domingo, abril 20, 2008
Irish Blues
Recordando Rory Gallagher, um irlandês que tocou blues como poucos.
Quem o viu e ouviu no Dramático de Cascais, há uma data de anos atrás, jamais o esquecerá.
Reparem no pormenor da trunfa do teclista, oscilando ritmicamente, funcionando como um autêntico termo-ventilador. Aquelas mãos deviam estar em brasa...
sexta-feira, abril 18, 2008
O Triângulo das Barbudas

Desde a elogios rasgados proferidos por personalidades que vão de Almeida Santos a Jaime Gama, (figuras proeminentes do principal partido da oposição) perpassando pelas bombásticas declarações do presidente do respectivo governo regional, (classificando de bando de loucos os deputados do parlamento regional sem excluir os do PSD-Madeira) até às gaffes do próprio presidente da república ("comentar a vida interna dos partidos políticos é coisa que nunca fiz, faço, ou façarei") proferidas aquando da sua recente visita ao arquipélago, de tudo por lá tem acontecido um pouco.
Um fenómeno por si só, o triângulo das barbudas.
quarta-feira, abril 16, 2008
Resiliance
M.B.S. aka Major Bull Shit
Diversos países registaram variantes da sua língua oficial em vez de se porem a inventar acordos ortográficos tão impossíveis como inúteis.
Passo a citar:
(...) o espanhol tem nada menos do que 20 variantes, (da Argentina à Venezuela, passando por duas só para o espanhol europeu: a variante moderna e a variante tradicional); o inglês tem 18 (da Austrália ao Zimbabue, passando obviamente pelo inglês usado no Reino Unido e nos EUA); o francês tem 15 (da Bélgica às Índias Ocidentais, passando pelo Mali e pelo Mónaco); o árabe tem 16 variantes registadas.(...) o alemão e o chinês têm cinco variantes, o sérvio tem quatro.
E o português, em lugar de seguir a tendência das línguas mais faladas no Globo, aceitando a sua multiplicidade, procura reduzir as duas únicas variantes que ali tem (Portugal e Brasil, claro) a uma utópica língua única.(...)
Deixo-vos com um exemplo do que poderá vir a ser o acordo ortofónico que, naturalmente, se lhe seguirá:
sexta-feira, abril 04, 2008
Um mês depois
Dissertemos pois sobre o que nos apetece, nunca descurando o louvável e nobre propósito de desancar esta república denunciando com afinco o seu abusivo modus operandi em cada dia que passa, em cada ano que passou.
A bronca do telemóvel escolar
Foi graças ao micro video de um telemóvel que o país pôde assistir, quase em directo, a um excelente exemplo do estado raso a que a república portuguesa conseguiu converter a nobre missão de ensinar. No rescaldo de uma meganifestação de professores, funcionários públicos empregados, com salários em dia mas que se acham acima de qualquer tipo de avaliação, escrutínio ou análise que se possa fazer sobre o seu desempenho, salta para as primeiras páginas de tudo o que conta notícias o desaguisado entre professora e aluna, descambando para o confronto físico. Para não me alargar muito sobre o assunto, deixo-vos com outro micro video recebido por email, sendo que este ilustra, sem muita conversa, o que penso sobre telélés nas salas de aula.
Exercer represálias por expressão de opinião deveria ser intolerável.
Mas não é.
É a democracia republicana que temos.
A terceira ponte
As pontes fazem falta. Sobretudo se lançadas sobre rios para unirem gentes em margens opostas.
Mas condicionar a sua localização à quantidade de votos que podem trazer abre um precedente gravíssimo num país cada vez mais litoralizado de gentes e desertificado no seu interior, nas suas vísceras, na sua alma.
Há também aquela outra que foi feita lá para os lados do Carregado. Tão baixinha tão baixinha que os barcos têm que rapar os mastros para lhe passarem por baixo. Anedótico?
O Kosovo
O Kosovo foi o berço da Sérvia. Imaginem os galegos a instalarem-se às chusmas no Minho, durante anos e, de repente, declararem a independência. Agora imaginem a tromba tuga perante o facto consumado, com três dezenas de países "amigos" a reconhecerem a proclamação da independência do Minho, com bandeiras americanas desfraldadas e cartazes a dizerem "Thank You" agitados com frenesim frente às câmaras de televisão.
TaTa
A holding indiana que compra coisas que vão do Tettley Tea ao Jaguar, passando pelo Land Rover, afirma-se cada vez mais como um fenómeno do século XXI. Propriedade de Ratan Tata ( a sério) a dita holding empenha-se à redução ao comezinho do reflexo remanescente da aristocracia ocidental; do chá ao Jaguar e ao Land Rover. Uma depressão. São ventos de mudança, nas ventas de todos nós. Uma chatice.
James Blond
Nada de Aston Martins, nem protótipos de gama alta a estrear em cada novo filme da saga.
Ná, nada disso. O próximo veículo de James Blond será um modesto e contido Ford Ka, que é mais políticamente correcto (estou-me a cagar para o acordo ortográfico e essa merda de retirar acentos nas sílabas tónicas de palvras esdrúxulas), menos poluente e portanto, mais um bom exemplo a seguir pelas hostes consumidoras de mercearia fina que formiguejam paulatinamente pelos centros comerciais, infestando os cinemas de centros comerciais, enquanto deglutem afanosamente pipocas no entretanto. Já que tiraram o cigarro ao Lucky Luke e ao André Malraux, o Aston Martin ao James Bond, agora não se esqueçam de tirar a puta da poção mágica ao cabrão do Obelix, a pretexto de ser droga ou outra merda qualquer. Ainda havemos de ver os gauleses a comer trampa liofilizada perante o gáudio e os gládios da turba romana.
Mas há mais
Jogos de azar
Parece que a próxima missão de alto risco da ASAE é a apreensão daquelas máquinas que servem drops e chocolates aleatóriamente após terem sido carregadas com uma moeda de 20 cêntimos ou de 50 ou o que quer que seja. Ou seja, como a máquina avia indistintamente qualquer tipo de chocolate independentemente do tamanho face ao mesmo valor da moeda que se enfia na ranhura é, por isso, considerada como jogo de azar e, também por isso, interdita a menores de 18 anos.
Jogos Pré Olímpicos
Nova modalidade proto desportiva que consiste no desenvolvimento e aplicação da melhor técnica para apagar a chama olímpica. Há anos que ninguém ligava pevas à história do percurso da chama olímpica. Este ano tem sido um ai-jesus, catapultado a fenómeno mundial. Novas técnicas se aprimoram na ânsia de se conseguir o objectivo último: apaga a chama. Desde extintores, a sopros, mangueiras, baldes de água despejados por helicópteros, tudo vale para apagar a dita chama.
O Acordo Ortográfico
O maior embuste que surgiu desde que o meu meu irmão Jaime, no alentejo, tentou vender a estátua do Marquês de Pombal em Lisboa a um par de especuladores suecos cegos e surdos mudos que estavam convencidos que tinham chegado ao Egipto de bicicleta, é essa história do Acordo Ortográfico. Não existe acordo nenhum. O que existe, e felizmente, é um monumental Desacordo sobre o assunto.
terça-feira, março 04, 2008
O Às de Sócrates, ou futurologia de algibeira.
Por enquanto serve de pára raios ao governo, atraindo a si e concentrando a tempestade de críticas provenientes da esquerda e da direita. Mas será no fim de semana seguinte ao da grande manifestação de professores que Sócrates será consagrado e ungido no Porto, terra natal do campeão nacional de futebol, numa gigantesca demonstração da capacidade mobilizadora do partido socialista e que reduzirá a um simulacro de Marcha Popular a manifestação promovida pelo partido comunista no passado fim de semana em Lisboa. Após isso a ministra torna-se dispensável, mas não sem ser referido mais uma vez o papel importantíssimo e indispensável que, segundo Sócrates, os professores têm desempenhado, bem como importantíssmos e indispensáveis serão os seus votos, amen.
