segunda-feira, junho 05, 2006
sábado, junho 03, 2006
Dias Nacionais vs Dias Mundiais
Como só há 365 dias por ano, logo só podem existir 365 objectos ou razões merecedoras de dia mundial. A criação do dia nacional duplica as hipóteses. Mais para a frente surgirá certamente a peregrina ideia do dia regional. Mais para a frente não. Agora mesmo; a ideia foi minha e dou-a de barato.
O PSD achou por bem a criação do Dia Nacional do Cão. Seria em 6 de Junho. E ao cão? Perguntaram-lhe alguma coisa? E de que raça é o cão? Um cão não é uma entidade abstracta. Não é um conceito provisório à mercê das diatribes intelectuais de filósofos de pacotilha. Um cão, senhores, é um cão. Se fosse o Dia Nacional dos Cães, estaria assegurada a diversidade e acautelada a não discriminação. Mas sendo proposto o Dia Nacional do Cão já não. Talvez alguém se lembre de pedir ao Presidente da República que tome posição sobre o assunto, o analize, disseque, debata e, após profunda reflexão e consulta constitucional, sobre ele debite o que por bem entenda debitar.
Uma coisa é mais que certa: os cães, esses, estão-se bem cagando para o assunto. Os que venham atrás e lhes seguram a trela que apanhem.
quinta-feira, junho 01, 2006
Ai Timor...
Não sonhei isto. Li algures.
A autoridade com que Jorges Coelhos e Pachecos Pereiras da vida regurgitam cerrtezas sobre o assunto é vómito. Só possível na impossibilidade técnica chamada Quadratura do Círculo.
Onde estavam em 1975 quando a Indonésia lá pôs a pata abençoada por Washington?
Eu digo-vos onde estavam os Timorenses em 1910 quando a República foi proclamada nestas paragens:
Com o Rei de Portugal. (*)
(*) O povo de Timor nunca reconheceu a República implantada em 1910 em Portugal.
Que vos doa isto onde pior vos sinta.
1,2, Esquerda, Direita
Entre outras razões, o convite era escrito num português arrazoado, com erros ortográficos e tudo.
Entre ainda outras razões, o convite era a despropósito porque, segundo ele, nunca se lera tanto em Portugal como nos últimos tempos. Basta ver os números de vendas do Código e do Equador.
Escusada iniciativa portanto, é a opinião do autor de Os Devoristas.
Do outro lado da barricada assentou armas o laureado Saramago. Pronunciando-se com a douta autoridade que é conferida aos cágados pelas ervas do pasto por onde deambula, Saramago afirmou que iniciativas deste tipo são tudo menos úteis porque a sua inutilidade é manifestamente irrefutável. Segundo Saramago, o evangelista, a leitura é, e continuará a ser, um hábito de minorias imune a quaisquer tentativas que objectivem a sua divulgação. Todavia aceitou o convite. Ou seja, aceitou ser parte da inutilidade tornando-se parte dela.
A vida tem destas coisas. E ainda há quem se babe quando lhe aperta a mão. À vida, claro.
quarta-feira, maio 31, 2006
Cinema
A visão de Sofia Coppola de uma Maria Antonieta a ouvir rock enquanto deambula um corpo adolescente de 14 anos pelos corredores de Versailles foi insuportável para a nomenklatura republicana francesa.
O reaccionarismo progressista da velha esquerda europeia em choque.
A não perder.
..................................................*********************
A estreia de O Código de Da Vinci, numa sala perto de si, no passado dia 18 de Maio, foi o sinal de partida para que a inteligentsia cá do Reino desarvorasse num frenesim opinativo sobre o assunto, suas causas, implicações e consequências.
Nem o Bouillon de Culture indígena, a.k.a. Francisco José Viegas, resistiu ao estampido.
É vê-los, senhores, perorando e opinando sobre um livro que, até há muito pouco tempo, era por eles considerado desprezível, um mero romance de aeroporto. VPV dixit.
..................................................*********************
Paul Auster ganhou hoje o prémio Príncipe das Astúrias.
A SIC esteve lá. No set onde têm decorrido as filmagens de The Inner Life Of Martin Frost, nos arredores de Lisboa.
A TV do governo Sócrates nem por isso. No jornal da 2, nada.
Ou muito me engano ou a esta hora está reunido o conselho superior para os Altos-Assuntos-de-Carácter-Cultural especialmente criado pelo aparatchik PS com o objectivo de dar uma resposta condigna a eventos desta natureza.
Parabéns à equipe que tem trabalhado neste filme, trazendo The Inner Life of Martin Frost até aqui, à distância de um abraço. Mesmo que a inteligentsia nativa não ligue pevas ao assunto. Como vem sendo hábito por parte de quem considera o próprio umbigo um postigo para o Universo.
domingo, maio 21, 2006
Ás de Trunfo
Era uma ideia engatilhada, há muito, para o caso de, um dia,a esquerda vir a perder a Pesidência da República. O facto de tal proposta de lei nunca ter sido avançada enquanto Jorge Sampaio foi Presidente e ainda na época Guterres é sintomático e revela um certo revanchismo à Carrilho, criando um facto político ao pretender encostar à parede o mais alto magistrado da Nação. Se Cavaco deixar passar a lei trai o seu eleitorado católico. Se vetar a lei, coloca-se numa posição delicada face ao ideário ateu republicano de que se assumiu como mais alto representante ao aceitar ser Presidente da República.
A hipocrisia deste tipo de iniciativas legislativas está bem patente se considerarmos que já houve muito tempo e oportunidade para o poder republicano de esquerda avançar com legislação neste domínio. Mas isso não foi feito por uma razão muito simples: um ás de trunfo tem o seu tempo para ser jogado.
E esse tempo chegou.
sexta-feira, maio 19, 2006
Amanhã
Cristóbal, afirmam os castelhanos, esses sempre em pé arvorados em tusa ibérica.
Já encomendaram, visionaram e pagaram não sei quantos filmes e documentários que vendessem a ideia de que o tipo era espanhol.
O caralho (*).
(*) O que significa caralho? Segundo a Academia Portuguesa de Letras, caralho é a palavra com que se denominava a pequena cesta que se encontrava no alto dos mastros das caravelas e de onde os vigias, essa espécia de suricatas, perscrutavam o horizonte em busca de sinais de terra. O caralho, dada a sua situação ou seja, localizado numa área de muita instabilidade (no alto do mastro), é o lugar onde se manifesta com maior intensidade o rolamento ou movimento lateral de um barco. Também era considerado um lugar de castigo, punição e tortura para os que, marinheiros ou não, cometiam alguma infração a bordo. O castigado era enviado para cumprir horas e até dias inteiros no caralho e quando descia, ficava tão enjoado que se mantinha sossegado por um bom par de dias. Daí vem a célebre expressão: mandar para o caralho. Caralho é o termo comparativo que se usa para definir toda uma gama de sentimentos humanos e quase todos os estados de alma. Quantas vezes, ao apreciar uma coisa que é boa ou que nos agrade, não exclamámos, mesmo que em voz baixa, inaudível, pensamento mudo mas intenso: isto é do caralho! Se nos chateamos com alguém, manda-mo-lo para o caralho. Rápidamente e em força. Se alguma coisa não nos interessa, nem por um caralho. Mas, se alguma coisa, por muito aparentemente insignificante aos olhos de terceiros, nos interessa muito, então é do caralho. Também são comuns as expressões: Essa é boa p'ra caralho. Esse gajo é do caralho. Isso é longe pra caralho. CARALHO! E não há nada que não se possa definir, explicar ou enfatizar sem juntar um caralho. Se um merceeiro (**) se sente deprimido pela situação actual do seu negócio vocifera: estamos a ir para o caralho! Quando se encontra alguém que há muito tempo não se vê, onde caralho te meteste, caralho?! (caralho usado como pontuação, algumas vezes enfatizado por um rotundo foda-se). É por isso que envio esta saudação do caralho, e se vomecês não são do caralho, espero que este texto vos saiba bem e agrade pra caralho. É chique e fica bem poderemos dizer caralho ou mandar alguém para o caralho imbuídos de um espírito com mais de cultura e autoridade académica.
E que tenhais um fim de semana feliz. Um dia fim de semana do caralho.
(**) Negociantes, vendedores, ciganagem e liberais neoconas que vêm infestando o planeta em chusmas ininterruptas, autênticas catadupas de inúteis que almejam impingir uns aos outros mercadoria inútil, vulgo lixo, enquanto declamam poemas neoliberais como quem caga postas de pescada.
sexta-feira, maio 12, 2006
IRS
O sujeito B não está inscrito nas declarações electrónicas.
Fiquei lixado.
Próximo filme de Ron Howard
Howard confessou ter estado indeciso por segundos entre esta obra e o livro de Rosa Casaco, uma edição de autor ininteligível que teve até agora uma única crítica, da autoria de Ricardo Araújo Pereira, saída na Visão da semana passada.
Aviso
O quê?
quarta-feira, maio 03, 2006
sexta-feira, abril 28, 2006
Da Actualidade
Isto de se ter um computador a diesel só tem desvantagens.
Segundo o Inimigo Público de hoje, o presidente da república apareceu às tropas portugueseas acantonadas na Bósnia provido de um Bolo-Rei de plástico. Para além de não ter sobrado nada, tal não foi a determinação e voracidade com que se lhe dedicou no intuito de evitar responder em inglês às perguntas que os jornalistas bósnios lhe dirigiram, não consta que alguém se tenha interrogado sobre a extemporaneidade de semelhante pitéu.
Quanto a facto de ser de plástico, é puramente cagativo.
sábado, abril 15, 2006
Nada É Por Acaso

Ao apresentar a salvação do homem como resultado do conhecimento e da meditação e não como a ressurreição pura e simples do corpo feito cadáver, o Evangelho de Judas vem devolver ao cristianismo um significado e uma origem há muito usurpados por sacerdotes de púrpura com relacões de grande à vontade com o poder instituído, num mundo excessivamente material.
Enfim.
Uma Páscoa diferente, esta, com revelações que dão que pensar a quem tem cabeça e não se importa com isso.
Bem hajam.
quinta-feira, abril 13, 2006
O Festival Da Asneira
O regime republicano está podre.
Haja quem o sepulte.
Estive a reler o que escrevi aí em cima, não que seja alguma coisa de especial ou tenha conteúdo que preste ou seja novidade. Estive a reler porque me apeteceu. E cheguei a uma conclusão: num país em que dois terços dos habitantes nunca acedeu à internet, a fracção de nativos que se dedica a deambular pela B.LU.S.A. - odiosa designação para a blogosfera lusa - é tão ínfima, tão minúscula, tão rara e insignificante que constitui, por si só, uma relíquia de valor incalculável.
segunda-feira, abril 10, 2006
10 de Abril
A diferença de tratamento que levam os autarcas corruptos em Espanha e em Portugal é sintomática.
O facto, incontestável, de o regime espanhol ser uma monarquia e o português ser uma república não tem nada a ver. Ou terá ?
...........................................................***********
O jogging de Sócrates na marginal de Luanda cercado de guarda costas enquanto pretendia demonstrar que não há insegurança em Angola também é sintomático. Mostra que a distância entre a compra de ouro alemão pelo governo de Salazar durante a II Guerra Mundial e a apetência negocial da classe político/empresária portuguesa da actualidade em Angola não se mede em unidades de tempo. A memória é curta. Sobretudo quando dá jeito.
...........................................................***********
O preço do petróleo atingiu hoje em Londres novo valor record: 68 US$ por barril. Tudo porque alguém se lembrou de repetir em voz alta o que muitos pensam baixinho: a intervenção norte americana no Irão está para breve; contra o nuclear ou com ele. Mais uma vez a economia mundial refém dos senhores do petróleo. Sejam árabes ou se chamem Bush.
..........................................................***********
Ninguém sabe quantos bombeiros existem em Portugal.
Num país cujo património natural tem sido ano após ano, consecutivamente, delapidado pelas chamas, o poder indígena encara com naturalidade o facto de o número de bombeiros, entre sapadores e voluntários dever andar à volta dos quarenta mil.
Nada de certezas.
Espantoso.
..........................................................***********
Quando inquirido pelo jornalista da TSF sobre a ideia da criação de um partido do Papa, no rescaldo das últimas eleições em Itália, o bispo português Saraiva Martins, há mais de meio século a viver em Itália, esclareceu, para sossego dos nativos cá da terra, que não havia o menor perigo de isso acontecer. A Igreja não se envolve na política.
..........................................................***********
A recente, e provavelmente impune, descoberta da atribuição de casas a funcionárois da câmara de Oeiras em 2003 vem na linha do primeiro post de hoje: em república, o Estado é da república.
Tem sido assim desde 1910. Até quando?
..........................................................***********
Só para terminar: é falso que eu tenha tido as pernas coladas acima dos joelhos, como afirma a escritora Agustina Bessa Luís, tendo por isso sido incapaz de pelejar ou montar em ginete.
Isso só aconteceu quando me borrei todo na sequência duma paella feita com marisco podre, confecionada pela chefe de cozinha de minha malograda mãe. Tinha oito anos na altura e a caganeira foi fulminante. Até à próxima.
quinta-feira, março 30, 2006
Da Paridade À Força E Outros Tiques
Passo a explicar:
Genericamente, as mulheres portuguesas com cargos públicos/políticos não se sentem descriminadas por isso. As que os ocupam fazem-no por que querem. Foi esse o caminho que escolheram, a vocação que sentiram. Os homens idem. Ninguém obrigou ninguém a coisa nenhuma. A partir do momento em que uma lei obriga ao cumprimento de quotas mínimas de participação na vida pública/política por parte das mulheres, essa lei, sendo de autoria predominantemente masculina dado que a maioria dos deputados na AR são homens, acaba por colidir com o direito inalienável de todo e qualquer cidadão seja homem ou mulher, de não querer (repito: de não querer) participar na vida pública/política do seu país. A partir do momento em que a lei obriga, a opção deixa de existir e, consequentemente, a democracia sai a perder. O argumento de José Sócrates segundo o qual se não fôr à força de lei nunca mais lá se chega (à tal almejada paridade) é mais uma demonstração da abundância de tiques pombalinos de que padece a classe política portuguesa. Mas há mais: o não reconhecimento do direito à propriedade, consagrado por escrito na última lei do arrendamento, em que demagógicamente se protegem inquilinos quando na realidade se está a endividar aos bancos gerações inteiras de portugueses obrigados à compra da primeira habitação por falta de alternativas é outra. Com a agravante de promover o crescimento desordenado das periferias dos centros urbanos, condenando-as, e aos seus habitantes, a uma existência sem qualquer tipo de qualidade de vida, transformando ciclópicas aglomerações de betão em tocas e dormitórios. Os centros urbanos, por seu lado, continuam entregues à voracidade dos bancos, companhias de seguros e grandes empresas, que disfrutam, esses sim, de espaços de qualidade a custos baixos, mercê de rendas ridículas. A resistência à descentralização efectiva, não por decreto, e o consequente despovoamento de largas áreas do território de Portugal são o resultado desse tipo de medidas que na realidade acabam por atentar contra a capacidade de mobilidade dos cidadãos, resultando num crescimento económico atrofiado e inconsequente.
A intenção do governo de querer pegar de novo no famigerado tema da regionalização à socapa, pretendendo reduzir a cinco as áreas de decisão administrativa do território sem que isso passe por uma revisão constitucional, é ainda outro exemplo de tique pombalino. A exigência histérica de um referendo-à-regionalização-outravez-já manifestada pelo PSD é o grito impotente de uma oposição hipócrita que, tendo tido de mão beijada a oportunidade de inverter o curso das coisas aquando da primeira fuga do PM (Guterres) deitou tudo a perder quando, na sequência da segunda fuga do PM (Barroso), não soube colocar os interesses reais do país acima das quezílias feudais internas tão caras a uma classe política de formação republicana e cariz oportunista.
quarta-feira, março 29, 2006
terça-feira, março 28, 2006
sábado, março 25, 2006
Histórias de encantar VIII
O Rôsca aparecia lá em casa de vez em quando, normalmente nas vésperas de programas mais ou menos obscuros com objectivos inconfessáveis mas que eram considerados pelo meu irmão Jaime como rituais necessários à inevitável passagem à idade adulta.
Certa noite os meus pais tinham ido ao cinema e, bem depois de jantarmos, o Rôsca apareceu num estado lastimável. Parecia que tinha sido atropelado por uma enceradora a diesel, tal não era a quantidade de rasgões na roupa e feridas sangrando, tudo embrulhado num fedor nauseabundo a gasóleo e naftalina.
- Então pá? Que foi que te aconteceu? - indagou meio assustado e meio irritado o meu irmão Jaime perante a frustrante perspectiva de não ter sido convidado para mais um programa de culto viril mas simultaneamente vergonhosamente satisfeito por não ter tido que partilhar com o Rôsca violência semelhante.
- Foi há bocado..-começou o Rôsca em voz baixa.
- Fui ao armazém do outro lado da praceta, nas traseiras dos prédois, e como vi que tinham deixado a janela aberta tentei escapulir-me lá para dentro a ver se conseguia sacar alguma coisa.
Assim que pus os pés no chão ouvi uma vozinha esganiçada a dizer-me assim: "jesus está-te a ver, jesus está-te a ver".
Fui habituando os olhos à escuridão e a vozinha continuava "jesus está-te a ver, jesus estáte a ver".
- Jesus está-te a ver ?- perguntou o meu irmão Jaime aos urros, reforçando com desdém o está-te.- Jesus está a ver-te, caralho! Nem sabes falar português, meu cabrão!- rematou triunfante, ciente como estava que o facto de não ter participado em tal raid, obviamente fracassado, lhe dava um ascendente imediato sobre a condição de macho derrotado que transparecia em todo o quadro visual e auditivo apresentado pelo malogrado Rôsca.
- Olha lá ó esperto: eras tu que estavas lá?- retorquiu o Rôsca de semblante carregado.
- Caga no gajo. Continua lá a contar. - disse-lhe eu.
- Bom. Então foi assim. A certa altura consigo perceber que a vozinha vinha de dentro dum papagaio que estava empoleirado num poleiro daqueles que parecem um T, estão a ver, com uma cena de zinco em cada ponta, uma com comida numa ponta e uma com água na outra ponta e o gajo estava empoleirado, estão a ver, ao meio do T, em cima daquela merda e a dizer-me aquilo do Jesus e tal. E eu disse-lhe assim:
- Olha lá. O teu dono deve ser um grandessissimo paneleiro para chamar Jesus a um papagaio.-disse-lhe eu.
- Isso não é nome de papagaio nem é nada. E o que é que tu queres? Queres levar com esta vassoura pelos cornos abaixo?- disse-lhe eu outravez enquanto agarrava numa vassoura que estava ali ao pé. E vai o papagaio e vira-se para mim e diz:
- Não me chamo Jesus. Chamo-me Jacob. Jesus é como o meu dono chama ao rottweiler que está deitado aí atrás de ti.
- A próxima coisa que me lembro é de estar a tocar à campainha da vossa porta.

