quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Independência q.b.

A recentemente auto proclamada independência do Kosovo é mais uma farsa montada à volta do que tem movimentado mais massa e tropa nas últimas décadas: petróleo.
A proliferação de bandeiras dos Estados Unidos nas manifestações de júbilo que os albaneses encenaram, comemorando em frenesim a aquisição de mais um Estado para a União, mais uma estrela na bandeira, expõe o que vem sendo a política externa norte americana: Estados Unidos à revelia das Nações Unidas.
Lamentável a hesitação do governo português em não reconhecer a independência unilateralmente declarada pelo parlamento kosovar , mascarada de falta de pressa de inspiração metodicamente amanuense e burocrata.
De salientar o silêncio e contenção da esquerdalha, para não mencionar a condenação da iniciativa por parte do aznarento governo castelhudo, normalmente tão pródiga em manifestações de solidariedade para com movimentos independentistas por esse mundo fora, sempre tão activa na promoção de independências várias ao longo do século XX.
Sinais dos tempos.

sábado, fevereiro 16, 2008

Motor Electromagnético

Muitas das soluções energéticas alternativas ao petróleo e derivados têm sido patenteadas e compradas pelas companhias perolíferas que rápidamente se encarregam de as engavetar devotando-as ao esquecimento.
São, inclusivamente, referidos casos em que os seus inventores desaparecem misteriosamente juntamente com os planos das respectivas invenções. Como o daquele que sacava hidrogénio e oxigénio da água segundo um processo de turbo hidrólise qualquer e que os utilizava como combustível e comburente respectivamente tendo conseguindo construir um motor que funcionava.
O que dá título a este post foi um video que recebi por email em Maio de 2007. Perdido o mail, fartei-me de procurar o tal video no youtube, no shetube no wetube etc. Népias.
Noutro dia, cansado de ouvir as invectivas da Sancha referindo amíude e em sucessão aleatória as palavras farta, desarrumação, impossível, que chatice, preta de serviço, entricheirei-me na arrecadação cá do Castelo e acabei por encontrá-lo, ao cabrão do mail perdido com o vídeo devidamente anexado, esquecido e abandonado na caixa das ciberferramentas.
Ei-lo:

terça-feira, fevereiro 12, 2008

À distância e com cuidado


Nuno da Câmara Pereira aproveitou o centenário de um acto terrorista, o regicídio, para publicar o seu livro intitulado O Usurpador.
O Público leu-o e escreveu sobre. Concluiu ter sido o mesmo escrito à pressa, com pontuação desregrada e uma revisão descuidada.
Como referiu Vasco Pulido Valente na sua recente picardia com Miguel Sousa Tavares, pior que ler um livro mau é escrever sobre um livro mau.
Eu ainda não o li. Mas quando o fizer será com cautelas cirúrgicas e devidamente munido de pinças de ourives entre lâmina e lamela. E , acrescento, seguramente imunizado com vacinas como esta.

domingo, fevereiro 10, 2008

portugalinho dos pequenininhos ou a república dos implantes em 3 Actos

O portugalinho dos pequenininhos é o estado a que um regime republicano, em três actos, reduziu a mais antiga Nação Europeia.
O primeiro acto desenrolou-se em 16 fumegantes e sanguinolentos anos, dois anos após o atentado bárbaro e cobarde que o regime actual reconhece como estando na sua génese, e que consistiu no assassinato do rei D. Carlos e do príncipe herdeiro D. Luiz Filipe na tarde do dia 1 de Fevereiro de 1908.
Durante os dezasseis anos que decorreram entre a "implantação" da república e o golpe de estado republicano de 28 de Maio de 1926 que, por sua vez, "implantou" uma ditadura militar de seis anos como preâmbulo do 2º Acto da tragédia a que se resume esta república em 3 Actos, inúmeras foram as medidas progressistas e profundamente democráticas que catapultaram Portugal para a vizinhança perigosamente próxima da cauda da Europa, ou melhor, da cloaca da Civilização, local de onde, de resto, jamais sairia no século seguinte. Tais medidas consistiram na "implantação" da censura, no roubo do direito de voto a grande parte da população, na "implantação" de um regime de partido único - o Partido Republicano- de que o actual PS se reclama herdeiro nos objectivos e ambições, tudo devidamente acompanhado pelo assobiar de balas, cacetada, facada e estourar de bombas. Quando a salganhada, a desordem e o desnorte atingiram proporções tais (era-se esfaqueado por engano na rua em pleno dia, ouvindo-se pedidos de desculpa pelo engano...) que nem os piores facínoras eram levados a sério dá-se a "implantação" da Ditadura entre 1926 e 1932, seguindo-se a "implantação" da 2ª República ou Estado Novo, regime que herdou do anterior tudo o que tivesse a ver com supressão de direitos cívicos, repressão, governo de partido único, censura, perseguição política e pobreza generalizada.
Contabilista exímio, Oliveira Salazar conseguiu devolver ao regime republicano alguma da credibilidade perdida endireitando as finanças e planeando um futuro possível mas que ruiu com a 2ª Guerra mundial. Seis anos após a sua morte política em 1968, novo pronunciamento militar ocorre no seio do regime republicano em vigor desde 1910, desta feita com a tropa chateada com as sucessivas comissões em África, enfiada numa guerra que durava há 14 anos e que parecia sem fim à vista. Dá-se então a 25 de Abril de 1974 o 3.º Acto da república dos implantes, com a "implantação" de um regime pseudo-democrático, que se pretendia à semelhança dos que existiam lá fora. Por destino ou acaso, em 1975 os nossos vizinhos castelhanos devolvem a monarquia a Espanha, dando-se início a uma das maiores transformações de um país europeu atrasado num dos mais influentes da actualidade.
Por isso mesmo, nunca a independência de Portugal esteve tão ameaçada como agora, mas isso é assunto para outro dia.
Quase trinta e quatro anos volvidos após a sua "implantação", a 3ª república tem no seu currículo uma vasta gama de "conquistas" de onde se destacam, além da aparente devolução de um regime parlamentar e das liberdades cívicas sonegadas em 1910, o culto de uma superficialidade confrangedora no modo de lidar com os reais problemas do país, sem coragem para proceder a reformas de fundo, refém que está de um sistema económico baseado na subserviência subsidiária de uma Europa cada vez maior e mais fraca empenhada no arrebanhamento para o seu seio das inúmeras nações periféricas que, quase todas, pertenciam à esfera de influência da URSS, que, por sua vez, caiu de podre na penúltima década do século passado.
Ultimamente, quer as tomadas públicas de posição na Assembleia da República face à História de Portugal, de onde se destacam a canonização de Aquilino Ribeiro e a recusa de um voto de pesar pelo assassinato de um Chefe de Estado e do seu filho, quer na ausência de medidas tomadas pelos sucessivos governos na preservação do património, histórico e natural, entregando regiões inteiras a uma exploração turística sem qualidade nem escrúpulos, facilitando e promovendo a destruição irreversível de paisagens e lugares únicos no mundo, asfixiando cidades inteiras em subúrbios-dormitórios sem condições nem qualidade, abandonando e desertificando os centros urbanos, promovendo o endividamento aos bancos de gerações sucessivas de portugueses por não quererem alterar em definitivo uma lei do arrendamento atentatória do direito à propriedade e, com isso, impondo a paralisia de milhares de pessoas na periferia das grandes cidades, condicionando a mobilidade e asfixiando a economia anulando, por isso, a possibilidade de combater a desertificação generalizada do país, quer na quebra unilateral das condições contratuais no caso dos certificados de aforro e afectando com isso as poupanças de milhares de portugueses descredibilizando em definitivo o Estado e o regime, são exemplos mais que suficientes do portugalinho dos pequenininhos em que as sucessivas repúblicas dos implantes transformaram Portugal, a mais antiga Nação europeia.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

terça-feira, janeiro 29, 2008

Fumo


Foi apenas desde que o primeiro ser humano descobriu o foguear que a tosse se instalou em definitivo na humanidade. De acordo, sempre houve uma gripezita de vez em quando, uma alergia ao pêlo de algumas presas mal esfoladas, enfim, um certo pigarrear comprometido, convenhamos. Mas tosse tosse, não. Essa só se instalou e espraiou em definitivo após a descoberta e domesticação do fogo, e consequente anárquica libertinagem e espavento do respectivo fumo. Na Lusitânia, território situado no extremo ocidental da Europa que impede físicamente o acesso dos espanhóis aos benéficos ares do Atlântico, a obrigatoriedade de gramar com o fumo alheio reinou impunemente e em despotismo absoluto até às vinte e quatro horas do passado dia 31 de Dezembro de 2007.Ano novo, ar novo e logo se levantam as vozes indignadas dos arautos e defensores da liberdade do costume. Os que defendem a liberdade inalienável que eles têm de lixar a liberdade dos outros.Ele houve de tudo. Ele escreveu-se, berrou-se e esgatanhou-se o que não lembrava ao caneco.Desde à comparação, no mínimo triste e de mau gosto, da proibição de fumar em recintos públicos fechados com a perseguição aos judeus durante o nazismo (MST-Expresso), aos benefícios do tabaco (VPV-Público) tudo, ou quase tudo, foi dito em defesa do cigarro do charuto, do cachimbo e respectivas combustões. Pacheco Pereira, como não podia deixar de ser, também juntou a sua voz ao coro. Não perceberam, as pouco diáfanas criaturas, que ninguém as proibe de fumar. Vitimizam-se por não poderem continuar a empestar o ar dos que preferem a sua liberdade de não fumadores. Eu também fumo, mas não ao ponto de não me importar com quem não fuma.
Há que dar espaço. A quem fuma e a quem não fuma.
É, tão só e apenas, uma questão de civilização.

