sábado, fevereiro 23, 2008

Tabus

Muito comentada a entrevista de Sócrates na SIC, reduzida por Vasco Pulido Valente no Público a mera sessão de propaganda.
Angustiaram-se as hostes(*) com a "falta de futuro" que persistiu na referida entrevista.
Desenganem-se, oh hostes. Se há coisa que não faltará é futuro. Com Sócrates, claro.
E isto porque o tabu da recandidatura de Sócrates não existe.
Ele aparecerá, acreditem, ufano, sorridente e confiante, autor intérprete e realizador da sua própria grande obra: O futuro sou eu.
Quanto a Cavaco, poderá ficar na recente história de Portugal como o primeiro presidente da república a não se recandidatar a um segundo mandato.


(*) Teresa de Sousa e o gajo que a plagiou no Público mas de que me não lembro o nome e não tenho paciência de procurar e que jogava ping-pong com a Helena de Matos.

Fumo II

É discriminatória, e portanto inconstitucional, a medida que se traduz na proibição de se fumar em centros comerciais sem existir um espaço no seu interior destinado a fumadores.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Independência q.b.

A recentemente auto proclamada independência do Kosovo é mais uma farsa montada à volta do que tem movimentado mais massa e tropa nas últimas décadas: petróleo.
A proliferação de bandeiras dos Estados Unidos nas manifestações de júbilo que os albaneses encenaram, comemorando em frenesim a aquisição de mais um Estado para a União, mais uma estrela na bandeira, expõe o que vem sendo a política externa norte americana: Estados Unidos à revelia das Nações Unidas.
Lamentável a hesitação do governo português em não reconhecer a independência unilateralmente declarada pelo parlamento kosovar , mascarada de falta de pressa de inspiração metodicamente amanuense e burocrata.
De salientar o silêncio e contenção da esquerdalha, para não mencionar a condenação da iniciativa por parte do aznarento governo castelhudo, normalmente tão pródiga em manifestações de solidariedade para com movimentos independentistas por esse mundo fora, sempre tão activa na promoção de independências várias ao longo do século XX.
Sinais dos tempos.

sábado, fevereiro 16, 2008

Motor Electromagnético

Muitas das soluções energéticas alternativas ao petróleo e derivados têm sido patenteadas e compradas pelas companhias perolíferas que rápidamente se encarregam de as engavetar devotando-as ao esquecimento.
São, inclusivamente, referidos casos em que os seus inventores desaparecem misteriosamente juntamente com os planos das respectivas invenções. Como o daquele que sacava hidrogénio e oxigénio da água segundo um processo de turbo hidrólise qualquer e que os utilizava como combustível e comburente respectivamente tendo conseguindo construir um motor que funcionava.
O que dá título a este post foi um video que recebi por email em Maio de 2007. Perdido o mail, fartei-me de procurar o tal video no youtube, no shetube no wetube etc. Népias.
Noutro dia, cansado de ouvir as invectivas da Sancha referindo amíude e em sucessão aleatória as palavras farta, desarrumação, impossível, que chatice, preta de serviço, entricheirei-me na arrecadação cá do Castelo e acabei por encontrá-lo, ao cabrão do mail perdido com o vídeo devidamente anexado, esquecido e abandonado na caixa das ciberferramentas.
Ei-lo:

terça-feira, fevereiro 12, 2008

À distância e com cuidado


Nuno da Câmara Pereira aproveitou o centenário de um acto terrorista, o regicídio, para publicar o seu livro intitulado O Usurpador.
O Público leu-o e escreveu sobre. Concluiu ter sido o mesmo escrito à pressa, com pontuação desregrada e uma revisão descuidada.
Como referiu Vasco Pulido Valente na sua recente picardia com Miguel Sousa Tavares, pior que ler um livro mau é escrever sobre um livro mau.
Eu ainda não o li. Mas quando o fizer será com cautelas cirúrgicas e devidamente munido de pinças de ourives entre lâmina e lamela. E , acrescento, seguramente imunizado com vacinas como esta.

domingo, fevereiro 10, 2008

portugalinho dos pequenininhos ou a república dos implantes em 3 Actos

O portugalinho dos pequenininhos é o estado a que um regime republicano, em três actos, reduziu a mais antiga Nação Europeia.
O primeiro acto desenrolou-se em 16 fumegantes e sanguinolentos anos, dois anos após o atentado bárbaro e cobarde que o regime actual reconhece como estando na sua génese, e que consistiu no assassinato do rei D. Carlos e do príncipe herdeiro D. Luiz Filipe na tarde do dia 1 de Fevereiro de 1908.
Durante os dezasseis anos que decorreram entre a "implantação" da república e o golpe de estado republicano de 28 de Maio de 1926 que, por sua vez, "implantou" uma ditadura militar de seis anos como preâmbulo do 2º Acto da tragédia a que se resume esta república em 3 Actos, inúmeras foram as medidas progressistas e profundamente democráticas que catapultaram Portugal para a vizinhança perigosamente próxima da cauda da Europa, ou melhor, da cloaca da Civilização, local de onde, de resto, jamais sairia no século seguinte. Tais medidas consistiram na "implantação" da censura, no roubo do direito de voto a grande parte da população, na "implantação" de um regime de partido único - o Partido Republicano- de que o actual PS se reclama herdeiro nos objectivos e ambições, tudo devidamente acompanhado pelo assobiar de balas, cacetada, facada e estourar de bombas. Quando a salganhada, a desordem e o desnorte atingiram proporções tais (era-se esfaqueado por engano na rua em pleno dia, ouvindo-se pedidos de desculpa pelo engano...) que nem os piores facínoras eram levados a sério dá-se a "implantação" da Ditadura entre 1926 e 1932, seguindo-se a "implantação" da 2ª República ou Estado Novo, regime que herdou do anterior tudo o que tivesse a ver com supressão de direitos cívicos, repressão, governo de partido único, censura, perseguição política e pobreza generalizada.
Contabilista exímio, Oliveira Salazar conseguiu devolver ao regime republicano alguma da credibilidade perdida endireitando as finanças e planeando um futuro possível mas que ruiu com a 2ª Guerra mundial. Seis anos após a sua morte política em 1968, novo pronunciamento militar ocorre no seio do regime republicano em vigor desde 1910, desta feita com a tropa chateada com as sucessivas comissões em África, enfiada numa guerra que durava há 14 anos e que parecia sem fim à vista. Dá-se então a 25 de Abril de 1974 o 3.º Acto da república dos implantes, com a "implantação" de um regime pseudo-democrático, que se pretendia à semelhança dos que existiam lá fora. Por destino ou acaso, em 1975 os nossos vizinhos castelhanos devolvem a monarquia a Espanha, dando-se início a uma das maiores transformações de um país europeu atrasado num dos mais influentes da actualidade.
Por isso mesmo, nunca a independência de Portugal esteve tão ameaçada como agora, mas isso é assunto para outro dia.
Quase trinta e quatro anos volvidos após a sua "implantação", a 3ª república tem no seu currículo uma vasta gama de "conquistas" de onde se destacam, além da aparente devolução de um regime parlamentar e das liberdades cívicas sonegadas em 1910, o culto de uma superficialidade confrangedora no modo de lidar com os reais problemas do país, sem coragem para proceder a reformas de fundo, refém que está de um sistema económico baseado na subserviência subsidiária de uma Europa cada vez maior e mais fraca empenhada no arrebanhamento para o seu seio das inúmeras nações periféricas que, quase todas, pertenciam à esfera de influência da URSS, que, por sua vez, caiu de podre na penúltima década do século passado.
Ultimamente, quer as tomadas públicas de posição na Assembleia da República face à História de Portugal, de onde se destacam a canonização de Aquilino Ribeiro e a recusa de um voto de pesar pelo assassinato de um Chefe de Estado e do seu filho, quer na ausência de medidas tomadas pelos sucessivos governos na preservação do património, histórico e natural, entregando regiões inteiras a uma exploração turística sem qualidade nem escrúpulos, facilitando e promovendo a destruição irreversível de paisagens e lugares únicos no mundo, asfixiando cidades inteiras em subúrbios-dormitórios sem condições nem qualidade, abandonando e desertificando os centros urbanos, promovendo o endividamento aos bancos de gerações sucessivas de portugueses por não quererem alterar em definitivo uma lei do arrendamento atentatória do direito à propriedade e, com isso, impondo a paralisia de milhares de pessoas na periferia das grandes cidades, condicionando a mobilidade e asfixiando a economia anulando, por isso, a possibilidade de combater a desertificação generalizada do país, quer na quebra unilateral das condições contratuais no caso dos certificados de aforro e afectando com isso as poupanças de milhares de portugueses descredibilizando em definitivo o Estado e o regime, são exemplos mais que suficientes do portugalinho dos pequenininhos em que as sucessivas repúblicas dos implantes transformaram Portugal, a mais antiga Nação europeia.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

