quarta-feira, julho 02, 2008

Interlúdio



Some folks are born made to wave the flag,
Ooh, theyre red, white and blue.
And when the band plays hail to the chief,
Ooh, they point the cannon at you, lord,

It aint me, it aint me, I aint no senators son, son.
It aint me, it aint me; I aint no fortunate one, no,

Yeah!
Some folks are born silver spoon in hand,
Lord, dont they help themselves, oh.
But when the taxman comes to the door,
Lord, the house looks like a rummage sale, yes,

It aint me, it aint me, I aint no millionaires son, no.
It aint me, it aint me; I aint no fortunate one, no.

Some folks inherit star spangled eyes,
Ooh, they send you down to war, lord,
And when you ask them, how much should we give?
Ooh, they only answer more! more! more! yoh,

It aint me, it aint me, I aint no military son, son.
It aint me, it aint me; I aint no fortunate one, one.

It aint me, it aint me, I aint no fortunate one, no no no,
It aint me, it aint me, I aint no fortunate son, no no no.

sexta-feira, junho 27, 2008

Do Euro2008

Chateou-me a derrota da selecção nacional frente à selecção alemã, Die Mannschaf, como eles dizem.
E por várias razões. Primeiro porque a vitória estava perfeitamente ao alcance da selecção que derrotou checos e turcos, bem diferente da que saiu derrotada na 5ªfeira passada.
A coisa chateou-me tanto que só me apetecia mandar esta merda deste Toshiba ranhoso em que teclo pacientemente posts para serem lidos pelos indefectíveis habituais pela janela fora. Do carro. Na A17, que é uma autoestrada feita de propósito para mim e mais dois ou três portugueses com quem me cruzo quando por lá passo. Ia fazer companhia às carcaças da fauna nacional em vias de extinção que atapetam as bermas de 5 km em 5 km, o cabrão do Toshiba.
E ainda por cima ter que gramar com as bocas do costume, redutoras, culpando o guarda redes. O mesmo que eliminou a Inglaterra há quatro anos, defendendo um penalty sem luvas e marcando ele próprio o penalty decisivo. Magistral. E os outros meninos? Borrados de medo, a falharem à boca da baliza, a oferecerem livres pré-estudados como quem estende uma arma carregada a um psicopata. A jogarem sem alma, sem gana, sem coisa nenhuma tão preocupados estavam com o destino do mister no Chelsea (Chélssia, dizem os gajos, o comentador 1 e o comentador 2) e o de cada um no clube para onde irão. Uma merda, foi o que foi.
Em compensação o jogo de ontem foi um duche fresco no deserto. Viram o que é uma equipa a jogar? Oh comentadores de turno, perceberam que um colectivo a jogar não tem nada a ver com o somatório dos jogadores-vedetas-artistas que o compõem?
A selecção de Espanha, La Roja como eles dizem, será campeã da Europa. Olé! Com gana, mérito, e salero.
Senão, acabo com o blog.
Este não. O de um gajo qualquer. Risco um blog dos links, por exemplo. Só para chatear.

segunda-feira, junho 16, 2008

Lisa Ekdahl


Sem comentários.

domingo, junho 15, 2008

Perdemos...

Não me vou alongar com conversas de penalties contra a Suiça que ficaram por marcar, nem com um golo anulado a Portugal por fora de jogo inexistente nem pelo facto do sr. Conrado ser austríaco, portanto da nacionalidade de um dos países organizadores do Euro 2008 arbitrando um jogo com um dos países organizadores, portanto advogando bem em causa própria.
Que se lixe. Era a feijões, o cabrão do jogo.
O bife à portuguesa acompanhado por um bom tinto alentejano, em contrapartida, estava um espectáculo.

Download Day

Avizinha-se o record mundial de downloads de software num só dia.
Trata-se da versão 3.0 do Firefox, o melhor browser do mundo.
É já no dia 17, 3ªfeira, depois de amanhã.

sexta-feira, junho 13, 2008

Pay TV

Começa a segunda parte.
A Holanda a ganhar por 2-0. Marca a França. Em três tempos a Holanda marca o 3º. "...a França, que nem chegou a estar um minuto à frente do marcador..." grunhe o comentador 1. Para logo a seguir acrescentar "...e a Holanda marca seis golos em dois jogos...", raciocínio fulgurante que despoleta o seguinte comentário do comentador 2: "Impressionante!"
E eu sentado a ver o jogo e a ter que ouvir estas merdas.
Olhei em volta à cata de um marcador para atirar aos cornos do comentador 1 e do comentador 2.
Nada sólido ao alcance. Só a gata. Adivinhou os meus pensamentos e afastou-se de um salto seguido de um trote sorridente.

i gcás ar bith

Que é como quem diz : in no circumstances
Votaram os irlandeses. E lá se vai o Tratado de Lisboa.
"É porque é bom para a Europa", era o grande argumento dos partidários do sim. Pífio até à náusea.
Os do não tinham outros argumentos. Não aceitavam um presidente europeu não eleito, por exemplo.
Por cá também se tomam medidas justificadas "porque é bom para os portugueses".
Até ao dia.

quarta-feira, junho 11, 2008

Ganhámos! (II)

Chegámos para os checos.
Nem 2,02 m de ameaças intimidaram Ricardo.
Nem a porrada que deram no Petit.
E no Deco.
E no Pepe.
Segue-se um laivo de patriotismo serôdio:
"...oh pátria sente-se a voz, dos teus igrejos egrégios avós..."
Esclarecimento após laivo:
Egrégios avós não é sinónimo de sacristãos babantes de barba branca, oh hostes republicanas.
Tem a ver com outra coisa.
Incompreensível para a geração Tássebem de polegares hiperdesenvolvidos e consumo fácil.
Essa é outra História. Entranhada nas vísceras, nos tomates, nos ovários e ADN.

sábado, junho 07, 2008

Ganhámos! (I)

O Turco levou dois a zero. Descontando os remates de Nuno Gomes e de Cristiano Ronaldo, com os quais ficariam servidos de quatro.
Começa bem, a coisa.
As cores da bandeira, essas é que teimam em não ser as certas.

domingo, junho 01, 2008

E Depois Do Adeus

Manuela Ferreira Leite ganhou as eleições no PSD.
Pedro Passos Coelho conseguiu o segundo lugar.
Pedro Santana Lopes o penúltimo, logo à frente de Patinha Antão.
E então?, perguntam voceses.

E então nada, respondo eu.
E depois? insistem voceses.
Morreram as vacas e ficaram os bois, digo eu.
É a vida.
Indiferente, calma, sequente, irredutível, a vida continua.
Venha o Euro.
O de 2008, claro.

terça-feira, maio 27, 2008

Razões

Há duas razões pelas quais gosto de visitar A Causa Foi Modificada.
Uma é poder ler coisas destas.
A outra é porque além de gostar de cerveja execro as ressacas disso.

domingo, maio 25, 2008

Sousa Tavares e os Blogs

Há pessoas inteligentes que não dominam a linguagem das chamadas novas tecnologias.
Há outras que não dominam sequer a própria linguagem, seja ela falada ou escrita.
Também há as que julgam dominar todas as linguagens, incluindo as dos outros.
Sousa Tavares insurge-se, como Pacheco Pereira e outras individualidades da cultura lusa, contra a utilização de pseudónimos por parte dos autores de blogs. É uma coisa que os chateia, pronto. Cíclicamente Sousa Tavares arreia na blogosfera, qual D. Quixote investindo contra moinhos de vento, sendo que da última vez que o fez foi à conta de uma alegada carta da alegada autoria de uma alegada professora qualquer de uma alegada escola qualquer que circulava, alegadamente, por email.
Generalizar é sempre abusivo, mesmo no que se refere aos juízos de carácter sobre autores de blogs.
Anónimos ou não.

Tu quoque, Brute, fili mi?

O ensaísta português Eduardo Lourenço considerou, em entrevista este domingo ao programa Discurso Directo da TSF e do DN, que o novo acordo ortográfico «é uma ideia um bocado peregrina».

Depois de ter assinado uma petição contra este acordo, o escritor português reiterou que o documento não é «necessário», porque a «prática linguística dos brasileiros» continuará a ser feita segundo os termos actuais, bem como a portuguesa.

O ensaísta lembrou que entre os Estados Unidos da América e o Reino Unido não existe nenhum acordo do género para a língua inglesa


Lá se vai mais um argumento dos eternos "intelectuais" deslocalizados, como Rui Tavares do Público, que em qualquer polémica que surja insistem em dividir os seus intervenientes em esquerda e direita.
Embrulha, como dizia o outro.

Eleições nos E.U.A.

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Hilária, A Temerária.

terça-feira, maio 20, 2008

Actualidades da república

As eleições internas no PSD servem sobretudo para manter ocupados barões, bases, militantes e simpatizantes.
É uma espécie de
fait-divers que distrai as atenções, entretém as hostes, serve de pasto aos média. Tem as suas semelhanças com um Benfica destroçado que procura reorganizar-se para a época seguinte. Nem a ambos falta aquele sal especial, aquele sabor exótico a que chamam mística. Tanto no PSD como no Benfica abunda a mística.
Só que não vai servir de nada. O governo do PS continuará a navegar ao largo e sem oposição. Ganhe quem ganhar as eleições internas no PSD, a terceira via de Sócrates, versão indígena da third way de Blair e Giddens, veio para ficar. Ao fim de três anos de governo, acabado que está o tempo das concessões ao liberalismo de direita, dentro de lo que cabe, bem entendido, seguir-se-ão as concessões à esquerda, de acordo com a boa prática preconizada pelo manual de Anthony Giddens. Manuela Ferreira Leite quase que adivinhou isso quando ontem referiu que pela primeira vez o governo mencionou políticas sociais no último debate semanal na AR. Ingenuamente acha que foi devido à sua voz que tal se fez ouvir.
A realidade de Portugal afasta-se cada vez mais das politiquices da república, e aproxima-se em cada dia da importância que os monárquicos deram à classificação territorial da RAN e da REN. Com a crise do aumento dos preços dos combustíveis, dos alimentos e da água, é patente a necessidade de uma verdadeira política de gestão territorial sustentada, que garanta a produção agrícola para consumo interno, sem fazer depender a satisfação da procura de alimentos de transportes trans-europeus cada vez mais caros e dependentes de factores que não controlamos.
No entanto, o abc da política seguida pela república portuguesa (Asfalto, Betão e Consumismo) continua a ser a cartilha do desenvolvimento e do progresso que, na fantasia de Sócrates, transformará Portugal numa Irlanda ou numa Finlândia, independentemente da diferença de percurso e da História de cada um desses países.
A História, aliás, é cada vez mais um fardo a arrear, um conhecimento e experiência descartáveis na república de plástico em que Portugal se transformou. Veja-se, por exemplo, a indignação republicana no passado 1 de Fevereiro aquando do centenário da morte de El Rei D. Carlos.
Ou o espanto do PR com a manifesta ignorância da História recente de Portugal aquando das comemorações do 34º aniversário do 25 de Abril.

terça-feira, abril 29, 2008

China, Tibete, adereços & companhia

...................................Foto recebida por email.
...................................Sem comentários.

domingo, abril 20, 2008

Irish Blues



Recordando Rory Gallagher, um irlandês que tocou blues como poucos.
Quem o viu e ouviu no Dramático de Cascais, há uma data de anos atrás, jamais o esquecerá.

Reparem no pormenor da trunfa do teclista, oscilando ritmicamente, funcionando como um autêntico termo-ventilador. Aquelas mãos deviam estar em brasa...

sexta-feira, abril 18, 2008

O Triângulo das Barbudas


Complementando os inexplicáveis fenómenos que ao longo dos anos têm ocorrido na zona conhecida como Triângulo das Bermudas, existe um arquipélago no Atlântico, conhecido desde a antiguidade como Triângulo das Barbudas, embora só hoje seja revelado o seu verdadeiro nome, que tem sido indissociável de estranhíssimos fenómenos de alteração de personalidade, de credos e convicções protagonizados por influentes representantes da república portuguesa.
Desde a elogios rasgados proferidos por personalidades que vão de Almeida Santos a Jaime Gama, (figuras proeminentes do principal partido da oposição) perpassando pelas bombásticas declarações do presidente do respectivo governo regional, (classificando de bando de loucos os deputados do parlamento regional sem excluir os do PSD-Madeira) até às gaffes do próprio presidente da república ("comentar a vida interna dos partidos políticos é coisa que nunca fiz, faço, ou façarei") proferidas aquando da sua recente visita ao arquipélago, de tudo por lá tem acontecido um pouco.
Um fenómeno por si só, o triângulo das barbudas.

quarta-feira, abril 16, 2008

Resiliance

Foi o que aconteceu esta noite em Alvalade.O que fez mudar um resultado de 0-2 para 5-3 em 25 minutos.

M.B.S. aka Major Bull Shit

No Público de hoje, Nuno Pacheco denunciou com simplicidade brilhante o embuste do chamado Acordo Ortográfico, tão badalado e propalado pela hordas de iluminados que enxameiam os diversos patamares da E.X.C.U.L.A (Excelsa Cultura Lusa) .
Diversos países registaram variantes da sua língua oficial em vez de se porem a inventar acordos ortográficos tão impossíveis como inúteis.
Passo a citar:

(...) o espanhol tem nada menos do que 20 variantes, (da Argentina à Venezuela, passando por duas só para o espanhol europeu: a variante moderna e a variante tradicional); o inglês tem 18 (da Austrália ao Zimbabue, passando obviamente pelo inglês usado no Reino Unido e nos EUA); o francês tem 15 (da Bélgica às Índias Ocidentais, passando pelo Mali e pelo Mónaco); o árabe tem 16 variantes registadas.(...) o alemão e o chinês têm cinco variantes, o sérvio tem quatro.
E o português, em lugar de seguir a tendência das línguas mais faladas no Globo, aceitando a sua multiplicidade, procura reduzir as duas únicas variantes que ali tem (Portugal e Brasil, claro) a uma utópica língua única.(...)


Deixo-vos com um exemplo do que poderá vir a ser o acordo ortofónico que, naturalmente, se lhe seguirá:

 
Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue!