sexta-feira, maio 12, 2006

O quê?

Depois de Portugal ter ardido de Norte a Sul várias vezes por ano e com grande intensidade nos últimos cinco anos o pessoal de combate aos fogos, para treinar, achou por bem criar um simulacro de incêndio em Sesimbra. Mas estes gajos são parvos ou quê?

quarta-feira, maio 03, 2006

De 25 Abril a 1de Maio

O povo é quem mais ordena.
O povo é que manda.
O povo é soprano.

sexta-feira, abril 28, 2006

Da Actualidade

Isto vai mal. O intervalo entre posts vai-se dilatando e o conteúdo dos mesmos empobrecendo galopantemente, acompanhando a subida do preço do petróleo.
Isto de se ter um computador a diesel só tem desvantagens.
Segundo o Inimigo Público de hoje, o presidente da república apareceu às tropas portugueseas acantonadas na Bósnia provido de um Bolo-Rei de plástico. Para além de não ter sobrado nada, tal não foi a determinação e voracidade com que se lhe dedicou no intuito de evitar responder em inglês às perguntas que os jornalistas bósnios lhe dirigiram, não consta que alguém se tenha interrogado sobre a extemporaneidade de semelhante pitéu.
Quanto a facto de ser de plástico, é puramente cagativo.

sábado, abril 15, 2006

Nada É Por Acaso


Nestas duas últimas semanas falou-se e viu-se muito sobre o Evangelho de Judas. Descoberto por um pastor no Egipto em 1978, consiste em um papiro escrito há cerca de 1700 anos relatando episódios da vida de Jesus sob uma luz diferente da quem vem sendo vertida sobre o assunto pelos quatro Evengelhos, ditos Canónicos, ou seja, com força de lei, da autoria de Marcos, Lucas, Mateus e João. O documentário, feito pela National Geographic Society e apresentado ontem na 2, revela não só que Judas afunal não traiu Jesus como se limitou a cumprir ordens suas para que fosse entregue aos romanos. Vamos direitos ao assunto: Se a Igreja Católica vigente, que se assume com única herdeira da palavra de Cristo, quiser condenar alguém por suicídio deverá fazê-lo na pessoa de Jesus, que planeeou a sua própria prisão, julgamento e condenação mas nunca Judas Iscariotes. Segundo os ditos textos, tidos como apócrifos e coisa de gnósticos, Judas limitou-se a cumprir o que Jesus lhe pedira. O timing era o mais certo. Para isso e para o resto, que incluia a sua remoção da cruz, ainda vivo, e posterior fuga para terras da Gália onde daria origem à linhagem dos Saint-Clair, ou Sinclair, segundo afirma quem inspirou Dan Brown. Vem também remover o fardo da culpa da condenação à morte de Jesus atribuída aos Judeus, amiúde referidos como pencudos, e outros mimos do género, ao longo de centenas de anos. Os mesmos que, certamente por ignorância visto a estupidez nunca lhes ter sido reconhecida, nunca perceberam que Jesus, ele próprio, lui-même, himself, era Judeu.
Ao apresentar a salvação do homem como resultado do conhecimento e da meditação e não como a ressurreição pura e simples do corpo feito cadáver, o Evangelho de Judas vem devolver ao cristianismo um significado e uma origem há muito usurpados por sacerdotes de púrpura com relacões de grande à vontade com o poder instituído, num mundo excessivamente material.
Enfim.
Uma Páscoa diferente, esta, com revelações que dão que pensar a quem tem cabeça e não se importa com isso.
Bem hajam.

quinta-feira, abril 13, 2006

O Festival Da Asneira

O que se passou ontem na Assembleia da República, ou melhor, o que não se passou devido à falta de quórum, enquadra-se perfeitamente no perfil da classe política republicana, em que a falta de respeito pelos votos de confiança recebidos e que os alcandorou à posição de deputados do regime, a falta de vergonha total para com o dever de tratar a tempo e horas dos assuntos de Estado que, mais uma vez, ficaram por resolver devido a diplomas que não foram publicados por falta de quórum para uma votação, tudo isto junto passa e passará impune num país em que a conivência corporativa se empenha, cada vez mais, numa inconfessável campanha para desacreditar a democracia.
O regime republicano está podre.
Haja quem o sepulte.

Estive a reler o que escrevi aí em cima, não que seja alguma coisa de especial ou tenha conteúdo que preste ou seja novidade. Estive a reler porque me apeteceu. E cheguei a uma conclusão: num país em que dois terços dos habitantes nunca acedeu à internet, a fracção de nativos que se dedica a deambular pela B.LU.S.A. - odiosa designação para a blogosfera lusa - é tão ínfima, tão minúscula, tão rara e insignificante que constitui, por si só, uma relíquia de valor incalculável.

segunda-feira, abril 10, 2006

10 de Abril

A Coroa Espanhola correu com os corruptos da Edilidad de Marbella. Em três tempos, sem apelo nem agravo: demitidos em bloco.
A diferença de tratamento que levam os autarcas corruptos em Espanha e em Portugal é sintomática.
O facto, incontestável, de o regime espanhol ser uma monarquia e o português ser uma república não tem nada a ver. Ou terá ?

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O jogging de Sócrates na marginal de Luanda cercado de guarda costas enquanto pretendia demonstrar que não há insegurança em Angola também é sintomático. Mostra que a distância entre a compra de ouro alemão pelo governo de Salazar durante a II Guerra Mundial e a apetência negocial da classe político/empresária portuguesa da actualidade em Angola não se mede em unidades de tempo. A memória é curta. Sobretudo quando dá jeito.

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O preço do petróleo atingiu hoje em Londres novo valor record: 68 US$ por barril. Tudo porque alguém se lembrou de repetir em voz alta o que muitos pensam baixinho: a intervenção norte americana no Irão está para breve; contra o nuclear ou com ele. Mais uma vez a economia mundial refém dos senhores do petróleo. Sejam árabes ou se chamem Bush.

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Ninguém sabe quantos bombeiros existem em Portugal.
Num país cujo património natural tem sido ano após ano, consecutivamente, delapidado pelas chamas, o poder indígena encara com naturalidade o facto de o número de bombeiros, entre sapadores e voluntários dever andar à volta dos quarenta mil.
Nada de certezas.
Espantoso.

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Quando inquirido pelo jornalista da TSF sobre a ideia da criação de um partido do Papa, no rescaldo das últimas eleições em Itália, o bispo português Saraiva Martins, há mais de meio século a viver em Itália, esclareceu, para sossego dos nativos cá da terra, que não havia o menor perigo de isso acontecer. A Igreja não se envolve na política.

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A recente, e provavelmente impune, descoberta da atribuição de casas a funcionárois da câmara de Oeiras em 2003 vem na linha do primeiro post de hoje: em república, o Estado é da república.
Tem sido assim desde 1910. Até quando?

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Só para terminar: é falso que eu tenha tido as pernas coladas acima dos joelhos, como afirma a escritora Agustina Bessa Luís, tendo por isso sido incapaz de pelejar ou montar em ginete.
Isso só aconteceu quando me borrei todo na sequência duma paella feita com marisco podre, confecionada pela chefe de cozinha de minha malograda mãe. Tinha oito anos na altura e a caganeira foi fulminante. Até à próxima.


quinta-feira, março 30, 2006

Da Paridade À Força E Outros Tiques

A paridade de quotas por sexo na participação da vida política, agora com força de lei, é paternalista, anti-democrática e machista.
Passo a explicar:
Genericamente, as mulheres portuguesas com cargos públicos/políticos não se sentem descriminadas por isso. As que os ocupam fazem-no por que querem. Foi esse o caminho que escolheram, a vocação que sentiram. Os homens idem. Ninguém obrigou ninguém a coisa nenhuma. A partir do momento em que uma lei obriga ao cumprimento de quotas mínimas de participação na vida pública/política por parte das mulheres, essa lei, sendo de autoria predominantemente masculina dado que a maioria dos deputados na AR são homens, acaba por colidir com o direito inalienável de todo e qualquer cidadão seja homem ou mulher, de não querer (repito: de não querer) participar na vida pública/política do seu país. A partir do momento em que a lei obriga, a opção deixa de existir e, consequentemente, a democracia sai a perder. O argumento de José Sócrates segundo o qual se não fôr à força de lei nunca mais lá se chega (à tal almejada paridade) é mais uma demonstração da abundância de tiques pombalinos de que padece a classe política portuguesa. Mas há mais: o não reconhecimento do direito à propriedade, consagrado por escrito na última lei do arrendamento, em que demagógicamente se protegem inquilinos quando na realidade se está a endividar aos bancos gerações inteiras de portugueses obrigados à compra da primeira habitação por falta de alternativas é outra. Com a agravante de promover o crescimento desordenado das periferias dos centros urbanos, condenando-as, e aos seus habitantes, a uma existência sem qualquer tipo de qualidade de vida, transformando ciclópicas aglomerações de betão em tocas e dormitórios. Os centros urbanos, por seu lado, continuam entregues à voracidade dos bancos, companhias de seguros e grandes empresas, que disfrutam, esses sim, de espaços de qualidade a custos baixos, mercê de rendas ridículas. A resistência à descentralização efectiva, não por decreto, e o consequente despovoamento de largas áreas do território de Portugal são o resultado desse tipo de medidas que na realidade acabam por atentar contra a capacidade de mobilidade dos cidadãos, resultando num crescimento económico atrofiado e inconsequente.
A intenção do governo de querer pegar de novo no famigerado tema da regionalização à socapa, pretendendo reduzir a cinco as áreas de decisão administrativa do território sem que isso passe por uma revisão constitucional, é ainda outro exemplo de tique pombalino. A exigência histérica de um referendo-à-regionalização-outravez-já manifestada pelo PSD é o grito impotente de uma oposição hipócrita que, tendo tido de mão beijada a oportunidade de inverter o curso das coisas aquando da primeira fuga do PM (Guterres) deitou tudo a perder quando, na sequência da segunda fuga do PM (Barroso), não soube colocar os interesses reais do país acima das quezílias feudais internas tão caras a uma classe política de formação republicana e cariz oportunista.

quarta-feira, março 29, 2006

Ben' OO' Bar

Penalti ? Onde ? Lá estão vocês a reclamar do árbitro...

terça-feira, março 28, 2006

Apelo

Pelo Dragão soube disto.
A quem possa interessar e queira alinhar, aqui fica o apelo.

sábado, março 25, 2006

Histórias de encantar VIII

O meu irmão Jaime, no seu percurso alucinado a que os nossos pais eufemisticamente chamavam vida e que, segundo eles, ele devia mudar o mais depressa possível sob pena de se ver em severos apuros existenciais e, quiçá, a contas com a justiça, tinha um amigo cujo nome nem ele nem nós jamais soubemos mas que era conhecido pelo Rôsca.
O Rôsca aparecia lá em casa de vez em quando, normalmente nas vésperas de programas mais ou menos obscuros com objectivos inconfessáveis mas que eram considerados pelo meu irmão Jaime como rituais necessários à inevitável passagem à idade adulta.
Certa noite os meus pais tinham ido ao cinema e, bem depois de jantarmos, o Rôsca apareceu num estado lastimável. Parecia que tinha sido atropelado por uma enceradora a diesel, tal não era a quantidade de rasgões na roupa e feridas sangrando, tudo embrulhado num fedor nauseabundo a gasóleo e naftalina.
- Então pá? Que foi que te aconteceu? - indagou meio assustado e meio irritado o meu irmão Jaime perante a frustrante perspectiva de não ter sido convidado para mais um programa de culto viril mas simultaneamente vergonhosamente satisfeito por não ter tido que partilhar com o Rôsca violência semelhante.
- Foi há bocado..-começou o Rôsca em voz baixa.
- Fui ao armazém do outro lado da praceta, nas traseiras dos prédois, e como vi que tinham deixado a janela aberta tentei escapulir-me lá para dentro a ver se conseguia sacar alguma coisa.
Assim que pus os pés no chão ouvi uma vozinha esganiçada a dizer-me assim: "jesus está-te a ver, jesus está-te a ver".
Fui habituando os olhos à escuridão e a vozinha continuava "jesus está-te a ver, jesus estáte a ver".
- Jesus está-te a ver ?- perguntou o meu irmão Jaime aos urros, reforçando com desdém o está-te.- Jesus está a ver-te, caralho! Nem sabes falar português, meu cabrão!- rematou triunfante, ciente como estava que o facto de não ter participado em tal raid, obviamente fracassado, lhe dava um ascendente imediato sobre a condição de macho derrotado que transparecia em todo o quadro visual e auditivo apresentado pelo malogrado Rôsca.
- Olha lá ó esperto: eras tu que estavas lá?- retorquiu o Rôsca de semblante carregado.
- Caga no gajo. Continua lá a contar. - disse-lhe eu.
- Bom. Então foi assim. A certa altura consigo perceber que a vozinha vinha de dentro dum papagaio que estava empoleirado num poleiro daqueles que parecem um T, estão a ver, com uma cena de zinco em cada ponta, uma com comida numa ponta e uma com água na outra ponta e o gajo estava empoleirado, estão a ver, ao meio do T, em cima daquela merda e a dizer-me aquilo do Jesus e tal. E eu disse-lhe assim:
- Olha lá. O teu dono deve ser um grandessissimo paneleiro para chamar Jesus a um papagaio.-disse-lhe eu.
- Isso não é nome de papagaio nem é nada. E o que é que tu queres? Queres levar com esta vassoura pelos cornos abaixo?- disse-lhe eu outravez enquanto agarrava numa vassoura que estava ali ao pé. E vai o papagaio e vira-se para mim e diz:
- Não me chamo Jesus. Chamo-me Jacob. Jesus é como o meu dono chama ao rottweiler que está deitado aí atrás de ti.
- A próxima coisa que me lembro é de estar a tocar à campainha da vossa porta.

Parabéns

A O Pasquim da Reacção, pilotado pelo Corcunda, e a O Micróbio II, metamorfose bioesférica de O Micróbio.
Pelos respectivos aniversários, na semana que hoje acaba.

sexta-feira, março 24, 2006

Fogos 2006


Há dois dias a televisão noticiava, com pompa e circunstância, as medidas que o governo adoptou para o combate aos incêndios na open season que se avizinha. A mobilização da GNR em grupos helitransportados não me pareceu má ideia. Tem algumas semelhanças com a abordagem que as autoridades andaluzas fizeram do problema, como eu referi aqui. No entanto, a "passagem de comando após a primeira intervenção" cheira a desmultiplicação de esforços e à diluição de responsabilidades, correndo-se o risco dispensável de mais uma abordagem ineficaz do problema. Mais uma vez.
No Público de hoje podia ler-se que o grande objectivo do governo, com o inevitável recurso a um "sobressalto cívico", consiste na redução, até 2007, da depredação resultante do flagelo anual de incêndios em Portugal para a espantosa cifra de cem mil hectares de Portugal ardido/ano (?).
É pouco ambicioso, e é pena. A instalação de postos de vigia, munidos de câmaras de vigilância e a sua articulação com a utilização instantânea de brigadas de intervenção rápida helitransportadas constituídas por profissionais exclusivamente treinados para o efeito seria um meio eficaz para se conseguir o objectivo: a erradicação do flagelo incendiário em definitivo.
A solução adoptada na Andaluzia é eficaz há mais de doze anos.
Por cá continua-se a inventar a roda.
Definitivamente, a postura perante o património das duas nações da Península Ibérica é consequência da diferente na leitura que os regimes políticos dele fazem. Eficazmente defendido em monarquia. Displicentemente abandonado em república.
Os factos falam por si.

sábado, março 18, 2006

Os Blogs E Isso

De vez em quando analiso a coisa. Reflicto. Penso. Etc.
Isto dos Blogs por exemplo. Os que escrevem e o que lêem. Confesso que tenho negligenciado de forma imperdoável a assiduidade dos que vêm cá a casa e se dão ao trabalho de lerem/verem o que por cá se vai escrevendo/fazendo. O caso mais recente de Barragem foi O Espectro. Fulminante como um raio que parta o que lhe apeteça, O Espectro apareceu disse e foi-se.
Com ele arrastou aproximadamente 15.345 comentários em qualquer coisa como dois meses, facto suficiente para deixar um Abrupto saudável numa caganeira quinzenal.
Os Blogs indígenas são de extremos.
Referi O Espectro como Barragem a propósito de um post do Dragão que referia o serviço comunitário prestado por tais Blogs que, fruto do seu inoxidável desempenho, das cascatas de luz emergentes da omnisapiência dos seus autores, filtravam naturalmente a blogosfera purificando-a dos lixos e dejectos que, sem a sua presença, dariam inevitavelmente à costa de Blogs decentes e equilibrados como o ar. Como o Atmosfera. E outros. Esses Blogs, como o Murcon, o Abrupto e outros, desempenhavam o papel de rins cibernáuticos, autênticos fígados virtuais, contribuindo para uma Blogosfera saudável e desvampirizada.
Amanhã faço os links. Hoje não me apetece. É 6ªfeira e a Sancha está cheia de saudades minhas.

sexta-feira, março 17, 2006

Conivências

Perante os impropérios, diatribes, insultos e básica falta de educação de grande parte dos deputados regionais do PSD-Madeira e do seu líder Alberto João Jardim, o PSD e o Poder Central só têm duas posções possíveis: a condenação ou a conivência. Dado o lapso longo de tempo em que vêm decorrendo as degradantes cenas protagonizadas por essa gentalha sem que medida alguma tenha sido tomada para combater a situação é legítimo considerar que se optou pela conivência. E tudo isso sob o estandarte da República.

Propaganda

Provavelmente no próximo Dia Mundial da Árvore o governo da República fará anunciar, com pompa e circunstância, a plantação de cerca de 100.000 (cem mil) árvores. Bestial, dirá o povo, contente com o seu governo. Cem mil árvores é muita árvore carago! (*)

(*) Cem mil árvores reflorestarão cerca de 100 ha (Cem hectares).
Só no ano passado arderam em Portugal mais de 300.000 ha (Trezentos mil hectares).
Uma gota de esperança num oceano de trapalhice?

quinta-feira, março 16, 2006

quarta-feira, março 08, 2006

Hoje Fui Benfiquista

- I do beg your pardon...

Or how to shut up forty five thousand jerks at their own playground.

Parabéns Benfica!


terça-feira, março 07, 2006

Todos Diferentes, Todos Iguais

Há uns anos atrás, Prado Coelho e Boaventura Sousa Santos davam as mãos em ataques alternados a Maria Filomena Mónica no Público.
Esta semana Vasco Pulido Valente, de mãos postas porque não tem a quem as dar, ataca Clara Ferreira Alves pelo que escreveu na última ÚNICA, do Expresso.
De facto, a misogenia não tem cor. Mas cheira mal.

sábado, março 04, 2006

Dos Tempos Que Correm





Algumas mercearias do III milénio, como o Carrefour, e retrosarias sofisticadas como a Bershka, cada uma por razões diferentes, sentiram necessidade de intervir na forma de fazer marketing para não só não hostilizar os



seguidores do Islão, como também para criar uma onda de simpatia para com os seus produtos. A pressão do dinheiro, a contagem de tostões, o desejo de bons negócios leva a repensar o marketing, a justificar boicotes por parte de grupos económicos europeus aos produtos de países membros da Europa comunitária.

Segundo li aqui, as autoridades do Dubai não gostaram da imagem que a Bershka usou para publicitar a sua campanha para 2006. A Bershka alterou a imagem nas 368 lojas que detém no mundo inteiro, pedindo desculpas pelo acontecido.

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A Carrefour, por seu lado, publicita orgulhosamente no Egipto o seu boicote aos produtos dinamarqueses.
O políticamente correcto é sempre bom para o negócio. Seja ele a venda de trapos ou hortaliça.
É indiferente que o boicote da Carrefour se limite ao interior das fronteiras de países islâmicos; a hipocrisia será sempre politicamente correcta e, por isso, benvinda; enquanto o Ocidente precisar de petróleo e o petróleo estiver onde está, os pedidos de desculpa serão os que forem precisos, e a lambujice subserviente dos que, de parte a parte, dele precisam para manter o poder será omnipresente.
O resto é conversa.

terça-feira, fevereiro 28, 2006

Brinca, brinca...

"Ele dizia de Barroso o que Maomé não diz do toucinho".

Isaltino de Morais sobre Marques Mendes, em entrevista ao Jornal de Notícias de hoje.

 
Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue!