quarta-feira, janeiro 09, 2008
Da república portuguesa

Deixa ver se percebo esta merda:
O Governo da República ordena que se paguem aos reformados doze suaves prestações mensais de 68 cêntimos, correspondentes ao aumento que lhe deve de Dezembro, para não pagar tudo de uma vez em Janeiro.
É isso? Mas porquê ?
Não seria aceitável que os pensionistas recebessem um valor de pensão qualquer em Janeiro e no mês seguinte o valor do seu recibo de pensão era menor, diminuía.
Respondeu o Secretário de Estado, sem referir o destino dos juros do bolo.
Tá porreiro pá.
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Lisboa dá cá
Os franceses acham que não. Que é melhor não haver Rally por causa das ameaças de atentados terroristas a perpetrar contra a organização lá na Mauritânia feitas por Bin Laden e a sua Al Qaeda. E logo este ano, em que Benazir Bhutto afirmou a 2 de Novembro de 2007 que Bin Laden fora assassinado.Pois é. Parece que Paris Dakar soa melhor.
quinta-feira, janeiro 03, 2008
Bom Ano Novo
Pacheco Pereira (PP) veio, mais uma vez, arengar de sua justiça contra a B.L.U.S.A., (Blogosfera Lusa) reduzido, como está, a um mero bidon de melaço iluminado por um malcheiroso candeeiro a petróleo, atraindo tudo o que são insectos rastejantes e voadores ávidos da sua luz e sapiência, numa subserviência total e fazendo de tudo para serem abruptamente citados e/ou referenciados no seu redentor bouillon de culture. Ainda não percebeu que a Quadratura do Círculo é uma impossibilidade técnica. Para relembrar o que saiu no Público de 29 de Dezembro, deixo aqui um extracto do supra citado arenganço:
(...) Os blogues não gostam de ser objecto de críticas e, como é obvio, tem uma alta noção de si próprios e estão tão cheios de autocomplacência e de elogios mútuos que consideram um anátema qualquer discurso que lhes pareça exterior e que os ponha em causa, a eles e às regras do jogo que estabeleceram. (...)
Passo a esclarecer o PP:
Os blogs (ou blogues) são sites da internet (ou rede) que contêm e apresentam o produto escrito e/ou gráfico que os seus autores queiram publicar. Alguns dispõem ainda de caixa de comentários para que os seus leitores/visitantes possam exprimir livremente a sua opinião sobre o que leram e/ou viram. A palavra blog tem origem na contracção das palavras web e log não possuindo, todavia, vida própria sendo por isso desprovidos de capacidades sensoriais podendo-se comparativamente afirmar que se estão pura e simplesmente cagando para as críticas, os anátemas e discursos que sobre eles se façam, sejam eles exteriores ou interiores. É a mesma coisa que imaginar o Rio das Flores a entrar pelo Gambrinus adentro e escaqueirar tudo o que estiver no perímetro visual possível do Vasco Pulido Valente.
Por outro lado, blogues é plural pelo que a conjugação do verbo TER na frase (...) tem uma alta noção (...) está incorrecta.
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Uns vêem-no como um país moderno, turbo-infrastruturado, com condições e desejos de acoitar cimeiras intercontinentais, liderar organizações internacionais (por seis meses), ponto de partida para o mais famoso rally do mundo, etc. e tal e o caralho.
Outros vêem-no como um país distante, tão distante e tão longínquo que qualquer crítica de arrogância ao seu excelso governo e ao partido que o sustenta, mesmo que proveniente da quase vizinha França, é vista como fruto de uma percepção errónea da realidade, distorcida pela distância e desfocada pela caterva de warps e anos-luz que a separam do objecto percepcionado, ou seja, da realidade.
O curioso, senão mesmo aterrador, é que uns e outros são os mesmos.
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A ânsia insana de copiar compulsivamente “o que vem de fora” numa tentativa desesperada de “nos parecermos com eles” na sequência da febre de higienização anti-tabágica, acabará por trazer o sistema de marcar pontos nas cartas de condução de quem infringe as leis do código da estrada. Em Espanha, onde o sistema já funciona há algum tempo, chegou-se à conclusão que a sinistralidade não dimimuiu na sequência da sua adopção. Além de que promoveu o aparecimento de um curioso cibernegócio paralelo que consiste no aluguer e/ou venda de identidades de castelhanos na gama da 3ª idade desde que com carta de condução válida, imaculada e, quiçá, inoxidável prestando-se estes a dar os respectivos nomes e identificação a quem deles se quiser servir para a marcação dos famigerados pontos.
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Entretanto nos sussurrantes corredores do poder concretizou-se o que se foi preparando pela calada:
A OPA da CGD sobre o BCP.
sexta-feira, dezembro 07, 2007
Histórias de Encantar XI
- Uma Imperial!-
O criado, um tipo magro e fumador, de cabelo oleoso e cheio de tiques, nem queria acreditar. Ele ali sózinho na merda do bar, sem ninguém à vista e logo então lhe entra um cabrão de um urso pelo bar a dentro a pedir uma imperial. Mal tinha reflectido o supra exposto e já o gesto mecânico fechava a torneira babando espuma por fora do copo. Num lance temerário, mas quiçá habituado, arremessou o copo cheio ao longo da chapa de inox do balcão na direcção do plantígrado. O urso segurou o copo como quem fila um salmão pelo cachaço e em dois tragos rápidos deu sumiço ao conteúdo.
- Outra!- berrou enquanto estremecia as beiças na espectativa do fenomenal arroto que se avizinhava.
- Foda-se!- murmurou o criado enquanto aviava o pedido. Esta agora... eu a servir imperiais a um cabrão de um urso e ninguém a ver, sem testemunhas, nada.
- A conta! - berrou o urso enquanto limpava as beiças frementes nas costas da pata esquerda.
Agora é que te vou lixar! pensou o criado, agora em registo normal embora com uma expressão de malícia mal disfarçada a escorrer-lhe pelo avental abaixo.
- São quarenta Euros...- disse o criado enquanto estendia um papel poisado em um pratinho de cobre.
O urso, por segundos, deu um chá de sumiço à pata direita que logo reapareceu com uma nota de cinquenta Euros a florescer-lhe por entre as garras. Atirou com a nota para cima do papel que estava sobre o pratinho de cobre, rodou cento e oitenta graus no banco do balcão, levantou-se e caminhou em direcção à porta.
O criado, entre o antónito e o estupefacto, raiando laivos de embasbacanço total, porque genético, balbuciou:
- Desculpe mas... posso fazer-lhe uma pergunta ? é que, sabe..., é muito raro virem aqui ursos beber copos e eu...
- Raro? Foda-se. Ao preço que vocês levam pela Imperial!
O Circo
Afirmar num dia, em anúncios de página, o apoio ao uso de minas antipessoais e exigir dois dias depois que os países colonizadores paguem indemnizações aos países colonizados é obra. É mais que obra: é espectáculo.
O circo assentou arraiais. Como é costume por esta data.
sábado, dezembro 01, 2007
1º de Dezembro

É importante lembrar que embora para república a Estória de Portugal tenha começado no dia 5 de Outubro de 1910, a História de Portugal começou de facto em 5 de Outubro, mas de 1143.
Para o regime republicano, o 1.º de Dezembro de 1640 foi apenas mais um episódio ocorrido num tempo que lhe é estranho e pertença de um passado de que se envergonha.
quarta-feira, novembro 28, 2007
Actualidades da República
Parece que será esta a marca do novo serviço de telemóvel a lançar pelos CTT.
Ou em português, como disse o seu presidente, : Fónix!
Em paralelo com as alternativas aeroportuárias à OTA, Portugraal sugere:
Fosga-se! Fueda-se! ou, mais prosaicamente, simplesmente dasse!
Seriam, a todos os níveis, alternativas válidas para um mercado em expansão contínua.
Tendo em conta que o público alvo a que se destina tão imaginativa iniciativa se limita aos três milhões de jovens de polegares hiperdesenvolvidos e dignos representantes da geração tásse, o produto promete vendas escabrosas.
Chinesices.
O 1º ministro da república considera não ser oportuno o referendo a realizar na Formosa (nome que os portugueses de antanho deram a Taiwan) uma vez que o resultado poderá ter consequências negativas. Sobretudo para a caterva de chineses que metódicamente vêm colonizando África a um ritmo alucinante. Já lá cantam 40.000 entre voluntários e trabalhadores patrioticamente abandonados à sua sorte em terras africanas de LOP (Língua Oficial Portuguesa) após a conclusão dos trabalhos para os quais foram sumariamente recrutados.
O que (lhes) vale, aos senhores da república, são as diatribes patrioteiras em prime time na RTP condenando o colonialismo.
Língua Portuguesa.
Dialecto regional do sul da Europa em vias de extinção mercê de um "acordo ortográfico" abominável, e em vias de implantação, que ninguém encomendou e que, por isso, nem sequer é referendável. Um cágado será, em definitivo, um cagado. Intersetar será o quê? Interceptar ou Intersectar? Um fato será em definitivo um cardume de cabras e um terno um cabrão?
Porque não perguntam aos canadianos que falam francês ou aos americanos que falam inglês se alguma vez tiveram algum tipo de "acordo ortográfico" antes de se porem com merdas?
terça-feira, novembro 27, 2007
O Caranguejo e o Escorpião
Chatearam-se um com o outro e ambos têm livros na brecha. Um já saiu: o Rio das Flores.
O outro a caminho disso está: Ir pró Maneta.
Como resultado da picardia adivinham-se vendas gordas dos produtos de um e de outro.
Os leitores, iletrados ou não, caçadores de erros ou nem por isso, vão-lhes comprar os produtos acicatados uns pela supracitada picardia, devidamente alimentada pelos mass media dopante da inteligentsia nativa (leia-se Expresso e Publico) movidos outros pela curiosidade pura e simples, outros ainda pela presunção académica de cerrar fileiras por um ou por outro.
De qualquer forma são tiros na água.
Na Batalha Naval safa-se quem sabe nadar. E tanto o Caranguejo como o Escorpião são bons nadadores, a água é o seu elemento.
terça-feira, novembro 13, 2007
Pergunta sem resposta II
Porque raio é que quem é a favor da conservação da sede da pide na António Maria Cardoso é contra o museu Salazar em Santa Comba Dão?
Ou vice versa.
Pergunta sem resposta
Chávez primeiro não percebeu que o rei tinha falado.
Depois disseram-lhe que que sim que o rei lhe tinha dito qualquer coisa.
Chávez não percebeu bem o quê e brincou com a altura do rei, o tamanho dele próprio e de Lula da Silva e o autocarro.
Os assessores insistem; que o rei o tinha mandado calar.
Chávez não acredita. Pensa que está a ficar surdo. Ou a ouvir mal.
Passado um dia sobre o sucedido Chávez lê a pergunta nas primeiras páginas de quase todos os jornais.
A angústia invade-o.
Decide contra atacar numa carga de rinoceronte furibundo vociferando qualquer coisa sobre quinhentos anos de imperialismo a rebentarem com um índio na cimeira de 2007, no Chile, através de Juan Carlos.
No entanto a pergunta persiste: "Porque no té callas?"
E Chávez não sabe a resposta.
quarta-feira, novembro 07, 2007
Os ministros da república e o povo
Num segundo "corte", abrangendo miúdas dos catorze aos deazsseis anos implicaria um custo muito maior: setenta e cinco milhões de euros/ano. O ênfase dado pelo ministro ao valor que a república está disposta a pagar para poupar ao cancro do colo do útero a população feminina indígena só é comparável ao destaque dado na parvónia às dádivas dadas pelos beneméritos locais em tempos da outra senhora. A república continua. Com Salazar e depois dele, a "caridade" sobrepõe-se à justiça social.
Ceuta
quarta-feira, outubro 31, 2007
...
Foi o apuramento do Sporting para a fase seguinte da Taça de Portugal, eufemisticamente apelidada de Taça da Liga, em linguagem própria de casa de alterne.
O Cartel falhado.
Protagonizado por Miguel Sousa Tavares e Vasco Pulido Valente em torno da incultura de um e do misantropismo de outro. Mais uma oportunidade perdida para a montagem de um grande negócio de que ambos poderiam sair ganhadores caso a recente disputa in Expresso e TSF tivesse sido previamente acertada entre eles em termos de alavancagem para a venda dos respectivos produtos literários, como se diz nos dias que correm. A acompanhar nas cenas dos próximos capítulos.
Falta de Estudos.
Alegava o ministro Lino para defender a OTA como única possibilidade aeroportuária face à ausência de alternativas devidamente documentadas. Agora há um, com a participação do Joe Berardo, dos estudantes de ecologia e contando com a cooperação de cegonhas, morcegos e outros pássaros. Com o beneplácito da bicharada, em resumo. É só comparar, decidir e pagar o preço. Político, bem entendido.
quarta-feira, outubro 10, 2007
O centenário
Aliás um dos motivos que contribuem de forma significativa para a grande quantidade de candidatos à presidência da Câmara de Lisboa sempre que há eleições é, precisamente, o aplauso anual que recebem por ocasião das comemorações do 5 de Outubro de 1910, independentemente de terem feito o que quer que seja no seu mandato.
Depois há que contar com os desfiles, militares por certo, e outros. Já agora atrevo-me a propor o mare nostrum, a outrora Doca dos Olivais, para servir de cenário à parada de submarinos, fragatas e helicóteros. A Guarda Republicana, entre outras actividades lúdico-educativas, poderia enrolar e embrulhar as ruas e estradas de todo o Reino, com aquela fita de plástico às riscas encarnadas e brancas com que se têm treinado com afinco nas recepções feitas a cada saída do 1º ministro rumo ao Portugal real. Em seguida viriam as figuras governantes de tesoura em punho cortando as ditas fitas sob ensurdecedores aplausos pré-gravados e transmitidos em directo, inaugurando os próximos cem anos de anedotário.
sexta-feira, outubro 05, 2007
segunda-feira, setembro 24, 2007
Reclamações
"Já vi o blog há três dias e o que vejo agora é o mesmo. Pouca coisa. Sempre o mesmo"
Foi o FN hoje a reclamar de viva voz. E eu a dizer-lhe "Chiu!" que é como quem diz que se isto de blogs não é coisa séria, o anonimato é-o de certeza. Em vão. Digo-lhe:
- Vá lendo os posts anteriores. Há coisas escritas que, de certeza, ainda não leu.
- Na. Já li tudo. Ainda por cima não há contador de visitas e os comentários ao que foi escrito são parcos, se não inexistentes.
- Não há tempo.- respondo-lhe
Enfim. Um fiasco este blog.
Um dia destes fecho a porta.
Não por falta de assunto (escrevo enquanto imagino a cara de espanto do Ministro Lino indignado com a insinuação de um qualquer pagamento a título de indemnização à Lusoponte caso seja construída nova ponte-sobre-o-tejo fora da sua alçada tributária) ou a indignação de Louçã, três vezes manifestada e três vezes contestada pelo governo, num esforço hercúleo que demonstre quão errado estava Vasco Pulido Valente ao prever a aliança táctica entre PS e BE para as legislativas de 2009. Sim, porque no que diz respeito à Câmara de Lisboa a marmelada é obscena.
Mas o pagode continua.
O Dailai Lama (Cavaco dixit) passou por cá e agitou as águas, o que teve como consequência a intranquilização das hostes indígenas e consequente introspecção pavloviana sobre o políticamente correcto de abrir os curros do reino a Robert Mugabe, para além da proibição "imposta" pela CE. Just Gordon (not flash) já disse: ou ele ou eu. Amado respondeu que já sabia.
E nós por cá? Tudo bem. Haja quem grite "Ai Timor"...
Obras são uma chatice. Mas sobre isso falo depois.
Para não falar das chamadas, óbviamente de valor acrescentado, que a PT cobra para quem quiser "ajudar" a maternidade Alfredo da Costa a juntar verbas que lhe permitam satisfazer a procura. É extraordinário.
Ao mesmo tempo o estádio do Algarve apodrece à mercê de varejeiras e ameijoas anfíbias.
O que é isto senão a república no seu melhor ?
quarta-feira, setembro 19, 2007
O castigo
Inuteis os protestos das ossadas "não! para aqui não! por favor! não merecemos tal desfeita!".
O castigo tardou mas veio.
Não lhes bastava apagar o que escreveu, retirando-o das bancas das escolas (com amianto e tudo). Até mesmo no tempo do Botas alguns dos seus escritos figuravam nos livros de Língua Portuguesa, essa espécie de víscera atrevida e incómoda para tanta gente.
Quando os lobos uivam, a carneirada assusta-se.
À república o que é da república.
Ámen.
quarta-feira, setembro 12, 2007
terça-feira, setembro 11, 2007
Acasos
Se da primeira vez se conseguiu forjar um encontro ao acaso entre o então PR e o Tibetano num Centro Cultural qualquer, num mercado ou coisa do género, à laia de "Olhem quem está aqui! Então não é que é o Dalai Lama" (terá dito Jorge Sampaio com ar estupefacto como se acabasse de dar de caras com o Papa a petiscar ovas de polvo na tasca de Cacela).
Desta vez poderia criar-se uma coincidência ainda mais elaborada, na linha da espectacular demolição das torres de Tróia (diz que Sócrates ainda está convencido de que foi mesmo ele que mandou aquilo tudo abaixo). Por exemplo num campo de milho transgénico, ou na banca do Público no Centro Comercial Colombo. Passaria a ser um costume que, a ser praticado com regularidade, poderia catapultar ainda mais a imagem de Portugal para os píncaros do mundo, local de onde se avista o Everest com dificuldade quando se olha para baixo.
Transmissões em directo pela Sky News e CNN a descabelarem-se desesperada e mutuamente na disputa dos melhores ângulos. A Betandwin lançando apostas sobre quais os locais mais prováveis para mais um extraordinário encontro casual entre os representantes da república portuguesa e o Dalai Lama que, já se tendo apercebido do potencial da coisa há muito tempo, não pára de sorrir quando cá vem, contendo-se a custo para não desatar às gargalhadas.