Actualidades da república

Indigna-se o Bloco de Esquerda, essa espécie de rémora política maquilhada de extrema esquerda, com a participação da Fanfarra do Exército, do Colégio Militar e do Regimento de Lanceiros, nas cerimónias em memória do rei D. Carlos I , Chefe de Estado de Portugal assassinado em 1 de Fevereiro de 1908.

As Forças Armadas de um país existem para protecção do seu povo, não do regime. Seja ele republicano ou monárquico, lembrou hoje Helena Matos no Público.

O Bloco de Esquerda, sendo maioritáriamente constituído por nativos da geração pós 74, tem a memória curta e fraca. Como convém.

Teste Americano I

As recentes acusações da Reprieve, segundo as quais terão passado por Portugal 728 dos 774 presos políticos detidos em Guantánamo, tendo Ana Gomes afirmado esta manhã na TSF que se sentira esmagada com semelhante afirmação, significa o quê?

a) Que o governo português mentiu quando afirmou não ter conhecimento disso.

b) Que o governo português falou verdade quando afirmou não ter tido conhecimento disso.

c) Que a Reprieve tem um peso considerável e Ana Gomes estava no local errado na hora errada.

Teste Americano II

O pedido de licença sem vencimento feito por Armando Vara nas vésperas de entrar para a Administração do Millenniumbcp significa o quê?

a) Que Armando Vara tem um nível de auto-estima tão baixo que receia ficar desempregado caso seja demitido do Millenniumbcp.

b) Que Armando Vara é na realidade um vírus instalado no Millenniumbcp para viabilizar uma OPA de um banco estrangeiro, de preferência espanhol, assegurando assim o seu posto de trabalho num posterior regresso aos quadros da CGD.

c) Que Armando Vara pede licenças sem vencimento de forma compulsiva, sempre que se levanta do seu posto de trabalho na CGD.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Petição

Fará um século no próximo dia 1 de Fevereiro que D. Carlos I, Rei de Portugal e D. Luiz Filipe, o Príncipe Real e herdeiro da Coroa, foram assassinados a tiro na esquina da Rua do Arsenal com o Terreiro do Paço em Lisboa.
A reconciliação do regime republicano com a história de Portugal passará sempre pelo reconhecimento dos seus próprios erros, nomeadamente os que estiveram na origem da sua implantação em 1910, pelo que, independentemente das opções políticas de cada um, informo que está em curso uma petição online com o objectivo de propor à Assembleia da República o seguinte:

1- que o dia 1 de Fevereiro de 2008, centenário do Regicídio, seja decretado dia de Luto Nacional;
2- que às 17:20 horas desse dia seja cumprido um minuto de silêncio, em homenagem a um dos maiores Chefes de Estado de Portugal e ao seu sucessor constitucionalmente consagrado.

Temos uma semana para conseguir as 4000 assinaturas aqui.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Aero tunning

Coimbra, Penamacor e arredores puderam assistir esta noite em directo e ao vivo a uma exibição de aerotunning turbo propulsionado protagonizado por F16 portugueses e dinamarqueses.
Claro que no dia seguinte, mais propriamente hoje, regressada a adrenalina a níveis normais, são referidos pelos espectadores variados danos e sequelas incluindo o aparecimento de rachas em prédios, vidros partidos, campanários destruídos, etc. O dono de uma exploração de láparos, acometido por terrores de escafandrica profundidade, ter-se-à precipitado para o interior da sua residência e de pronto terá ligado à GNR.
Sim. Ligou à GNR.
Não lhe terá servido de nada.
Olha, o tipo que tivesse ligado à ASAE e a ver se coiso, se os gajos não iam logo lá, com o Micro George à frente a cavalo numa vassoura e a berrar "DGS! DGS! DGS!".

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Ah bom...

Estava a ver que não.

Da república portuguesa


Deixa ver se percebo esta merda:

O Governo da República ordena que se paguem aos reformados doze suaves prestações mensais de 68 cêntimos, correspondentes ao aumento que lhe deve de Dezembro, para não pagar tudo de uma vez em Janeiro.

É isso? Mas porquê ?

Não seria aceitável que os pensionistas recebessem um valor de pensão qualquer em Janeiro e no mês seguinte o valor do seu recibo de pensão era menor, diminuía.

Respondeu o Secretário de Estado, sem referir o destino dos juros do bolo.

Tá porreiro pá.


sexta-feira, janeiro 04, 2008

Lisboa dá cá

Os franceses acham que não. Que é melhor não haver Rally por causa das ameaças de atentados terroristas a perpetrar contra a organização lá na Mauritânia feitas por Bin Laden e a sua Al Qaeda. E logo este ano, em que Benazir Bhutto afirmou a 2 de Novembro de 2007 que Bin Laden fora assassinado.
Pois é. Parece que Paris Dakar soa melhor.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Bom Ano Novo

Pacheco Pereira (PP) veio, mais uma vez, arengar de sua justiça contra a B.L.U.S.A., (Blogosfera Lusa) reduzido, como está, a um mero bidon de melaço iluminado por um malcheiroso candeeiro a petróleo, atraindo tudo o que são insectos rastejantes e voadores ávidos da sua luz e sapiência, numa subserviência total e fazendo de tudo para serem abruptamente citados e/ou referenciados no seu redentor bouillon de culture. Ainda não percebeu que a Quadratura do Círculo é uma impossibilidade técnica. Para relembrar o que saiu no Público de 29 de Dezembro, deixo aqui um extracto do supra citado arenganço:

(...) Os blogues não gostam de ser objecto de críticas e, como é obvio, tem uma alta noção de si próprios e estão tão cheios de autocomplacência e de elogios mútuos que consideram um anátema qualquer discurso que lhes pareça exterior e que os ponha em causa, a eles e às regras do jogo que estabeleceram. (...)

Passo a esclarecer o PP:

Os blogs (ou blogues) são sites da internet (ou rede) que contêm e apresentam o produto escrito e/ou gráfico que os seus autores queiram publicar. Alguns dispõem ainda de caixa de comentários para que os seus leitores/visitantes possam exprimir livremente a sua opinião sobre o que leram e/ou viram. A palavra blog tem origem na contracção das palavras web e log não possuindo, todavia, vida própria sendo por isso desprovidos de capacidades sensoriais podendo-se comparativamente afirmar que se estão pura e simplesmente cagando para as críticas, os anátemas e discursos que sobre eles se façam, sejam eles exteriores ou interiores. É a mesma coisa que imaginar o Rio das Flores a entrar pelo Gambrinus adentro e escaqueirar tudo o que estiver no perímetro visual possível do Vasco Pulido Valente.

Por outro lado, blogues é plural pelo que a conjugação do verbo TER na frase (...) tem uma alta noção (...) está incorrecta.

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Uns vêem-no como um país moderno, turbo-infrastruturado, com condições e desejos de acoitar cimeiras intercontinentais, liderar organizações internacionais (por seis meses), ponto de partida para o mais famoso rally do mundo, etc. e tal e o caralho.

Outros vêem-no como um país distante, tão distante e tão longínquo que qualquer crítica de arrogância ao seu excelso governo e ao partido que o sustenta, mesmo que proveniente da quase vizinha França, é vista como fruto de uma percepção errónea da realidade, distorcida pela distância e desfocada pela caterva de warps e anos-luz que a separam do objecto percepcionado, ou seja, da realidade.

O curioso, senão mesmo aterrador, é que uns e outros são os mesmos.

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A ânsia insana de copiar compulsivamente “o que vem de fora” numa tentativa desesperada de “nos parecermos com eles” na sequência da febre de higienização anti-tabágica, acabará por trazer o sistema de marcar pontos nas cartas de condução de quem infringe as leis do código da estrada. Em Espanha, onde o sistema já funciona há algum tempo, chegou-se à conclusão que a sinistralidade não dimimuiu na sequência da sua adopção. Além de que promoveu o aparecimento de um curioso cibernegócio paralelo que consiste no aluguer e/ou venda de identidades de castelhanos na gama da 3ª idade desde que com carta de condução válida, imaculada e, quiçá, inoxidável prestando-se estes a dar os respectivos nomes e identificação a quem deles se quiser servir para a marcação dos famigerados pontos.

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Entretanto nos sussurrantes corredores do poder concretizou-se o que se foi preparando pela calada:
A OPA da CGD sobre o BCP.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Histórias de Encantar XI

Era uma vez um urso que entrou p'lum bar adentro, que se sentou ao balcão e pediu:
- Uma Imperial!-
O criado, um tipo magro e fumador, de cabelo oleoso e cheio de tiques, nem queria acreditar. Ele ali sózinho na merda do bar, sem ninguém à vista e logo então lhe entra um cabrão de um urso pelo bar a dentro a pedir uma imperial. Mal tinha reflectido o supra exposto e já o gesto mecânico fechava a torneira babando espuma por fora do copo. Num lance temerário, mas quiçá habituado, arremessou o copo cheio ao longo da chapa de inox do balcão na direcção do plantígrado. O urso segurou o copo como quem fila um salmão pelo cachaço e em dois tragos rápidos deu sumiço ao conteúdo.
- Outra!- berrou enquanto estremecia as beiças na espectativa do fenomenal arroto que se avizinhava.

-
Foda-se!- murmurou o criado enquanto aviava o pedido. Esta agora... eu a servir imperiais a um cabrão de um urso e ninguém a ver, sem testemunhas, nada.

- A conta! - berrou o urso enquanto limpava as beiças frementes nas costas da pata esquerda.
Agora é que te vou lixar! pensou o criado, agora em registo normal embora com uma expressão de malícia mal disfarçada a escorrer-lhe pelo avental abaixo.
- São quarenta Euros...- disse o criado enquanto estendia um papel poisado em um pratinho de cobre.
O urso, por segundos, deu um chá de sumiço à pata direita que logo reapareceu com uma nota de cinquenta Euros a florescer-lhe por entre as garras. Atirou com a nota para cima do papel que estava sobre o pratinho de cobre, rodou cento e oitenta graus no banco do balcão, levantou-se e caminhou em direcção à porta.
O criado, entre o antónito e o estupefacto, raiando laivos de embasbacanço total, porque genético, balbuciou:
- Desculpe mas... posso fazer-lhe uma pergunta ? é que, sabe..., é muito raro virem aqui ursos beber copos e eu...
- Raro? Foda-se. Ao preço que vocês levam pela Imperial!

O Circo

Afirmar num dia, em anúncios de página, o apoio ao uso de minas antipessoais e exigir dois dias depois que os países colonizadores paguem indemnizações aos países colonizados é obra. É mais que obra: é espectáculo.
O circo assentou arraiais. Como é costume por esta data.

sábado, dezembro 01, 2007

1º de Dezembro


Bandeira de Portugal (retirada daqui) adoptada no reinado de D. Pedro II, após 28 anos de guerra com Espanha iniciada no dia 1º de Dezembro de 1640 quando um grupo de revoltosos tendo como cabecilhas João Pinto Ribeiro e D. Antão Vaz de Almada desencadeia uma série de tumultos em várias zonas do país pondo fim a "sessenta annos de jugo castelhano".
É importante lembrar que embora para república a Estória de Portugal tenha começado no dia 5 de Outubro de 1910, a História de Portugal começou de facto em 5 de Outubro, mas de 1143.
Para o regime republicano, o 1.º de Dezembro de 1640 foi apenas mais um episódio ocorrido num tempo que lhe é estranho e pertença de um passado de que se envergonha.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Actualidades da República

Phone-ix!
Parece que será esta a marca do novo serviço de telemóvel a lançar pelos CTT.
Ou em português, como disse o seu presidente, : Fónix!
Em paralelo com as alternativas aeroportuárias à OTA, Portugraal sugere:
Fosga-se! Fueda-se! ou, mais prosaicamente, simplesmente dasse!
Seriam, a todos os níveis, alternativas válidas para um mercado em expansão contínua.
Tendo em conta que o público alvo a que se destina tão imaginativa iniciativa se limita aos três milhões de jovens de polegares hiperdesenvolvidos e dignos representantes da geração tásse, o produto promete vendas escabrosas.

Chinesices.
O 1º ministro da república considera não ser oportuno o referendo a realizar na Formosa (nome que os portugueses de antanho deram a Taiwan) uma vez que o resultado poderá ter consequências negativas. Sobretudo para a caterva de chineses que metódicamente vêm colonizando África a um ritmo alucinante. Já lá cantam 40.000 entre voluntários e trabalhadores patrioticamente abandonados à sua sorte em terras africanas de LOP (Língua Oficial Portuguesa) após a conclusão dos trabalhos para os quais foram sumariamente recrutados.
O que (lhes) vale, aos senhores da república, são as diatribes patrioteiras em prime time na RTP condenando o colonialismo.

Língua Portuguesa.
Dialecto regional do sul da Europa em vias de extinção mercê de um "acordo ortográfico" abominável, e em vias de implantação, que ninguém encomendou e que, por isso, nem sequer é referendável. Um cágado será, em definitivo, um cagado. Intersetar será o quê? Interceptar ou Intersectar? Um fato será em definitivo um cardume de cabras e um terno um cabrão?
Porque não perguntam aos canadianos que falam francês ou aos americanos que falam inglês se alguma vez tiveram algum tipo de "acordo ortográfico" antes de se porem com merdas?

terça-feira, novembro 27, 2007

O Caranguejo e o Escorpião

Pegaram-se.
Chatearam-se um com o outro e ambos têm livros na brecha. Um já saiu: o Rio das Flores.
O outro a caminho disso está: Ir pró Maneta.
Como resultado da picardia adivinham-se vendas gordas dos produtos de um e de outro.
Os leitores, iletrados ou não, caçadores de erros ou nem por isso, vão-lhes comprar os produtos acicatados uns pela supracitada picardia, devidamente alimentada pelos mass media dopante da inteligentsia nativa (leia-se Expresso e Publico) movidos outros pela curiosidade pura e simples, outros ainda pela presunção académica de cerrar fileiras por um ou por outro.
De qualquer forma são tiros na água.
Na Batalha Naval safa-se quem sabe nadar. E tanto o Caranguejo como o Escorpião são bons nadadores, a água é o seu elemento.

terça-feira, novembro 13, 2007

Pergunta sem resposta II

Esta é para os portachávez:
Porque raio é que quem é a favor da conservação da sede da pide na António Maria Cardoso é contra o museu Salazar em Santa Comba Dão?
Ou vice versa.

Pergunta sem resposta

"Porque no té callas?" Perguntou o rei dos castelhudos a Hugo Chávez.
Chávez primeiro não percebeu que o rei tinha falado.
Depois disseram-lhe que que sim que o rei lhe tinha dito qualquer coisa.
Chávez não percebeu bem o quê e brincou com a altura do rei, o tamanho dele próprio e de Lula da Silva e o autocarro.
Os assessores insistem; que o rei o tinha mandado calar.
Chávez não acredita. Pensa que está a ficar surdo. Ou a ouvir mal.
Passado um dia sobre o sucedido Chávez lê a pergunta nas primeiras páginas de quase todos os jornais.
A angústia invade-o.
Decide contra atacar numa carga de rinoceronte furibundo vociferando qualquer coisa sobre quinhentos anos de imperialismo a rebentarem com um índio na cimeira de 2007, no Chile, através de Juan Carlos.
No entanto a pergunta persiste: "Porque no té callas?"
E Chávez não sabe a resposta.

quarta-feira, novembro 07, 2007

Os ministros da república e o povo

A medida política que se traduz na vacina gratuita contra o papiloma virus responsável pelo cancro do colo do útero em tantas mulheres mulheres portuguesas foi anunciada com pompa e circunstancia pelo ministro Corrêa de Campos. Num primeiro "corte" abrangendo as miúdas de doze anos implicaria um gasto de cinquenta milhões de euros por ano.
Num segundo "corte", abrangendo miúdas dos catorze aos deazsseis anos implicaria um custo muito maior: setenta e cinco milhões de euros/ano. O ênfase dado pelo ministro ao valor que a república está disposta a pagar para poupar ao cancro do colo do útero a população feminina indígena só é comparável ao destaque dado na parvónia às dádivas dadas pelos beneméritos locais em tempos da outra senhora. A república continua. Com Salazar e depois dele, a "caridade" sobrepõe-se à justiça social.

