sexta-feira, dezembro 07, 2007

O Circo

Afirmar num dia, em anúncios de página, o apoio ao uso de minas antipessoais e exigir dois dias depois que os países colonizadores paguem indemnizações aos países colonizados é obra. É mais que obra: é espectáculo.
O circo assentou arraiais. Como é costume por esta data.

sábado, dezembro 01, 2007

1º de Dezembro


Bandeira de Portugal (retirada daqui) adoptada no reinado de D. Pedro II, após 28 anos de guerra com Espanha iniciada no dia 1º de Dezembro de 1640 quando um grupo de revoltosos tendo como cabecilhas João Pinto Ribeiro e D. Antão Vaz de Almada desencadeia uma série de tumultos em várias zonas do país pondo fim a "sessenta annos de jugo castelhano".
É importante lembrar que embora para república a Estória de Portugal tenha começado no dia 5 de Outubro de 1910, a História de Portugal começou de facto em 5 de Outubro, mas de 1143.
Para o regime republicano, o 1.º de Dezembro de 1640 foi apenas mais um episódio ocorrido num tempo que lhe é estranho e pertença de um passado de que se envergonha.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Actualidades da República

Phone-ix!
Parece que será esta a marca do novo serviço de telemóvel a lançar pelos CTT.
Ou em português, como disse o seu presidente, : Fónix!
Em paralelo com as alternativas aeroportuárias à OTA, Portugraal sugere:
Fosga-se! Fueda-se! ou, mais prosaicamente, simplesmente dasse!
Seriam, a todos os níveis, alternativas válidas para um mercado em expansão contínua.
Tendo em conta que o público alvo a que se destina tão imaginativa iniciativa se limita aos três milhões de jovens de polegares hiperdesenvolvidos e dignos representantes da geração tásse, o produto promete vendas escabrosas.

Chinesices.
O 1º ministro da república considera não ser oportuno o referendo a realizar na Formosa (nome que os portugueses de antanho deram a Taiwan) uma vez que o resultado poderá ter consequências negativas. Sobretudo para a caterva de chineses que metódicamente vêm colonizando África a um ritmo alucinante. Já lá cantam 40.000 entre voluntários e trabalhadores patrioticamente abandonados à sua sorte em terras africanas de LOP (Língua Oficial Portuguesa) após a conclusão dos trabalhos para os quais foram sumariamente recrutados.
O que (lhes) vale, aos senhores da república, são as diatribes patrioteiras em prime time na RTP condenando o colonialismo.

Língua Portuguesa.
Dialecto regional do sul da Europa em vias de extinção mercê de um "acordo ortográfico" abominável, e em vias de implantação, que ninguém encomendou e que, por isso, nem sequer é referendável. Um cágado será, em definitivo, um cagado. Intersetar será o quê? Interceptar ou Intersectar? Um fato será em definitivo um cardume de cabras e um terno um cabrão?
Porque não perguntam aos canadianos que falam francês ou aos americanos que falam inglês se alguma vez tiveram algum tipo de "acordo ortográfico" antes de se porem com merdas?

terça-feira, novembro 27, 2007

O Caranguejo e o Escorpião

Pegaram-se.
Chatearam-se um com o outro e ambos têm livros na brecha. Um já saiu: o Rio das Flores.
O outro a caminho disso está: Ir pró Maneta.
Como resultado da picardia adivinham-se vendas gordas dos produtos de um e de outro.
Os leitores, iletrados ou não, caçadores de erros ou nem por isso, vão-lhes comprar os produtos acicatados uns pela supracitada picardia, devidamente alimentada pelos mass media dopante da inteligentsia nativa (leia-se Expresso e Publico) movidos outros pela curiosidade pura e simples, outros ainda pela presunção académica de cerrar fileiras por um ou por outro.
De qualquer forma são tiros na água.
Na Batalha Naval safa-se quem sabe nadar. E tanto o Caranguejo como o Escorpião são bons nadadores, a água é o seu elemento.

terça-feira, novembro 13, 2007

Pergunta sem resposta II

Esta é para os portachávez:
Porque raio é que quem é a favor da conservação da sede da pide na António Maria Cardoso é contra o museu Salazar em Santa Comba Dão?
Ou vice versa.

