sexta-feira, fevereiro 13, 2009
República de porteiras e merceeiros
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Ferreira Leite demite-se
Quanto à restante oposição, fraca e desmotivada, resta-lhe o barulho, o ruído, o soundbyte e o conformar-se com uma terceira via que só existe porque sim. A almejada alternativa de esquerda é não só inviável como inútil.
Cada vez mais o futuro do regime republicano se confunde com o futuro de Portugal: apodrecer à chuva e ao sol, numa agonia lenta e dolorosa.
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
No país dos bêpêenes
Pois.
Digo eu que dizer isso equivale a dar um tiro no pé com uma caçadeira de canos semi-serrados.
A presidente do PSD não sei o que disse.
Dizem-me que Inglaterra, Letónia, Ucrânia e outros se encontram à beira da bancarrota. E que o Figo perdeu uma porrada de massa com a história do BPN. E que a CGD vai comprar o BPN. E o Figo ? Está incluído? E se à CGD lhe apetecer criar um clube de futebol ? Passará pela aquisição do passivo de Figo? digo, do passe de Figo ?
Daqui a nada vou emigrar rumo a l'America del sur. Cojones! Vou ali ao lado à Venezuela a casa do Chávez dizer-lhe que o populismo de esquerda é gajo para lhe aguentar 40 anos de presidência? Ou vou antes vender-lhe mais meia dúzia de Magalhães ? Ou mando-o para o caralho? Não sei. Farei o que me apetecer na altura. Se for à Venezuela.
Leio que Santana Lopes se sente lisonjeado com o apoio do CDS/PP à sua candidatura à presidência da CML. Sente-se lisonjeado por ter como apoiante um partido que contribuiu grande e fortemente para que Portugal fosse condenado por obstrução ao direito de liberdade de expressão. Em nome de Nossa Senhora de Fátima. Eu, que tenho pena de não tocar como Santana, sinto-me lisonjeado por não me chamar Lopes.
Um dia começo a escrever um livro. Já tenho uma filha e um filho. Já plantei várias árvores em variados sítios. E sinto-me cada vez mais novo.
Um dia vou dizer ao mundo um segredo em voz baixa.
Vou-lhe dizer num sussurro onde está a alegria. A felicidade insuportável. O riso que parte tudo.
E tu, que lês isto, ficas a saber em primeira mão.
sábado, janeiro 31, 2009
1 de Fevereiro de 2009 - 101ª Despedida
Gonçalo Ribeiro Telles terá dito um dia: "Se pudesse tomar uma bica com cada português, restaurava a monarquia em Portugal".
Miguel Esteves Cardoso terá dito um dia: "Os monárquicos em Portugal constituem o maior partido clandestino que existe". Esses dias estão cada vez mais longe.
Hoje é o dia em que Miguel Sousa Tavares escreve no Expresso: "Eu penso que Portugal não vale muito como nação e como povo - aquilo que nos separa da inviabilidade não é tanto como, por inércia, nos habituámos a pensar." Não descortino o que haverá de comemorável no centenário a 5 de Outubro de 2010 a não ser a ignorância colectiva, o desprezo pelo passado, a vergonha da História e o triunfo da propaganda fónix.
quinta-feira, janeiro 29, 2009
As vacas do Bloco, oTGV, os ATM e outras actualidades da República
A sua preocupação com o bem-estar físico e emocional de tais animais é tão comovente tão comovente que eu sei lá. As vacas, por seu lado, provavelmente têm o Bloco em tanta consideração como o resto do espectro político da república que vai desde o Bloco, lui même, ao PNR. Ou seja: estão-se ruminantemente cagando.
Por outro lado, é fundamental o TGV Lisboa <-> Porto para facilitar o acesso dos Madrilenos à Invicta, assim como o dos galegos a Madrid. Sendo Portugal a pagar, ainda melhor. No que diz respeito à retirada dos ATM dos tribunais para evitar que sejam furtados, verifica-se mais uma vez o síndroma do Outão. Aliás, o síndroma do Outão é uma prática administrativa compulsiva da República portuguesa no estado actual; cimenteira do Outão, exames de Matemática, Freeport, etc. Há umas semanas queixava-se a Marinha que Portugal não dispunha de meios suficientes para defender a sua zona económica exclusiva (ZEE). A solução, segundo os preceitos do sindroma do Outão, passará provavelmente pela alienação da ZEE em nome de uma qualquer outra potência marítima Atlântica, quiçá o Triângulo das Barbudas, pelouro de Alberto João Jardim.
Depois da recomendação de D. José Policarpo no sentido de as portuguesas pensarem bem antes de cometerem matrimónio contra muçulmanos, surge no horizonte o Nobel Saramago recomendando que as mulheres do mundo civilizado, a começar pela secretária de Estado norte americana Hilária, se agarrem com unhas e dentes aos apelidos de nascença que lhes foram transmitidas pelo protagonista masculino no acto da concepçao.
Admirável mundo novo este em que, enquanto a economia cai de podre, milhares de pessoas morrem de fome e as gentes do planeta se interrogam sobre o seu futuro nele e com ele, a brigada geriátrica avisa, avisa e avisa.
Blog Anónimo
No que respeita às actualidades na República, acho estranho que uma Procuradora dela diga que não há suspeitos nem arguidos no caso Feeport horas depois de ter sido feita uma busca a um escritório de advogados. Também acho estranho o maradona implicar tanto com a pontuação dos textos de alguns colegas, mas isso é outra conversa e fica para outro dia. Há muitas coisas que acho estranho mas isso deve-se ao facto de eu ser um tipo esquisito. Pelo sim pelo não aqui vai uma caterva de vírgulas e pontos para o caso de me esquecer de usar de tais temperos em cozinhados futuros.
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domingo, janeiro 25, 2009
O regresso da abetarda (*)
Outra notícia refere que à banca não convém executar uma penhora de oitocentos milhões de euros sobre Joe Berardo porque isso se reflectiria em perdas que teriam que ser publicadas nas contas anuais dos bancos credores e a última coisa que os bancos hoje em dia querem é dar a sensação que estão à rasca. Mas se um tipo se atrasa numa puta duma prestação da casa são capazes de rapar todas as contas com o seu nome, mesmo que abertas com terceiros como primeiros titulares. Belmiro e Amorim, por seu lado, perderam dois mil milhões. Assim mesmo.
Imagino os dois a encontrarem-se num Posto de Abastecimento da Petrolífera Nacional:
- Então pá, ó Belmiro, como vai isso ?- pergunta o Amorim enquanto abastece o Daimler.
- Eh pá, ó Américo, isto está uma beca mal, dasse. Perdi dois mil milhões, tás a ver.
- Fogo meu! Também eu ólhó caralho!-
E pronto.
Outra notícia curiosa tem a ver com a doçura com que o Exresso fala da descarada cartelização das companhias petrolíferas em Portugal. Por cima de um gráfico onde se demonstra à saciedade a coincidência no tempo e no valor das subidas e descidas dos preços da gasolina e do gasóleo das quatro principais (GALP, CEPSA, BP e REPSOL) pode ler-se "Petrolíferas com preços alinhados". Alinhados? Quanto à obrigatoriedade de afixação de um painel com os preços dos combustíveis nos postos de abastecimento nas Auto-Estradas, subsiste aquela irritante e completamente inútil placa amarela onde se lê "Brevemente indicação de preços". É de uma inutilidade absoluta, ao nível da placa informativa nas saídas das Auto-Estradas indicando "Outros destinos". A estupidez é como as ervas: cresce com a chuva.
(*) Título que o último Expresso dá a uma série de notícias que vão desde a alegada corrupção de um engenheiro da Câmara de Góis que deu por concluída uma obra de pavimentação de uma estrada que nem sequer tinha começado, ao número de chamadas do Centro Social de Castelo Branco aberto há um mês, passando pelos dois milhões de prejuízo causados pelo apagão que "atingiu Moita, Martingança e Maceira". Ah, é verdade, o número de abetardas passou de 1150 em 2001 para 1600 em 2008, 80% das quais na zona de campo Branco em Castro Verde.
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Paradoxo ou impossibilidade técnica
s. m.,
sexta-feira, janeiro 16, 2009
Reparem bem
O Ministro Manuelinho aparenta uma preocupação genuína com as trafulhices de que são vítimas os consumidores portugueses nomeadamente as praticadas pelo cartel das petrolíferas na República Portuguesa. As petrolíferas estão-se pura e simplesmente a cagar para a obrigação de afixação de preços na aproximação das áreas de serviço nas auto estradas em vigor desde meados 2008. Também se estão completamente cagando para o facto de serem um cartel porque sabem que estão acima da lei. Eu também sei que o Ministro Manuelinho não se chama assim mas é assim que soa quando falam dele na TSF. A tia Manuela, por outro lado, indignada com o facto de Gonçalo Amaral ter sido escolhido para se candidatar a presidente da Câmara de Olhão e isto porque não passou tempo suficiente entre a execução de funções na polícia e a candidatura a um cargo político de forma a afastar a sombra sempre desagradável da promiscuidade, não percebeu que o lugar do líder da oposição é no Parlamento e não nos estúdios de televisão. Mas isso também não percebeu o Pacheco Pereira, que não percebe uma data de coisas como por exemplo o que escreve o Vasco Pulido Valente. E é
quinta-feira, dezembro 25, 2008
quarta-feira, dezembro 17, 2008
Introdução à política - Lição 3
terça-feira, dezembro 16, 2008
Introdução à política - Lição 2
O PS prepara-se pois para disputar um campeonato eleitoral em excelente posição, beneficiando da balbúrdia em que se encontra mergulhada a oposição à esquerda e à direita, mantendo o seu rumo de terceira via, com os trabalhos de casa feitos e uma pipa de massa no horizonte sob a forma de subsídios antecipados. Com a ajuda do Zé Manel, claro.
sexta-feira, dezembro 12, 2008
Síndroma do Outão II
Melhor ainda seria fechar a Asembleia da República às sextas feiras, assim os deputados poderiam juntar-se mais cedo às suas famílias porque, como todos deveríamos saber, as sextas feiras são véspera de fim de semana. Acho que seria uma medida querida, terna e que cai bem em época de Natal.
quinta-feira, dezembro 11, 2008
D. Manoel de Oliveira

Homenagem à profundidade deste olhar intemporal que nos deu a ver tanto de Portugal.
Foto de Pedro Ferreira tirada daqui.
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Museus
domingo, dezembro 07, 2008
O cancro de África
Elegância Socrática
sábado, dezembro 06, 2008
Chumbar por faltas
(*) Blogosfera Lusa
sexta-feira, dezembro 05, 2008
À Vossa!
A República, por outro lado, é movimento sem imagem. Pensar que mais de metade do Parlamento se recusou a prestar homenagem a um Chefe de Estado assassinado com um miserável minuto de silêncio com o pretexto de que não se pode reescrever a história enche-me de pasmo. Essa é a imagem possível da República portuguesa: um regime de cinzentismo, encobrimento, que tresanda a hipocrisia e má fé.
quarta-feira, dezembro 03, 2008
Novo template
Agora já está.
Hoje foi dia de greve de professores, o que descobri na ausência de trânsito a caminho do Algarve, zona norte e ultramarina de Marrocos & Cia. Gosto da ideia de que as greves de professores servem para o fluir do trânsito, para desanuviar os vários caminhos que conduzem Portugal a outros sítios de Portugal. Esta greve de professores vem no alinhamento do último congresso do PCP; enquanto no congresso do PCP se aplaudiam regimes como o da Coreia do Norte, da China e de Cuba, a greve de professores contra qualquer tipo de avaliação faz eco na obscenidade do silêncio que acoitou a avaliação administrativa deles, professores, na Madeira. Passo a explicar: É sintomático do laxismo mental em que se encontra mergulhada a classse de funcionários públicos e partidários deste país (leia-se professores e filiados no PCP) quando penso na simultaneidade da passagem em claro da "avaliação" de professores na Madeira e o bezerranço que aconteceu este fim de semana no Campo Pequeno. Deve ser por tiradas destas que este blog é, erradamente, classificado como de extrema direita. Que se foda.
A caminho do Algarve, vi uma águia calmamente poisada num dos dez mil seiscentos e quarenta e dois postes que seguram uma vedação entre as áreas de serviço de Grândola e Aljustrel.
Com a máquina fotográfica ao alcance de um sopapo não vislumbrei todavia ocasião em que lhe pudesse deitar a mão e disparar. A águia percebeu isso e permaneceu, majestática e com a tranquilidade soberana que é apanágio de rapaces, poisada no poste enquanto passei por ela a trinta e quatro quilómetros por hora, entalado entre uma carrinha Renault e a buzinadela furibunda de um camião Luís Simões pilotado por um fanático do FCP. As merdas que se vêem e acontecem a caminho do trabalho davam para encher metade de um livro de receitas para dietéticos compulsivos.

