segunda-feira, março 26, 2007

portugalinho dos pequenininhos

Os portuguezinhos, criaturas timoratas, assustadiças, obedientes e pequeninas, acharam por bem eleger um Mestre-Escola autoritário, ressabiado e sem sentido de humor como o Melhor Português De Todos Os Tempos.
Acho que nem merecem melhor.
Nada a ver com a coragem e determinação dos antepassados que os precederam e que, com muito sangue, suor e lágrimas, fizeram esta Nação.
Quem sai aos seus não degenera, diz o povo, essa grande amálgama de cagaço e impotência.
Talvez não. Mas também não regenera.

sexta-feira, março 16, 2007

O homem que fuma extremamente pouco (Cap.II)

- Boa tarde.
- Boa tarde.
- O senhor é que é o homem que fuma extremamente pouco, não é verdade?
- É. Outravez?
- Outravez o quê ?
- Essa pergunta. Já lhe respondi há dias atrás.
- Desculpe mas não me lembro.
- Pois é o que dá.
- É o que dá o quê?
- Isso de se ser jornalista.

Tecnofagia

Não há condições para se postar.
As diferentes "caixas" do texto do post anterior são um capricho do novo blogger.
Uma chatice.
E isso sem falar da transformação dos links em expressões ininteligíveis empestadas de acentos e caracteres em aramaico clássico ou fenício arcaico ou criptografia achinesada aquando da transição do velho blogger para o novo blogger.
Este planeta está a ficar insuportável. Depois de proibirem os foguetes, o álccol, o tabaco, as colheres de pau e os grelhados de carvão na rua fazem-se os arraiais e festas populares com quê? Água do Luso e peixe cozido?

Cidadão encartado


A questão do cartão único vem servindo de pretexto para a que inteligentsia nativa, acoitada em tertúlias, bordéis e lupanares, providos de celestial e incadescente luminosidade intelectual, reaja estridente, como gosta, como cortesã ofendida, dando assim mais um ar da sua graça. Depois de se citarem uns aos outros, os membros da inteligentsia nativa acabam citando-se a si próprios. Todos já tinham previsto a chegada do cartão. Todos já tinham anunciado isso mesmo. E todos aplaudem em segredo. É o fenómeno pescadinha de rabo na boca levado ao seu expoente máximo.Só que em vez de peixe trata-se de um mamífero: o Homo Sapiens Sapiens em autofagia orgásmica.
Cartão único, número único.
É a prova, mais uma, em como a Constituição do regime é tão maleável como um junco sob mais leve brisa, sopro, ou bufa, desde que se mantenha imutável o artigo que obriga a que o mesmo seja uma República. A elasticidade desta Constituição e do regime que nela assenta é tal que, comparadas com ela, as cuecas da Bécassine parecem espartilhos.Que o reles indígena seja reduzido a um número, até dá jeito, dizem. Pergunte-se na rua e o povo dirá: “Acho muito bem!” Ou então: “ Já não era sem tempo! Tanto cartão, tanto cartão, tanto cartão para quê ?? Ele é o bê-ii, o passss, o mutibanc o c'rt'ão'd'studant a carta de condução, ou o camandro. Assim só com um cartão é tudo muito mais simples! O verdadeiro simpléksse”.
O povo é assim. Gosta de coisas simples. E que mandem nele. Simplesmente.

sábado, março 03, 2007

O homem que fuma extremamente pouco

- Boa tarde.-
- Boa tarde.
- O senhor é que é o homem que fuma extremamente pouco, não é verdade?-
- É.-
- Como é que se sente com esta nova lei que proíbe que se fume em lugares públicos, restaurantes e bares com menos de cem metros quadrados, etc.
- Sinto-me profundamente discriminado. Acho uma injustiça.
- Ora essa! Então sendo o senhor uma pessoa que fuma extremamente pouco deveria estar-se, como é que hei-de dizer, completamente nas tintas para isso, não lhe parece?
- Não. Claro que não. Eu fumo cerca de, mais ou menos a quantia aproximada de dois ou um cigarro por ano. Imagine que num certo dia estou num local desses onde é proibido fumar. Imagine que é precisamente nesse dia e nessa altura que me apetece fumar um cigarro. Não posso! Só por causa dessa lei! Acho isso uma injustiça.
- Eu acho essa merda toda uma parvoíce do camandro.
- Desculpe, mas quem é o senhor ?
- Eu ? Eu ia a passar por aqui e comecei a assistir a esta entrevista e acho isso tudo uma parvoíce do camandro.
- Isso o quê?
- Isso tudo. Você, o microfone, a cara de parvo do gajo que fuma extremamente pouco e a puta que os pariu aos dois.
- ...-

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Um post tipo Jerry Seinfeld

Já repararam nos carros que, de vez em quando, estão expostos nos centros comerciais?
Geralmente nem são modelos novos, muitas vezes até são carros usados. Dizem -Olha-me aquela bomba!- Aproximam-se lentamente e miram-no como se estivessem a ver um protótipo de OVNI recém aterrado. Rodeiam-no, andam à volta dele, apontam para as rodas, espreitam lá para dentro, tocam-lhe, afagam-no, retiram folhetos informativos pejados de erros ortográficos e guardam-nos cuidadosamente, fazem perguntas parvas. Para quê? Podiam simplesmente dar uma volta pelo parque de estacionamento do Centro Comercial e viam não um mas dezenas de carros muitos deles iguais ao que está exposto e muitos outros diferentes! Mas não. Há qualquer coisa indefenível que as atrai para verem AQUELE carro. Como varejeiras à volta de uma carcaça.

Notícias.

Uma boa notícia:

Alberto João Jardim demitiu-se.

Uma má notícia:

Alberto João Jardim vai-se recandidatar.

Uma péssima notícia:

Alberto João Jardim vai voltar a ganhar as eleições.

Um Rei!

Em Vila Pouca de Aguiar o desespero fez com que o Presidente da Câmara escrevesse ao Rei da Noruega.
O desnorte a que a república nos conduziu é total.
Primeiro fecham as escolas. Depois as maternidades. Agora os centros de urgência regionais.
Sócrates e a nomenklatura republicana que continuem desenterrando o maior número possível de "causas fracturantes" que entretenham os massmérdia (CFA dixit) na sua predação incontinente. E não faltam sugestões: desde a IVG (este já foi) ao TGV, passando pelo matrimónio gay, pela adopção gay, via eutanásia, rumando ao aeroporto da Ota, etc., e o camandro.
Senão...o santo povo português ainda se põe a pensar em coisas estranhas e obstrusas tais como as inexistentes razões de ser de um regime tão empenhado, que está, em arruinar as gentes a que se impôs.
E não me venham com as tretas do costume que monarquia é sinónimo de reaccionarismo, de extrema direita, de coisa do passado, anacronismo, etc.; Monarquia é, cada vez mais, a alternativa, ilegalizada por uma Constituição proto fascista de regime único, empenhada no futuro de Portugal. Como o foi, quando o viu nascer, em 5 de Outubro de 1143.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

A verdade é esta

Escreveu-a Vasco Pulido Valente na passada 6ªfeira no Público:
No próximo dia 11 de Fevereiro referendar-se-à o fim, ou não, do aborto clandestino.

sábado, fevereiro 03, 2007

Sentido de Estado

Ana Gomes partiu a loiça toda ao insistir que a cedência, pelo Governo de Portugal, de aeroportos para o escalonamento de prisioneiros da CIA a caminho dos tegúrios a que se destinavam não dava grande exemplo do que é o Sentido de Estado. A nomenklatura republicana acha o contrário: que Ana Gomes ao denunciar isso é que demonstra grande falta do Sentido de Estado.
Há mais: Manuel Pinho disse alto na China o que se resmunga em surdina pelos becos cá do terreiro: que a maior competividade indígena reside nos baixos salários e que um dos travões ao deslizar eficaz dessa bendita competividade reside na acção reaccionária dos sindicatos. Pinho passou de imediato a constituir mais um número na lista negra da nomenklatura republicana. A dos que não têm o tal Sentido de Estado, ao dar a imagem de Portugal como sendo um país terceiro mundista. Como se não bastasse uma incursão atenta pelo território para se constatar o óbvio: noventa e seis anos de República consagraram Portugal no terceiro mundo. E sem retorno.
Eu explico: Sentido de Estado é ser-se coerente. Quem é pelos direitos humanos no café não pode espancar a família quando chega a casa. Qualquer Estado que não invista na educação, formação e qualificação dos seus cidadãos, além de não ter Sentido nenhum, também não tem ponta por onde se lhe pegue. Ao pé disto, qualquer campanha de regime, como a da remoção de simbologia religiosa das salas de aula, não passa de um tique de ecologista com tesão de mijo.
Mas tal Estado existe: Chama-se República Portuguesa.
Mas ainda há mais.
A nomenklatura republicana varre todo o espectro partidário nativo. A indignação contra Ana Gomes e Manuel Pinho veio de todos os quadrantes, desde o PS ao PSD. Por isso digo que questionar o prazo de validade do regime republicano não é uma utopia quixotesca. É um acto legitimado pelos sucessivos fracassos de um regime que, nunca reconhecendo o legítimo direito à propriedade cínicamente consagrado na sua própria Constituição, tudo tem feito para atrasar, retardar e impedir a resolução de questões inadiáveis submetido, como está, ao poder corporativo de meia dúzia de classes profissionais herdado do Estado Novo e obscenamente protegido no pós vinte cinco de Abril. O resto é conversa.

domingo, janeiro 28, 2007

Agora a sério...

...escrever blogue em vez de blog é o mesmo que escrever vólquesseváguéne em vez de volkswagen.
Vai uma aposta?

sábado, janeiro 27, 2007

Seamus

seamus

Para quem gosta de cães, blues e de desenhar.
Dos Pink Floyd.
Revolution

Para a esquerdalha ouvir com muita atenção....

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Vem aí


Mais uma vaga de frio pl'o ar.

terça-feira, janeiro 23, 2007

Variedades I

Concorrência

A TvCabo anuncia com pompa e circunstância uma novidade de mercearia: 3 em 1.
Telefone, Net e TV num pacote por 60 € (sessenta euros) mensais.
Para concorrer directamente com a PT. De que faz parte.
É a concorrência nacional: o cú compete com as calças o tamanho e a medida.

Época de caça

Às multas. Com início previsto para Abril, inaugura-se nova modalidade de caça (grossa).
Os comedouros e portas já estratégicamente distribuídos pelas principais artérias da capital da república.
As presas : os contribuintes que decidam circular a mais do que 5% da velocidade autorizada.
Os caçadores: os do costume.

Hipocrisia

MST no Expresso passado revela: A Partners, empresa de publicidade, é responsável pela campanha dos apoiantes do Não. A mesma Partners foi a autora da campanha da TV Cabo em que um cara de cú desgraçado chega a casa todos os dias para saber que, em cada dia, um membro da sua família partiu porque não havia TV Cabo em casa. Até a sopeira abalou, de armas e bagagens, a caminho de Espanha e a cavalo numa aranha.

Espanto

A inteligentsia nativa indigna-se, arrepela-se, descabela-se e espuma de raiva com a co-habitação Salazar/Cunhal nos dez finalistas da última corrida de parvos patrocinada por Homo lava mais bronco.
Porquê? Afinal foi do melhor que a república produziu.

Polícia I

Um polícia agrediu à coronhada um suspeito em fuga. Como tinha disparado para o ar antes das coronhadas, tinha a arma destravada e acidentalmente matou o suspeito com um tiro na cabeça, entre duas coronhadas. Pena: uma multa.

Polícia II

Outro polícia conduzindo um Audi A6 ao efectuar uma ultrapassagem pela direita (leia-se berma) atropela um desgraçado que mudava um pneu. Duas senhoras dentro do carro terão dito olha lá acho que atropelaste o gajo.
Naaa... Terá dito o polícia que se entregou seis dias depois ao ler a notícia nos jornais.
António Costa, entre dois sorrisos, afirma que foi um caso isolado.
Graças a Deus.

Tendências

Consta que a frequência com que condutores de provecta idade insistem em aceder às autoestradas em contramão não tem nada a ver com tendências suicidas mas sim com impulsos homicidas em massa.






quarta-feira, janeiro 17, 2007

Figura do ano 2006

Foi quem a Time Magazine elegeu para figura do ano de 2006.
Eduardo Prado Coelho, que não lê blogs, ficou de fora.


terça-feira, janeiro 09, 2007

Aborto

É mau. Muitas mullheres o sabem.
Persegui-las criminalmente por isso é um tique inquisitorial, quiçá pombalino.
Sim à despenalização.
Não ao aborto.
Agora aguentem-se.

Então é assim


António Costa no jornal da 2 diz a propósito de qualquer coisa em 2006: Isso foi no ano passado. Agora, ano novo vida nova.
Pois sim.
Depois ainda se admiram que, no curso superior de História, alunos se refiram a D. Nuno Álvares Pereira como o Conde Estável.

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O
governo da república laica socialista preconiza a extinção de consulados que, por essa Europa fora, obrigará os remetentes de mais de mil milhões e meio de Euros (de Janeiro a Setembro de 2006) a percorrerem mais de 500 km para pagarem os emolumentos que rendem à supracitada república cerca de 12 milhõees de euros a tilintarem em saco azul (TSF- hoje).
Em compensação temos embaixador em Malta.
O Jaime, o traste que por ignomínia do destino é meu irmão, tinha um amigo que tinha uma perna mais curta do que a outra. Em compensação a outra era mais comprida.

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Cavaco avisou no Natal: a partir de 2008 é a doer.
Quem tiver ouvidos que oiça.

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Ratzinger welcomes Turkey to Europe Community, after all.
Muito antes dele já a bifalhada o instituira como prato de Natal.



segunda-feira, janeiro 08, 2007

A trapalhada continua ou um post à arquitecto Saraiva

Não vale a pena parar de postar, esperar por novos ares, que as coisas mudem etc e o camandro.
Durante os últimos meses, acometido por ímpetos introspectivos impulsionados pelas partes nórdicas do meu complexo ADN, decidi pensar menos, escrever pouco e ler ao acaso. As notícias, os posts doutros blogs, os comentários, etc e tal.
Mas não.
Não vale a pena.
Mesmo agora oiço um camurço de marca registada a arengar na SIC sobre as vantagens ou não de existir um psicólogo em áreas balneárias.
O futebol, portanto.
Ainda o futebol: FJV exorta as hostes a comemorarem em alcântara (porquê em alcântara caralho) a derrota do FCP na saga da Taça de Portugal.
Um portista ferrenho, como ele, a comemorar a derrota do seu próprio clube é o quê senão um suicida sazonal? Um verdadeiro espingarda de rolha, é o que é.
Em boa hora o post do Dragão sobre a arrogância da pena de morte: do melhor que alguma vez foi escrito sobre a matéria; estudiosos, lê-de, estudai e assimilai, se conseguirdes, foda-se
A propósito de foda-se registo duas coisas:
A primeira é que o Sítio Do Foda-se tem servido de porta aviões priveligiado às andorinhas de arribação que aterram cá no terreiro.
A segunda é que a opção pelo calão vernáculo em muita da minha escrita tem servido para dizer a muita gente que não tenho blog nenhum.
Ele há coisas do caralho.
 
Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue!