quinta-feira, janeiro 31, 2008

terça-feira, janeiro 29, 2008

Fumo


Foi apenas desde que o primeiro ser humano descobriu o foguear que a tosse se instalou em definitivo na humanidade. De acordo, sempre houve uma gripezita de vez em quando, uma alergia ao pêlo de algumas presas mal esfoladas, enfim, um certo pigarrear comprometido, convenhamos. Mas tosse tosse, não. Essa só se instalou e espraiou em definitivo após a descoberta e domesticação do fogo, e consequente anárquica libertinagem e espavento do respectivo fumo. Na Lusitânia, território situado no extremo ocidental da Europa que impede físicamente o acesso dos espanhóis aos benéficos ares do Atlântico, a obrigatoriedade de gramar com o fumo alheio reinou impunemente e em despotismo absoluto até às vinte e quatro horas do passado dia 31 de Dezembro de 2007.Ano novo, ar novo e logo se levantam as vozes indignadas dos arautos e defensores da liberdade do costume. Os que defendem a liberdade inalienável que eles têm de lixar a liberdade dos outros.Ele houve de tudo. Ele escreveu-se, berrou-se e esgatanhou-se o que não lembrava ao caneco.Desde à comparação, no mínimo triste e de mau gosto, da proibição de fumar em recintos públicos fechados com a perseguição aos judeus durante o nazismo (MST-Expresso), aos benefícios do tabaco (VPV-Público) tudo, ou quase tudo, foi dito em defesa do cigarro do charuto, do cachimbo e respectivas combustões. Pacheco Pereira, como não podia deixar de ser, também juntou a sua voz ao coro. Não perceberam, as pouco diáfanas criaturas, que ninguém as proibe de fumar. Vitimizam-se por não poderem continuar a empestar o ar dos que preferem a sua liberdade de não fumadores. Eu também fumo, mas não ao ponto de não me importar com quem não fuma.
Há que dar espaço. A quem fuma e a quem não fuma.
É, tão só e apenas, uma questão de civilização.

Actualidades da república

Indigna-se o Bloco de Esquerda, essa espécie de rémora política maquilhada de extrema esquerda, com a participação da Fanfarra do Exército, do Colégio Militar e do Regimento de Lanceiros, nas cerimónias em memória do rei D. Carlos I , Chefe de Estado de Portugal assassinado em 1 de Fevereiro de 1908.

As Forças Armadas de um país existem para protecção do seu povo, não do regime. Seja ele republicano ou monárquico, lembrou hoje Helena Matos no Público.

O Bloco de Esquerda, sendo maioritáriamente constituído por nativos da geração pós 74, tem a memória curta e fraca. Como convém.

Teste Americano I

As recentes acusações da Reprieve, segundo as quais terão passado por Portugal 728 dos 774 presos políticos detidos em Guantánamo, tendo Ana Gomes afirmado esta manhã na TSF que se sentira esmagada com semelhante afirmação, significa o quê?

a) Que o governo português mentiu quando afirmou não ter conhecimento disso.

b) Que o governo português falou verdade quando afirmou não ter tido conhecimento disso.

c) Que a Reprieve tem um peso considerável e Ana Gomes estava no local errado na hora errada.

Teste Americano II

O pedido de licença sem vencimento feito por Armando Vara nas vésperas de entrar para a Administração do Millenniumbcp significa o quê?

a) Que Armando Vara tem um nível de auto-estima tão baixo que receia ficar desempregado caso seja demitido do Millenniumbcp.

b) Que Armando Vara é na realidade um vírus instalado no Millenniumbcp para viabilizar uma OPA de um banco estrangeiro, de preferência espanhol, assegurando assim o seu posto de trabalho num posterior regresso aos quadros da CGD.

c) Que Armando Vara pede licenças sem vencimento de forma compulsiva, sempre que se levanta do seu posto de trabalho na CGD.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Petição

Fará um século no próximo dia 1 de Fevereiro que D. Carlos I, Rei de Portugal e D. Luiz Filipe, o Príncipe Real e herdeiro da Coroa, foram assassinados a tiro na esquina da Rua do Arsenal com o Terreiro do Paço em Lisboa.
A reconciliação do regime republicano com a história de Portugal passará sempre pelo reconhecimento dos seus próprios erros, nomeadamente os que estiveram na origem da sua implantação em 1910, pelo que, independentemente das opções políticas de cada um, informo que está em curso uma petição online com o objectivo de propor à Assembleia da República o seguinte:

1- que o dia 1 de Fevereiro de 2008, centenário do Regicídio, seja decretado dia de Luto Nacional;
2- que às 17:20 horas desse dia seja cumprido um minuto de silêncio, em homenagem a um dos maiores Chefes de Estado de Portugal e ao seu sucessor constitucionalmente consagrado.

Temos uma semana para conseguir as 4000 assinaturas aqui.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Aero tunning

Coimbra, Penamacor e arredores puderam assistir esta noite em directo e ao vivo a uma exibição de aerotunning turbo propulsionado protagonizado por F16 portugueses e dinamarqueses.
Claro que no dia seguinte, mais propriamente hoje, regressada a adrenalina a níveis normais, são referidos pelos espectadores variados danos e sequelas incluindo o aparecimento de rachas em prédios, vidros partidos, campanários destruídos, etc. O dono de uma exploração de láparos, acometido por terrores de escafandrica profundidade, ter-se-à precipitado para o interior da sua residência e de pronto terá ligado à GNR.
Sim. Ligou à GNR.
Não lhe terá servido de nada.
Olha, o tipo que tivesse ligado à ASAE e a ver se coiso, se os gajos não iam logo lá, com o Micro George à frente a cavalo numa vassoura e a berrar "DGS! DGS! DGS!".

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Ah bom...

Estava a ver que não.

Da república portuguesa


Deixa ver se percebo esta merda:

O Governo da República ordena que se paguem aos reformados doze suaves prestações mensais de 68 cêntimos, correspondentes ao aumento que lhe deve de Dezembro, para não pagar tudo de uma vez em Janeiro.

É isso? Mas porquê ?

Não seria aceitável que os pensionistas recebessem um valor de pensão qualquer em Janeiro e no mês seguinte o valor do seu recibo de pensão era menor, diminuía.

Respondeu o Secretário de Estado, sem referir o destino dos juros do bolo.

Tá porreiro pá.


sexta-feira, janeiro 04, 2008

Lisboa dá cá

Os franceses acham que não. Que é melhor não haver Rally por causa das ameaças de atentados terroristas a perpetrar contra a organização lá na Mauritânia feitas por Bin Laden e a sua Al Qaeda. E logo este ano, em que Benazir Bhutto afirmou a 2 de Novembro de 2007 que Bin Laden fora assassinado.
Pois é. Parece que Paris Dakar soa melhor.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Bom Ano Novo

Pacheco Pereira (PP) veio, mais uma vez, arengar de sua justiça contra a B.L.U.S.A., (Blogosfera Lusa) reduzido, como está, a um mero bidon de melaço iluminado por um malcheiroso candeeiro a petróleo, atraindo tudo o que são insectos rastejantes e voadores ávidos da sua luz e sapiência, numa subserviência total e fazendo de tudo para serem abruptamente citados e/ou referenciados no seu redentor bouillon de culture. Ainda não percebeu que a Quadratura do Círculo é uma impossibilidade técnica. Para relembrar o que saiu no Público de 29 de Dezembro, deixo aqui um extracto do supra citado arenganço:

(...) Os blogues não gostam de ser objecto de críticas e, como é obvio, tem uma alta noção de si próprios e estão tão cheios de autocomplacência e de elogios mútuos que consideram um anátema qualquer discurso que lhes pareça exterior e que os ponha em causa, a eles e às regras do jogo que estabeleceram. (...)

Passo a esclarecer o PP:

Os blogs (ou blogues) são sites da internet (ou rede) que contêm e apresentam o produto escrito e/ou gráfico que os seus autores queiram publicar. Alguns dispõem ainda de caixa de comentários para que os seus leitores/visitantes possam exprimir livremente a sua opinião sobre o que leram e/ou viram. A palavra blog tem origem na contracção das palavras web e log não possuindo, todavia, vida própria sendo por isso desprovidos de capacidades sensoriais podendo-se comparativamente afirmar que se estão pura e simplesmente cagando para as críticas, os anátemas e discursos que sobre eles se façam, sejam eles exteriores ou interiores. É a mesma coisa que imaginar o Rio das Flores a entrar pelo Gambrinus adentro e escaqueirar tudo o que estiver no perímetro visual possível do Vasco Pulido Valente.

Por outro lado, blogues é plural pelo que a conjugação do verbo TER na frase (...) tem uma alta noção (...) está incorrecta.

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Uns vêem-no como um país moderno, turbo-infrastruturado, com condições e desejos de acoitar cimeiras intercontinentais, liderar organizações internacionais (por seis meses), ponto de partida para o mais famoso rally do mundo, etc. e tal e o caralho.

Outros vêem-no como um país distante, tão distante e tão longínquo que qualquer crítica de arrogância ao seu excelso governo e ao partido que o sustenta, mesmo que proveniente da quase vizinha França, é vista como fruto de uma percepção errónea da realidade, distorcida pela distância e desfocada pela caterva de warps e anos-luz que a separam do objecto percepcionado, ou seja, da realidade.

O curioso, senão mesmo aterrador, é que uns e outros são os mesmos.

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A ânsia insana de copiar compulsivamente “o que vem de fora” numa tentativa desesperada de “nos parecermos com eles” na sequência da febre de higienização anti-tabágica, acabará por trazer o sistema de marcar pontos nas cartas de condução de quem infringe as leis do código da estrada. Em Espanha, onde o sistema já funciona há algum tempo, chegou-se à conclusão que a sinistralidade não dimimuiu na sequência da sua adopção. Além de que promoveu o aparecimento de um curioso cibernegócio paralelo que consiste no aluguer e/ou venda de identidades de castelhanos na gama da 3ª idade desde que com carta de condução válida, imaculada e, quiçá, inoxidável prestando-se estes a dar os respectivos nomes e identificação a quem deles se quiser servir para a marcação dos famigerados pontos.

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Entretanto nos sussurrantes corredores do poder concretizou-se o que se foi preparando pela calada:
A OPA da CGD sobre o BCP.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Histórias de Encantar XI

Era uma vez um urso que entrou p'lum bar adentro, que se sentou ao balcão e pediu:
- Uma Imperial!-
O criado, um tipo magro e fumador, de cabelo oleoso e cheio de tiques, nem queria acreditar. Ele ali sózinho na merda do bar, sem ninguém à vista e logo então lhe entra um cabrão de um urso pelo bar a dentro a pedir uma imperial. Mal tinha reflectido o supra exposto e já o gesto mecânico fechava a torneira babando espuma por fora do copo. Num lance temerário, mas quiçá habituado, arremessou o copo cheio ao longo da chapa de inox do balcão na direcção do plantígrado. O urso segurou o copo como quem fila um salmão pelo cachaço e em dois tragos rápidos deu sumiço ao conteúdo.
- Outra!- berrou enquanto estremecia as beiças na espectativa do fenomenal arroto que se avizinhava.

-
Foda-se!- murmurou o criado enquanto aviava o pedido. Esta agora... eu a servir imperiais a um cabrão de um urso e ninguém a ver, sem testemunhas, nada.

- A conta! - berrou o urso enquanto limpava as beiças frementes nas costas da pata esquerda.
Agora é que te vou lixar! pensou o criado, agora em registo normal embora com uma expressão de malícia mal disfarçada a escorrer-lhe pelo avental abaixo.
- São quarenta Euros...- disse o criado enquanto estendia um papel poisado em um pratinho de cobre.
O urso, por segundos, deu um chá de sumiço à pata direita que logo reapareceu com uma nota de cinquenta Euros a florescer-lhe por entre as garras. Atirou com a nota para cima do papel que estava sobre o pratinho de cobre, rodou cento e oitenta graus no banco do balcão, levantou-se e caminhou em direcção à porta.
O criado, entre o antónito e o estupefacto, raiando laivos de embasbacanço total, porque genético, balbuciou:
- Desculpe mas... posso fazer-lhe uma pergunta ? é que, sabe..., é muito raro virem aqui ursos beber copos e eu...
- Raro? Foda-se. Ao preço que vocês levam pela Imperial!

O Circo

Afirmar num dia, em anúncios de página, o apoio ao uso de minas antipessoais e exigir dois dias depois que os países colonizadores paguem indemnizações aos países colonizados é obra. É mais que obra: é espectáculo.
O circo assentou arraiais. Como é costume por esta data.

sábado, dezembro 01, 2007

1º de Dezembro


Bandeira de Portugal (retirada daqui) adoptada no reinado de D. Pedro II, após 28 anos de guerra com Espanha iniciada no dia 1º de Dezembro de 1640 quando um grupo de revoltosos tendo como cabecilhas João Pinto Ribeiro e D. Antão Vaz de Almada desencadeia uma série de tumultos em várias zonas do país pondo fim a "sessenta annos de jugo castelhano".
É importante lembrar que embora para república a Estória de Portugal tenha começado no dia 5 de Outubro de 1910, a História de Portugal começou de facto em 5 de Outubro, mas de 1143.
Para o regime republicano, o 1.º de Dezembro de 1640 foi apenas mais um episódio ocorrido num tempo que lhe é estranho e pertença de um passado de que se envergonha.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Actualidades da República

Phone-ix!
Parece que será esta a marca do novo serviço de telemóvel a lançar pelos CTT.
Ou em português, como disse o seu presidente, : Fónix!
Em paralelo com as alternativas aeroportuárias à OTA, Portugraal sugere:
Fosga-se! Fueda-se! ou, mais prosaicamente, simplesmente dasse!
Seriam, a todos os níveis, alternativas válidas para um mercado em expansão contínua.
Tendo em conta que o público alvo a que se destina tão imaginativa iniciativa se limita aos três milhões de jovens de polegares hiperdesenvolvidos e dignos representantes da geração tásse, o produto promete vendas escabrosas.

Chinesices.
O 1º ministro da república considera não ser oportuno o referendo a realizar na Formosa (nome que os portugueses de antanho deram a Taiwan) uma vez que o resultado poderá ter consequências negativas. Sobretudo para a caterva de chineses que metódicamente vêm colonizando África a um ritmo alucinante. Já lá cantam 40.000 entre voluntários e trabalhadores patrioticamente abandonados à sua sorte em terras africanas de LOP (Língua Oficial Portuguesa) após a conclusão dos trabalhos para os quais foram sumariamente recrutados.
O que (lhes) vale, aos senhores da república, são as diatribes patrioteiras em prime time na RTP condenando o colonialismo.

Língua Portuguesa.
Dialecto regional do sul da Europa em vias de extinção mercê de um "acordo ortográfico" abominável, e em vias de implantação, que ninguém encomendou e que, por isso, nem sequer é referendável. Um cágado será, em definitivo, um cagado. Intersetar será o quê? Interceptar ou Intersectar? Um fato será em definitivo um cardume de cabras e um terno um cabrão?
Porque não perguntam aos canadianos que falam francês ou aos americanos que falam inglês se alguma vez tiveram algum tipo de "acordo ortográfico" antes de se porem com merdas?

terça-feira, novembro 27, 2007

O Caranguejo e o Escorpião

Pegaram-se.
Chatearam-se um com o outro e ambos têm livros na brecha. Um já saiu: o Rio das Flores.
O outro a caminho disso está: Ir pró Maneta.
Como resultado da picardia adivinham-se vendas gordas dos produtos de um e de outro.
Os leitores, iletrados ou não, caçadores de erros ou nem por isso, vão-lhes comprar os produtos acicatados uns pela supracitada picardia, devidamente alimentada pelos mass media dopante da inteligentsia nativa (leia-se Expresso e Publico) movidos outros pela curiosidade pura e simples, outros ainda pela presunção académica de cerrar fileiras por um ou por outro.
De qualquer forma são tiros na água.
Na Batalha Naval safa-se quem sabe nadar. E tanto o Caranguejo como o Escorpião são bons nadadores, a água é o seu elemento.

terça-feira, novembro 13, 2007

Pergunta sem resposta II

Esta é para os portachávez:
Porque raio é que quem é a favor da conservação da sede da pide na António Maria Cardoso é contra o museu Salazar em Santa Comba Dão?
Ou vice versa.

Pergunta sem resposta

"Porque no té callas?" Perguntou o rei dos castelhudos a Hugo Chávez.
Chávez primeiro não percebeu que o rei tinha falado.
Depois disseram-lhe que que sim que o rei lhe tinha dito qualquer coisa.
Chávez não percebeu bem o quê e brincou com a altura do rei, o tamanho dele próprio e de Lula da Silva e o autocarro.
Os assessores insistem; que o rei o tinha mandado calar.
Chávez não acredita. Pensa que está a ficar surdo. Ou a ouvir mal.
Passado um dia sobre o sucedido Chávez lê a pergunta nas primeiras páginas de quase todos os jornais.
A angústia invade-o.
Decide contra atacar numa carga de rinoceronte furibundo vociferando qualquer coisa sobre quinhentos anos de imperialismo a rebentarem com um índio na cimeira de 2007, no Chile, através de Juan Carlos.
No entanto a pergunta persiste: "Porque no té callas?"
E Chávez não sabe a resposta.