Ceuta


Controversa foi a visita dos reis de Espanha a Ceuta.
No meio da confusão a bandeira da cidade, agitada por muitos, era esta.

quarta-feira, outubro 31, 2007

...

O 4º segredo de Fátima.

Foi o apuramento do Sporting para a fase seguinte da Taça de Portugal, eufemisticamente apelidada de Taça da Liga, em linguagem própria de casa de alterne.

O Cartel falhado.

Protagonizado por Miguel Sousa Tavares e Vasco Pulido Valente em torno da incultura de um e do misantropismo de outro. Mais uma oportunidade perdida para a montagem de um grande negócio de que ambos poderiam sair ganhadores caso a recente disputa in Expresso e TSF tivesse sido previamente acertada entre eles em termos de alavancagem para a venda dos respectivos produtos literários, como se diz nos dias que correm. A acompanhar nas cenas dos próximos capítulos.

Falta de Estudos.

Alegava o ministro Lino para defender a OTA como única possibilidade aeroportuária face à ausência de alternativas devidamente documentadas. Agora há um, com a participação do Joe Berardo, dos estudantes de ecologia e contando com a cooperação de cegonhas, morcegos e outros pássaros. Com o beneplácito da bicharada, em resumo. É só comparar, decidir e pagar o preço. Político, bem entendido.

quarta-feira, outubro 10, 2007

O centenário

A nomenklatura republicana nativa deveria estar empenhada em angariar festejos para o centenário que se aproxima. Mesmo que pouco, mas deveria. Por uma questão de princípio. Talvez daqui a três anos consiga assim reunir algumas dezenas de "manifestantes espontâneos" que, de alguma forma, seja a fazerem o pino, às cambalhotas e piruetas (em que se doutoraram ao longo dos anos), a vender sandes e cerveja ou em paradas proto vanguardistas devidamente acolitados por artistas subsídio-dependentes e a omnipresente chusma de parasitas, consiga substituir a patética presença dos oito ou doze calimeros que se juntam a cinco de Outubro, na praça de município, a bater palmas ao presidente da câmara de Lisboa. Qualquer que seja.
Aliás um dos motivos que contribuem de forma significativa para a grande quantidade de candidatos à presidência da Câmara de Lisboa sempre que há eleições é, precisamente, o aplauso anual que recebem por ocasião das comemorações do 5 de Outubro de 1910, independentemente de terem feito o que quer que seja no seu mandato.
Depois há que contar com os desfiles, militares por certo, e outros. Já agora atrevo-me a propor o mare nostrum, a outrora Doca dos Olivais, para servir de cenário à parada de submarinos, fragatas e helicóteros. A Guarda Republicana, entre outras actividades lúdico-educativas, poderia enrolar e embrulhar as ruas e estradas de todo o Reino, com aquela fita de plástico às riscas encarnadas e brancas com que se têm treinado com afinco nas recepções feitas a cada saída do 1º ministro rumo ao Portugal real. Em seguida viriam as figuras governantes de tesoura em punho cortando as ditas fitas sob ensurdecedores aplausos pré-gravados e transmitidos em directo, inaugurando os próximos cem anos de anedotário.

sexta-feira, outubro 05, 2007

5 de Outubro


Em 1143 nasce Portugal.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Reclamações

Há-as por todo o lado. Até aqui, ao Terreiro, chegam algumas. Do tipo:
"Já vi o blog há três dias e o que vejo agora é o mesmo. Pouca coisa. Sempre o mesmo"
Foi o FN hoje a reclamar de viva voz. E eu a dizer-lhe "Chiu!" que é como quem diz que se isto de blogs não é coisa séria, o anonimato é-o de certeza. Em vão. Digo-lhe:
- Vá lendo os posts anteriores. Há coisas escritas que, de certeza, ainda não leu.
- Na. Já li tudo. Ainda por cima não há contador de visitas e os comentários ao que foi escrito são parcos, se não inexistentes.
- Não há tempo.- respondo-lhe
Enfim. Um fiasco este blog.
Um dia destes fecho a porta.
Não por falta de assunto (escrevo enquanto imagino a cara de espanto do Ministro Lino indignado com a insinuação de um qualquer pagamento a título de indemnização à Lusoponte caso seja construída nova ponte-sobre-o-tejo fora da sua alçada tributária) ou a indignação de Louçã, três vezes manifestada e três vezes contestada pelo governo, num esforço hercúleo que demonstre quão errado estava Vasco Pulido Valente ao prever a aliança táctica entre PS e BE para as legislativas de 2009. Sim, porque no que diz respeito à Câmara de Lisboa a marmelada é obscena.
Mas o pagode continua.
O Dailai Lama (Cavaco dixit) passou por cá e agitou as águas, o que teve como consequência a intranquilização das hostes indígenas e consequente introspecção pavloviana sobre o políticamente correcto de abrir os curros do reino a Robert Mugabe, para além da proibição "imposta" pela CE. Just Gordon (not flash) já disse: ou ele ou eu. Amado respondeu que já sabia.
E nós por cá? Tudo bem. Haja quem grite "Ai Timor"...
Obras são uma chatice. Mas sobre isso falo depois.
Para não falar das chamadas, óbviamente de valor acrescentado, que a PT cobra para quem quiser "ajudar" a maternidade Alfredo da Costa a juntar verbas que lhe permitam satisfazer a procura. É extraordinário.
Ao mesmo tempo o estádio do Algarve apodrece à mercê de varejeiras e ameijoas anfíbias.
O que é isto senão a república no seu melhor ?

quarta-feira, setembro 19, 2007

O castigo

Sem ter como provado o envolvimento de Aquilino Ribeiro no assassinato d'El Rei Dom Carlos, a república espetou com as sua sobras físicas no Panteão Nacional.
Inuteis os protestos das ossadas "não! para aqui não! por favor! não merecemos tal desfeita!".
O castigo tardou mas veio.
Não lhes bastava apagar o que escreveu, retirando-o das bancas das escolas (com amianto e tudo). Até mesmo no tempo do Botas alguns dos seus escritos figuravam nos livros de Língua Portuguesa, essa espécie de víscera atrevida e incómoda para tanta gente.
Quando os lobos uivam, a carneirada assusta-se.
À república o que é da república.
Ámen.

quarta-feira, setembro 12, 2007

terça-feira, setembro 11, 2007

Acasos

A segunda vinda do Dalai Lama a Portugal volta a incomodar a nomenklatura republicana indígena.
Se da primeira vez se conseguiu forjar um encontro ao acaso entre o então PR e o Tibetano num Centro Cultural qualquer, num mercado ou coisa do género, à laia de "Olhem quem está aqui! Então não é que é o Dalai Lama" (terá dito Jorge Sampaio com ar estupefacto como se acabasse de dar de caras com o Papa a petiscar ovas de polvo na tasca de Cacela).
Desta vez poderia criar-se uma coincidência ainda mais elaborada, na linha da espectacular demolição das torres de Tróia (diz que Sócrates ainda está convencido de que foi mesmo ele que mandou aquilo tudo abaixo). Por exemplo num campo de milho transgénico, ou na banca do Público no Centro Comercial Colombo. Passaria a ser um costume que, a ser praticado com regularidade, poderia catapultar ainda mais a imagem de Portugal para os píncaros do mundo, local de onde se avista o Everest com dificuldade quando se olha para baixo.
Transmissões em directo pela Sky News e CNN a descabelarem-se desesperada e mutuamente na disputa dos melhores ângulos. A Betandwin lançando apostas sobre quais os locais mais prováveis para mais um extraordinário encontro casual entre os representantes da república portuguesa e o Dalai Lama que, já se tendo apercebido do potencial da coisa há muito tempo, não pára de sorrir quando cá vem, contendo-se a custo para não desatar às gargalhadas.

sábado, agosto 25, 2007

Verão

A par do fenómeno sazonal dos incêndios, já devidamente interiorizado no modus operandi nativo como sendo inevitável e requerendo cada vez mais meios num crescendo de complexidade imparável, este Verão vem presenciando um novo fenómeno que consiste nos assaltos de Verão.
Desde o assalto e destruição de milho transgénico em Silves à vandalização de descrições na wikipédia, esta nova modalidade vai certamente ganhando adeptos entre os lusígenes, criaturas resultantes da manipulação genética de lusitanos e aborígenes.

Para quem gosta de ver o céu preto polvilhado de astros vários nas noites quentes de Verão, o Stellarium e a nova versão do Google Earth oferecem de borla guias estelares que após descarregados ajudam a interpretar o que se vê de noite quando se olha para o ar, sem nada que fazer. Ajudam, por exemplo, a distinguir entre Constelações e Galáxias, pelo que os recomendo vivamente à Clara Ferreira Alves antes de se espraiar a escrever disparates como os que foram publicados na Única do Expresso numa semana passada, por exemplo.

Uma das grandes vantagens do Algarve em Agosto é poder-se visitar, nas calmas e sossegadamente, o IKEA de Alfragide. Até os berros das criancinhas estão ausentes, enxameando como estão os restaurantes do sul, para castigo dos pais delas e dos das outras que berram ao lado delas.
Quanto ao de Matosinhos, não sei.

Canícula

Quando era puto, o Alentejo era enorme no Verão. Era impensável percorrê-lo de bicicleta, e o próprio acto de imaginar isso adquiria foros de arrogância indesculpável. Isso era só para os tipos da Volta, uma seita de alienígenas que viviam em tocas o ano todo e que, de repente no Verão, enquanto toda a gente ia para a praia deixando Lisboa entregue aos pombos, desatavam a pedalar furiosamente Lusitânia fora envergando camisolas de clubes de que nunca se ouvia falar durante o resto do ano como Flandria, Sangalhos, Caves Messias, e o camandro.
Sempre que se mencionava um episódio de doping nas equipas do Benfica ou do Sporting a culpa era normalmente da mistela inclusa no Sumol ou na Laranjina "C" oferecidas, invariávelmente por adeptos do Sangalhos, aos corredores durante a prova.
Ininterruptamente perseguidos por enxames de veículos atestados de ébrios e cravejados de componentes velocipédicos, amavelmente acompanhados por escolta motorizada da GNR, circulavam a velocidades inconcebíveis atingindo mais de 120 km por hora na descida de algumas serras em várias ocasiões. Este fenómeno, entusiásticamente emoldurado no percurso por hordas de apoiantes indefectíveis, de fato de banho à borda da estrada, aproveitando o acontecimento, o local e o momento para soltarem os impropérios que lhes dessem na real gana mandando tudo para o caralho enquanto batiam palmas convencendo toda a gente que apoiavam os corredores, merecia honras de abertura no Telejornal a preto e branco, anunciado por um batedor de ovos que nunca entendi porque aparecia. Os lugares na primeira fila, perto das meta que se sucediam no final de cada etapa, eram os mais disputados visto serem os melhores para a prática do afinfar-cachação a eito e a preceito no lombo, ou onde calhasse, dos ciclistas en passant, à laia de empurrão, saudação ou incentivo.
Era por esta altura que o céu abrasador do Alentejo se cobria de nuvens e que caía uma chuva miudinha que fazia saltar para o ar o cheiro da terra com toda a força. As voltas à Casa Pequena na Vilar azul requeriam novas manobras de perícia acrescida tendo o piso adquirido vida e feitio próprios, tornado escorregadio e ganhando sulcos que se enchiam depressa com água cor de galão.
Era a canícula, diziam.

quinta-feira, julho 26, 2007

Ele há coisas do camandro

Há dias atrás, comentando um post do Dragão, desencadeei uma série de comentários, não ao texto comentado, mas ao meu próprio comentário.
Chama-se a isto, em linguagem de mar, abordagem de sabre em riste. Ou seja:
Os microcéfalos que deambulam, sorridentes e satisfeitos, na calmaria morna da B.L.U.S.A. (Blogosfera Lusa) teimam em encontrar nas caixas de comentários sobre textos que não entendem, que lhes dão o insuportável trabalho de ler e , consequentemente, a inantingível tarefa de os compreender porque se tratam, repito, de microcéfalos, o lugar próprio para defecarem sem pejo o que lhes vai nas tripas. Vem isto a propósito deste texto e respectivos comentários.
Para além dos anónimos, essa estirpe acéfala e vampiresca que faz pasto da sua fome as ideias dos outros, vegeta uma tosca anglofonia que dá pelo sugestivo nome de lusgon, ou seja escuridão.
Associam tais criaturas Monarquia com Chulice com o à vontade de um sacristão soltando flatos em Catedral. É, de facto extraordinário.
Pois que se lambuzem primeiro no opróbrio chupista desta república de treta que alcandora a intocáveis vitalícios mentecaptos com oito anos de serviço na Assembleia da República.
Ou que enfiem suas doutas pencas nos entrefolhos do cú do funcionalismo público republicano e que, com isso, garantam para si e para os seus, comendas e prebendas à discrição e fartazana.
Nariz no cú tapa três buracos, diz a Sancha cheia de razão.
De facto, ele há coisas do camandro.

segunda-feira, julho 16, 2007

O Ovo da Serpente

Autárquicas : Lisboa 2007.
O primeiro facto que me ocorre é a monumental derrota do PSD.

O segundo, a magra vitória do PS.
O terceiro e em sequência dos dois primeiros, consumado na corrida que Telmo Correia levou face aos votos obtidos pelas candidaturas de Carmona Rodrigues e de Helena Roseta, os chamados independentes (Sá Fernandes durante a campanha referido como candidato-independente-do-bloco-de-esquerda não foi, de facto, independente coisíssima nenhuma), consiste no fartanço que alguns eleitores, poucos, quiseram demonstrar face à partidocracia vigente na pseudo democracia do pós vinte cinco de Abril.
Não é só o discurso oficial partidário que está gasto, vazio de conteúdo, estéril de objectivos e, por isso, impotente na sua realização. É cada vez mais a noção de aldrabanço e batota que os portugueses vêm sentindo face ao palavreado inconsequente e folclórico dos ícones partidários. A ideia de que "eles lá se arrranjam mais os amigos deles e a gente é que se lixa" passou a constituir uma realidade diária, omnipresente, na prepotência do aparelho de estado, na impunidade escandalosa de arguidos em processos gravíssimos, no desdém que a classe política perpassa na sua relação com os seus eleitores.
Vai grassando um descontentamento generalizado que não pactua com tranquilidades fofas em condomínios privados. A pouco e pouco a besta desperta, e boceja.
Só precisa de quem a acorde de vez, a conduza e lhe indique a quem morder.
É só uma questão de tempo.
A História repete-se. Como de costume.

Da Independência

A defesa da submissão da independência e soberania de Portugal aos castelhudos foi defendida hoje no Diário de Notícias por José Saramago, prémio Nobel de Literatura.
É a voz da república no seu melhor.
Uma das vacas sagradas da inteligentsia sinistra nativa, alcandorada a guru de cafres, citada a torto e a direito por mentecaptos e basbaques, um gajo que nem sabe escrever, que seguiu o exemplo sensacionalista de Rushdie com os versos satânicos (mais a fama e respectivos cobres que lhe renderam) adaptando-o às fezes lusas e inventando um Evangelho Segundo Jesus Cristo para depois, e por isso, fazer-se de perseguido e martirizado, faz eco do que vem zunindo há anos nas ocas caixas cranianas da inteligentsia indígena republicana: Se fossemos espanhóis é que era bom.
Depois venham-me dizer que não tenho razão.
Nunca a independência de Portugal esteve tão condenada como se de vergonha se tratasse.
Nem tantos se empenharam tanto em acabar com ela.

quinta-feira, julho 12, 2007

Comentário ao comentário

Como o blogger insiste em boicotar o meu acesso autenticado às várias caixas de comentários, mesmo no meu próprio blog, não tenho outra solução senão a de criar um post exclusivo para responder ao comentário do Dragão ao meu penúltimo post.
Ainda fui ao tegúrio do mostrengo, estabelecimento altamente recomendável por sinal, mas vi-me obrigado a comentar como um reles anónimo. A resposta foi esta:

Obrigado pela visita e comentário mas...
No mundo dos cavalos que falam, essas nobres criaturas incapazes de mentir, não só as Maxi Puch têm menopausa como os diesel têm carburador!
Cumprimentos,
Afonso Henriques

Já agora, e a talho de foice, também poderia ter sido:

Quer dizer, Vossa flamejante Senhoria, que lá que os cavalos falem e as Maxi Puch derrapem na menopausa, tudo bem , mas os diesel não podem ter carburador ?

Ou então:

Queres ver que afinal o Jaime era daltónico?

Ou ainda:

O gajo da bomba estava era enganado. Quem não percebia nada de mecânica era o Jaime.

E por aí fora, alentejo adiante...



terça-feira, julho 10, 2007

Curiosidades

Foi curioso ouvir hoje o Primeiro Ministro de Portugal perorando em Londres sobre as nefastas práticas do regime de Robert "Hitler" Mugabe, no Zimbabué.
E Angola.
Ali ao lado.

Foi curioso assistir ao "perdão Presidencial" perpetrado por Bush sobre "Scooter" Libby, quando condenou à morte, sem apelo nem agravo, dezenas de concidadãos americanos enquanto Governador do Texas.

Foi curioso constatar nas paragonas publicitárias que patrocinaram o "Live Earth".
A começar pelo "Chevy" omnipresente no messenger e a acabar na patética participação publicitária nativa na RTP1 devidamente acolitada por Júlio Izidro, Edite Estrela e Carlos Malato. Entre outros.

Foi curioso assistir à apresentação de Teresa Salgueiro no Pavilhão Atlântico.
Eis Carla Salgueiro.

Foi curioso assistir à distribuição voluntária e voluntariosa de flyers da TMN às portas do Pavilhão Atlântico de onde nem se vislumbrava um reles caixote do lixo. On Earth's behalf.

Foi curioso como consegui adormecer a noite passada e estar a postos a estas horas para escrever isto.

sábado, julho 07, 2007

Histórias de Encantar X

Há cerca de quinze anos atrás, na sequência de uma desastrosa aventura pelos pantanosos caminhos da construção civil, o meu irmão Jaime, tomado de ares e de coragem, resolveu iniciar-se de primeira pelo não menos claro percurso da especulação imobiliária.
"O Alentejo, porra!" começava ele, imediatamente a seguir à última colherada de sopa ou ao primeiro naco de pão demolhado nos coentros das ameijoas, dependendo da estação do ano.
"O Alentejo é que é!!" concluía após uma dissertação ininteligível sobre compra e venda de Montes abandonados em herdades desmanteladas, pequenos investimentos para "recuperar a traça" (ficávamos sempre sem saber se isso significaria "abrir o apetite" ou não) divulgação do produto, contactos e venda. Mas o Jaime estava-se era bem cagando para a possibilidade omnipresente da ininteligibilidade do seu discurso. Para ele o Alentejo é que era.
Certo dia, numa das suas deambulações pela planura alentejana empancou-se-lhe o carro. Pifou.
Debaixo de um Sol impiedoso dardejando um calor abrasador conseguiu encostá-lo à berma, a cerca de trezentos metros da sombra inútil proporcionada pelo único carvalho multicentenário do distrito.
"Foda-se" murmurou aos berros enquanto levantava o capot do velho Golf TDI.
Olhou lá para dentro, olhou e nada. Não percebia nada do que via: tubos, fios, latas com tampas, tampas sem nada por baixo, tubos e mais tubos e nada. Não fazia a mais pálida, esquálida ou confrangedora ideia do que carga de água ou o camandro tinha acometido o cabrão do carro.
Mal tinha tido plena consciência, naquele segundo interminável, do atascanço em que estava metido quando ouviu resfolegar à sua esquerda. Rodou a cabeça na direcção do som forte e próximo e deparou com as ventas de um imenso cavalo preto. Mal recuperara do cagaço e isso só para ouvir o cavalo dizer "Carburador. A tampa do carburador está solta." Dito isto, o cavalo desapareceu num galope completamente ridículo para a intensidade do calor e a dimensão da planura existentes.
Jaime voltou a mergulhar a cabeça no interior das entranhas do velho TDI com o pressentimento inquestionável e afiançado por uma adolescência parcialmente consumida em meses de wrestling com uma Maxi Puch na menopausa que, e isso de certeza, carburador tinha a ver com velas. Por fim lá deu com a merda da tampa do carburador desapertada. Sacou do Victorinox que o pai lhe dera quando perdeu uma aposta e apertou a tampa do carburador. Ansioso entrou no carro, rodou a ignição e o ronronar do diesel que se fez ouvir sossegou-o com a calma própria de uma história de embalar.
Enquanto o carro rolava pela estrada a única coisa que lhe estalava a realidade tórrida era a imagem daquele magnífico cavalo preto. A certa altura, avistando a silhueta inconfundível de uma decrépita bomba de combustível resolveu parar. Não que precisasse de reabastecer. Precisava só, mas desesperadamente, de falar com alguém. De contar o que lhe acontecera.
Abrandou e encostou à sombra, por baixo da canopy em forma de cogumelo da bomba. Desligou o motor e acendeu um cigarro. O homem da bomba apareceu devagar, como se tivesse saído debaixo do chão.
- Bs' tardes..- disse.
- Boa tarde.- respondeu Jaime apagando o cigarro de imediato. - É para atestar, s'fáxavor.-
Enquanto o homem da bomba dava início à complexa tarefa de reabastecer o terceiro carro da semana Jaime saíu do Golf aparentando sem esforço o ar de um latifundiário ocioso de mãos nos bolsos enquanto perscrutava desinteressadamente o horizonte dourado, seco e quente que envolvia a cena.
- Nem sabe o que me aconteceu.- atirou, partindo o silêncio sem cerimónia.
Nos cacos do silêncio recém quebrado o homem da bomba levantou a cabeça com um boné muito velho e olhou para cima, para a cara dele. Sem se conseguir conter Jaime contou o que lhe acontecera.
- Tive uma avaria no carro uns quilómetros lá para trás e de repente apareceu um cavalo preto vindo nem sei donde e disse-me "Carburador. A tampa do carburador está solta." Arranjei aquilo e o carro ficou bom...
- Pois.- disse o homem da bomba devolvendo o olhar à mangueira enquanto abastecia.
- Vomecê teve muita sorte. - acrescentou.
- Então porquê? - retorquiu Jaime com a certeza que tinha de que o homem da bomba não percebera patavina, ou não acreditava, naquilo que ele lhe acabara de contar.
- É que tem andado por aí um cavalo castanho que não percebe puto de mecânica.-

Esclarecimento

Antes que as hostes republicanas, devidamente acolitadas por enxames furibundos de papoilas satitantes, decidam mover-me alguma acção fundamentada em inside trading (*) afirmo desde já, e que fique claríssimo como a resplandescente alvura das brancas pombas da paz, que o post de 15 de Junho publicado neste blog nada tem a ver com as notícias vindas a público, hoje, sobre uma hipotética OPA hostil da Terra de Mu (vulgo China) ao TMN, perdão SLB.
Publique-se.

(*) Prática batoteira compulsivo-obsessiva tão do agrado do neoconismo económico.

sábado, junho 30, 2007

Das Moscas

Porque esta é a terra delas.
Tudo neste país está às moscas. O património, os museus, as ruas, aldeias, vilas e cidades.
Está tudo à mercê das moscas.
Umas são lustrosas e verdes. Outras zumbem em contrabaixo, varejeiras portanto. Outras ainda, compenetradas em danças misteriosas à contra-luz, súbitamente acometidas por impulsos inconfessáveis que se traduzem em trajectórias repentinas e sem sentido para logo regressarem à calma morna do calor no meio da sala, valsando. À contra-luz.
Às vezes uma, decerto contrafeita com o destino, investe decidida contra a vidraça de uma janela. Encantada talvez pelo brilho ofuscante de uma realidade que não conhece mas suspeita.
Têm em média uma semana de vida. Nesse tempo, que é o tempo de vida de uma mosca, têm que compreender o mundo em que cairam. Mas não conseguem. Uma semana é pouco tempo. Dedicam-se portanto à criação de nova geração de moscas, passando-lhes o testemunho.
Elas que descubram. Ou que se reproduzam até descobrirem. Ad aeternum.

Da indignação

Indignam-se as hostes com a recente história do centro de saúde de Vieira do Minho.
Eu também acho mal que os centros de saúde tenham um jornal de parede. Deviam era ter um blog. Ou dois.
Ou um canal de TV.
Sobretudo quando cerca de cem deles se encontram aparelhados com 50.000 € de equipamento estomatológico ao abandono desde 2004.

Depois ainda dizem que tenho mau feitio...


quarta-feira, junho 27, 2007

Verão

Vem aí a calorina, os fogos, o Verão.
Já desesperavam as gentes com a falta de uso dos carros de bombeiros, das mangueiras, da gritaria, das reportagens da TVI, das aeronaves-duche e restante equipamento proto bélico de combate aos incêndios. É verdade que tem chovido até há pouco tempo e que o clima tem estado ameno. Mas aposto em como também é verdade que ficou muito por fazer no que respeita a prevenção: desbaste de matas, limpeza de aceiros, formação profissional de brigadas de intervenção, instalação de palanques e video câmaras nas florestas, enfim, um sem número de actividades parvas que poderiam pôr em sério risco as tradicionais negociatas sazonais de meia dúzia de oportunistas.

sexta-feira, junho 15, 2007

Última Hora

Stanley Ho lança OPA sobre Joe Berardo.

segunda-feira, junho 04, 2007

Da Matemática

Teorema

Tese: Pianos = Chatos

Demonstração:

Pianos = Pi + anos
Pi + anos = Pi + ânus
Ânus = Olhos do cú

Logo: Pi + anos = Pi + olhos do cú = Piolhos do cú = Chatos

Da Língua Portuguesa e outros

Parece que aquilo estava escrito nos enunciados dos próprios testes de Língua Portuguesa.
Aquilo era o que se pode interpretar como "Se quiserem cagar nos erros tá-se bem ca malta liga beca a essas merdas".
Para bom entendedor meia palavra basta. Para a geração "tá-se", de polegares hiperdesenvolvidos e vocabulário reduzido, meia letra basta.
Há que desencefalar as hostes, analfabetizar os nativos, convertê-los numa chusma de zombies de auricular atarrachado ao crânio portadores de cartão único. E pô-los a votar.

Sugestão para um dois em um : abrir a "Época Oficial dos Incêndios" fazendo-a coincidir com o "Dia da Árvore".

Da mesma maneira que nunca se soube quem andou com pézinhos de lã a comprar terrenos na orla da barragem do Alqueva nos últimos anos (e que foi depois choruda e lacrimejantemente indemnizado) jamais se saberá quem tem andado a fazer o mesmo pelas bandas da OTA.


Não basta aos povos lerem e entenderem a experiência de outros povos para rejeitarem liminarmente determinados regimes e ideologias. Como é normal, infelizmente devido a vicissitudes várias, esses povos são amplamente analfabetos e intrínsecamente iliteratos tendo que provar primeiro da gamela para se arrependerem depois. Os que forem a tempo.
Veja-se os apoiantes de Chávez, por exemplo.

Verdadeiros Porta-Chávez.

Luís Filipe Scolari não gostou de ouvir os "Olés" gritados pelo público português presente no último Bélgica-Portugal. Das três uma: ou não gosta de touradas ou não gosta do público português ou anda armado em parvo.

Definição de República: regime que, entre outras coisas, permite que um arguido em casos de pedofilia se torne juiz enquanto impede que arguidos em casos de corrupção se candidatem a Presidentes de Câmara.

sexta-feira, maio 25, 2007

E vão 7

JAMÉÉÉ!
Baliu o ministro e
toda a gente ouviu.
Um tique albicastrense? À Castelo Branco? Talvez.
Vai-se a ver e na próxima exibe-se depilado, sobrancelhas aparadas e sapatinhos de crescer, de salto alto.
Se calhar.

Mas o ministro continua.
Do outro lado do mar, Jardim reduz a zero qualquer oposição com menos de cinco ou quatro ou três deputados. Expulsa-os. Tira-lhes o assento. E o acento.
Mas Jardim continua com assento e acento. Lá, na Madeira, e cá na piolheira, no Conselho de Estado.
É a República, a coisa, no seu melhor.
Imagine-se o que seria no seu pior.

Liberdade de quê?
Um professor de inglês (técnico? talvez) foi suspenso por ter dito um chiste, um remoque uma graçola sobre O Primeiro Ministro De Portugal.
Indignam-se as hostes. Descabelam-se furiosos os indígenas em espasmos de indignação. "É um atentado à liberdade de expressão", vocifera a nomenklatura ultrajada. Pois é. E depois?
Um dia destes ainda se lembram de atentar contra a liberdade de impressão.
Aí é que vão ser elas.

O sorriso de Portas
Desapareceu.
Há meses atrás era luminoso, cintilante, encadeante e, quiçá, cegante.
Agora não.
É bem patente o esforço com que, ginasticando ao limite a beiça superior, se esforça por ocultar o brilho resplandescente, autêntica cascata de luz, daquele sorriso sempre que uma Câmara se lhe atravessa na rota.
Agora percebo a minha sogra que, numa mafona de nubente, se desmultiplicava em manobras e rodopios à procura dos óculos escuros sempre que a Sancha dizia "Mãe, vai falar o Portas".
Resultado das investidas do Gato Fedorento? Talvez.

PPM.
Gonçalo da Câmara Pereira, eleito na Câmara de Arronches, candidata-se a Presidente da Câmara de Lisboa.
Para o ano, se calhar, candidata-se a espantalho num pomar.
De pêras.

BE.
Sá Fernandes, o candidato independente do Bloco de esquerda, evoca Ribeiro Telles a torto e a direito.
É obsceno? Não sei.
Mas que tem um não sei quê a ver com as atrocidades inquisitoriais cometidas pela Igreja em nome de Deus e as barbaridades taliban em nome de Alá, lá isso tem.

O Sol.
Não dá brindes? Não compro.

Constança Cunha e Sá.
Indigna-se no Público de hoje contra a manifesta inacção do Presidente da República.
Duuuhhh...(leia-se dââââââ..............)

Nota: Portugraal, sendo um blog monárquico, jamais pactuará com a calamidade a que o RREC (Regime Republicano Em Curso) vem encharcando esta terra a que, um dia há muitos anos, chamaram Portugal.

segunda-feira, abril 23, 2007

Diz que é uma espécie de coiso

- Diz que afinal o Primeiro Ministro não é Engenheiro Civil.
- E então o que é que isso tem? Também não é Filósofo!
- Sócrates?-
- Diz que é nome próprio.-

domingo, abril 15, 2007

Mais 1

É irresistível.
O país é pequeno, as cabeças pensantes julgam-se poucas e prenhes de jurisprudência e a vontade de perorar sobre códigos de conduta na blogos é indómita.
Quiçá incontinente.
Eis FJV na peugada de JPP(*).
Além de que tenho para mim que a retirada estratégica de caixa de comentários do alcance de mão comentadora é sintomático.

(*) JPP é, como sabem, autor de um blogue de que este terreiro se orgulha de jamais ter linkado.

Obrigado pela ajuda

Acho que consegui exorcisar a praga que infestava aqui o terreiro.
A esta hora deve estar deambulando, descabelando-se aos urros e uivos no imenso limbo blogosferociberinternético ou lá como se chama o sítio.
Obrigado ao Foziber, à Riacho, ao JPG e ao Daniel Carrapa pelas sugestões e pela ajuda.
Segui a pontaria do Daniel e acertei no Geoloc.
Foi tiro e queda.

terça-feira, abril 10, 2007

Carraças, Carrapatos, Chatos, Pulgas e outros parasitas

De algum tempo a esta parte este blog foi atacado, e permanece sob ataque, por um protozoário ciber estuporado que dá pelo nome de "Mercado Livre". Alojou-se, o cabrão, no canto superior direito deste magnífico layout.
Ou seja, alguém resolveu parasitar aqui o terreiro com reclames e outras merdas a que o autor deste espaço, registe-se, é inteiramente alheio.
Apreciaria com agrado que algum dos meus parcos leitores me fornecesse os meios e providenciasse a técnica cibernáutica necessária e suficiente para que pudesse recambiar este oportunista desescrupulado para o sítio de onde nunca deveria ter saído para me assombrar a existência. Ou seja, o inferno.
Dão-se alvíssaras, sob a forma de empenhadíssimos agradecimentos e , quiçá, um honroso link de primeira água, que é como quem diz, de primeira página, a quem possa ajudar.
Que merda.

segunda-feira, março 26, 2007

portugalinho dos pequenininhos

Os portuguezinhos, criaturas timoratas, assustadiças, obedientes e pequeninas, acharam por bem eleger um Mestre-Escola autoritário, ressabiado e sem sentido de humor como o Melhor Português De Todos Os Tempos.
Acho que nem merecem melhor.
Nada a ver com a coragem e determinação dos antepassados que os precederam e que, com muito sangue, suor e lágrimas, fizeram esta Nação.
Quem sai aos seus não degenera, diz o povo, essa grande amálgama de cagaço e impotência.
Talvez não. Mas também não regenera.

sexta-feira, março 16, 2007

O homem que fuma extremamente pouco (Cap.II)

- Boa tarde.
- Boa tarde.
- O senhor é que é o homem que fuma extremamente pouco, não é verdade?
- É. Outravez?
- Outravez o quê ?
- Essa pergunta. Já lhe respondi há dias atrás.
- Desculpe mas não me lembro.
- Pois é o que dá.
- É o que dá o quê?
- Isso de se ser jornalista.

Tecnofagia

Não há condições para se postar.
As diferentes "caixas" do texto do post anterior são um capricho do novo blogger.
Uma chatice.
E isso sem falar da transformação dos links em expressões ininteligíveis empestadas de acentos e caracteres em aramaico clássico ou fenício arcaico ou criptografia achinesada aquando da transição do velho blogger para o novo blogger.
Este planeta está a ficar insuportável. Depois de proibirem os foguetes, o álccol, o tabaco, as colheres de pau e os grelhados de carvão na rua fazem-se os arraiais e festas populares com quê? Água do Luso e peixe cozido?

Cidadão encartado


A questão do cartão único vem servindo de pretexto para a que inteligentsia nativa, acoitada em tertúlias, bordéis e lupanares, providos de celestial e incadescente luminosidade intelectual, reaja estridente, como gosta, como cortesã ofendida, dando assim mais um ar da sua graça. Depois de se citarem uns aos outros, os membros da inteligentsia nativa acabam citando-se a si próprios. Todos já tinham previsto a chegada do cartão. Todos já tinham anunciado isso mesmo. E todos aplaudem em segredo. É o fenómeno pescadinha de rabo na boca levado ao seu expoente máximo.Só que em vez de peixe trata-se de um mamífero: o Homo Sapiens Sapiens em autofagia orgásmica.
Cartão único, número único.
É a prova, mais uma, em como a Constituição do regime é tão maleável como um junco sob mais leve brisa, sopro, ou bufa, desde que se mantenha imutável o artigo que obriga a que o mesmo seja uma República. A elasticidade desta Constituição e do regime que nela assenta é tal que, comparadas com ela, as cuecas da Bécassine parecem espartilhos.Que o reles indígena seja reduzido a um número, até dá jeito, dizem. Pergunte-se na rua e o povo dirá: “Acho muito bem!” Ou então: “ Já não era sem tempo! Tanto cartão, tanto cartão, tanto cartão para quê ?? Ele é o bê-ii, o passss, o mutibanc o c'rt'ão'd'studant a carta de condução, ou o camandro. Assim só com um cartão é tudo muito mais simples! O verdadeiro simpléksse”.
O povo é assim. Gosta de coisas simples. E que mandem nele. Simplesmente.

sábado, março 03, 2007

O homem que fuma extremamente pouco

- Boa tarde.-
- Boa tarde.
- O senhor é que é o homem que fuma extremamente pouco, não é verdade?-
- É.-
- Como é que se sente com esta nova lei que proíbe que se fume em lugares públicos, restaurantes e bares com menos de cem metros quadrados, etc.
- Sinto-me profundamente discriminado. Acho uma injustiça.
- Ora essa! Então sendo o senhor uma pessoa que fuma extremamente pouco deveria estar-se, como é que hei-de dizer, completamente nas tintas para isso, não lhe parece?
- Não. Claro que não. Eu fumo cerca de, mais ou menos a quantia aproximada de dois ou um cigarro por ano. Imagine que num certo dia estou num local desses onde é proibido fumar. Imagine que é precisamente nesse dia e nessa altura que me apetece fumar um cigarro. Não posso! Só por causa dessa lei! Acho isso uma injustiça.
- Eu acho essa merda toda uma parvoíce do camandro.
- Desculpe, mas quem é o senhor ?
- Eu ? Eu ia a passar por aqui e comecei a assistir a esta entrevista e acho isso tudo uma parvoíce do camandro.
- Isso o quê?
- Isso tudo. Você, o microfone, a cara de parvo do gajo que fuma extremamente pouco e a puta que os pariu aos dois.
- ...-

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Um post tipo Jerry Seinfeld

Já repararam nos carros que, de vez em quando, estão expostos nos centros comerciais?
Geralmente nem são modelos novos, muitas vezes até são carros usados. Dizem -Olha-me aquela bomba!- Aproximam-se lentamente e miram-no como se estivessem a ver um protótipo de OVNI recém aterrado. Rodeiam-no, andam à volta dele, apontam para as rodas, espreitam lá para dentro, tocam-lhe, afagam-no, retiram folhetos informativos pejados de erros ortográficos e guardam-nos cuidadosamente, fazem perguntas parvas. Para quê? Podiam simplesmente dar uma volta pelo parque de estacionamento do Centro Comercial e viam não um mas dezenas de carros muitos deles iguais ao que está exposto e muitos outros diferentes! Mas não. Há qualquer coisa indefenível que as atrai para verem AQUELE carro. Como varejeiras à volta de uma carcaça.

Notícias.

Uma boa notícia:

Alberto João Jardim demitiu-se.

Uma má notícia:

Alberto João Jardim vai-se recandidatar.

Uma péssima notícia:

Alberto João Jardim vai voltar a ganhar as eleições.

Um Rei!

Em Vila Pouca de Aguiar o desespero fez com que o Presidente da Câmara escrevesse ao Rei da Noruega.
O desnorte a que a república nos conduziu é total.
Primeiro fecham as escolas. Depois as maternidades. Agora os centros de urgência regionais.
Sócrates e a nomenklatura republicana que continuem desenterrando o maior número possível de "causas fracturantes" que entretenham os massmérdia (CFA dixit) na sua predação incontinente. E não faltam sugestões: desde a IVG (este já foi) ao TGV, passando pelo matrimónio gay, pela adopção gay, via eutanásia, rumando ao aeroporto da Ota, etc., e o camandro.
Senão...o santo povo português ainda se põe a pensar em coisas estranhas e obstrusas tais como as inexistentes razões de ser de um regime tão empenhado, que está, em arruinar as gentes a que se impôs.
E não me venham com as tretas do costume que monarquia é sinónimo de reaccionarismo, de extrema direita, de coisa do passado, anacronismo, etc.; Monarquia é, cada vez mais, a alternativa, ilegalizada por uma Constituição proto fascista de regime único, empenhada no futuro de Portugal. Como o foi, quando o viu nascer, em 5 de Outubro de 1143.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

A verdade é esta

Escreveu-a Vasco Pulido Valente na passada 6ªfeira no Público:
No próximo dia 11 de Fevereiro referendar-se-à o fim, ou não, do aborto clandestino.

sábado, fevereiro 03, 2007

Sentido de Estado

Ana Gomes partiu a loiça toda ao insistir que a cedência, pelo Governo de Portugal, de aeroportos para o escalonamento de prisioneiros da CIA a caminho dos tegúrios a que se destinavam não dava grande exemplo do que é o Sentido de Estado. A nomenklatura republicana acha o contrário: que Ana Gomes ao denunciar isso é que demonstra grande falta do Sentido de Estado.
Há mais: Manuel Pinho disse alto na China o que se resmunga em surdina pelos becos cá do terreiro: que a maior competividade indígena reside nos baixos salários e que um dos travões ao deslizar eficaz dessa bendita competividade reside na acção reaccionária dos sindicatos. Pinho passou de imediato a constituir mais um número na lista negra da nomenklatura republicana. A dos que não têm o tal Sentido de Estado, ao dar a imagem de Portugal como sendo um país terceiro mundista. Como se não bastasse uma incursão atenta pelo território para se constatar o óbvio: noventa e seis anos de República consagraram Portugal no terceiro mundo. E sem retorno.
Eu explico: Sentido de Estado é ser-se coerente. Quem é pelos direitos humanos no café não pode espancar a família quando chega a casa. Qualquer Estado que não invista na educação, formação e qualificação dos seus cidadãos, além de não ter Sentido nenhum, também não tem ponta por onde se lhe pegue. Ao pé disto, qualquer campanha de regime, como a da remoção de simbologia religiosa das salas de aula, não passa de um tique de ecologista com tesão de mijo.
Mas tal Estado existe: Chama-se República Portuguesa.
Mas ainda há mais.
A nomenklatura republicana varre todo o espectro partidário nativo. A indignação contra Ana Gomes e Manuel Pinho veio de todos os quadrantes, desde o PS ao PSD. Por isso digo que questionar o prazo de validade do regime republicano não é uma utopia quixotesca. É um acto legitimado pelos sucessivos fracassos de um regime que, nunca reconhecendo o legítimo direito à propriedade cínicamente consagrado na sua própria Constituição, tudo tem feito para atrasar, retardar e impedir a resolução de questões inadiáveis submetido, como está, ao poder corporativo de meia dúzia de classes profissionais herdado do Estado Novo e obscenamente protegido no pós vinte cinco de Abril. O resto é conversa.

domingo, janeiro 28, 2007

Agora a sério...

...escrever blogue em vez de blog é o mesmo que escrever vólquesseváguéne em vez de volkswagen.
Vai uma aposta?

sábado, janeiro 27, 2007

Seamus

seamus

Para quem gosta de cães, blues e de desenhar.
Dos Pink Floyd.
Revolution

Para a esquerdalha ouvir com muita atenção....

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Vem aí


Mais uma vaga de frio pl'o ar.
 
Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue!