sexta-feira, junho 30, 2006
O Barril no Horizonte III
É por estas e por outras que se avolumam as suspeitas de negligência médica por parte do cirurgião que implantou a banda gástrica no rubicundo EPC. Ao que consta foi no cérebro e não no estômago que a referida banda terá sido aplicada.
quinta-feira, junho 08, 2006
Ai Timor II...
A conversinha muito séria estará a decorrer neste momento.
terça-feira, junho 06, 2006
Polémicas
(*) Adivinha: Qual é coisa qual é ela que é branca e vai à janela?
Da Hipocrisia

Percebo que o tabaco possa fazer mal à saúde. A feira do cavalo na Golegã também pode fazer e não é por isso que é proibida. Nem as corridas de toiros (eufemísticamente apelidadas de touradas por aqueles que, vítimas de miopia genética, confundem gatos pretos e brancos com vacas, ao longe). Os ralis também têm o seu quê de pernicioso para a saúde. Basta revermos as varreduras que, a talho de foice, ceifam os Domingos a tantos incautos nas bermas do Reino.
A culpa e responsabilidade recai apenas e só sobre os prevaricadores, ou seja, no lombo de quem for apanhado a fumar em tais estabelecimentos.
A hipocrisia é tanto maior quando se constata que uma fracção significativa da receita dos produtos e derivados do tabaco vai para aos cafundós da tesouraria do Reino, perdão, da República.
Por um lado taxam-se os que fumam. Pelo outro perseguem-nos porque fumam.
Ou seja:
Na génese da legislatura republicana, o que é taxável é persecutável, ou seja, o que é colectável é, à partida ilegal, criminoso e, portanto, passível de perseguição.
Depois venham-me falar de esquizofrenia e tal e coiso e o caralho.
Face a mais este tique pombalino republicano cócó, anuncio em primeira mão a iniciativa que conduzirá à criação da Associação Portuguesa dos Fumadores de Tabaco.
Mais informo que só fumo tabaco de enrolar, Amsterdamer de preferência, servido em mortalhas Smoking Azuis Duplas, devidamente entubadas com filtro Rizla +, slimline 6mm, ou seja dos verdes.
E só a partir do fim da tarde, enquanto piloto os comandos do grelhador que espera a picanha, uruguaia de preferência, e outras iguarias preparadas com ternura e primor pela sempre presente Sancha, mulher D'Armas e Ofícios a quem devo o ainda viver agora.
P.S. Tentei postar os dois desenhos de contracapa dos livros de Lucky Luke, o antes e depois da limpeza Stalinista que substituiu o Lukcy Luke verdadeiro, o que fuma, por esta versão metrossexual que chupa palhinhas em formato tridente.
O cabrão do Blogger não deixou. Amanhã tentarei de novo. De qualquer maneira aqui fica a dica, à laia de treoria da conspiração: se repararem bem, é técnicamente impossível que a sombra da palhinha se localize do lado oposto do coldre. A sério. Reparem bem.
segunda-feira, junho 05, 2006
sábado, junho 03, 2006
Dias Nacionais vs Dias Mundiais
Como só há 365 dias por ano, logo só podem existir 365 objectos ou razões merecedoras de dia mundial. A criação do dia nacional duplica as hipóteses. Mais para a frente surgirá certamente a peregrina ideia do dia regional. Mais para a frente não. Agora mesmo; a ideia foi minha e dou-a de barato.
O PSD achou por bem a criação do Dia Nacional do Cão. Seria em 6 de Junho. E ao cão? Perguntaram-lhe alguma coisa? E de que raça é o cão? Um cão não é uma entidade abstracta. Não é um conceito provisório à mercê das diatribes intelectuais de filósofos de pacotilha. Um cão, senhores, é um cão. Se fosse o Dia Nacional dos Cães, estaria assegurada a diversidade e acautelada a não discriminação. Mas sendo proposto o Dia Nacional do Cão já não. Talvez alguém se lembre de pedir ao Presidente da República que tome posição sobre o assunto, o analize, disseque, debata e, após profunda reflexão e consulta constitucional, sobre ele debite o que por bem entenda debitar.
Uma coisa é mais que certa: os cães, esses, estão-se bem cagando para o assunto. Os que venham atrás e lhes seguram a trela que apanhem.
quinta-feira, junho 01, 2006
Ai Timor...
Não sonhei isto. Li algures.
A autoridade com que Jorges Coelhos e Pachecos Pereiras da vida regurgitam cerrtezas sobre o assunto é vómito. Só possível na impossibilidade técnica chamada Quadratura do Círculo.
Onde estavam em 1975 quando a Indonésia lá pôs a pata abençoada por Washington?
Eu digo-vos onde estavam os Timorenses em 1910 quando a República foi proclamada nestas paragens:
Com o Rei de Portugal. (*)
(*) O povo de Timor nunca reconheceu a República implantada em 1910 em Portugal.
Que vos doa isto onde pior vos sinta.
1,2, Esquerda, Direita
Entre outras razões, o convite era escrito num português arrazoado, com erros ortográficos e tudo.
Entre ainda outras razões, o convite era a despropósito porque, segundo ele, nunca se lera tanto em Portugal como nos últimos tempos. Basta ver os números de vendas do Código e do Equador.
Escusada iniciativa portanto, é a opinião do autor de Os Devoristas.
Do outro lado da barricada assentou armas o laureado Saramago. Pronunciando-se com a douta autoridade que é conferida aos cágados pelas ervas do pasto por onde deambula, Saramago afirmou que iniciativas deste tipo são tudo menos úteis porque a sua inutilidade é manifestamente irrefutável. Segundo Saramago, o evangelista, a leitura é, e continuará a ser, um hábito de minorias imune a quaisquer tentativas que objectivem a sua divulgação. Todavia aceitou o convite. Ou seja, aceitou ser parte da inutilidade tornando-se parte dela.
A vida tem destas coisas. E ainda há quem se babe quando lhe aperta a mão. À vida, claro.
quarta-feira, maio 31, 2006
Cinema
A visão de Sofia Coppola de uma Maria Antonieta a ouvir rock enquanto deambula um corpo adolescente de 14 anos pelos corredores de Versailles foi insuportável para a nomenklatura republicana francesa.
O reaccionarismo progressista da velha esquerda europeia em choque.
A não perder.
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A estreia de O Código de Da Vinci, numa sala perto de si, no passado dia 18 de Maio, foi o sinal de partida para que a inteligentsia cá do Reino desarvorasse num frenesim opinativo sobre o assunto, suas causas, implicações e consequências.
Nem o Bouillon de Culture indígena, a.k.a. Francisco José Viegas, resistiu ao estampido.
É vê-los, senhores, perorando e opinando sobre um livro que, até há muito pouco tempo, era por eles considerado desprezível, um mero romance de aeroporto. VPV dixit.
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Paul Auster ganhou hoje o prémio Príncipe das Astúrias.
A SIC esteve lá. No set onde têm decorrido as filmagens de The Inner Life Of Martin Frost, nos arredores de Lisboa.
A TV do governo Sócrates nem por isso. No jornal da 2, nada.
Ou muito me engano ou a esta hora está reunido o conselho superior para os Altos-Assuntos-de-Carácter-Cultural especialmente criado pelo aparatchik PS com o objectivo de dar uma resposta condigna a eventos desta natureza.
Parabéns à equipe que tem trabalhado neste filme, trazendo The Inner Life of Martin Frost até aqui, à distância de um abraço. Mesmo que a inteligentsia nativa não ligue pevas ao assunto. Como vem sendo hábito por parte de quem considera o próprio umbigo um postigo para o Universo.
domingo, maio 21, 2006
Ás de Trunfo
Era uma ideia engatilhada, há muito, para o caso de, um dia,a esquerda vir a perder a Pesidência da República. O facto de tal proposta de lei nunca ter sido avançada enquanto Jorge Sampaio foi Presidente e ainda na época Guterres é sintomático e revela um certo revanchismo à Carrilho, criando um facto político ao pretender encostar à parede o mais alto magistrado da Nação. Se Cavaco deixar passar a lei trai o seu eleitorado católico. Se vetar a lei, coloca-se numa posição delicada face ao ideário ateu republicano de que se assumiu como mais alto representante ao aceitar ser Presidente da República.
A hipocrisia deste tipo de iniciativas legislativas está bem patente se considerarmos que já houve muito tempo e oportunidade para o poder republicano de esquerda avançar com legislação neste domínio. Mas isso não foi feito por uma razão muito simples: um ás de trunfo tem o seu tempo para ser jogado.
E esse tempo chegou.
sexta-feira, maio 19, 2006
Amanhã
Cristóbal, afirmam os castelhanos, esses sempre em pé arvorados em tusa ibérica.
Já encomendaram, visionaram e pagaram não sei quantos filmes e documentários que vendessem a ideia de que o tipo era espanhol.
O caralho (*).
(*) O que significa caralho? Segundo a Academia Portuguesa de Letras, caralho é a palavra com que se denominava a pequena cesta que se encontrava no alto dos mastros das caravelas e de onde os vigias, essa espécia de suricatas, perscrutavam o horizonte em busca de sinais de terra. O caralho, dada a sua situação ou seja, localizado numa área de muita instabilidade (no alto do mastro), é o lugar onde se manifesta com maior intensidade o rolamento ou movimento lateral de um barco. Também era considerado um lugar de castigo, punição e tortura para os que, marinheiros ou não, cometiam alguma infração a bordo. O castigado era enviado para cumprir horas e até dias inteiros no caralho e quando descia, ficava tão enjoado que se mantinha sossegado por um bom par de dias. Daí vem a célebre expressão: mandar para o caralho. Caralho é o termo comparativo que se usa para definir toda uma gama de sentimentos humanos e quase todos os estados de alma. Quantas vezes, ao apreciar uma coisa que é boa ou que nos agrade, não exclamámos, mesmo que em voz baixa, inaudível, pensamento mudo mas intenso: isto é do caralho! Se nos chateamos com alguém, manda-mo-lo para o caralho. Rápidamente e em força. Se alguma coisa não nos interessa, nem por um caralho. Mas, se alguma coisa, por muito aparentemente insignificante aos olhos de terceiros, nos interessa muito, então é do caralho. Também são comuns as expressões: Essa é boa p'ra caralho. Esse gajo é do caralho. Isso é longe pra caralho. CARALHO! E não há nada que não se possa definir, explicar ou enfatizar sem juntar um caralho. Se um merceeiro (**) se sente deprimido pela situação actual do seu negócio vocifera: estamos a ir para o caralho! Quando se encontra alguém que há muito tempo não se vê, onde caralho te meteste, caralho?! (caralho usado como pontuação, algumas vezes enfatizado por um rotundo foda-se). É por isso que envio esta saudação do caralho, e se vomecês não são do caralho, espero que este texto vos saiba bem e agrade pra caralho. É chique e fica bem poderemos dizer caralho ou mandar alguém para o caralho imbuídos de um espírito com mais de cultura e autoridade académica.
E que tenhais um fim de semana feliz. Um dia fim de semana do caralho.
(**) Negociantes, vendedores, ciganagem e liberais neoconas que vêm infestando o planeta em chusmas ininterruptas, autênticas catadupas de inúteis que almejam impingir uns aos outros mercadoria inútil, vulgo lixo, enquanto declamam poemas neoliberais como quem caga postas de pescada.
sexta-feira, maio 12, 2006
IRS
O sujeito B não está inscrito nas declarações electrónicas.
Fiquei lixado.
Próximo filme de Ron Howard
Howard confessou ter estado indeciso por segundos entre esta obra e o livro de Rosa Casaco, uma edição de autor ininteligível que teve até agora uma única crítica, da autoria de Ricardo Araújo Pereira, saída na Visão da semana passada.
Aviso
O quê?
quarta-feira, maio 03, 2006
sexta-feira, abril 28, 2006
Da Actualidade
Isto de se ter um computador a diesel só tem desvantagens.
Segundo o Inimigo Público de hoje, o presidente da república apareceu às tropas portugueseas acantonadas na Bósnia provido de um Bolo-Rei de plástico. Para além de não ter sobrado nada, tal não foi a determinação e voracidade com que se lhe dedicou no intuito de evitar responder em inglês às perguntas que os jornalistas bósnios lhe dirigiram, não consta que alguém se tenha interrogado sobre a extemporaneidade de semelhante pitéu.
Quanto a facto de ser de plástico, é puramente cagativo.
sábado, abril 15, 2006
Nada É Por Acaso

Ao apresentar a salvação do homem como resultado do conhecimento e da meditação e não como a ressurreição pura e simples do corpo feito cadáver, o Evangelho de Judas vem devolver ao cristianismo um significado e uma origem há muito usurpados por sacerdotes de púrpura com relacões de grande à vontade com o poder instituído, num mundo excessivamente material.
Enfim.
Uma Páscoa diferente, esta, com revelações que dão que pensar a quem tem cabeça e não se importa com isso.
Bem hajam.
quinta-feira, abril 13, 2006
O Festival Da Asneira
O regime republicano está podre.
Haja quem o sepulte.
Estive a reler o que escrevi aí em cima, não que seja alguma coisa de especial ou tenha conteúdo que preste ou seja novidade. Estive a reler porque me apeteceu. E cheguei a uma conclusão: num país em que dois terços dos habitantes nunca acedeu à internet, a fracção de nativos que se dedica a deambular pela B.LU.S.A. - odiosa designação para a blogosfera lusa - é tão ínfima, tão minúscula, tão rara e insignificante que constitui, por si só, uma relíquia de valor incalculável.