quarta-feira, novembro 07, 2007

Os ministros da república e o povo

A medida política que se traduz na vacina gratuita contra o papiloma virus responsável pelo cancro do colo do útero em tantas mulheres mulheres portuguesas foi anunciada com pompa e circunstancia pelo ministro Corrêa de Campos. Num primeiro "corte" abrangendo as miúdas de doze anos implicaria um gasto de cinquenta milhões de euros por ano.
Num segundo "corte", abrangendo miúdas dos catorze aos deazsseis anos implicaria um custo muito maior: setenta e cinco milhões de euros/ano. O ênfase dado pelo ministro ao valor que a república está disposta a pagar para poupar ao cancro do colo do útero a população feminina indígena só é comparável ao destaque dado na parvónia às dádivas dadas pelos beneméritos locais em tempos da outra senhora. A república continua. Com Salazar e depois dele, a "caridade" sobrepõe-se à justiça social.

Ceuta


Controversa foi a visita dos reis de Espanha a Ceuta.
No meio da confusão a bandeira da cidade, agitada por muitos, era esta.

quarta-feira, outubro 31, 2007

...

O 4º segredo de Fátima.

Foi o apuramento do Sporting para a fase seguinte da Taça de Portugal, eufemisticamente apelidada de Taça da Liga, em linguagem própria de casa de alterne.

O Cartel falhado.

Protagonizado por Miguel Sousa Tavares e Vasco Pulido Valente em torno da incultura de um e do misantropismo de outro. Mais uma oportunidade perdida para a montagem de um grande negócio de que ambos poderiam sair ganhadores caso a recente disputa in Expresso e TSF tivesse sido previamente acertada entre eles em termos de alavancagem para a venda dos respectivos produtos literários, como se diz nos dias que correm. A acompanhar nas cenas dos próximos capítulos.

Falta de Estudos.

Alegava o ministro Lino para defender a OTA como única possibilidade aeroportuária face à ausência de alternativas devidamente documentadas. Agora há um, com a participação do Joe Berardo, dos estudantes de ecologia e contando com a cooperação de cegonhas, morcegos e outros pássaros. Com o beneplácito da bicharada, em resumo. É só comparar, decidir e pagar o preço. Político, bem entendido.

quarta-feira, outubro 10, 2007

O centenário

A nomenklatura republicana nativa deveria estar empenhada em angariar festejos para o centenário que se aproxima. Mesmo que pouco, mas deveria. Por uma questão de princípio. Talvez daqui a três anos consiga assim reunir algumas dezenas de "manifestantes espontâneos" que, de alguma forma, seja a fazerem o pino, às cambalhotas e piruetas (em que se doutoraram ao longo dos anos), a vender sandes e cerveja ou em paradas proto vanguardistas devidamente acolitados por artistas subsídio-dependentes e a omnipresente chusma de parasitas, consiga substituir a patética presença dos oito ou doze calimeros que se juntam a cinco de Outubro, na praça de município, a bater palmas ao presidente da câmara de Lisboa. Qualquer que seja.
Aliás um dos motivos que contribuem de forma significativa para a grande quantidade de candidatos à presidência da Câmara de Lisboa sempre que há eleições é, precisamente, o aplauso anual que recebem por ocasião das comemorações do 5 de Outubro de 1910, independentemente de terem feito o que quer que seja no seu mandato.
Depois há que contar com os desfiles, militares por certo, e outros. Já agora atrevo-me a propor o mare nostrum, a outrora Doca dos Olivais, para servir de cenário à parada de submarinos, fragatas e helicóteros. A Guarda Republicana, entre outras actividades lúdico-educativas, poderia enrolar e embrulhar as ruas e estradas de todo o Reino, com aquela fita de plástico às riscas encarnadas e brancas com que se têm treinado com afinco nas recepções feitas a cada saída do 1º ministro rumo ao Portugal real. Em seguida viriam as figuras governantes de tesoura em punho cortando as ditas fitas sob ensurdecedores aplausos pré-gravados e transmitidos em directo, inaugurando os próximos cem anos de anedotário.
 
Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue!