
Nestas duas últimas semanas falou-se e viu-se muito sobre o Evangelho de Judas. Descoberto por um pastor no Egipto em 1978, consiste em um papiro escrito há cerca de 1700 anos relatando episódios da vida de Jesus sob uma luz diferente da quem vem sendo vertida sobre o assunto pelos quatro Evengelhos, ditos Canónicos, ou seja, com força de lei, da autoria de Marcos, Lucas, Mateus e João. O documentário, feito pela National Geographic Society e apresentado ontem na 2, revela não só que Judas afunal não traiu Jesus como se limitou a cumprir ordens suas para que fosse entregue aos romanos. Vamos direitos ao assunto: Se a Igreja Católica vigente, que se assume com única herdeira da palavra de Cristo, quiser condenar alguém por suicídio deverá fazê-lo na pessoa de Jesus, que planeeou a sua própria prisão, julgamento e condenação mas nunca Judas Iscariotes. Segundo os ditos textos, tidos como apócrifos e coisa de gnósticos, Judas limitou-se a cumprir o que Jesus lhe pedira. O timing era o mais certo. Para isso e para o resto, que incluia a sua remoção da cruz, ainda vivo, e posterior fuga para terras da Gália onde daria origem à linhagem dos Saint-Clair, ou Sinclair, segundo afirma quem inspirou Dan Brown. Vem também remover o fardo da culpa da condenação à morte de Jesus atribuída aos Judeus, amiúde referidos como pencudos, e outros mimos do género, ao longo de centenas de anos. Os mesmos que, certamente por ignorância visto a estupidez nunca lhes ter sido reconhecida, nunca perceberam que Jesus, ele próprio, lui-même, himself, era Judeu.
Ao apresentar a salvação do homem como resultado do conhecimento e da meditação e não como a ressurreição pura e simples do corpo feito cadáver, o Evangelho de Judas vem devolver ao cristianismo um significado e uma origem há muito usurpados por sacerdotes de púrpura com relacões de grande à vontade com o poder instituído, num mundo excessivamente material.
Enfim.
Uma Páscoa diferente, esta, com revelações que dão que pensar a quem tem cabeça e não se importa com isso.
Bem hajam.
Ao apresentar a salvação do homem como resultado do conhecimento e da meditação e não como a ressurreição pura e simples do corpo feito cadáver, o Evangelho de Judas vem devolver ao cristianismo um significado e uma origem há muito usurpados por sacerdotes de púrpura com relacões de grande à vontade com o poder instituído, num mundo excessivamente material.
Enfim.
Uma Páscoa diferente, esta, com revelações que dão que pensar a quem tem cabeça e não se importa com isso.
Bem hajam.