A proliferação fúngica de "movimentos da sociedade civil de carácter humanista" que se reclamam do centro insistindo em entalar-se onde não há espaço, ou seja entre o PS e o PSD, é revelador do desnorte que campeia nas hostes políticas. Ainda não perceberam que por cá se começou com Sócrates o que em Inglaterra se vem praticando desde há dez anos: a terceira via é o centro possível e veio para ficar.
A crescente hostilidade que o PSD vem manifestando contra Cavaco Silva será razão necessária e suficiente para que o professor não se recandidate. Facto inédito no regime republicano do pós 25 de Abril.
A mais que provável nomeação de Barack Obama pelo Partido Democratico esta 3ªfeira será a melhor garantia dada a John McCain de que virá a ser o próximo presidente dos EUA. Vai uma aposta?
terça-feira, fevereiro 26, 2008
T.P.C.
Mercê dessa manobra o número de visitas diárias aqui ao estabelecimento disparou estando prestes a ultrapassar o mágico número das três dezenas. É obra. Republicana ainda por cima, ou seja, por total demérito da minha parte.
Adiante.
Como agradecimento pela escolha listo de seguida doze palavras de cuja fonética gosto, numa abordagem, que é uma homenagem, ao estilo do inacabado Dicionário Shelltox Concise do Dragão.
Cáfila, s. f. Caravana de mercadores; grande quantidade de camelos que transportam mercadorias. Fig. Bando; súcia; corja; conjunto de deputados.
Delapidar, v. tr. Gastar muito; dissipar; prática corrente do regime republicano.
Escaramuça, s. f. Combate insignificante, briga; debate na assembleia da república.
Gabiru, s. m. e adj. Fam. Velhaco; finório; patife; ministro; secretário de estado; director geral.
Cagaréu, s. m. Som alto; barulho; som resultante de peidos de rajada em grande recinto fechado, tipo pavilhão industrial.
Pastar, v. tr. e int. Comer o pasto; comprazer-se; nutrir-se; acto que se processa nos corredores do poder.
Saramago, s. m. Bot. Planta crucífera comestível, vulgar em quase todo o país e que cresce sem cultura; criatura compulsiva; apátrida.
Lambisgóia, s. f. Mulher delambida; mexeriqueira; apresentadora de televisão.
Tupinamba, s. f. Espécie de batata americana; crítico literário; intelectual.
Sinecura, s. f. Emprego remunerado de pouco ou nenhum trabalho; deputado; comentador televisivo.
Micrococo, s. m. Bactéria de ínfimo tamanho; eleitor; contribuinte.
Falcípede, adj. De pés curvos em forma de foice; legislador; cobrador de impostos.
Chegada a hora de repassar a praga, recorro ao método turbo democrático conhecido por roleta kosovar e que consiste na escolha aleatória de doze vítimas extraída da lista de blogs linkados:
Cão com Pulgas. A Toca do Gato. A Origem das Espécies. Bic Laranja. Inflexão.Eterna Descontente. O Velho da Montanha. Blog se vê. Musinema. Minha Rica Casinha. Nau Catrineta. Blogame Mucho.
sábado, fevereiro 23, 2008
Tabus
Angustiaram-se as hostes(*) com a "falta de futuro" que persistiu na referida entrevista.
Desenganem-se, oh hostes. Se há coisa que não faltará é futuro. Com Sócrates, claro.
E isto porque o tabu da recandidatura de Sócrates não existe.
Ele aparecerá, acreditem, ufano, sorridente e confiante, autor intérprete e realizador da sua própria grande obra: O futuro sou eu.
Quanto a Cavaco, poderá ficar na recente história de Portugal como o primeiro presidente da república a não se recandidatar a um segundo mandato.
(*) Teresa de Sousa e o gajo que a plagiou no Público mas de que me não lembro o nome e não tenho paciência de procurar e que jogava ping-pong com a Helena de Matos.
Fumo II
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Independência q.b.
A proliferação de bandeiras dos Estados Unidos nas manifestações de júbilo que os albaneses encenaram, comemorando em frenesim a aquisição de mais um Estado para a União, mais uma estrela na bandeira, expõe o que vem sendo a política externa norte americana: Estados Unidos à revelia das Nações Unidas.
Lamentável a hesitação do governo português em não reconhecer a independência unilateralmente declarada pelo parlamento kosovar , mascarada de falta de pressa de inspiração metodicamente amanuense e burocrata.
De salientar o silêncio e contenção da esquerdalha, para não mencionar a condenação da iniciativa por parte do aznarento governo castelhudo, normalmente tão pródiga em manifestações de solidariedade para com movimentos independentistas por esse mundo fora, sempre tão activa na promoção de independências várias ao longo do século XX.
Sinais dos tempos.
sábado, fevereiro 16, 2008
Motor Electromagnético
São, inclusivamente, referidos casos em que os seus inventores desaparecem misteriosamente juntamente com os planos das respectivas invenções. Como o daquele que sacava hidrogénio e oxigénio da água segundo um processo de turbo hidrólise qualquer e que os utilizava como combustível e comburente respectivamente tendo conseguindo construir um motor que funcionava.
O que dá título a este post foi um video que recebi por email em Maio de 2007. Perdido o mail, fartei-me de procurar o tal video no youtube, no shetube no wetube etc. Népias.
Noutro dia, cansado de ouvir as invectivas da Sancha referindo amíude e em sucessão aleatória as palavras farta, desarrumação, impossível, que chatice, preta de serviço, entricheirei-me na arrecadação cá do Castelo e acabei por encontrá-lo, ao cabrão do mail perdido com o vídeo devidamente anexado, esquecido e abandonado na caixa das ciberferramentas.
Ei-lo:
terça-feira, fevereiro 12, 2008
À distância e com cuidado

Nuno da Câmara Pereira aproveitou o centenário de um acto terrorista, o regicídio, para publicar o seu livro intitulado O Usurpador.
O Público leu-o e escreveu sobre. Concluiu ter sido o mesmo escrito à pressa, com pontuação desregrada e uma revisão descuidada.
Como referiu Vasco Pulido Valente na sua recente picardia com Miguel Sousa Tavares, pior que ler um livro mau é escrever sobre um livro mau.
Eu ainda não o li. Mas quando o fizer será com cautelas cirúrgicas e devidamente munido de pinças de ourives entre lâmina e lamela. E , acrescento, seguramente imunizado com vacinas como esta.
domingo, fevereiro 10, 2008
portugalinho dos pequenininhos ou a república dos implantes em 3 Actos
O primeiro acto desenrolou-se em 16 fumegantes e sanguinolentos anos, dois anos após o atentado bárbaro e cobarde que o regime actual reconhece como estando na sua génese, e que consistiu no assassinato do rei D. Carlos e do príncipe herdeiro D. Luiz Filipe na tarde do dia 1 de Fevereiro de 1908.
Durante os dezasseis anos que decorreram entre a "implantação" da república e o golpe de estado republicano de 28 de Maio de 1926 que, por sua vez, "implantou" uma ditadura militar de seis anos como preâmbulo do 2º Acto da tragédia a que se resume esta república em 3 Actos, inúmeras foram as medidas progressistas e profundamente democráticas que catapultaram Portugal para a vizinhança perigosamente próxima da cauda da Europa, ou melhor, da cloaca da Civilização, local de onde, de resto, jamais sairia no século seguinte. Tais medidas consistiram na "implantação" da censura, no roubo do direito de voto a grande parte da população, na "implantação" de um regime de partido único - o Partido Republicano- de que o actual PS se reclama herdeiro nos objectivos e ambições, tudo devidamente acompanhado pelo assobiar de balas, cacetada, facada e estourar de bombas. Quando a salganhada, a desordem e o desnorte atingiram proporções tais (era-se esfaqueado por engano na rua em pleno dia, ouvindo-se pedidos de desculpa pelo engano...) que nem os piores facínoras eram levados a sério dá-se a "implantação" da Ditadura entre 1926 e 1932, seguindo-se a "implantação" da 2ª República ou Estado Novo, regime que herdou do anterior tudo o que tivesse a ver com supressão de direitos cívicos, repressão, governo de partido único, censura, perseguição política e pobreza generalizada.
Contabilista exímio, Oliveira Salazar conseguiu devolver ao regime republicano alguma da credibilidade perdida endireitando as finanças e planeando um futuro possível mas que ruiu com a 2ª Guerra mundial. Seis anos após a sua morte política em 1968, novo pronunciamento militar ocorre no seio do regime republicano em vigor desde 1910, desta feita com a tropa chateada com as sucessivas comissões em África, enfiada numa guerra que durava há 14 anos e que parecia sem fim à vista. Dá-se então a 25 de Abril de 1974 o 3.º Acto da república dos implantes, com a "implantação" de um regime pseudo-democrático, que se pretendia à semelhança dos que existiam lá fora. Por destino ou acaso, em 1975 os nossos vizinhos castelhanos devolvem a monarquia a Espanha, dando-se início a uma das maiores transformações de um país europeu atrasado num dos mais influentes da actualidade.
Por isso mesmo, nunca a independência de Portugal esteve tão ameaçada como agora, mas isso é assunto para outro dia.
Quase trinta e quatro anos volvidos após a sua "implantação", a 3ª república tem no seu currículo uma vasta gama de "conquistas" de onde se destacam, além da aparente devolução de um regime parlamentar e das liberdades cívicas sonegadas em 1910, o culto de uma superficialidade confrangedora no modo de lidar com os reais problemas do país, sem coragem para proceder a reformas de fundo, refém que está de um sistema económico baseado na subserviência subsidiária de uma Europa cada vez maior e mais fraca empenhada no arrebanhamento para o seu seio das inúmeras nações periféricas que, quase todas, pertenciam à esfera de influência da URSS, que, por sua vez, caiu de podre na penúltima década do século passado.
Ultimamente, quer as tomadas públicas de posição na Assembleia da República face à História de Portugal, de onde se destacam a canonização de Aquilino Ribeiro e a recusa de um voto de pesar pelo assassinato de um Chefe de Estado e do seu filho, quer na ausência de medidas tomadas pelos sucessivos governos na preservação do património, histórico e natural, entregando regiões inteiras a uma exploração turística sem qualidade nem escrúpulos, facilitando e promovendo a destruição irreversível de paisagens e lugares únicos no mundo, asfixiando cidades inteiras em subúrbios-dormitórios sem condições nem qualidade, abandonando e desertificando os centros urbanos, promovendo o endividamento aos bancos de gerações sucessivas de portugueses por não quererem alterar em definitivo uma lei do arrendamento atentatória do direito à propriedade e, com isso, impondo a paralisia de milhares de pessoas na periferia das grandes cidades, condicionando a mobilidade e asfixiando a economia anulando, por isso, a possibilidade de combater a desertificação generalizada do país, quer na quebra unilateral das condições contratuais no caso dos certificados de aforro e afectando com isso as poupanças de milhares de portugueses descredibilizando em definitivo o Estado e o regime, são exemplos mais que suficientes do portugalinho dos pequenininhos em que as sucessivas repúblicas dos implantes transformaram Portugal, a mais antiga Nação europeia.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
A nova ASAE
Uma nova ASAE brota do regime republicano. Chama-se Bloco de Esquerda e o seu inspector é o professor Fernando Rosas.
Desta feita a área escolhida para intervir é a História de Portugal.
terça-feira, janeiro 29, 2008
Fumo

Há que dar espaço. A quem fuma e a quem não fuma.
É, tão só e apenas, uma questão de civilização.
Actualidades da república
Indigna-se o Bloco de Esquerda, essa espécie de rémora política maquilhada de extrema esquerda, com a participação da Fanfarra do Exército, do Colégio Militar e do Regimento de Lanceiros, nas cerimónias em memória do rei D. Carlos I , Chefe de Estado de Portugal assassinado em 1 de Fevereiro de 1908.
As Forças Armadas de um país existem para protecção do seu povo, não do regime. Seja ele republicano ou monárquico, lembrou hoje Helena Matos no Público.
O Bloco de Esquerda, sendo maioritáriamente constituído por nativos da geração pós 74, tem a memória curta e fraca. Como convém.
Teste Americano I
As recentes acusações da Reprieve, segundo as quais terão passado por Portugal 728 dos 774 presos políticos detidos em Guantánamo, tendo Ana Gomes afirmado esta manhã na TSF que se sentira esmagada com semelhante afirmação, significa o quê?
a) Que o governo português mentiu quando afirmou não ter conhecimento disso.
b) Que o governo português falou verdade quando afirmou não ter tido conhecimento disso.
c) Que a Reprieve tem um peso considerável e Ana Gomes estava no local errado na hora errada.
Teste Americano II
O pedido de licença sem vencimento feito por Armando Vara nas vésperas de entrar para a Administração do Millenniumbcp significa o quê?
a) Que Armando Vara tem um nível de auto-estima tão baixo que receia ficar desempregado caso seja demitido do Millenniumbcp.
b) Que Armando Vara é na realidade um vírus instalado no Millenniumbcp para viabilizar uma OPA de um banco estrangeiro, de preferência espanhol, assegurando assim o seu posto de trabalho num posterior regresso aos quadros da CGD.
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Petição
Fará um século no próximo dia 1 de Fevereiro que D. Carlos I, Rei de Portugal e D. Luiz Filipe, o Príncipe Real e herdeiro da Coroa, foram assassinados a tiro na esquina da Rua do Arsenal com o Terreiro do Paço em Lisboa.A reconciliação do regime republicano com a história de Portugal passará sempre pelo reconhecimento dos seus próprios erros, nomeadamente os que estiveram na origem da sua implantação em 1910, pelo que, independentemente das opções políticas de cada um, informo que está em curso uma petição online com o objectivo de propor à Assembleia da República o seguinte:
1- que o dia 1 de Fevereiro de 2008, centenário do Regicídio, seja decretado dia de Luto Nacional;
2- que às 17:20 horas desse dia seja cumprido um minuto de silêncio, em homenagem a um dos maiores Chefes de Estado de Portugal e ao seu sucessor constitucionalmente consagrado.
Temos uma semana para conseguir as 4000 assinaturas aqui.
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Aero tunning
Coimbra, Penamacor e arredores puderam assistir esta noite em directo e ao vivo a uma exibição de aerotunning turbo propulsionado protagonizado por F16 portugueses e dinamarqueses.Claro que no dia seguinte, mais propriamente hoje, regressada a adrenalina a níveis normais, são referidos pelos espectadores variados danos e sequelas incluindo o aparecimento de rachas em prédios, vidros partidos, campanários destruídos, etc. O dono de uma exploração de láparos, acometido por terrores de escafandrica profundidade, ter-se-à precipitado para o interior da sua residência e de pronto terá ligado à GNR.
Sim. Ligou à GNR.
Não lhe terá servido de nada.
Olha, o tipo que tivesse ligado à ASAE e a ver se coiso, se os gajos não iam logo lá, com o Micro George à frente a cavalo numa vassoura e a berrar "DGS! DGS! DGS!".
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Da república portuguesa

Deixa ver se percebo esta merda:
O Governo da República ordena que se paguem aos reformados doze suaves prestações mensais de 68 cêntimos, correspondentes ao aumento que lhe deve de Dezembro, para não pagar tudo de uma vez em Janeiro.
É isso? Mas porquê ?
Não seria aceitável que os pensionistas recebessem um valor de pensão qualquer em Janeiro e no mês seguinte o valor do seu recibo de pensão era menor, diminuía.
Respondeu o Secretário de Estado, sem referir o destino dos juros do bolo.
Tá porreiro pá.