Pergunta sem resposta

"Porque no té callas?" Perguntou o rei dos castelhudos a Hugo Chávez.
Chávez primeiro não percebeu que o rei tinha falado.
Depois disseram-lhe que que sim que o rei lhe tinha dito qualquer coisa.
Chávez não percebeu bem o quê e brincou com a altura do rei, o tamanho dele próprio e de Lula da Silva e o autocarro.
Os assessores insistem; que o rei o tinha mandado calar.
Chávez não acredita. Pensa que está a ficar surdo. Ou a ouvir mal.
Passado um dia sobre o sucedido Chávez lê a pergunta nas primeiras páginas de quase todos os jornais.
A angústia invade-o.
Decide contra atacar numa carga de rinoceronte furibundo vociferando qualquer coisa sobre quinhentos anos de imperialismo a rebentarem com um índio na cimeira de 2007, no Chile, através de Juan Carlos.
No entanto a pergunta persiste: "Porque no té callas?"
E Chávez não sabe a resposta.

quarta-feira, novembro 07, 2007

Os ministros da república e o povo

A medida política que se traduz na vacina gratuita contra o papiloma virus responsável pelo cancro do colo do útero em tantas mulheres mulheres portuguesas foi anunciada com pompa e circunstancia pelo ministro Corrêa de Campos. Num primeiro "corte" abrangendo as miúdas de doze anos implicaria um gasto de cinquenta milhões de euros por ano.
Num segundo "corte", abrangendo miúdas dos catorze aos deazsseis anos implicaria um custo muito maior: setenta e cinco milhões de euros/ano. O ênfase dado pelo ministro ao valor que a república está disposta a pagar para poupar ao cancro do colo do útero a população feminina indígena só é comparável ao destaque dado na parvónia às dádivas dadas pelos beneméritos locais em tempos da outra senhora. A república continua. Com Salazar e depois dele, a "caridade" sobrepõe-se à justiça social.

Ceuta


Controversa foi a visita dos reis de Espanha a Ceuta.
No meio da confusão a bandeira da cidade, agitada por muitos, era esta.

quarta-feira, outubro 31, 2007

...

O 4º segredo de Fátima.

Foi o apuramento do Sporting para a fase seguinte da Taça de Portugal, eufemisticamente apelidada de Taça da Liga, em linguagem própria de casa de alterne.

O Cartel falhado.

Protagonizado por Miguel Sousa Tavares e Vasco Pulido Valente em torno da incultura de um e do misantropismo de outro. Mais uma oportunidade perdida para a montagem de um grande negócio de que ambos poderiam sair ganhadores caso a recente disputa in Expresso e TSF tivesse sido previamente acertada entre eles em termos de alavancagem para a venda dos respectivos produtos literários, como se diz nos dias que correm. A acompanhar nas cenas dos próximos capítulos.

Falta de Estudos.

Alegava o ministro Lino para defender a OTA como única possibilidade aeroportuária face à ausência de alternativas devidamente documentadas. Agora há um, com a participação do Joe Berardo, dos estudantes de ecologia e contando com a cooperação de cegonhas, morcegos e outros pássaros. Com o beneplácito da bicharada, em resumo. É só comparar, decidir e pagar o preço. Político, bem entendido.

quarta-feira, outubro 10, 2007

O centenário

A nomenklatura republicana nativa deveria estar empenhada em angariar festejos para o centenário que se aproxima. Mesmo que pouco, mas deveria. Por uma questão de princípio. Talvez daqui a três anos consiga assim reunir algumas dezenas de "manifestantes espontâneos" que, de alguma forma, seja a fazerem o pino, às cambalhotas e piruetas (em que se doutoraram ao longo dos anos), a vender sandes e cerveja ou em paradas proto vanguardistas devidamente acolitados por artistas subsídio-dependentes e a omnipresente chusma de parasitas, consiga substituir a patética presença dos oito ou doze calimeros que se juntam a cinco de Outubro, na praça de município, a bater palmas ao presidente da câmara de Lisboa. Qualquer que seja.
Aliás um dos motivos que contribuem de forma significativa para a grande quantidade de candidatos à presidência da Câmara de Lisboa sempre que há eleições é, precisamente, o aplauso anual que recebem por ocasião das comemorações do 5 de Outubro de 1910, independentemente de terem feito o que quer que seja no seu mandato.
Depois há que contar com os desfiles, militares por certo, e outros. Já agora atrevo-me a propor o mare nostrum, a outrora Doca dos Olivais, para servir de cenário à parada de submarinos, fragatas e helicóteros. A Guarda Republicana, entre outras actividades lúdico-educativas, poderia enrolar e embrulhar as ruas e estradas de todo o Reino, com aquela fita de plástico às riscas encarnadas e brancas com que se têm treinado com afinco nas recepções feitas a cada saída do 1º ministro rumo ao Portugal real. Em seguida viriam as figuras governantes de tesoura em punho cortando as ditas fitas sob ensurdecedores aplausos pré-gravados e transmitidos em directo, inaugurando os próximos cem anos de anedotário.

sexta-feira, outubro 05, 2007

5 de Outubro


Em 1143 nasce Portugal.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Reclamações

Há-as por todo o lado. Até aqui, ao Terreiro, chegam algumas. Do tipo:
"Já vi o blog há três dias e o que vejo agora é o mesmo. Pouca coisa. Sempre o mesmo"
Foi o FN hoje a reclamar de viva voz. E eu a dizer-lhe "Chiu!" que é como quem diz que se isto de blogs não é coisa séria, o anonimato é-o de certeza. Em vão. Digo-lhe:
- Vá lendo os posts anteriores. Há coisas escritas que, de certeza, ainda não leu.
- Na. Já li tudo. Ainda por cima não há contador de visitas e os comentários ao que foi escrito são parcos, se não inexistentes.
- Não há tempo.- respondo-lhe
Enfim. Um fiasco este blog.
Um dia destes fecho a porta.
Não por falta de assunto (escrevo enquanto imagino a cara de espanto do Ministro Lino indignado com a insinuação de um qualquer pagamento a título de indemnização à Lusoponte caso seja construída nova ponte-sobre-o-tejo fora da sua alçada tributária) ou a indignação de Louçã, três vezes manifestada e três vezes contestada pelo governo, num esforço hercúleo que demonstre quão errado estava Vasco Pulido Valente ao prever a aliança táctica entre PS e BE para as legislativas de 2009. Sim, porque no que diz respeito à Câmara de Lisboa a marmelada é obscena.
Mas o pagode continua.
O Dailai Lama (Cavaco dixit) passou por cá e agitou as águas, o que teve como consequência a intranquilização das hostes indígenas e consequente introspecção pavloviana sobre o políticamente correcto de abrir os curros do reino a Robert Mugabe, para além da proibição "imposta" pela CE. Just Gordon (not flash) já disse: ou ele ou eu. Amado respondeu que já sabia.
E nós por cá? Tudo bem. Haja quem grite "Ai Timor"...
Obras são uma chatice. Mas sobre isso falo depois.
Para não falar das chamadas, óbviamente de valor acrescentado, que a PT cobra para quem quiser "ajudar" a maternidade Alfredo da Costa a juntar verbas que lhe permitam satisfazer a procura. É extraordinário.
Ao mesmo tempo o estádio do Algarve apodrece à mercê de varejeiras e ameijoas anfíbias.
O que é isto senão a república no seu melhor ?

quarta-feira, setembro 19, 2007

O castigo

Sem ter como provado o envolvimento de Aquilino Ribeiro no assassinato d'El Rei Dom Carlos, a república espetou com as sua sobras físicas no Panteão Nacional.
Inuteis os protestos das ossadas "não! para aqui não! por favor! não merecemos tal desfeita!".
O castigo tardou mas veio.
Não lhes bastava apagar o que escreveu, retirando-o das bancas das escolas (com amianto e tudo). Até mesmo no tempo do Botas alguns dos seus escritos figuravam nos livros de Língua Portuguesa, essa espécie de víscera atrevida e incómoda para tanta gente.
Quando os lobos uivam, a carneirada assusta-se.
À república o que é da república.
Ámen.

quarta-feira, setembro 12, 2007

terça-feira, setembro 11, 2007

Acasos

A segunda vinda do Dalai Lama a Portugal volta a incomodar a nomenklatura republicana indígena.
Se da primeira vez se conseguiu forjar um encontro ao acaso entre o então PR e o Tibetano num Centro Cultural qualquer, num mercado ou coisa do género, à laia de "Olhem quem está aqui! Então não é que é o Dalai Lama" (terá dito Jorge Sampaio com ar estupefacto como se acabasse de dar de caras com o Papa a petiscar ovas de polvo na tasca de Cacela).
Desta vez poderia criar-se uma coincidência ainda mais elaborada, na linha da espectacular demolição das torres de Tróia (diz que Sócrates ainda está convencido de que foi mesmo ele que mandou aquilo tudo abaixo). Por exemplo num campo de milho transgénico, ou na banca do Público no Centro Comercial Colombo. Passaria a ser um costume que, a ser praticado com regularidade, poderia catapultar ainda mais a imagem de Portugal para os píncaros do mundo, local de onde se avista o Everest com dificuldade quando se olha para baixo.
Transmissões em directo pela Sky News e CNN a descabelarem-se desesperada e mutuamente na disputa dos melhores ângulos. A Betandwin lançando apostas sobre quais os locais mais prováveis para mais um extraordinário encontro casual entre os representantes da república portuguesa e o Dalai Lama que, já se tendo apercebido do potencial da coisa há muito tempo, não pára de sorrir quando cá vem, contendo-se a custo para não desatar às gargalhadas.

sábado, agosto 25, 2007

Verão

A par do fenómeno sazonal dos incêndios, já devidamente interiorizado no modus operandi nativo como sendo inevitável e requerendo cada vez mais meios num crescendo de complexidade imparável, este Verão vem presenciando um novo fenómeno que consiste nos assaltos de Verão.
Desde o assalto e destruição de milho transgénico em Silves à vandalização de descrições na wikipédia, esta nova modalidade vai certamente ganhando adeptos entre os lusígenes, criaturas resultantes da manipulação genética de lusitanos e aborígenes.

Para quem gosta de ver o céu preto polvilhado de astros vários nas noites quentes de Verão, o Stellarium e a nova versão do Google Earth oferecem de borla guias estelares que após descarregados ajudam a interpretar o que se vê de noite quando se olha para o ar, sem nada que fazer. Ajudam, por exemplo, a distinguir entre Constelações e Galáxias, pelo que os recomendo vivamente à Clara Ferreira Alves antes de se espraiar a escrever disparates como os que foram publicados na Única do Expresso numa semana passada, por exemplo.

Uma das grandes vantagens do Algarve em Agosto é poder-se visitar, nas calmas e sossegadamente, o IKEA de Alfragide. Até os berros das criancinhas estão ausentes, enxameando como estão os restaurantes do sul, para castigo dos pais delas e dos das outras que berram ao lado delas.
Quanto ao de Matosinhos, não sei.

Canícula

Quando era puto, o Alentejo era enorme no Verão. Era impensável percorrê-lo de bicicleta, e o próprio acto de imaginar isso adquiria foros de arrogância indesculpável. Isso era só para os tipos da Volta, uma seita de alienígenas que viviam em tocas o ano todo e que, de repente no Verão, enquanto toda a gente ia para a praia deixando Lisboa entregue aos pombos, desatavam a pedalar furiosamente Lusitânia fora envergando camisolas de clubes de que nunca se ouvia falar durante o resto do ano como Flandria, Sangalhos, Caves Messias, e o camandro.
Sempre que se mencionava um episódio de doping nas equipas do Benfica ou do Sporting a culpa era normalmente da mistela inclusa no Sumol ou na Laranjina "C" oferecidas, invariávelmente por adeptos do Sangalhos, aos corredores durante a prova.
Ininterruptamente perseguidos por enxames de veículos atestados de ébrios e cravejados de componentes velocipédicos, amavelmente acompanhados por escolta motorizada da GNR, circulavam a velocidades inconcebíveis atingindo mais de 120 km por hora na descida de algumas serras em várias ocasiões. Este fenómeno, entusiásticamente emoldurado no percurso por hordas de apoiantes indefectíveis, de fato de banho à borda da estrada, aproveitando o acontecimento, o local e o momento para soltarem os impropérios que lhes dessem na real gana mandando tudo para o caralho enquanto batiam palmas convencendo toda a gente que apoiavam os corredores, merecia honras de abertura no Telejornal a preto e branco, anunciado por um batedor de ovos que nunca entendi porque aparecia. Os lugares na primeira fila, perto das meta que se sucediam no final de cada etapa, eram os mais disputados visto serem os melhores para a prática do afinfar-cachação a eito e a preceito no lombo, ou onde calhasse, dos ciclistas en passant, à laia de empurrão, saudação ou incentivo.
Era por esta altura que o céu abrasador do Alentejo se cobria de nuvens e que caía uma chuva miudinha que fazia saltar para o ar o cheiro da terra com toda a força. As voltas à Casa Pequena na Vilar azul requeriam novas manobras de perícia acrescida tendo o piso adquirido vida e feitio próprios, tornado escorregadio e ganhando sulcos que se enchiam depressa com água cor de galão.
Era a canícula, diziam.

quinta-feira, julho 26, 2007

Ele há coisas do camandro

Há dias atrás, comentando um post do Dragão, desencadeei uma série de comentários, não ao texto comentado, mas ao meu próprio comentário.
Chama-se a isto, em linguagem de mar, abordagem de sabre em riste. Ou seja:
Os microcéfalos que deambulam, sorridentes e satisfeitos, na calmaria morna da B.L.U.S.A. (Blogosfera Lusa) teimam em encontrar nas caixas de comentários sobre textos que não entendem, que lhes dão o insuportável trabalho de ler e , consequentemente, a inantingível tarefa de os compreender porque se tratam, repito, de microcéfalos, o lugar próprio para defecarem sem pejo o que lhes vai nas tripas. Vem isto a propósito deste texto e respectivos comentários.
Para além dos anónimos, essa estirpe acéfala e vampiresca que faz pasto da sua fome as ideias dos outros, vegeta uma tosca anglofonia que dá pelo sugestivo nome de lusgon, ou seja escuridão.
Associam tais criaturas Monarquia com Chulice com o à vontade de um sacristão soltando flatos em Catedral. É, de facto extraordinário.
Pois que se lambuzem primeiro no opróbrio chupista desta república de treta que alcandora a intocáveis vitalícios mentecaptos com oito anos de serviço na Assembleia da República.
Ou que enfiem suas doutas pencas nos entrefolhos do cú do funcionalismo público republicano e que, com isso, garantam para si e para os seus, comendas e prebendas à discrição e fartazana.
Nariz no cú tapa três buracos, diz a Sancha cheia de razão.
De facto, ele há coisas do camandro.

segunda-feira, julho 16, 2007

O Ovo da Serpente

Autárquicas : Lisboa 2007.
O primeiro facto que me ocorre é a monumental derrota do PSD.

O segundo, a magra vitória do PS.
O terceiro e em sequência dos dois primeiros, consumado na corrida que Telmo Correia levou face aos votos obtidos pelas candidaturas de Carmona Rodrigues e de Helena Roseta, os chamados independentes (Sá Fernandes durante a campanha referido como candidato-independente-do-bloco-de-esquerda não foi, de facto, independente coisíssima nenhuma), consiste no fartanço que alguns eleitores, poucos, quiseram demonstrar face à partidocracia vigente na pseudo democracia do pós vinte cinco de Abril.
Não é só o discurso oficial partidário que está gasto, vazio de conteúdo, estéril de objectivos e, por isso, impotente na sua realização. É cada vez mais a noção de aldrabanço e batota que os portugueses vêm sentindo face ao palavreado inconsequente e folclórico dos ícones partidários. A ideia de que "eles lá se arrranjam mais os amigos deles e a gente é que se lixa" passou a constituir uma realidade diária, omnipresente, na prepotência do aparelho de estado, na impunidade escandalosa de arguidos em processos gravíssimos, no desdém que a classe política perpassa na sua relação com os seus eleitores.
Vai grassando um descontentamento generalizado que não pactua com tranquilidades fofas em condomínios privados. A pouco e pouco a besta desperta, e boceja.
Só precisa de quem a acorde de vez, a conduza e lhe indique a quem morder.
É só uma questão de tempo.
A História repete-se. Como de costume.

Da Independência

A defesa da submissão da independência e soberania de Portugal aos castelhudos foi defendida hoje no Diário de Notícias por José Saramago, prémio Nobel de Literatura.
É a voz da república no seu melhor.
Uma das vacas sagradas da inteligentsia sinistra nativa, alcandorada a guru de cafres, citada a torto e a direito por mentecaptos e basbaques, um gajo que nem sabe escrever, que seguiu o exemplo sensacionalista de Rushdie com os versos satânicos (mais a fama e respectivos cobres que lhe renderam) adaptando-o às fezes lusas e inventando um Evangelho Segundo Jesus Cristo para depois, e por isso, fazer-se de perseguido e martirizado, faz eco do que vem zunindo há anos nas ocas caixas cranianas da inteligentsia indígena republicana: Se fossemos espanhóis é que era bom.
Depois venham-me dizer que não tenho razão.
Nunca a independência de Portugal esteve tão condenada como se de vergonha se tratasse.
Nem tantos se empenharam tanto em acabar com ela.
 
Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue!