quinta-feira, novembro 10, 2005

Os filhos da Revolução

A Revolução Francesa é tida como o grande marco da história contemporânea. Com tudo o que implicou, desde a execrar a aristocracia, passando pela guilhotina qualquer garganta dissidente ou dissonante, culminando na Civilização actual regida por merceeiros sem escrúpulos que apregoam aos quatro ventos a javardeira que pretentem impingir ao mundo como sendo a salvação suprema.
O consumo adquire foros de religião, a medianização é alcandorada a objectivo máximo, a mediocridade é promovida aos quatro ventos, a ecologia constitui-se ciência e o Homem é reduzido ao número; de identidade, de contribiunte, de cheque.
É a glorificação da República.
A Idade Contemporânea fede por todos os lados, é ameaçada à porrada no berço que a viu nascer.
A França, mais uma vez, exemplifica a asneira, ergue-a como farol e sintetiza em três semanas de vandalismo o erro de décadas de ignorância e altaneira estupidez.

terça-feira, novembro 01, 2005

Foi há 250 anos



O texto que se segue foi-me enviado pela Sancha por email e é transcrito do livro de João Duarte Fonseca "1755 O Terramoto de Lisboa."

"Uma curiosa carta proveniente de Mazagão (El Jadita) relata os efeitos do tsunami naquela praça portuguesa do Norte de África, dizendo que após a maior atribulação causada pelo sismo, "o mar com um movimento horroroso, subindo pelas rochas, e arrombando os portos, entrou dentro do terreiro da Praça, onde quando se retirou deixou muitos peixes...
O alcaide-mor desta Praça, que o mar arrebatou e levou consigo... O tornou a meter vivo dentro da Praça por um postigo.
Administraram-se-lhe logo os sacramentos dentro de oito dias, depois de haver vomitado areia, búzios, conchinhas e algum sangue pisado, convalesceu por mercê de Deus".

segunda-feira, outubro 31, 2005

Felicitações

Por tu graal felicita Espanha pelo nascimento de Leonor de Borbon, herdeira do Trono Espanhol.
Nasceu à 1:46 da madrugada, de cesariana, com 3,450 Kg e 47 cm.

Números

€: 2.694.539.529,00 É a verba atribuida pelo Orçamento Geral do Estado para os Serviços de Apoio, Estudos e Coordenação da Presidência do Conselho de Ministros...
É quase tanto como o custo do aeroporto da OTA, orçamentado para ser gasto em um ano.
Lê-se assim: dois mil milhões seiscentos e noventa e quatro milhões, quinhentos e trinta nove mil quinhentos e vinte e nove Euros.
O que será que se faz, o que é produzido, que actividades extraordinárias serão realizadas pelos referidos serviços da República que justifiquem tal gasto? E porque é que ninguém chamou a atenção para isso ? Hum ?
Tirado daqui.

sábado, outubro 29, 2005

Aniversário II

Parabéns ao Frangos para Fora, um blog politicamente incorrecto, pouco dado a pandemias.
Fez ontem dois anos.

Aniversário

Dia 27 o Rua da Judiaria fez 2 anos.
Dele escolhi este post. Pela sua actualidade e pelo seu significado.
Parabéns Nuno Guerreiro.

quinta-feira, outubro 27, 2005

Deprimente

É como facilmente se adivinha que virá a ser a próxima campanha para a Presidência da República.
As confusões de Mário Soares, relatadas no Público de ontem, não são compatíveis com uma figura que se queira para chefe de Estado, a não ser na República Portuguesa.E isso diz muita coisa.
A insistente identificação do Partido Socialista com este candidato, reafirmada insistente e publicamente por Jorge Coelho nos últimos dias, diz o resto.

Responde Outro Dos Monárquicos de Serviço

Em resposta ao repto lançado pelo Pedro Santos Cardoso: a possibilidade de a monarquia alguma vez voltar a ser o regime em vigor em Portugal, não significa que não o possa ser num Estado laico. Muito antes pelo contrário. No entanto, não se deve confundir Estado laico com Estado persecutório, que foi o que caracterizou o arranque do Estado republicano em Portugal, e que, pelos vistos, ainda se mantém hoje em dia graças a alguma empenhada militância republicana fundamentalista.
Neste ponto, inteiramente de acordo com JMO.
No que diz respeito à amplitude dos poderes do Rei, estes obedeceriam a um quadro legal, formulado dentro dos princípios de uma monarquia constitucional: chefia do Estado e das forças armadas, primeira figura representante de Portugal em qualquer acto oficial quer em território nacional quer no estrangeiro, constituindo uma referência nacional suprapartidária.
Neste aspecto, também de acordo com JMO.
As duas questões levantadas por Pedro Santos Cardoso, ao inquirirem da laicidade do Estado e da limitação dos poderes do Rei, são muito bem escolhidas e reflectem claramente a essência de grande parte do argumentário republicano na sua génese. Falta uma: a questão da pertinência ou não do direito à propriedade. O regime republicano em Portugal nunca foi capaz de reconhecer em absoluto o direito à propriedade. O quadro legal do arrendamento, seja ele urbano ou rural, é um reflexo disso mesmo. Mas isso fica para outro dia.

Publicado em O Eleito

terça-feira, outubro 25, 2005

Foi há 858 anos

........................................O Cerco de Lisboa, por Roque Gameiro

Hoje terá lugar em Lisboa, mais propriamente no Castelo de S. Jorge, uma reconstituição histórica do cerco e conquista de Lisboa protagonizada por mim e pelas minhas tropas há uma porrada de anos atrás, culminando com a entrada solene na cidade em 25 de Outubro de 1147.

(...) É então que, por sua vez, os nossos se empenham mais no trabalho e se lançam a escavar um fosso subterrâneo entre a Torre e a Porta de Ferro, com o fim de deitarem abaixo a muralha. Porque estava demasiado acessível aos inimigos, ao ser descoberta depois de iniciado o cerco (...)

Como vêem, já naquela altura a panca por túneis eufemísticamente designados por "fossos subterrâneos" dominava a mente lusa obcecando povos e alcaides...

A quem possa interessar o acontecimento, pode ler mais aqui.

Velhos Hábitos

Quase sempre que se põe em causa a república, ou seja, o regime político em vigor em Portugal desde 1910, que se eleva um coro surdo de protestos a meia voz, nada de grande gritaria, como se o simples facto de questionar o regime conduzisse a inéditos esforços intelectuais conducentes a rebuscadíssimos argumentos e contra pontos, cansativos portanto, para os quais as mentes indígenas além de não se encontrarem devidamente treinadas e preparadas, não têm a menor atracção ou vocação; os portugueses habituaram-se a ser republicanos. Ponto. São como os velhos hábitos: temo-los sem saber muito bem porquê mas achamos difícil largá-los.
Isso de questionar o regime é "voltar para trás", a monarquia é "coisa do passado", temos é que andar para a frente e o resto é conversa. Mesmo que o andar para a frente tenha conduzido Portugal a um quase beco sem saída, há que manter inquestionável a natureza do regime.
No entanto, se isto tresanda a antolhos, cuidai-vos que vos tomam por bestas.
Questionar o regime tornou-se impensável. Mesmo com o exemplo flagrante de Espanha, que em 1975 estava em muito piores condições económicas e sociais do que Portugal e que, em trinta anos, recuperou de um atraso carregado de atavismos com uma determinação e fé tais que isso tem indiscutivelmente que nos obrigar a pensar. É que, quer se queira quer não, uma grande diferença separa de facto as duas democracias ibéricas. E essa diferença, é o regime.
A abordagem dos mesmos problemas, sejam eles o combate aos incêndios, a divulgação cultural ou/e a projecção internacional como partes integrantes de uma estratégia concertada de desenvolvimento económico, tem sido feita de modo completamente diferente nos dois países.
E, para cúmulo, há por aí muito republicano bem instalado no poder e descaradamente partidário da passagem para Espanha de importantes, senão vitais, centros de decisão fundamentais para o desenvolvimento do nosso país. Para não falar dos desesperados que sonham com a anexação pura e simples, renunciando em definitivo à independência e soberania nacionais.

publicado hoje em O Eleito

segunda-feira, outubro 24, 2005

Solidariedade emplumada

Face à escabrosa escalada de violência histérica e intempestiva, acompanhada de não menores manifestações descontroladas de verborreia compulsiva e incontinente escabeche que vem assolando o planeta em toda a extensão do seu perímetro alado, daqui envio um sincero e honesto abraço solidário aos Pássaros, ao Frangos para Fora e ao Pombo Incontinente.

Contradições da República

Em Janeiro de 2006, mais uma vez, os portugueses serão chamados às urnas para elegerem o chefe de Estado de Portugal. Desde as primeiras eleições para a Presidência da República, após o pronunciamento militar de 25 de Abril de 1974, que os candidatos eleitos são-no invariavelmente pela segunda vez, cumprindo segundo mandato.
Provavelmente sê-lo-iam de novo se existisse a possibilidade de um terceiro mandato, e por aí fora. E isto porque, na sua essência, os portugueses são profundamente monárquicos. Durante anos, todavia, a propaganda republicana encarregou-se de explicar que isso era mau. Mesmo durante a II República, os tais famosos 48 anos de ditadura foram-no em República.
No entanto, se até agora e após (repito) o pronunciamento militar de 25 de Abril de 1974, um simples presidente de câmara podia ser eleito e re-eleito as vezes que se quisesse, o mesmo nunca foi possível com o mais alto magistrado da nação. Porquê? Porque o regime republicano é, em si mesmo e acima de tudo, profundamente contraditório.

Publicado hoje em O Eleito

quinta-feira, outubro 20, 2005

20 x 20 x 20

Acabada a época dos incêndios, que vai de 14 de Maio a 14 de Outubro, e o semestre das aparições em Fátima, de 13 de Maio a 13 de Outubro (o cuidado e esmero com que a República se apropria de certas datas de forma insinuante e promíscua é digno de nota. Nem a porcaria do dia da implantação da República escapou de ser pespegado em cima do dia da Fundação do Reino de Portugal. Mas adiante) como eu dizia, acabado definitivamente o Verão, por decreto, com as autárquicas a chocalhar e o Sporting a implodir, eis que o país se suspende da hora mágica: as 20:00h de 20 de Outubro; o momento escolhido por Cavaco Silva, aluno de vintes segundo VPV, anunciar o que toda a gente sabe: a sua candidatura à Presidência da República. O que é espantoso nesta história em que o facto vem ao encontro de quem o espera, o que tem de notável é, precisamente, a gestão da sua previsibilidade. Tornar a expectativa realidade é, por si só, merecedor de confiança.
É por isso que Cavaco Silva vai ganhar as eleições. Alimentando e gerindo com habilidade a expectativa manteve igualmente a esperança na sua própria candidatura, e ao cumprir com o que prometeu (só anunciar a sua decisão após as autárquicas, seja ela qual for) devolve aos portugueses que o irão eleger um bem precioso nos conturbados dias que correm: a ilusão de que são donos do seu destino. Devolve, com juros, a segurança ilusória que caracteriza a previsibilidade. Quando Cavaco ganhar, todos os que votaram nele sentirão que ganharam também. E, por isso, ele vai ganhar.
Não porque possa fazer muito mais do que os seus predecessores, a Constituição não deixa, mas porque parece que pode. Quem cumpre aquilo que promete, ainda por cima sendo político, torna-se a excepção, arrastando com a simpatia dos eleitores mesmo que, posteriormente como agora, o que quer que venha a prometer e a cumprir seja irrelevante.
A oposição a Cavaco é, e será, inexistente; Louçã e Jerónimo de Sousa cumprem calendário à custa dos contribuintes, e tanto Alegre como Soares não passam de duas facções a abater dentro do próprio PS. A partir de Janeiro, após as eleições, o governo de Sócrates sairá reforçado graças à conclusão da limpeza interna no aparelho do partido com a garantia de que Cavaco não quererá outra coisa senão manter no poder um governo que, mantendo uma política impopular, procurará corrigir o deficit, conter a despesa pública, aumentar a receita fiscal, preparando o terreno para um regresso triunfal do PSD, sufragado por maioria por um povo farto de crise e de apertar o cinto . Nessa altura, provavelmente, será Rui Rio quem pedirá a palavra para concluir o que começou a dizer a José Sócrates no fim do passado dia 9 de Outubro.

segunda-feira, outubro 17, 2005

Segunda feira....

O Sporting perdeu com a Académica em Alvalade. É a terceira derrota consecutiva. Está na altura de atirar alguém aos leões.

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José Sócrates, o estratega, prepara-se para festejar em Janeiro a derrota definitiva de Mário Soares, o dono do PS. Pelo caminho ficam António Guterres, Ferro Rodrigues, João Soares, Manuel Alegre e Manuel Maria Carrilho.

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João Carlos Espada, no último Expresso, festeja a vitória de Sócrates e Marques Mendes nas eleições autárquicas mostrando, mais uma vez, que existe na direita um contraponto a Eduardo Prado Coelho que, por sua vez, é o contraponto à esquerda de Luís Delgado e por aí fora, cumprimentando, en passant, Vasco Pulido Valente e Miguel Sousa Tavares.

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Parece que é este mês que António Lobo Antunes recebe da Academia Sueca o prémio persistência por ter tantas vezes concorrido ao Nobel da literatura sem sucesso. A Suécia, entre outros encantos, é conhecida pelo famoso jogo de cartas - a sueca - uma espécie de bisca alta e loura, pela ginástica sueca e pela Academia Sueca, que anualmente sorteia prémios Nobel por diversos concorrentes em variadas modalidades.
Por outro lado a vaca, além de cornos, também possui pernas compridas que mantêm as tetas fora do alcance das formigas e outros insectos rastejantes, bem como uma pele preta e branca que serve para a manter toda junta.

segunda-feira, outubro 10, 2005

Ressaca

Estado pré comatoso de empastelamento existencial caracterizado por sede avassaladora e absoluta intolerância ao ruído acompanhados de embaciamento persistente de toda e qualquer actividade, sensata ou não, produzida por qualquer dos dois hemisférios cerebrais.
É assim que que se encontra Portugal no momento.
Desde o pretenso descomprometimento do PM (José Sócrates) para com os catastróficos resultados eleitorais obtidos pelo PS (Partido de Soares), até aos dislates ilegais proferidos pelo próprio Soares à boca das urnas, passando pela ajardinada exuberância de Valentim Loureiro e pelo desalento cabalístico de Avelino, perpassa uma imagem de fim de festa que ninguém percebe muito bem que acontecimentos pretendeu celebrar. A festa pela festa tornou-se o objectivo último das desorientadas populações deste país queimado, seco, alegremente à beira da bancarrota.
Estamos quase quase a ser o Brasil da Europa. O que nos falta em área, clima e gente sobra-nos em diversidade paisagística, secura e imaginação. Dizer bicha em vez de fila é politicamente incorrecto. Noventa e nove por cento das frases começam por é assim. Seja quem for que as diga.
O cinco de Outubro é a data da implantação do vinte cinco de Abril.
À asneira sucede a asneira, a
pessegada, o disparate.
Vale a pena dar uma vista de olhos à escolha de cartazes feita pelos Dolos Eventuais.
Depois dos sorrisos e/ou gargalhadas de que certamente serão acometidos, vejam os cartazes outra vez e pensem: Isto é a República portuguesa. Se conseguirem olhar para os cartazes segunda vez sem desatarem a chorar de raiva lembrem-se da exibição da selecção nacional frente à merda do Lichtenstein. Se, mesmo assim, as lágrimas não vos saltarem dos olhos como pulgas alucinadas esmagando-se contra os écrans, das duas uma: ou estão grossos, ou estão grossos. Ainda. A ressaca virá depois.

sábado, outubro 08, 2005

Há qualquer coisa que não está bem...

...quando um Primeiro Ministro se recusa a interomper férias numa altura em que o país que é suposto governar arde de norte a sul e, no entanto, dois meses depois não se poupa a esforços para acudir às autarquias em tempo de campanha eleitoral, saltando frenéticamente de paróquia em paróquia, qual bonecreiro alucinado.

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...quando um Presidente da República só a cinco meses de completar dez anos de presidência é que se "lembra" de sugerir a inversão do ónus da prova para os crimes económicos.

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...quando a República, nas comemorações do seu 95º aniversário em plena Praça do Município em Lisboa, só pôde contar com cinco cromos empunhando cartazes onde se lia não sei o quê sobre Olivença.

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...quando o regime em vigor em Portugal, a República, tolera os impropérios, os dislates e a paranóia de Alberto João Jardim aderindo por isso, e promovendo a adesão, a uma cafrealização descabelada que é pronta e afanosamente seguida por criaturas tão díspares como o trio Ino (Isaltino, Avelino e "Valentino") e a senhora D.Fátima de Felgueiras.

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...quando as medidas de combate ao flagelo dos incêndios insistem em basear-se no apagamento com bombardeiros de água em vez de, a montante, tornarem prioritário o ataque aos fogos no seu início.

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...quando os polícias têm que comprar a própria farda.

quarta-feira, outubro 05, 2005

5 de Outubro. À noite.


"(...) E o regimen está, na verdade, expresso naquele ignóbil trapo que, imposto por uma reduzidíssima minoria de esfarrapados mentais, nos serve de bandeira nacional - trapo contrário à heráldica e à estética, porque duas cores se justapõem sem intervenção de um metal e porque é a mais feia coisa que se pode inventar em cor. Está ali contudo a alma do republicanismo português - o encarnado do sangue que derramaram e fizeram derramar, o verde da erva de que, por direito natural, devem alimentar-se.
Este regimen é uma conspurcação espiritual. A monarquia, ainda que má, tem ao menos de seu o ser decorativa. Será pouco socialmente, será nada, nacionalmente. Mas é alguma coisa em comparação com o nada absoluto que a república veio a ser."
Fernando Pessoa, "Da República"

Trecho retirado do Dragoscópio, um blog incendiário por natureza. Leiam lá o resto.

5 de Outubro


Há quem comemore o dia de hoje como sendo o do 95º aniversário da implantação do regime republicano que, já em 3ª edição (corrigida e ilustrada), tem conduzido Portugal, com retumbante êxito e inquestionável sucesso, ao beco fétido e ressequido onde hoje se encontra. Noventa e cinco anos foi o tempo que demorou a escaqueirar oito séculos de crescimento.
E ainda por cima comemoram a coisa.

Mas há outros, como eu, para quem esta data tem um significado diferente: o 862º aniversário da fundação do Reino de Portugal, primeira nação europeia. E eu prefiro lembrar-me disso.

quinta-feira, setembro 29, 2005

E vão 7

Apesar da crescente subida de preço do petróleo e da crise económica nacional, Portugal é dos poucos países do mundo, senão o único na Europa, que proibe o estacionamento de veículos GPL em parques de estacionamento subterrâneos. Os governantes nacionais contribuem assim para que não haja o menor perigo de que o abastecimento em combustível da frota de veículos ligeiros cá do reino seja feita a 50% do seu custo actual.

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A candidatura de Manuel Alegre é um grande serviço prestado ao PS. É a melhor maneira de garantir a vitória de Cavaco Schwarzie Silva, O Mastigador, logo à primeira volta. O que, no fundo, é o que Sócrates quer. Por muito estranho que pareça. Tudo menos Soares na Presidência a ditar-lhe bitaites e em frenético output de postas de pescada.

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Dentro de dois anos, a Europa irá assistir a um rápido crescimento económico.
Com as novas refinarias de petróleo a entrarem em pleno funcionamento e a manter-se a actual suspensão das cotas de produção decretada pela OPEP, viver-se-à uma verdadeira festa, um último e derradeiro fartar vilanagem. Mas será de curta duração e a ressaca adivinha-se dolorosa, quiçá insuportável.

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Não há dia de campanha para as autárquicas em que não se veja José Sócrates a dar uma mãozinha à malta do PS. Isto de se ser 1º Ministro em Portugal o que tem de bom é haver tempo para tudo.

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Quando há dois anos Francisco de Assis foi agredido em Felgueiras, caiu o Carmo, a Trindade e o Camandro.
Face ao que se passou no Porto com Rui Rio, as mesmas cortesãs e virgens ofendidas olham para o lado e assobiam. Fracas ladies à mesa, e pouco putas na cama.

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Uma vez que a época de incêndios passou a ter calendarização oficial e os próprios incêndios são passíveis de previsão diária, como se de fenómeno meteorológico se tratasse mas só e apenas durante a época consignada na calendarização oficial (a estupidez desta merda toda tolhe-me as mãos, quase não consigo escrever e a vontade de emigrar é quase irresitível) presume-se que a tal parte da prevenção, que deveria estar a ser tratada agora, seja puramente cagativa.

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Sonho azul: Vi um tipo passar pelo mercado de Cascais, comprar um peixe espada preto pouco fresco, embrulhá-lo num jornal regional com uma foto do recentemente inaugurado e pomposamente designado Centro de Interpretação da Costa do Sol, dirigir-se à Câmara Municipal de Cascais, entrar no gabinete do presidente da Câmara, anunciar-lhe "Interpreta lá isto" e pespegar-lhe com o peixe espada preto recém comprado e pouco fresco em cima da secretária, voltar-lhe as costas e vir-se embora a cantar A Menina das Tranças Pretas.

sexta-feira, setembro 23, 2005

"Felgueiras tentou desviar avião com laca"

Título de uma "notícia" da autoria de Mário Botequilha (MB) na página 5 do suplemento Inimigo Público do jornal Público de hoje e que tem o seguinte desenvolvimento:

Fátima Felgueiras arrependeu-se a meio da viagem de regresso a Portugal e tentou desviar o avião novamente para o Brasil. A autarca entrou na cabine aos gritos: "Deus é grande e eu sou a sua profeta!" e ameaçou os pilotos com duas embalagens de laca. Acabou por ser dominada por dois passageiros que odeiam autarcas, dirigentes desportivos e Artur Albarran, ou seja, agentes da Judiciária. Fátima foi recebida em Felgueiras pela população em delírio que, pela força do hábito, lhe entregou as carteiras, jóias e orçamento camarário para 2006.
 
Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue!