em qualquer parte do mundo e compará-lo a catástrofes da dimensão do furacão Katrina é, por si só, tristemente revelador do calibre de alguns dos opinion makers autóctones mais conceituados.
Ao querer falar de uma data de coisas ao mesmo tempo, desde o problema dos incêndios à história das reformas antecipadas, do racismo e da incompatibilidade entre liberalismo e catástrofes, Medeiros Ferreira dá a ideia de um percursionista destrambelhado a zurzir nas peles a torto e a direito produzindo uma cacofonia ininteligível ao comum dos mortais mas que, certamente, calará fundo no âmago da esquerda nacional.
A escolha do título para tal exercício demagógico, vindo de um dos pilares de um Partido Socialista que se reclama sucessor do Partido Republicano de Afonso Costa, é significativa.
É que Mário Soares será sempre Dom Mário I para muito Afonso Costa de bolso cá da santa terrinha.
segunda-feira, setembro 12, 2005
Bolha especulativa
De visita a Portugal, SAR o Principe Khalid Al-Faisal bin Abdul Aziz Al-Saud da Arábia Saudita, país que é só e apenas o primeiro produtor mundial de petróleo, afirmou que não há razão, em termos de produção, para o petróleo estar acima dos 40 dólares por barril.
A única razão para isso acontecer, segundo o príncipe, é a escassez de refinarias, nomeadamente norte americanas.
Ou seja, as mesmas refinarias que, há dois anos, processavam x crude a 30 dólares o barril fazem-no agora a mais do dobro do preço.
Alguém está a ganhar uma pipa de massa com isto.
A única razão para isso acontecer, segundo o príncipe, é a escassez de refinarias, nomeadamente norte americanas.
Ou seja, as mesmas refinarias que, há dois anos, processavam x crude a 30 dólares o barril fazem-no agora a mais do dobro do preço.
Alguém está a ganhar uma pipa de massa com isto.
O treze de Setembro
Se, como afirma o Expresso, avançar a manifestação de militares convocada para amanhã e proibida pelo Governo, este será o "último episódio de um conflito que opõe militares e Governo e que alguns oficiais (...) consideram ser o mais grave desde o 25 de Abril".
domingo, setembro 11, 2005
"Mr. Cheney, go fuck yourself..."

Ouviu-se, por duas vezes, na reportagem que mostrava Dick Cheney em visita ao estado do Louisiana.
Segundo o Público de hoje, pelo menos duas grandes empresas, associadas aos interesses de Joe Allbaugh, que foi o anterior responsável de campanha do Presidente George W. Bush e antigo director da Federal Emergency Management Aagency (FEMA), a agência de protecção civil, foram já contactadas para começar os trabalhos de reconstrução ao longo da costa do Golfo do México. Uma das grandes companhias é a Shaw Group Inc. e a outra é a Halliburton Co., subsidiária da Kellog Brown and Root. O vice presidente Dick Cheney já foi director da Halliburton.
Depois de terem participado na reconstrução do Iraque, as mesmas companhias começam agora a trabalhar nos estados afectados pelo furacão Katrina.
Nada mais natural. A vocação missionária destas empresas é sobejamente conhecida. Depois de estagiarem no Iraque onde foram parar por causa do terrorismo e onde adquiriram experiência na resolução dos problemas causados por ele viram-se agora para o Louisiana que, como se sabe, foi vítima de um atentado terrorista desta feita perpertrado pelo mão vingativa do próprio Allah num assomo de fúria assassina como esclarecem os imãs, os ayatolas e outros madrassos. O facto de terem sido na sua esmagadora maioria pretos e pobres os atingidos é irrelevante. Allah quando se passa dos carretos arreia onde calha.
Agora que Bush fez um excelente negócio ao ser re-eleito, lá isso é verdade.
Quanto às virgens ofendidas, cortesãs vilipendiadas e outra gente dessa que confunde direita com Seguidismo Bushista ou que baralha anti-Bushismo com anti-Americanismo das duas uma: ou são retardados mentais ou são parte interessada, accionistas portanto, das empresas que têm empochado alcavalas, prebendas e sinecuras com a presidência de George W. Bush.
sábado, setembro 10, 2005
Homenagem
Mae West por Salvador Dali
Dali visage de Mae West pouvant être utilizé comme appartement.A propósito da "cadeira Bocca" enaltecida por JRD em La Pipe.
sexta-feira, setembro 09, 2005
Sócrates by ACME

Afinal aconteceu! A discrepância de tempo entre o movimento do 1º Ministro a accionar o detonador e a implosão das torres de Tróia foi realidade. Soube-o aqui em primeira mão e confirmei-o em seguida aqui.
A associação imediata que senti ao ver a preparação da coisa e os funestos resultados dos ACME supplies nos gags do beep-beep e do coyote ganhou os contornos de uma verosimilhança indesmentível.
Uma vez que não passou tudo de uma grandessissima treta, presume-se que a simulação poderia ter sido feita de mil maneiras imagináveis (*) . Ou seja, barrete por barrete, Sócrates poderia ter
1. Soprado as velas de um bolo de anos.
2. Dado um salto pró ar.
3. Arreado um estalo na fronha do Belmiro.
4. Exibido um monumental manguito em directo.
5. Tapado a cara.
6. Osculado efusiva e repenicadamente as emaciadas faces de Belmiro.
7. Soltado uma sinistra gargalhada.
8. Saltado para o colo do ex-Presidente da República, general Ramalho Eanes. (**)
no preciso instante em que as torres implodiam.
Ou seja, poderia ter associado ao acto da implosão das torres uma qualquer actividade lúdica momentânea, um gesto inesperado e prenhe de significados ocultos que servisse de pasto
às bestas pactuantes da nossa imprensa e comunicação social, sempre carentes de actos simbólicos onde possam dar largas às suas necessidades locubrativas, especulativas, adivinhas de conspirações maquiavélicas secretas. Mas não. Preferiu, deliberadamente, tentar enganar as gentes do país que se comprometeu governar. Saiu-lhe o tiro pela culatra. Sócrates e os pactuantes "profissionais" da comunicação social indígena revelaram-se autênticos produtos ACME. Que se exportem de imediato, ouso sugerir, e de preferência para o feudo de George W., ele próprio grande apreciador de perús de plástico.
(*) Aceitam-se sugestões por parte de eventuais leitores.
(**) Continuam-se a aceitar sugestões por parte de eventuais leitores.
"Candidatura de ex-PR preocupa tartarugas das Seychelles"
Da edição de hoje do jornal Público, destaque para o seguinte artigo do suplemento Inimigo Público, com o título supra, da autoria de RC. Link indisponível.
«A candidatura de Mário Soares às próximas eleições presidenciais está a perturbar o modo de vida habitualmente pacato das tartarugas gigantes das Ilhas Seychelles. De acordo com Francis Pierre, biólogo responsável pela conservação das tartarugas do atol de Aldabra, "os animais têm-se mostrado nervosos e irritadiços desde o anúncio da candidatura, e pensamos que possa haver uma ligação. É preciso encontrar uma solução antes que seja tarde demais. Uma tartaruga irritada é uma visão aterradora". Recorde-se que Soares visitou as Seychelles enquanto Presidente da República numa das mais inusitadas visitas presidenciais da história, só comparável à visita de Américo Tomás e de uma comitiva de 36 pessoas a um urinol público de Coimbra em 1967. Durante a visita, da qual resultaram importantes tratados bilaterias relativos à poda de palmeiras e ao cultivo de areia da praia, o então presidente sentou-se na carapaça de uma tartaruga, que morreu pouco tempo depois vítima de depressão profunda.»
«A candidatura de Mário Soares às próximas eleições presidenciais está a perturbar o modo de vida habitualmente pacato das tartarugas gigantes das Ilhas Seychelles. De acordo com Francis Pierre, biólogo responsável pela conservação das tartarugas do atol de Aldabra, "os animais têm-se mostrado nervosos e irritadiços desde o anúncio da candidatura, e pensamos que possa haver uma ligação. É preciso encontrar uma solução antes que seja tarde demais. Uma tartaruga irritada é uma visão aterradora". Recorde-se que Soares visitou as Seychelles enquanto Presidente da República numa das mais inusitadas visitas presidenciais da história, só comparável à visita de Américo Tomás e de uma comitiva de 36 pessoas a um urinol público de Coimbra em 1967. Durante a visita, da qual resultaram importantes tratados bilaterias relativos à poda de palmeiras e ao cultivo de areia da praia, o então presidente sentou-se na carapaça de uma tartaruga, que morreu pouco tempo depois vítima de depressão profunda.»
Play back
Ontem, na transmissão directa da implosão das torres de Tróia, pareceu-me ver um ligeiro desfasamento entre a 1ª explosão e o accionamento do detonador por parte do 1º Ministro.
Se calhar foi só impressão minha. Coisas da idade, é o que é.
.............................*******
republicanices...
Permanece um mistério o estado de saúde do Presidente da República francesa. Pelos vistos, para a forma de regime republicano, até a "sucessão" faz parte do problema e não da solução.
...........................********
O síndroma do Outão (*)
O problema da má ou boa qualidade do serviço de self-service da cafetaria do aeroporto de Lisboa deixou de existir: não tem qualidade. Nem boa, nem má.
(*) Enquanto Ministro do Ambiente, José Sócrates resolveu o problema da pedreira a céu aberto instalada em plena área protegida da Serra da Arrábida desafectando-a do Parque Natural da Serra da Arrábida.
.........................********
Sondagens
A diferença percentual das intenções de voto entre Cavaco e Soares só são tranquilizantes para Soares.
........................********
Muito Bom negócio
Foi o que conseguiu George W ao conseguir ser re-eleito presidente dos EUA. Para ele, bem entendido.
Ontem, na transmissão directa da implosão das torres de Tróia, pareceu-me ver um ligeiro desfasamento entre a 1ª explosão e o accionamento do detonador por parte do 1º Ministro.
Se calhar foi só impressão minha. Coisas da idade, é o que é.
.............................*******
republicanices...
Permanece um mistério o estado de saúde do Presidente da República francesa. Pelos vistos, para a forma de regime republicano, até a "sucessão" faz parte do problema e não da solução.
...........................********
O síndroma do Outão (*)
O problema da má ou boa qualidade do serviço de self-service da cafetaria do aeroporto de Lisboa deixou de existir: não tem qualidade. Nem boa, nem má.
(*) Enquanto Ministro do Ambiente, José Sócrates resolveu o problema da pedreira a céu aberto instalada em plena área protegida da Serra da Arrábida desafectando-a do Parque Natural da Serra da Arrábida.
.........................********
Sondagens
A diferença percentual das intenções de voto entre Cavaco e Soares só são tranquilizantes para Soares.
........................********
Muito Bom negócio
Foi o que conseguiu George W ao conseguir ser re-eleito presidente dos EUA. Para ele, bem entendido.
terça-feira, setembro 06, 2005
A referência
(...) Não tivesse nascido D. Afonso Henriques e não haveria qualquer "factor democrático" capaz de nos desancorar da meseta. Foi à vontade de poder desse homem que nascemos. Agora, como em tudo, é impossível voltar atrás. Seguimos em frente, ganhámos consciência, desenvolvemos uma língua prodigiosa e belíssima que emparceira com as maiores do planeta.(...)
de Miguel Castelo-Branco em Combustões
de Miguel Castelo-Branco em Combustões
Salada de polvo
Segundo Joaquim Vieira, director da Grande Reportagem, «(...) com Soares, já não há moral para criticar Ferreira Torres, Isaltino, Valentim ou Felgueiras (...)».
Num texto intitulado O Polvo (1) inserido na rubrica "Os passos em volta", publicado no Nº 243 da GR de 3/9/2005, Vieira socorre-se do conteúdo do livro Contos Proibidos - Memórias De Um PS Desconhecido da autoria de Rui Mateus e publicado no fim do 2º mandato presidencial de Mário Soares para referir que após ganhar as presidenciais em 1986, Soares e um grupo de amigos políticos fundou um grupo empresarial destinado a usar os fundos remanescentes da campanha, canalizando fundos monetários com o objectivo de financiar a sua re-eleição. Soares terá ainda colocado amigos seus como testas de ferro, não podendo presidir ao grupo por razões óbvias. No exercício das suas funções como presidente da República, terá convocado «...alguns magnatas internacionais tais como Rupert Murdoch, Silvio Berlusconi, Robert Maxwell e Stanley Ho para o visitarem na Presidência da República e se associarem ao grupo a troco de avultadas quantias que pagariam para facilitação dos seus investimentos em Portugal...»
Ainda segundo Vieira, pela relevância do tema, ficará para próximo desenvolvimento.
Presume-se que o Polvo venha a ser o prato forte das presidenciais 2006.
Num texto intitulado O Polvo (1) inserido na rubrica "Os passos em volta", publicado no Nº 243 da GR de 3/9/2005, Vieira socorre-se do conteúdo do livro Contos Proibidos - Memórias De Um PS Desconhecido da autoria de Rui Mateus e publicado no fim do 2º mandato presidencial de Mário Soares para referir que após ganhar as presidenciais em 1986, Soares e um grupo de amigos políticos fundou um grupo empresarial destinado a usar os fundos remanescentes da campanha, canalizando fundos monetários com o objectivo de financiar a sua re-eleição. Soares terá ainda colocado amigos seus como testas de ferro, não podendo presidir ao grupo por razões óbvias. No exercício das suas funções como presidente da República, terá convocado «...alguns magnatas internacionais tais como Rupert Murdoch, Silvio Berlusconi, Robert Maxwell e Stanley Ho para o visitarem na Presidência da República e se associarem ao grupo a troco de avultadas quantias que pagariam para facilitação dos seus investimentos em Portugal...»
Ainda segundo Vieira, pela relevância do tema, ficará para próximo desenvolvimento.
Presume-se que o Polvo venha a ser o prato forte das presidenciais 2006.
segunda-feira, setembro 05, 2005
5 de Setembro
Alguém acredita que Jerónimo de Sousa tenha a mais tangencial possibilidade de ganhar as eleições presidenciais em 2006 ? Alguém acredita que Francisco Louçã possa vir a ser o futuro presidente da república? Então ? Está tudo a dormir ou quê ?
...........................*******
O vómito : A SIC Notícias autopromovendo-se à custa das imagens de New Orleans submersa.
...........................*******
É natural que Sócrates, à semelhança do binómio votos vs. SCUT sem portagens nas legislativas, venha a baixar o IVA para ganhar votos para Soares. Preparem-se.
...........................*******
Os descendentes do povo rural povoam as praias, as cidades, o litoral, os centros comerciais.
Sem referências, sem valores, com vergonha dos seus antepassados, vivem aterrorizados com a possibilidade de serem confundidos com os saloios que tanto abominam, que tanto desprezam.
Por isso se prostituem por ideais de plástico, por telemóveis 3G, por roupas de marca já que, pensam eles, o nome que têm não vale dois peidos.
...........................*******
O peregrino olha deslumbrado a Basílica de S. Pedro. Um mar de gente espraia-se a perder de vista. O peregrino sorri. Uma vozinha que mal se ouve insiste: "Qual é coisa qual é ela, que é branca e vai à janela".
...........................*******
O vómito : A SIC Notícias autopromovendo-se à custa das imagens de New Orleans submersa.
...........................*******
É natural que Sócrates, à semelhança do binómio votos vs. SCUT sem portagens nas legislativas, venha a baixar o IVA para ganhar votos para Soares. Preparem-se.
...........................*******
Os descendentes do povo rural povoam as praias, as cidades, o litoral, os centros comerciais.
Sem referências, sem valores, com vergonha dos seus antepassados, vivem aterrorizados com a possibilidade de serem confundidos com os saloios que tanto abominam, que tanto desprezam.
Por isso se prostituem por ideais de plástico, por telemóveis 3G, por roupas de marca já que, pensam eles, o nome que têm não vale dois peidos.
...........................*******
O peregrino olha deslumbrado a Basílica de S. Pedro. Um mar de gente espraia-se a perder de vista. O peregrino sorri. Uma vozinha que mal se ouve insiste: "Qual é coisa qual é ela, que é branca e vai à janela".
Subscrever:
Mensagens (Atom)