terça-feira, janeiro 29, 2008

Fumo


Foi apenas desde que o primeiro ser humano descobriu o foguear que a tosse se instalou em definitivo na humanidade. De acordo, sempre houve uma gripezita de vez em quando, uma alergia ao pêlo de algumas presas mal esfoladas, enfim, um certo pigarrear comprometido, convenhamos. Mas tosse tosse, não. Essa só se instalou e espraiou em definitivo após a descoberta e domesticação do fogo, e consequente anárquica libertinagem e espavento do respectivo fumo. Na Lusitânia, território situado no extremo ocidental da Europa que impede físicamente o acesso dos espanhóis aos benéficos ares do Atlântico, a obrigatoriedade de gramar com o fumo alheio reinou impunemente e em despotismo absoluto até às vinte e quatro horas do passado dia 31 de Dezembro de 2007.Ano novo, ar novo e logo se levantam as vozes indignadas dos arautos e defensores da liberdade do costume. Os que defendem a liberdade inalienável que eles têm de lixar a liberdade dos outros.Ele houve de tudo. Ele escreveu-se, berrou-se e esgatanhou-se o que não lembrava ao caneco.Desde à comparação, no mínimo triste e de mau gosto, da proibição de fumar em recintos públicos fechados com a perseguição aos judeus durante o nazismo (MST-Expresso), aos benefícios do tabaco (VPV-Público) tudo, ou quase tudo, foi dito em defesa do cigarro do charuto, do cachimbo e respectivas combustões. Pacheco Pereira, como não podia deixar de ser, também juntou a sua voz ao coro. Não perceberam, as pouco diáfanas criaturas, que ninguém as proibe de fumar. Vitimizam-se por não poderem continuar a empestar o ar dos que preferem a sua liberdade de não fumadores. Eu também fumo, mas não ao ponto de não me importar com quem não fuma.
Há que dar espaço. A quem fuma e a quem não fuma.
É, tão só e apenas, uma questão de civilização.

Actualidades da república

Indigna-se o Bloco de Esquerda, essa espécie de rémora política maquilhada de extrema esquerda, com a participação da Fanfarra do Exército, do Colégio Militar e do Regimento de Lanceiros, nas cerimónias em memória do rei D. Carlos I , Chefe de Estado de Portugal assassinado em 1 de Fevereiro de 1908.

As Forças Armadas de um país existem para protecção do seu povo, não do regime. Seja ele republicano ou monárquico, lembrou hoje Helena Matos no Público.

O Bloco de Esquerda, sendo maioritáriamente constituído por nativos da geração pós 74, tem a memória curta e fraca. Como convém.

Teste Americano I

As recentes acusações da Reprieve, segundo as quais terão passado por Portugal 728 dos 774 presos políticos detidos em Guantánamo, tendo Ana Gomes afirmado esta manhã na TSF que se sentira esmagada com semelhante afirmação, significa o quê?

a) Que o governo português mentiu quando afirmou não ter conhecimento disso.

b) Que o governo português falou verdade quando afirmou não ter tido conhecimento disso.

c) Que a Reprieve tem um peso considerável e Ana Gomes estava no local errado na hora errada.

Teste Americano II

O pedido de licença sem vencimento feito por Armando Vara nas vésperas de entrar para a Administração do Millenniumbcp significa o quê?

a) Que Armando Vara tem um nível de auto-estima tão baixo que receia ficar desempregado caso seja demitido do Millenniumbcp.

b) Que Armando Vara é na realidade um vírus instalado no Millenniumbcp para viabilizar uma OPA de um banco estrangeiro, de preferência espanhol, assegurando assim o seu posto de trabalho num posterior regresso aos quadros da CGD.

c) Que Armando Vara pede licenças sem vencimento de forma compulsiva, sempre que se levanta do seu posto de trabalho na CGD.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Petição

Fará um século no próximo dia 1 de Fevereiro que D. Carlos I, Rei de Portugal e D. Luiz Filipe, o Príncipe Real e herdeiro da Coroa, foram assassinados a tiro na esquina da Rua do Arsenal com o Terreiro do Paço em Lisboa.
A reconciliação do regime republicano com a história de Portugal passará sempre pelo reconhecimento dos seus próprios erros, nomeadamente os que estiveram na origem da sua implantação em 1910, pelo que, independentemente das opções políticas de cada um, informo que está em curso uma petição online com o objectivo de propor à Assembleia da República o seguinte:

1- que o dia 1 de Fevereiro de 2008, centenário do Regicídio, seja decretado dia de Luto Nacional;
2- que às 17:20 horas desse dia seja cumprido um minuto de silêncio, em homenagem a um dos maiores Chefes de Estado de Portugal e ao seu sucessor constitucionalmente consagrado.

Temos uma semana para conseguir as 4000 assinaturas aqui.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Aero tunning

Coimbra, Penamacor e arredores puderam assistir esta noite em directo e ao vivo a uma exibição de aerotunning turbo propulsionado protagonizado por F16 portugueses e dinamarqueses.
Claro que no dia seguinte, mais propriamente hoje, regressada a adrenalina a níveis normais, são referidos pelos espectadores variados danos e sequelas incluindo o aparecimento de rachas em prédios, vidros partidos, campanários destruídos, etc. O dono de uma exploração de láparos, acometido por terrores de escafandrica profundidade, ter-se-à precipitado para o interior da sua residência e de pronto terá ligado à GNR.
Sim. Ligou à GNR.
Não lhe terá servido de nada.
Olha, o tipo que tivesse ligado à ASAE e a ver se coiso, se os gajos não iam logo lá, com o Micro George à frente a cavalo numa vassoura e a berrar "DGS! DGS! DGS!".

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Ah bom...

Estava a ver que não.

Da república portuguesa


Deixa ver se percebo esta merda:

O Governo da República ordena que se paguem aos reformados doze suaves prestações mensais de 68 cêntimos, correspondentes ao aumento que lhe deve de Dezembro, para não pagar tudo de uma vez em Janeiro.

É isso? Mas porquê ?

Não seria aceitável que os pensionistas recebessem um valor de pensão qualquer em Janeiro e no mês seguinte o valor do seu recibo de pensão era menor, diminuía.

Respondeu o Secretário de Estado, sem referir o destino dos juros do bolo.

Tá porreiro pá.


sexta-feira, janeiro 04, 2008

Lisboa dá cá

Os franceses acham que não. Que é melhor não haver Rally por causa das ameaças de atentados terroristas a perpetrar contra a organização lá na Mauritânia feitas por Bin Laden e a sua Al Qaeda. E logo este ano, em que Benazir Bhutto afirmou a 2 de Novembro de 2007 que Bin Laden fora assassinado.
Pois é. Parece que Paris Dakar soa melhor.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Bom Ano Novo

Pacheco Pereira (PP) veio, mais uma vez, arengar de sua justiça contra a B.L.U.S.A., (Blogosfera Lusa) reduzido, como está, a um mero bidon de melaço iluminado por um malcheiroso candeeiro a petróleo, atraindo tudo o que são insectos rastejantes e voadores ávidos da sua luz e sapiência, numa subserviência total e fazendo de tudo para serem abruptamente citados e/ou referenciados no seu redentor bouillon de culture. Ainda não percebeu que a Quadratura do Círculo é uma impossibilidade técnica. Para relembrar o que saiu no Público de 29 de Dezembro, deixo aqui um extracto do supra citado arenganço:

(...) Os blogues não gostam de ser objecto de críticas e, como é obvio, tem uma alta noção de si próprios e estão tão cheios de autocomplacência e de elogios mútuos que consideram um anátema qualquer discurso que lhes pareça exterior e que os ponha em causa, a eles e às regras do jogo que estabeleceram. (...)

Passo a esclarecer o PP:

Os blogs (ou blogues) são sites da internet (ou rede) que contêm e apresentam o produto escrito e/ou gráfico que os seus autores queiram publicar. Alguns dispõem ainda de caixa de comentários para que os seus leitores/visitantes possam exprimir livremente a sua opinião sobre o que leram e/ou viram. A palavra blog tem origem na contracção das palavras web e log não possuindo, todavia, vida própria sendo por isso desprovidos de capacidades sensoriais podendo-se comparativamente afirmar que se estão pura e simplesmente cagando para as críticas, os anátemas e discursos que sobre eles se façam, sejam eles exteriores ou interiores. É a mesma coisa que imaginar o Rio das Flores a entrar pelo Gambrinus adentro e escaqueirar tudo o que estiver no perímetro visual possível do Vasco Pulido Valente.

Por outro lado, blogues é plural pelo que a conjugação do verbo TER na frase (...) tem uma alta noção (...) está incorrecta.

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Uns vêem-no como um país moderno, turbo-infrastruturado, com condições e desejos de acoitar cimeiras intercontinentais, liderar organizações internacionais (por seis meses), ponto de partida para o mais famoso rally do mundo, etc. e tal e o caralho.

Outros vêem-no como um país distante, tão distante e tão longínquo que qualquer crítica de arrogância ao seu excelso governo e ao partido que o sustenta, mesmo que proveniente da quase vizinha França, é vista como fruto de uma percepção errónea da realidade, distorcida pela distância e desfocada pela caterva de warps e anos-luz que a separam do objecto percepcionado, ou seja, da realidade.

O curioso, senão mesmo aterrador, é que uns e outros são os mesmos.

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A ânsia insana de copiar compulsivamente “o que vem de fora” numa tentativa desesperada de “nos parecermos com eles” na sequência da febre de higienização anti-tabágica, acabará por trazer o sistema de marcar pontos nas cartas de condução de quem infringe as leis do código da estrada. Em Espanha, onde o sistema já funciona há algum tempo, chegou-se à conclusão que a sinistralidade não dimimuiu na sequência da sua adopção. Além de que promoveu o aparecimento de um curioso cibernegócio paralelo que consiste no aluguer e/ou venda de identidades de castelhanos na gama da 3ª idade desde que com carta de condução válida, imaculada e, quiçá, inoxidável prestando-se estes a dar os respectivos nomes e identificação a quem deles se quiser servir para a marcação dos famigerados pontos.

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Entretanto nos sussurrantes corredores do poder concretizou-se o que se foi preparando pela calada:
A OPA da CGD sobre o BCP.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Histórias de Encantar XI

Era uma vez um urso que entrou p'lum bar adentro, que se sentou ao balcão e pediu:
- Uma Imperial!-
O criado, um tipo magro e fumador, de cabelo oleoso e cheio de tiques, nem queria acreditar. Ele ali sózinho na merda do bar, sem ninguém à vista e logo então lhe entra um cabrão de um urso pelo bar a dentro a pedir uma imperial. Mal tinha reflectido o supra exposto e já o gesto mecânico fechava a torneira babando espuma por fora do copo. Num lance temerário, mas quiçá habituado, arremessou o copo cheio ao longo da chapa de inox do balcão na direcção do plantígrado. O urso segurou o copo como quem fila um salmão pelo cachaço e em dois tragos rápidos deu sumiço ao conteúdo.
- Outra!- berrou enquanto estremecia as beiças na espectativa do fenomenal arroto que se avizinhava.

-
Foda-se!- murmurou o criado enquanto aviava o pedido. Esta agora... eu a servir imperiais a um cabrão de um urso e ninguém a ver, sem testemunhas, nada.

- A conta! - berrou o urso enquanto limpava as beiças frementes nas costas da pata esquerda.
Agora é que te vou lixar! pensou o criado, agora em registo normal embora com uma expressão de malícia mal disfarçada a escorrer-lhe pelo avental abaixo.
- São quarenta Euros...- disse o criado enquanto estendia um papel poisado em um pratinho de cobre.
O urso, por segundos, deu um chá de sumiço à pata direita que logo reapareceu com uma nota de cinquenta Euros a florescer-lhe por entre as garras. Atirou com a nota para cima do papel que estava sobre o pratinho de cobre, rodou cento e oitenta graus no banco do balcão, levantou-se e caminhou em direcção à porta.
O criado, entre o antónito e o estupefacto, raiando laivos de embasbacanço total, porque genético, balbuciou:
- Desculpe mas... posso fazer-lhe uma pergunta ? é que, sabe..., é muito raro virem aqui ursos beber copos e eu...
- Raro? Foda-se. Ao preço que vocês levam pela Imperial!

O Circo

Afirmar num dia, em anúncios de página, o apoio ao uso de minas antipessoais e exigir dois dias depois que os países colonizadores paguem indemnizações aos países colonizados é obra. É mais que obra: é espectáculo.
O circo assentou arraiais. Como é costume por esta data.

sábado, dezembro 01, 2007

1º de Dezembro


Bandeira de Portugal (retirada daqui) adoptada no reinado de D. Pedro II, após 28 anos de guerra com Espanha iniciada no dia 1º de Dezembro de 1640 quando um grupo de revoltosos tendo como cabecilhas João Pinto Ribeiro e D. Antão Vaz de Almada desencadeia uma série de tumultos em várias zonas do país pondo fim a "sessenta annos de jugo castelhano".
É importante lembrar que embora para república a Estória de Portugal tenha começado no dia 5 de Outubro de 1910, a História de Portugal começou de facto em 5 de Outubro, mas de 1143.
Para o regime republicano, o 1.º de Dezembro de 1640 foi apenas mais um episódio ocorrido num tempo que lhe é estranho e pertença de um passado de que se envergonha.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Actualidades da República

Phone-ix!
Parece que será esta a marca do novo serviço de telemóvel a lançar pelos CTT.
Ou em português, como disse o seu presidente, : Fónix!
Em paralelo com as alternativas aeroportuárias à OTA, Portugraal sugere:
Fosga-se! Fueda-se! ou, mais prosaicamente, simplesmente dasse!
Seriam, a todos os níveis, alternativas válidas para um mercado em expansão contínua.
Tendo em conta que o público alvo a que se destina tão imaginativa iniciativa se limita aos três milhões de jovens de polegares hiperdesenvolvidos e dignos representantes da geração tásse, o produto promete vendas escabrosas.

Chinesices.
O 1º ministro da república considera não ser oportuno o referendo a realizar na Formosa (nome que os portugueses de antanho deram a Taiwan) uma vez que o resultado poderá ter consequências negativas. Sobretudo para a caterva de chineses que metódicamente vêm colonizando África a um ritmo alucinante. Já lá cantam 40.000 entre voluntários e trabalhadores patrioticamente abandonados à sua sorte em terras africanas de LOP (Língua Oficial Portuguesa) após a conclusão dos trabalhos para os quais foram sumariamente recrutados.
O que (lhes) vale, aos senhores da república, são as diatribes patrioteiras em prime time na RTP condenando o colonialismo.

Língua Portuguesa.
Dialecto regional do sul da Europa em vias de extinção mercê de um "acordo ortográfico" abominável, e em vias de implantação, que ninguém encomendou e que, por isso, nem sequer é referendável. Um cágado será, em definitivo, um cagado. Intersetar será o quê? Interceptar ou Intersectar? Um fato será em definitivo um cardume de cabras e um terno um cabrão?
Porque não perguntam aos canadianos que falam francês ou aos americanos que falam inglês se alguma vez tiveram algum tipo de "acordo ortográfico" antes de se porem com merdas?

terça-feira, novembro 27, 2007

O Caranguejo e o Escorpião

Pegaram-se.
Chatearam-se um com o outro e ambos têm livros na brecha. Um já saiu: o Rio das Flores.
O outro a caminho disso está: Ir pró Maneta.
Como resultado da picardia adivinham-se vendas gordas dos produtos de um e de outro.
Os leitores, iletrados ou não, caçadores de erros ou nem por isso, vão-lhes comprar os produtos acicatados uns pela supracitada picardia, devidamente alimentada pelos mass media dopante da inteligentsia nativa (leia-se Expresso e Publico) movidos outros pela curiosidade pura e simples, outros ainda pela presunção académica de cerrar fileiras por um ou por outro.
De qualquer forma são tiros na água.
Na Batalha Naval safa-se quem sabe nadar. E tanto o Caranguejo como o Escorpião são bons nadadores, a água é o seu elemento.
 
Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue!