segunda-feira, dezembro 08, 2008
Museus
Depois da ideia peregrina de se criar um Museu Fernando Pessoa sem nada a ver com a existente Casa Fernando Pessoa, ao que parece será agora criado o Museu de Arte Africana, ali ao lado do Museu das Janelas Verdes, também conhecido por Museu de Arte Antiga, segundo anúncio do próprio primeiro ministro previsto para hoje. Correspondendo obviamente ao preenchimento de uma lacuna gravíssima no panorama cultural nacional, dada a procura insaciável de museus por parte da população, correndo o sério risco de deixar às moscas Centros Comerciais e Hipermercados, a iniciativa abre um precedente interessante que poderá conduzir à criação de mais inutilidades tais como o Museu de Arte Europeia, o Museu de Arte Americana, o Museu de Arte Asiática, o Museu de Arte da Oceania e, porque não, o Museu de Arte da Antártida.
domingo, dezembro 07, 2008
O cancro de África
Tem um nome: Zimbabué. E alastra metásteses pelos vizinhos. África está a tornar-se um lugar perigoso. Sendo o último continente carregadinho de recursos por explorar constitui um alvo apetitoso para o desporto favorito norte americano: defecar bombas. África está cada vez mais perto de se tornar o palco de um novo conflito multinacional em cada dia que passa. As portas de entrada são várias e os pretextos ainda mais. O que se passa com os piratas da Somália é só e apenas mais um.
Elegância Socrática
O sexto lugar na elegância atribuído não sei por quem a Sócrates a semana passada fez mais pela sua reeleição em 2009 do que qualquer campanha eleitoral que venha a ser feita. Sendo um personagem de plástico, amante do Chávismo e adepto ferrenho da epidemia Magalhenesca, Sócrates deverá estar impante, com o seu ego nos píncaros, que é o local de onde se avista o Everest quando se olha para baixo. A esfrangalhada ministra da educação, Maria de Lurdes Rodrigues, que cometeu o pecado mortal de defender e tentar aplicar um modelo de avaliação de professores para além da dúbia auto-avaliação, está mais desgastada que os pistons de um autocarro da carris dos verdes, de porta atrás, dos que já nem existem. Deixá-la cair, como eu já referi aqui, já nem é maldade: é caridade. Talvez em Março/Abril como profetizou Vasco Pulido Valente sexta feira passada na TVI, ou talvez mais cedo. Se calhar ela própria bate a porta um dia destes, antes do fim do ano. O cargo de ministro de educação é sempre ingrato num país pejado de gente mal educada e malcriada. Um cargo destinado à guilhotina, como referiu Miguel Sousa Tavares no Expresso de ontem, aparelho pilotado desde sempre por gente malcriada e mal educada.
sábado, dezembro 06, 2008
Chumbar por faltas
Ele há coisas do caralho. Não percebo, juro que não percebo, o porquê da indignação de tantos portugueses com a falta ao trabalho de trinta funcionários públicos incompetentes e excedentários (por puro acaso todos eles deputados do PSD) que se verificou na passada sexta feira. Porquê as manifestações de rua que tiveram lugar hoje em todo o país? A indignação vociferada em altos berros nas praças, pracetas e becos da Nação; o tempo de antena que isso ocupou; os posts, os milhares de posts pespegados por bloguistas anónimos na sempre aberta e disponível B.L.U.S.A. (*) Porquê ? Afinal de contas só foram trinta gajos, foda-se. Em setecentos e cinquenta e oito mil trezentos e vinte e três funcionários públicos trinta gajos? Isso é o quê? É menos que um cagagésimo, equivalente temporal ao instante que medeia a mudança de um semáforo para verde e a buzinadela do fogareiro atrás de nós. Aos deputados faltosos deveria ser aplicado, sem contemplações, um rotundo chumbo por faltas.
(*) Blogosfera Lusa
(*) Blogosfera Lusa
sexta-feira, dezembro 05, 2008
À Vossa!
Tem crescido com força a marcação cerrada que os monárquicos portugueses têm feito à expectável comemoração do regime nos cem anos de República. Como já referi aqui, mais ninguém se lembraria de comemorar este centenário. Um centenário comemorável só pode ser o de alguém como o do Manoel de Oliveira, um gajo que faz cem anos hoje e que se apresentou ainda noutro dia na televisão com a cabeça cheia de cabelos pretos, uma postura juvenil e um casaco de cabedal fora de série. Também acho que alguns dos filmes dele são chatos: dez minutos de plano fixo podem fazer boa fotografia mas, caros amigos, não é cinema: cinema é imagem em movimento.
A República, por outro lado, é movimento sem imagem. Pensar que mais de metade do Parlamento se recusou a prestar homenagem a um Chefe de Estado assassinado com um miserável minuto de silêncio com o pretexto de que não se pode reescrever a história enche-me de pasmo. Essa é a imagem possível da República portuguesa: um regime de cinzentismo, encobrimento, que tresanda a hipocrisia e má fé.
A República, por outro lado, é movimento sem imagem. Pensar que mais de metade do Parlamento se recusou a prestar homenagem a um Chefe de Estado assassinado com um miserável minuto de silêncio com o pretexto de que não se pode reescrever a história enche-me de pasmo. Essa é a imagem possível da República portuguesa: um regime de cinzentismo, encobrimento, que tresanda a hipocrisia e má fé.
quarta-feira, dezembro 03, 2008
Novo template
Pois foi. Mudei o template da merda do blog. Este é um template que se consegue após profiados esforços na escritação. Há já um tempo largo gordo e fundo que ansiava por mudar o template da merda do blog.
Agora já está.
Hoje foi dia de greve de professores, o que descobri na ausência de trânsito a caminho do Algarve, zona norte e ultramarina de Marrocos & Cia. Gosto da ideia de que as greves de professores servem para o fluir do trânsito, para desanuviar os vários caminhos que conduzem Portugal a outros sítios de Portugal. Esta greve de professores vem no alinhamento do último congresso do PCP; enquanto no congresso do PCP se aplaudiam regimes como o da Coreia do Norte, da China e de Cuba, a greve de professores contra qualquer tipo de avaliação faz eco na obscenidade do silêncio que acoitou a avaliação administrativa deles, professores, na Madeira. Passo a explicar: É sintomático do laxismo mental em que se encontra mergulhada a classse de funcionários públicos e partidários deste país (leia-se professores e filiados no PCP) quando penso na simultaneidade da passagem em claro da "avaliação" de professores na Madeira e o bezerranço que aconteceu este fim de semana no Campo Pequeno. Deve ser por tiradas destas que este blog é, erradamente, classificado como de extrema direita. Que se foda.
A caminho do Algarve, vi uma águia calmamente poisada num dos dez mil seiscentos e quarenta e dois postes que seguram uma vedação entre as áreas de serviço de Grândola e Aljustrel.
Com a máquina fotográfica ao alcance de um sopapo não vislumbrei todavia ocasião em que lhe pudesse deitar a mão e disparar. A águia percebeu isso e permaneceu, majestática e com a tranquilidade soberana que é apanágio de rapaces, poisada no poste enquanto passei por ela a trinta e quatro quilómetros por hora, entalado entre uma carrinha Renault e a buzinadela furibunda de um camião Luís Simões pilotado por um fanático do FCP. As merdas que se vêem e acontecem a caminho do trabalho davam para encher metade de um livro de receitas para dietéticos compulsivos.
Agora já está.
Hoje foi dia de greve de professores, o que descobri na ausência de trânsito a caminho do Algarve, zona norte e ultramarina de Marrocos & Cia. Gosto da ideia de que as greves de professores servem para o fluir do trânsito, para desanuviar os vários caminhos que conduzem Portugal a outros sítios de Portugal. Esta greve de professores vem no alinhamento do último congresso do PCP; enquanto no congresso do PCP se aplaudiam regimes como o da Coreia do Norte, da China e de Cuba, a greve de professores contra qualquer tipo de avaliação faz eco na obscenidade do silêncio que acoitou a avaliação administrativa deles, professores, na Madeira. Passo a explicar: É sintomático do laxismo mental em que se encontra mergulhada a classse de funcionários públicos e partidários deste país (leia-se professores e filiados no PCP) quando penso na simultaneidade da passagem em claro da "avaliação" de professores na Madeira e o bezerranço que aconteceu este fim de semana no Campo Pequeno. Deve ser por tiradas destas que este blog é, erradamente, classificado como de extrema direita. Que se foda.
A caminho do Algarve, vi uma águia calmamente poisada num dos dez mil seiscentos e quarenta e dois postes que seguram uma vedação entre as áreas de serviço de Grândola e Aljustrel.
Com a máquina fotográfica ao alcance de um sopapo não vislumbrei todavia ocasião em que lhe pudesse deitar a mão e disparar. A águia percebeu isso e permaneceu, majestática e com a tranquilidade soberana que é apanágio de rapaces, poisada no poste enquanto passei por ela a trinta e quatro quilómetros por hora, entalado entre uma carrinha Renault e a buzinadela furibunda de um camião Luís Simões pilotado por um fanático do FCP. As merdas que se vêem e acontecem a caminho do trabalho davam para encher metade de um livro de receitas para dietéticos compulsivos.
segunda-feira, dezembro 01, 2008
1640
______________Imagem retirada daqui.Há trezentos e sessenta e oito anos Portugal dava a primeira sacudidela a sessenta anos de subordinação a Espanha abrindo caminho à (mais uma) luta pela independência, numa guerra que durou vinte e oito anos seguidos. À margem do regime actual, há quem insista em recordar os seus antepassados e a sua terra que deram o sangue e o chão para Portugal continuar. Como em Santo Aleixo, concelho de Moura, por exemplo. Escritores como José Saramago e Arturo Pérez-Reverte acham que não, que não faz sentido Portugal ser um país independente de Espanha.
Vão até lá, até Santo Aleixo regougar a ver o que os da terra pensam disso.
Vão até lá, até Santo Aleixo regougar a ver o que os da terra pensam disso.
quinta-feira, novembro 20, 2008
Sobre a gente que falou sobre a gaffe de Ferreira Leite
(...) Sim, dá-lhes jeito, como vigilantes de colégio interno, «a gaffe de Manuela Ferreira Leite». Mas não passa disso mesmo: gente com queda para o pequeno escândalo, levantando a virtuosa batina com a pontinha dos dedos, enquanto dão saltinhos junto dos charcos: «Já te molhaste! Já te molhaste!» (...)
Fracção do texto de FJV picado daqui.
Fracção do texto de FJV picado daqui.
quinta-feira, novembro 13, 2008
Isto não é uma rola brava
Na realidade é uma rola mansa. Turca, na pior das hipóteses. No entanto, como ilustração do que vem aqui dá a ideia que é, de facto, uma rola brava. Mas não é. Só que não é. Na.Esta pequena introdução lúdica tem o propósito de sossegar as inquietas e alvoroçadas almas que se vêm preocupando, em minha opinião demasiado, demais, mais que a conta, de sobremaneira, exageradamente, com o que se vem publicando, editando, postando na B.L.U.S.A.(*)
Antes de me alongar mais no texto que se segue, gostaria que a ave que ilustra este post fosse observada com redobrada cautela e cuidado. A expressão estúpida do referido animal não é conquista, é genética. A atitude parasitária com que se pendura no bebedouro demonstra que além de estúpida é esperta. Ou seja : embora desprovida de inteligência consegue sacar o seu.
A rola turca é uma praga que infesta os pueblos que nasceram cresceram e se reproduziram em torno de todas as estações e apeadeiros entre a Cruz Quebrada e Cascais.
Nem quero imaginar o que será desta terra quando o TGV desarvorar por aí afora.
(*) Blogosfera Lusa (N.E.)
terça-feira, novembro 11, 2008
Alegre destrunfa
Manuel Alegre antecipou-se a Sócrates jogando a cartada Ministra da Educação. O Ás de Sócrates foi jogado agora, como foi referido aqui que aconteceria. Só que foi Alegre quem tomou a iniciativa, retirando o efeito de reconciliação nacional do governo com professores, pais e alunos, eleitores portanto.
O Movimento de Cidadãos que conseguiu para Manuel Alegre o segundo lugar nas últimas eleiçoes presidenciais estará à beira de se tornar um partido ?
O Movimento de Cidadãos que conseguiu para Manuel Alegre o segundo lugar nas últimas eleiçoes presidenciais estará à beira de se tornar um partido ?
Cavaco e a Madeira
Enquanto me dirigia ao clube, para mais mil metros alternados de crawl e breathstroke, pude ouvir na TSF que, quando questionado sobre o que se passou na Assembleia da Madeira, o presidente da República apelou ao bom senso e à ponderação, sobretudo nesta altura de grandes dificuldades económicas que o país atravessa. Estava à espera de ouvir a playlist de alguém inesperado, como o Nuno Rogeiro ou o Dany Silva, mas eram as notícias que estavam a dar.
Fiquei também a saber que o Representante da República na Madeira tem o seu diálogo com o representante da Assembleia Legislativa Regional.
Fiquei também a saber que o Representante da República na Madeira tem o seu diálogo com o representante da Assembleia Legislativa Regional.
The Obama Factor I
sexta-feira, novembro 07, 2008
Bom fim de semana
quinta-feira, novembro 06, 2008
Pequeno post
É natural que quem lê que a batalha de Trafalgar não passou de uma escaramuça que aconteceu perto de Monte Gordo e Vila Real de Sto. António, a seis quilómetros de Castro Marim ou a duas dúzias de léguas de Moncarapacho, corre o risco de ler alarvidades destas.
quarta-feira, novembro 05, 2008
Colour Purple
Para quem não saiba, o novo presidente da república dos E.U.A. é Barack Obama. "No more reds or blues. Colour Purple is now the true colour of the United States", foi mais ou menos isto o que disse Michelle Obama após a confirmação dos resultados eleitorais. Tendo 70% dos eleitores do estado de Virgínia, maioritáriamente brancos, votado Barack Obama, isso significa o trambolhão de uma das certezas mais propaladas nas antevésperas desta eleição; a de que que na intimidade do exercício do voto, o americano branco médio seria tomado de pânicos irracionais e acabaria por dar o seu voto a McCain.
Desenganem-se todavia os que pensam que a política externa norte americana não sofrerá grandes alterações com este resultado: a aposta em África marcará a diferença de anteriores administrações.
Por outro lado, há que lembrar as ofensivas militares na Somália e nos Balcãs protagonizadas pela administração democrata de Bill Clinton; o facto de ser um democrata a ganhar estas eleições não significa o abandono da política intervencionista dos E.U.A., nomeadamente em zonas sensíveis onde abunda o petróleo e o gás natural. Quanto muito uma movimentação das peças e reajustamento táctico no tabuleiro dos conflitos que se vêm desenrolando no médio oriente.
Duas coisas que me impressionaram nas últimas 24 horas: o contraste entre a abundante tecnologia ao serviço das estações de TV americanas comparativamente ao tempo perdido por milhares de votantes amarrados em bichas durante 7 horas ou mais. A outra foi a sonegação de informação relativa às previsões no QG de McCain, o que fez com que centenas de pessoas estivesem a pensar na vitória até ao desmentido proferido pelo próprio McCain. Por cá, a colagem da esquerda e da direita lusas a Obama e a McCain respectivamnte, não deixa de ser típica de quem não consegue lidar com o facto de ter feito a 1ª Comunhão com sete anos e tido posters do Guevara na parede do quarto na adolescência. No entanto tanto a esquerda como a direita nativas ficam contentes: a esquerda porque o "seu" candidato ganhou e o da direita perdeu; a direita porque o candidato da esquerda embora vencedor terá uma trabalheira do camandro pela frente, à laia de castigo.
Desenganem-se todavia os que pensam que a política externa norte americana não sofrerá grandes alterações com este resultado: a aposta em África marcará a diferença de anteriores administrações.
Por outro lado, há que lembrar as ofensivas militares na Somália e nos Balcãs protagonizadas pela administração democrata de Bill Clinton; o facto de ser um democrata a ganhar estas eleições não significa o abandono da política intervencionista dos E.U.A., nomeadamente em zonas sensíveis onde abunda o petróleo e o gás natural. Quanto muito uma movimentação das peças e reajustamento táctico no tabuleiro dos conflitos que se vêm desenrolando no médio oriente.
Duas coisas que me impressionaram nas últimas 24 horas: o contraste entre a abundante tecnologia ao serviço das estações de TV americanas comparativamente ao tempo perdido por milhares de votantes amarrados em bichas durante 7 horas ou mais. A outra foi a sonegação de informação relativa às previsões no QG de McCain, o que fez com que centenas de pessoas estivesem a pensar na vitória até ao desmentido proferido pelo próprio McCain. Por cá, a colagem da esquerda e da direita lusas a Obama e a McCain respectivamnte, não deixa de ser típica de quem não consegue lidar com o facto de ter feito a 1ª Comunhão com sete anos e tido posters do Guevara na parede do quarto na adolescência. No entanto tanto a esquerda como a direita nativas ficam contentes: a esquerda porque o "seu" candidato ganhou e o da direita perdeu; a direita porque o candidato da esquerda embora vencedor terá uma trabalheira do camandro pela frente, à laia de castigo.
quinta-feira, outubro 30, 2008
Aquilo dos contentores
É uma vergonha. Claro que subscrevi a petição. Hoje, depois de ler no Público que os estivadores (malta que há mais de dez anos sacava mais de mil e quinhentos contos por mês, segundo me afiançou hoje um velejador olímpico) ameaçaram de porrada o Miguel Sousa Tavares por ter dito o que pensava sobre o assunto atestei os lúzios no jornal da noite da TVI. Para espanto dos espantos vejo que o tipo se fechou em copas quando chegou a altura de dizer ao que vinha, alegando não sei o quê sobre igualdade de condições e que a ele enquanto comentador isento não caberia defender uma causa que apoiava porque não havia contraditório e mais não sei quê e o camandro. Chateou-me. Depois percebi: avizinha-se debate aceso na TVI sobre a história dos contentores, com contraditório e tudo, com share nos píncaros e casa cheia a ver anúncios sobre detergentes e carros e o caraças, entre dois cigarros e copos de três. Pois que seja. Nem que seja assim. Acho suspeito e, por isso, digno de peixeirada à medida, que uma concessão que acaba em 2015 seja tão apressadamente renovada por mais 27 anos por adjudicação directa a uma empresa que tem à cabeça Jorge Coelho, assim como quem vai ali ao mercado comprar um molho de oregãos e uma cabeça de maruca. Tresanda à história do busto de Napoleão.
segunda-feira, outubro 27, 2008
Introdução à política - Lição I
O tempo está instável, os ventos mudam, há que fazer bordos para manter a liderança na regata.
Desta vez o bordo é a bombordo, ou seja à esquerda, para os menos familiarizados com alguma da linguagem dos navegantes. Ao manter o aumento do salário mínimo nos € 450,00 Sócrates não só mantém o que ficou estabelecido na última concertação social/salarial como destrunfa à esquerda, atraindo para si muitas intenções de voto em 2009. Mais: a bancada do PS ao questionar a proposta do Governo relativamente ao pagamento dos salários em géneros para além da vontade expressa dos trabalhadores, assume o protagonismo evidenciando tiques oposicionistas tirando o tapete à suposta oposição de esquerda. Em duas penadas retira argumentos à esquerda enquanto espicaça a direita onde lhe dói mais nos tempos que se adivinham: no seu eleitorado.
Paulo Portas e Ferreira Leite têm trabalhos de casa com problemas difíceis.
Jerónimo de Sousa e frei Louçã idem aspas.
Sócrates, por seu lado, está cada vez mais perto de garantir uma maioria absoluta em 2009; parece que a terceira via veio para ficar.
Por outro lado, o mea culpa de Alan Greenspan, reconhecendo ter sido um erro confiar na liberalização absoluta dos mercados partindo do pressuposto que as entidades financeiras tudo fariam para defender os interesses dos seus acionistas, o que não aconteceu, é argumento considerável contra a babujice neoliberal.
Entretanto o Leixões lidera o campeonato nacional.
Desta vez o bordo é a bombordo, ou seja à esquerda, para os menos familiarizados com alguma da linguagem dos navegantes. Ao manter o aumento do salário mínimo nos € 450,00 Sócrates não só mantém o que ficou estabelecido na última concertação social/salarial como destrunfa à esquerda, atraindo para si muitas intenções de voto em 2009. Mais: a bancada do PS ao questionar a proposta do Governo relativamente ao pagamento dos salários em géneros para além da vontade expressa dos trabalhadores, assume o protagonismo evidenciando tiques oposicionistas tirando o tapete à suposta oposição de esquerda. Em duas penadas retira argumentos à esquerda enquanto espicaça a direita onde lhe dói mais nos tempos que se adivinham: no seu eleitorado.
Paulo Portas e Ferreira Leite têm trabalhos de casa com problemas difíceis.
Jerónimo de Sousa e frei Louçã idem aspas.
Sócrates, por seu lado, está cada vez mais perto de garantir uma maioria absoluta em 2009; parece que a terceira via veio para ficar.
Por outro lado, o mea culpa de Alan Greenspan, reconhecendo ter sido um erro confiar na liberalização absoluta dos mercados partindo do pressuposto que as entidades financeiras tudo fariam para defender os interesses dos seus acionistas, o que não aconteceu, é argumento considerável contra a babujice neoliberal.
Entretanto o Leixões lidera o campeonato nacional.
quinta-feira, outubro 23, 2008
Reflexões & actualidades
A secretária-geral da Assembleia da República está feliz. A obra em curso na Sala do Senado não terá, espera-se, trabalhos a mais, e está a ser feita com tal cuidado que, além de durar cem anos, ninguém perceberá a dimensão da intervenção pois que ficará exactamente como está neste momento. A diferença será tecnológica. Desde computadores embutidos nas bancadas que providenciarão abrigo a ratos e teclados, à instalação de ecrãs gigantes que darão, ou melhor emprestarão, todo um outro dramatismo a acontecimentos tais como incêndios, cheias, terramotos, bombardeamentos nucleares e outras catástrofes. Ler aqui.
Fim de tarde em Lisboa. Sol amarelo razante, frio e duas imperiais na esplanada.
- Leste o Público de hoje?- diz um. - Sobre aquela história do computador do Sousa Tavares.- acrescenta.
- Lili!- responde alto o outro. O microcão de trela amarrada à perna da mesa o lado levanta-se e late. - Que merda mais estranha...-
- Acho que das três uma; - começa o um.
- ... - exprime o outro inclinando-se para a frente.
- Ou foi a ASAE, ou o Vasco Pulido Valente ou -
- Ou o quê ?- insiste o outro.
- Deixa-me acabar, foda-se. Ou então foi o gajo que simulou aquela história porque simplesmente não sabia como acabar ou continuar nem o conto nem a peça.
- Leste o Público de hoje?- diz um. - Sobre aquela história do computador do Sousa Tavares.- acrescenta.
- Lili!- responde alto o outro. O microcão de trela amarrada à perna da mesa o lado levanta-se e late. - Que merda mais estranha...-
- Acho que das três uma; - começa o um.
- ... - exprime o outro inclinando-se para a frente.
- Ou foi a ASAE, ou o Vasco Pulido Valente ou -
- Ou o quê ?- insiste o outro.
- Deixa-me acabar, foda-se. Ou então foi o gajo que simulou aquela história porque simplesmente não sabia como acabar ou continuar nem o conto nem a peça.
Após Setembro de 2007, alguém referiu e repetiu que as alterações ao código penal acarretariam consigo um agravamento significativo da criminalidade. Quase um ano depois, dá-se o Verão quente de 2008. Aposto que daqui a um ano, os efeitos da presente crise financeira a ser resolvida do pé para a mão à custa dos contribuintes europeus e americanos, postos no prego pelos seus governos, governos de países que há um ano achavam impossível resolver a fome no mundo com dezanove mil milhões de Euros, serão ainda mais complicados. A tomada de consciência de muita gente sobre muita coisa ao mesmo tempo faz sempre muito barulho. E isso incomodará e tirará o sono a muita gente. Daí à profusão de erros humanos vai um nada.
quinta-feira, outubro 16, 2008
Portugal 0 - Albânia 0.... porquê ?
Talvez esta possa ser umas das razões:
Link recebido por email.
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Cristiano Ronaldo,
futebol da treta,
Portugal Albânia
terça-feira, outubro 14, 2008
domingo, outubro 12, 2008
Retrato de família
Crisis ? What crisis?
Enquanto a caldeirada agora servida ao mundo ia apurando, era este o presidente da nação mais poderosa da Terra, o grande timoneiro dos costumes e virtudes, fardo que McCain e Palin tão estóicamente se empenham em carregar.
Pack I
Pack II
Pack I
Pack II
Celebration week
Segundo relata "The Washington Post" os executivos do gigante dos seguros A.I.G. resolveram gastar umas massas gordas a comemorar o facto dos contribuintes norte americanos terem evitado o inevitável colapso que se adivinhava.
Tomem nota:
Numa semanita no St. Regis Resort em Monarch Beach, California, estoiraram duzentos mil dólares em quartos, cento e cinquenta mil em refeições, vinte e três mil em spa.
Nada mau. Quem não acredita, pode ler aqui o resto da história.
E a malta ainda se queixa do preço da gasolina e o camandro.
Tomem nota:
Numa semanita no St. Regis Resort em Monarch Beach, California, estoiraram duzentos mil dólares em quartos, cento e cinquenta mil em refeições, vinte e três mil em spa.
Nada mau. Quem não acredita, pode ler aqui o resto da história.
E a malta ainda se queixa do preço da gasolina e o camandro.
quarta-feira, outubro 08, 2008
Náusea
Reparem bem:
1. O Kosovo proclama a independência unilateralmente, ou seja, à margem do direito internacional.
2. A república portuguesa reconhece o novo país depois de se certificar que "a maioria esmagadora (a palavra não é inocente) dos seus parceiros na comunidade europeia já o tinha feito.
3. A coisa continua à margem do direito internacional, tal como a guerra do Afeganistão e a do Iraque. Martim da Cruz dixit.
4. A Sérvia questiona a legalidade da proclamação Kosovar na ONU.
5. A república portuguesa, apesar de saber e referir que a referida proclamação de independência está ferida de morte na legalidade, abstém-se.
6. Porquê ?
7. Porque a república portuguesa ambiciona um lugar sentado no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Conclusão: O mundo está fodido se a ONU tiver no seu Conselho de Segurança algo como a república portuguesa.
Portugal diria, como disse Marx, Groucho claro, "recuso o vosso convite. Jamais aceitaria fazer parte de um clube que convida para membros tipos como eu."
Cada vez mais a república portuguesa tem menos a ver com Portugal.
1. O Kosovo proclama a independência unilateralmente, ou seja, à margem do direito internacional.
2. A república portuguesa reconhece o novo país depois de se certificar que "a maioria esmagadora (a palavra não é inocente) dos seus parceiros na comunidade europeia já o tinha feito.
3. A coisa continua à margem do direito internacional, tal como a guerra do Afeganistão e a do Iraque. Martim da Cruz dixit.
4. A Sérvia questiona a legalidade da proclamação Kosovar na ONU.
5. A república portuguesa, apesar de saber e referir que a referida proclamação de independência está ferida de morte na legalidade, abstém-se.
6. Porquê ?
7. Porque a república portuguesa ambiciona um lugar sentado no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Conclusão: O mundo está fodido se a ONU tiver no seu Conselho de Segurança algo como a república portuguesa.
Portugal diria, como disse Marx, Groucho claro, "recuso o vosso convite. Jamais aceitaria fazer parte de um clube que convida para membros tipos como eu."
Cada vez mais a república portuguesa tem menos a ver com Portugal.
terça-feira, outubro 07, 2008
Angustia-me que...
... aterrem aqui no terreiro passaralhos que pespegam com acordo ortofônico como objecto de pesquisa no Google. É assustador, foda-se.
No regresso de Braga
Ouvindo a TSF, sou avisado de que, ao fim da tarde, no estabelecimento do Carlos Vaz Marques, também conhecido como a tasca do Pessoal e Transmissível será entrevistado Miguel Esteves Cardoso (MEC). Dei por mim a sorrir na espectativa. Chegada a hora apanhei uma barrigada de riso e boa disposição como há muito não acontecia. De repente aquele gajo dizia de si próprio qualquer coisa como "...aquele cabrão está gordo que eu sei lá..." com o à vontade de um político e a sinceridade de um jardineiro como se o importante fosse isso mesmo. Dizer o que nos apetece, quando nos apetece e o resto que se foda. Gostei de o ouvir dizer que os blogs estão na vanguarda da comunicação, sobretudo da imprensa. Escrita. Muito à frente de jornais, etc. É verdade mas sabe bem ouvi-la em broadscast. "E os blogs?" perguntou o Vaz Marques naquele tom de pergunta feita do alto de um trapézio (tenho uma fantasia que consiste no seguinte: O Carlos Vaz Marques executa todas aquelas entrevistas enquanto se baloiça sorridente em espaldares e argolas, num ginásio imaginário que é o seu habitat enquanto desencadeia perguntas e respostas naqueles minutos entre as sete e as oito da noite que é o tempo que lhe dão para entrevistar); "Adoro blogs" ripostou o MEC. "Estão na vanguarda da comunicação em Portugal. São dos melhores que há quando comparados com ingleses, americanos, etc. E, em Portugal, há pelo menos cem que são muito bem escritos, coerentes nas ideias, no grafismo" etc, etc.
Em Portugal não se come mal é o título do seu último livro. Depois de o ouvir dissertar sobre a eficácia da barreira sanitária anti-bacteriana que nos é gratuitamente disponibilizada através da ingestão de alho e wasabe face à prepotência inquisitorial de uma ASAE plenipotenciária ouvi tudo o que quis. Nunca nenhum português conheceu tanto os portugueses como aquele tipo.
Malgré o sotaque de menino da linha, quiçá paneleiróide, que tanto nos chateia, a mim e à Sancha, o MEC, sendo um dos maiores escritores que esta terrinha pariu nos últimos anos, é uma instituição. Já agora arranjem-lhe uma casinha aqui no burgo. Não é preciso uma Casa dos Bicos com Fundação e estacionamento à porta. Basta uma casa portuguesa, com pão e vinho sobre a mesa, no coração de cada um de nós.
Em Portugal não se come mal é o título do seu último livro. Depois de o ouvir dissertar sobre a eficácia da barreira sanitária anti-bacteriana que nos é gratuitamente disponibilizada através da ingestão de alho e wasabe face à prepotência inquisitorial de uma ASAE plenipotenciária ouvi tudo o que quis. Nunca nenhum português conheceu tanto os portugueses como aquele tipo.
Malgré o sotaque de menino da linha, quiçá paneleiróide, que tanto nos chateia, a mim e à Sancha, o MEC, sendo um dos maiores escritores que esta terrinha pariu nos últimos anos, é uma instituição. Já agora arranjem-lhe uma casinha aqui no burgo. Não é preciso uma Casa dos Bicos com Fundação e estacionamento à porta. Basta uma casa portuguesa, com pão e vinho sobre a mesa, no coração de cada um de nós.
O Fim ?
Talvez. Os Maias, os da América do Sul não os do d'Eça, alinhavaram um calendário até 2012 da nossa era. Pelo menos é o que garantem os entendidos na matéria. Mas só até 2012. Se calhar um deles, dos Maias, disse para os outros "estou mas é a ficar farto desta merda. Sempre a calcular fases da Lua, estações do ano e o camandro e ainda nem sequer temos telecomunicações de jeito. Vou mas é para casa comer um sarrabulho e o cabrão do calendário que se foda". E assim ficou o calendário a acabar em 2012. Poderia ter sido em 1921, ou 1456. Mas não. Foi mesmo mesmo até 2012.
Ou então descobriram uma merda qualquer e perceberam que não valia a pena continuar a calendarizar as voltas da Terrra para depois de 2012 porque não haveria vida nela depois disso.
Seja como for ando cá com uma vontade de mudar o template deste blog que não vos digo nada. Já mudei uma vez e tive uma trabalheira dos diabos a corrigir links. Não sei. Talvez um dia destes. Mas antes de 2012. Por causa das merdas.
Ou então descobriram uma merda qualquer e perceberam que não valia a pena continuar a calendarizar as voltas da Terrra para depois de 2012 porque não haveria vida nela depois disso.
Seja como for ando cá com uma vontade de mudar o template deste blog que não vos digo nada. Já mudei uma vez e tive uma trabalheira dos diabos a corrigir links. Não sei. Talvez um dia destes. Mas antes de 2012. Por causa das merdas.
domingo, outubro 05, 2008
865º aniversário

Em 5 de Outubro de 1143 nasce Portugal.
A 5 de Outubro de 1910 é imposto pelas armas o regime republicano, instaurada a 1ª república que, ao longo de vinte cinco anos de convulsões, perseguições inenarráveis e asneiras em cascata, desagua no Estado Novo, qual vómito incontinente.
Em 1926 a república passa de anarquista a fascista.
Desde então e até 1974, durante 48 anos, a 2ª república votou Portugal ao isolamento, ao atraso, à censura e ao desespero. Em nome da contabilidade. Das contas públicas.
De 1974 a 2008, a 3ª república preparou o caminho para Sócrates, o elo final na cadeia evolutiva do regime. Com Magalhães, recados à imprensa, choque tecnológico e tudo.
É normal que a república se comemore a si própria no centenário de 2010.
Mais ninguém se lembraria disso.
A 5 de Outubro de 1910 é imposto pelas armas o regime republicano, instaurada a 1ª república que, ao longo de vinte cinco anos de convulsões, perseguições inenarráveis e asneiras em cascata, desagua no Estado Novo, qual vómito incontinente.
Em 1926 a república passa de anarquista a fascista.
Desde então e até 1974, durante 48 anos, a 2ª república votou Portugal ao isolamento, ao atraso, à censura e ao desespero. Em nome da contabilidade. Das contas públicas.
De 1974 a 2008, a 3ª república preparou o caminho para Sócrates, o elo final na cadeia evolutiva do regime. Com Magalhães, recados à imprensa, choque tecnológico e tudo.
É normal que a república se comemore a si própria no centenário de 2010.
Mais ninguém se lembraria disso.
sábado, outubro 04, 2008
Coisas relevantes noticiadas nos últimos dias e que poderão ser utilizadas como aperitivo para as comemorações do centenário da república:
Casas da Câmara atribuídas por sorte (não por sorteio) a intelectuais, artistas, filhos de presidentes de junta, enfim, gente carenciada que deixará de deambular pela Baixa Pombalina à mercê das cagadas de pombo.
Independência do Kosovo reconhecida por Portugal será notícia surpresa e abertura de noticiários para a semana, depois de segredada aos ouvidos de toda a gente durante os últimos dias da semana passada. A razão é tão simples quanto apropriada: a maioria dos países amigos já o fez, portanto a república portuguesa também o fará.
A crise financeira internacional não afectará a república portuguesa devido à extraordinária solidez da economia indígena. Coitados dos espanhóis. Além de estarem enterrados numa tremenda crise financeira interna, levam com esta também e ainda por cima cometeram o pecado mortal de não reconhecerem a independência do Kosovo.
Federação de cegos norte americanos apela ao boicote de filme "Ensaio sobre a cegueira".
Ficará na história como a maior adesão de sempre a um apelo mobilizador.
Representantes da fundação serão consultores pagos a peso de ouro pelos partidos da república portuguesa.
Nasceu um blog sobre Bola com textos que daqui a vinte anos farão parte da antologia dos melhores sobre o assunto: A dieta Rochemback.
E um canal novo que dá pelo nome de canal Benfica. Está finalmente explicada a diferença entre ZON e meo. O canal Benfica dá na meo.
Independência do Kosovo reconhecida por Portugal será notícia surpresa e abertura de noticiários para a semana, depois de segredada aos ouvidos de toda a gente durante os últimos dias da semana passada. A razão é tão simples quanto apropriada: a maioria dos países amigos já o fez, portanto a república portuguesa também o fará.
A crise financeira internacional não afectará a república portuguesa devido à extraordinária solidez da economia indígena. Coitados dos espanhóis. Além de estarem enterrados numa tremenda crise financeira interna, levam com esta também e ainda por cima cometeram o pecado mortal de não reconhecerem a independência do Kosovo.
Federação de cegos norte americanos apela ao boicote de filme "Ensaio sobre a cegueira".
Ficará na história como a maior adesão de sempre a um apelo mobilizador.
Representantes da fundação serão consultores pagos a peso de ouro pelos partidos da república portuguesa.
Nasceu um blog sobre Bola com textos que daqui a vinte anos farão parte da antologia dos melhores sobre o assunto: A dieta Rochemback.
E um canal novo que dá pelo nome de canal Benfica. Está finalmente explicada a diferença entre ZON e meo. O canal Benfica dá na meo.
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terça-feira, setembro 30, 2008
Centenário da república
Avizinha-se, aproxima-se inexorável como o tempo que vem do futuro. Num instante é hoje e passado ficará para sempre. O centenário da implantação da república, daqui a uma ano, é razão necessária e suficiente para uma reflexão sobre a legitimidade do regime que condenou Portugal ao estatuto de república portuguesa.
Houve quem se lembrasse disso e resolvesse criar um espaço de reflexão aqui.
Bem hajam!
Houve quem se lembrasse disso e resolvesse criar um espaço de reflexão aqui.
Bem hajam!
domingo, setembro 28, 2008
domingo, setembro 21, 2008
Rã três
As rentrées (em português de França) caracterizam-se pela profusão incontinente de fenómenos tais como declarações bombásticas, factos políticos assinaláveis, tomadas de posição inequívocas, divórcios assanhados, acidentes nucleares ou declarações de guerra. Vamos tendo de tudo isso um pouco ora espalhado nesta bola azul que orbita o Sol, carregando consigo a nano siamesa chamada República Portuguesa, ora concentrado em doses massivas em regiões tão díspares como a Abkásia ou a Bolívia.
A entrada de Saramago, O Iberista, na B.L.U.S.A.(*) é já de si um facto assinalável, independentemente do conteúdo dos seus posts ou da densidade das suas mensagens. A caixa de comentários está obviamente desactivada. Queriam o quê? Exacto.
Do outro lado do Atlântico, a entrada em cena de Barracuda Palin como vice de McCain na corrida presidencial é foguetório destacável. Foguetório porque ascendeu ao topo numa semana, explodiu e brilhou durante três dias e despenhou-se na semana seguinte. Destacável porque os republicanos estão sem vice presidente neste momento e quanto mais tarde perceberem isso pior. Quanto a Obama, o facto de a sua campanha ter recolhido perto do dobro das doações da de McCain garante-lhe à partida a próxima presidência dos EUA.
Isto se a excepção à regra não vencer. E se não houver batota (atentados, escândalos, etc., e o camandro).
Voltando ao lado de cá do Atlântico (esta tendência irreistível de andar para lá e para cá do Atlântico começou de barco há uma data de anos atrás; depois foi o Gago Coutinho e agora não há tuga que se preze que não o cruze cinco a dez vezes por ano) Churchill disse um dia o seguinte sobre a Rússia: é como um grande urso que nos entra pela casa adentro avançando de quarto em quarto até que alguém se lembre de lhe fechar uma porta nas ventas.
(*) blogosfera lusa.
A entrada de Saramago, O Iberista, na B.L.U.S.A.(*) é já de si um facto assinalável, independentemente do conteúdo dos seus posts ou da densidade das suas mensagens. A caixa de comentários está obviamente desactivada. Queriam o quê? Exacto.
Do outro lado do Atlântico, a entrada em cena de Barracuda Palin como vice de McCain na corrida presidencial é foguetório destacável. Foguetório porque ascendeu ao topo numa semana, explodiu e brilhou durante três dias e despenhou-se na semana seguinte. Destacável porque os republicanos estão sem vice presidente neste momento e quanto mais tarde perceberem isso pior. Quanto a Obama, o facto de a sua campanha ter recolhido perto do dobro das doações da de McCain garante-lhe à partida a próxima presidência dos EUA.
Isto se a excepção à regra não vencer. E se não houver batota (atentados, escândalos, etc., e o camandro).
Voltando ao lado de cá do Atlântico (esta tendência irreistível de andar para lá e para cá do Atlântico começou de barco há uma data de anos atrás; depois foi o Gago Coutinho e agora não há tuga que se preze que não o cruze cinco a dez vezes por ano) Churchill disse um dia o seguinte sobre a Rússia: é como um grande urso que nos entra pela casa adentro avançando de quarto em quarto até que alguém se lembre de lhe fechar uma porta nas ventas.
segunda-feira, agosto 18, 2008
Vanessa Olímpica
Merecia a medalha de ouro. Depois de nadar 1500 m (equivalente a 30 piscinas de 50m...), de percorrer 40 Km de bicicleta e de correr 10 Km, uma diferença de 1' 06'' para o 1º lugar não é nada. Equivale a um cagagésimo de segundo na prova dos 100 m. Grande Vanessa Fernandes.
Merece o nosso aplauso pela prova que disputou, pelo esforço que referiu ter feito durante a prova e pelas declarações que fez criticando abertamente a calonice de muitos dos atletas portugueses que participaram nesta edição dos Jogos. Ora atente-se neste fragmento de texto picado daqui:
Merece o nosso aplauso pela prova que disputou, pelo esforço que referiu ter feito durante a prova e pelas declarações que fez criticando abertamente a calonice de muitos dos atletas portugueses que participaram nesta edição dos Jogos. Ora atente-se neste fragmento de texto picado daqui:
Marco Fortes (lançamento do peso) disse, após a eliminação, que não se adaptou ao horário matinal da sua prova. "De manhã só é bom é na caminha, pelo menos comigo", disse o lançador do Sporting, de 25 anos, eliminado no passado dia 15, com dois lançamentos nulos e um lançamento a 18,05m, bem longe do seu melhor (20,13m).
No mesmo dia, também Jéssica Augusto, após a eliminação na prova dos 3.000 obstáculos, anunciou que iria de férias, justificando o abandono da corrida dos 5.000 metros dizendo que não participaria porque "não vale a pena", dada a forte concorrência africana.
Hoje mesmo, Arnaldo Abrantes, eliminado nos 200m com um dos piores tempos, e Vânia Silva, eliminada na prova do lançamento do martelo, também fizeram declarações que estão a suscitar reacções diversas. Abrantes justificou a sua fraca prestação com o facto de ter "bloqueado" quando viu o estádio olímpico cheio, enquanto Vânia Silva admitiu que "não é muito dada a este tipo de competições" [os Jogos Olímpicos].
Uma vergonha.
quinta-feira, agosto 07, 2008
Deambulações
Patrulhando as autoestradas indígenas tento não adormecer, ou pelo menos não entalar o queixo no cinto de segurança, enquanto bocejo em voz alta de 15 em 15 km. Alterno o Jack Johnson, a TSF e o RCP e dou comigo aos berros para o mostrador do conta kms. "Não é Calamarés, chiça! É Galamares!!", isto a propósito de um acidente radiodifundido esta tarde. Às tantas um caramelo garante que "...a bandeira portuguesa já foi hasteada em Pequim, juntamente com a Rosa Mota e o ministro Silva Pereira...". Juro que o gajo disse isto. O stress aumenta quando penso que vão sobrepôr a transmissão em directo do fim do assalto assalto ao BES da Marquês da Fronteira com a cerimónia de abertura dos Jogos amanhã.
quarta-feira, julho 23, 2008
Actualidades da república - Julho 2008
Embora navegando à vista nas águas turvas da silly season, constato que sempre vão acontecendo coisas cá no planeta e no seu satélite siamês conhecido por Portugal que se metamorfoseiam lentamente em notícias em cada dia que passa. Com a lentidão própria dos dias quentes e suados, em que o chulé e o sovaco se misturam com outros aromas menos desagradáveis nos transportes públicos, nos cinemas, nos centros comerciais e no porta bagagens da minha carrinha.
Chipmania. É a mais recente versão do choque tecnológico ou, se preferirem, da colisão tecnocrática. Cada carro com seu chip para uma vida melhor e mais segura. Remédio santo para os casos de carjacking, se bem que me passe ao largo perceber o apetite que um Volkswagen Polo de 1987, por exemplo, possa despertar nos adeptos da modalidade. Até serve para passar na Via Verde e tudo o tal do chip. A seguir aos chips com que se é obrigado a ataviar os cães, segue-se o chip das matrículas dos carros. Seria interessante que, como publicava o último "Inimigo Público", bastasse ao comum cidadão pagador de impostos transportar um canídeo à janela, devidamente artilhado de chip, para que a sua viatura passasse na via verde sem problemas. Azar para os donos de São Bernardos com carros pequenos.
Contriminosos. Contracção (com c antes do ç, agora e na hora da minha morte) entre as palavras contribuinte e criminoso. Preparam-se os senhores das finanças para catalogar e classificar os cidadãos com base no perfil do contribuinte faltoso e aldrabão.
Também não percebo a indignação das gentes. De um regime que trata como criminosos todos os seus cidadãos, com aposição obrigatória de impressão digital no Bilhete de Identidade de Cidadão Nacional, não é de esperar muito menos.
João Moutinho. O Sporting desdenhou os vinte milhões oferecidos pelo Everton. Fez mal ?
Talvez. Tendo em conta que a escola de futebol do Sporting tem o monopólio do mercado fornecedor dos melhores jogadores das principais equipas europeias desde há alguns anos a esta parte.
Público. Tem alojado na última página um tal de Rui Tavares que tendo perdido sucessivas partidas de ping-pong com Helena de Matos, insiste em perorar dia sim dia não sobre o que lhe apetece. Hoje foi o Acordo Ortográfico, esse grande embuste, que lhe é tão querido que eu sei lá.
Além de não perceber a diferença entre estado e Estado, como também não deve perceber a diferença entre Históra e história, sugere um parágrafo do manual de instruções do referido Acordo, como mostra do próximo livro que irá publicar, digo eu. Diz ele (...) A partir de agora vai haver uma regra simples. No momento de escrever, pense-se: eu pronuncio aquele "c"? Se sim, escrevo. Caso contrário, não escrevo (ou em alternativa: se desejar continuar a escrevê-lo, devo pronunciá-lo). (...) Perceberam ? Nem eu. Como também não percebo porque é que os Rui Tavares cá da terrinha quando dizem foda-se escrevem ora bolas ou quando escrevem que maçada querem dizer que caralho. Esta mania de falarem das letras como quem escolhe entre amendoins, pevides ou tremoços para acompanhar uma imperial chateia-me.
Chipmania. É a mais recente versão do choque tecnológico ou, se preferirem, da colisão tecnocrática. Cada carro com seu chip para uma vida melhor e mais segura. Remédio santo para os casos de carjacking, se bem que me passe ao largo perceber o apetite que um Volkswagen Polo de 1987, por exemplo, possa despertar nos adeptos da modalidade. Até serve para passar na Via Verde e tudo o tal do chip. A seguir aos chips com que se é obrigado a ataviar os cães, segue-se o chip das matrículas dos carros. Seria interessante que, como publicava o último "Inimigo Público", bastasse ao comum cidadão pagador de impostos transportar um canídeo à janela, devidamente artilhado de chip, para que a sua viatura passasse na via verde sem problemas. Azar para os donos de São Bernardos com carros pequenos.
Contriminosos. Contracção (com c antes do ç, agora e na hora da minha morte) entre as palavras contribuinte e criminoso. Preparam-se os senhores das finanças para catalogar e classificar os cidadãos com base no perfil do contribuinte faltoso e aldrabão.
Também não percebo a indignação das gentes. De um regime que trata como criminosos todos os seus cidadãos, com aposição obrigatória de impressão digital no Bilhete de Identidade de Cidadão Nacional, não é de esperar muito menos.
João Moutinho. O Sporting desdenhou os vinte milhões oferecidos pelo Everton. Fez mal ?
Talvez. Tendo em conta que a escola de futebol do Sporting tem o monopólio do mercado fornecedor dos melhores jogadores das principais equipas europeias desde há alguns anos a esta parte.
Público. Tem alojado na última página um tal de Rui Tavares que tendo perdido sucessivas partidas de ping-pong com Helena de Matos, insiste em perorar dia sim dia não sobre o que lhe apetece. Hoje foi o Acordo Ortográfico, esse grande embuste, que lhe é tão querido que eu sei lá.
Além de não perceber a diferença entre estado e Estado, como também não deve perceber a diferença entre Históra e história, sugere um parágrafo do manual de instruções do referido Acordo, como mostra do próximo livro que irá publicar, digo eu. Diz ele (...) A partir de agora vai haver uma regra simples. No momento de escrever, pense-se: eu pronuncio aquele "c"? Se sim, escrevo. Caso contrário, não escrevo (ou em alternativa: se desejar continuar a escrevê-lo, devo pronunciá-lo). (...) Perceberam ? Nem eu. Como também não percebo porque é que os Rui Tavares cá da terrinha quando dizem foda-se escrevem ora bolas ou quando escrevem que maçada querem dizer que caralho. Esta mania de falarem das letras como quem escolhe entre amendoins, pevides ou tremoços para acompanhar uma imperial chateia-me.
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sábado, julho 05, 2008
O síndroma do Outão
Quando Sócrates era ministro do Ambiente, aflito com as queixas de muita gente que via na cimenteira do Outão inserida em pleno parque natural da serra da Arrábida um cancro exposto que devorava, inexorável, o parque, a serra e arredores, em três tempos resolveu o problema: desafectou, por decreto, a cimenteira do Outão do parque natural da serra da Arrábida.
Os péssimos resultados apresentados anualmente pelos estudantes nos exames de matemática fizeram com que o governo da república tomasse medidas. Rápidas, de preferência. Nada que se compadecesse com a revisão dum método inteiro de ensino nem com reformas profundas que o tempo é curto e as eleições são já ao virar da esquina. No ano seguinte os resultados são espantosos. A percentagem de reprovações baixou drásticamente. Nada se deve, no entanto, a uma melhoria significativa no aproveitamento dos alunos. Antes a uma simplificação drástica dos exames.
Atente-se, por exemplo, neste "problema" posto em exame a alunos do 9º ano (antigo 5º ano):
Quantas filas de cadeiras tem uma sala sabendo que na primeira fila existem 23 cadeiras, na segunda menos três que na primeira, na terceira menos três que na segunda e assim sucessivamente e que a última fila tem oito cadeiras?
Os péssimos resultados apresentados anualmente pelos estudantes nos exames de matemática fizeram com que o governo da república tomasse medidas. Rápidas, de preferência. Nada que se compadecesse com a revisão dum método inteiro de ensino nem com reformas profundas que o tempo é curto e as eleições são já ao virar da esquina. No ano seguinte os resultados são espantosos. A percentagem de reprovações baixou drásticamente. Nada se deve, no entanto, a uma melhoria significativa no aproveitamento dos alunos. Antes a uma simplificação drástica dos exames.
Atente-se, por exemplo, neste "problema" posto em exame a alunos do 9º ano (antigo 5º ano):
Quantas filas de cadeiras tem uma sala sabendo que na primeira fila existem 23 cadeiras, na segunda menos três que na primeira, na terceira menos três que na segunda e assim sucessivamente e que a última fila tem oito cadeiras?
quarta-feira, julho 02, 2008
A entrevista de Sócrates
Não vi. Também não precisei.
Depois de fumar à varanda beberricando um tinto alentejano, enquanto trocava impressões com a Sancha sobre a merda que se aproxima a rajadas fartas turbo-propulsionada por subidas do preço do petróleo, acompanhada por investidas descabeladas de palestiniano retro-escavador de encontro a quem lhe aparecesse no caminho, preferi confiar no juízo sábio da sogra que do alto raso dos seus 87 anos tem o poder de síntese de uma sebenta de estudante de 1968, desci à sala para ouvir o óbvio:
Esteve a dar o Sócras na televisão. "Eu tenho uma grande responsbilidade", disse ele. "Não digo o que querem ouvir. Só faço o que a minha cabeça manda". Eu que até nem gosto dele, gostei de o ouvir e acho que falou bem.
Claro que falou bem. Nada como palavras que exalam confiança, que transpiram futuro para sossegar as hostes, que é como quem diz, o povo.
Hostes em vias de lhe garantir maioria absoluta em 2009.
Quem disse que a terceira via veio para ficar?
Eu , claro.
Depois de fumar à varanda beberricando um tinto alentejano, enquanto trocava impressões com a Sancha sobre a merda que se aproxima a rajadas fartas turbo-propulsionada por subidas do preço do petróleo, acompanhada por investidas descabeladas de palestiniano retro-escavador de encontro a quem lhe aparecesse no caminho, preferi confiar no juízo sábio da sogra que do alto raso dos seus 87 anos tem o poder de síntese de uma sebenta de estudante de 1968, desci à sala para ouvir o óbvio:
Esteve a dar o Sócras na televisão. "Eu tenho uma grande responsbilidade", disse ele. "Não digo o que querem ouvir. Só faço o que a minha cabeça manda". Eu que até nem gosto dele, gostei de o ouvir e acho que falou bem.
Claro que falou bem. Nada como palavras que exalam confiança, que transpiram futuro para sossegar as hostes, que é como quem diz, o povo.
Hostes em vias de lhe garantir maioria absoluta em 2009.
Quem disse que a terceira via veio para ficar?
Eu , claro.
sexta-feira, junho 27, 2008
Do Euro2008
Chateou-me a derrota da selecção nacional frente à selecção alemã, Die Mannschaf, como eles dizem.
E por várias razões. Primeiro porque a vitória estava perfeitamente ao alcance da selecção que derrotou checos e turcos, bem diferente da que saiu derrotada na 5ªfeira passada.
A coisa chateou-me tanto que só me apetecia mandar esta merda deste Toshiba ranhoso em que teclo pacientemente posts para serem lidos pelos indefectíveis habituais pela janela fora. Do carro. Na A17, que é uma autoestrada feita de propósito para mim e mais dois ou três portugueses com quem me cruzo quando por lá passo. Ia fazer companhia às carcaças da fauna nacional em vias de extinção que atapetam as bermas de 5 km em 5 km, o cabrão do Toshiba.
E ainda por cima ter que gramar com as bocas do costume, redutoras, culpando o guarda redes. O mesmo que eliminou a Inglaterra há quatro anos, defendendo um penalty sem luvas e marcando ele próprio o penalty decisivo. Magistral. E os outros meninos? Borrados de medo, a falharem à boca da baliza, a oferecerem livres pré-estudados como quem estende uma arma carregada a um psicopata. A jogarem sem alma, sem gana, sem coisa nenhuma tão preocupados estavam com o destino do mister no Chelsea (Chélssia, dizem os gajos, o comentador 1 e o comentador 2) e o de cada um no clube para onde irão. Uma merda, foi o que foi.
Em compensação o jogo de ontem foi um duche fresco no deserto. Viram o que é uma equipa a jogar? Oh comentadores de turno, perceberam que um colectivo a jogar não tem nada a ver com o somatório dos jogadores-vedetas-artistas que o compõem?
A selecção de Espanha, La Roja como eles dizem, será campeã da Europa. Olé! Com gana, mérito, e salero.
Senão, acabo com o blog.
Este não. O de um gajo qualquer. Risco um blog dos links, por exemplo. Só para chatear.
E por várias razões. Primeiro porque a vitória estava perfeitamente ao alcance da selecção que derrotou checos e turcos, bem diferente da que saiu derrotada na 5ªfeira passada.
A coisa chateou-me tanto que só me apetecia mandar esta merda deste Toshiba ranhoso em que teclo pacientemente posts para serem lidos pelos indefectíveis habituais pela janela fora. Do carro. Na A17, que é uma autoestrada feita de propósito para mim e mais dois ou três portugueses com quem me cruzo quando por lá passo. Ia fazer companhia às carcaças da fauna nacional em vias de extinção que atapetam as bermas de 5 km em 5 km, o cabrão do Toshiba.
E ainda por cima ter que gramar com as bocas do costume, redutoras, culpando o guarda redes. O mesmo que eliminou a Inglaterra há quatro anos, defendendo um penalty sem luvas e marcando ele próprio o penalty decisivo. Magistral. E os outros meninos? Borrados de medo, a falharem à boca da baliza, a oferecerem livres pré-estudados como quem estende uma arma carregada a um psicopata. A jogarem sem alma, sem gana, sem coisa nenhuma tão preocupados estavam com o destino do mister no Chelsea (Chélssia, dizem os gajos, o comentador 1 e o comentador 2) e o de cada um no clube para onde irão. Uma merda, foi o que foi.
Em compensação o jogo de ontem foi um duche fresco no deserto. Viram o que é uma equipa a jogar? Oh comentadores de turno, perceberam que um colectivo a jogar não tem nada a ver com o somatório dos jogadores-vedetas-artistas que o compõem?
A selecção de Espanha, La Roja como eles dizem, será campeã da Europa. Olé! Com gana, mérito, e salero.
Senão, acabo com o blog.
Este não. O de um gajo qualquer. Risco um blog dos links, por exemplo. Só para chatear.
segunda-feira, junho 16, 2008
domingo, junho 15, 2008
Perdemos...
Não me vou alongar com conversas de penalties contra a Suiça que ficaram por marcar, nem com um golo anulado a Portugal por fora de jogo inexistente nem pelo facto do sr. Conrado ser austríaco, portanto da nacionalidade de um dos países organizadores do Euro 2008 arbitrando um jogo com um dos países organizadores, portanto advogando bem em causa própria.
Que se lixe. Era a feijões, o cabrão do jogo.
O bife à portuguesa acompanhado por um bom tinto alentejano, em contrapartida, estava um espectáculo.
Que se lixe. Era a feijões, o cabrão do jogo.
O bife à portuguesa acompanhado por um bom tinto alentejano, em contrapartida, estava um espectáculo.
Download Day
Avizinha-se o record mundial de downloads de software num só dia.Trata-se da versão 3.0 do Firefox, o melhor browser do mundo.
É já no dia 17, 3ªfeira, depois de amanhã.
sexta-feira, junho 13, 2008
Pay TV
Começa a segunda parte.
A Holanda a ganhar por 2-0. Marca a França. Em três tempos a Holanda marca o 3º. "...a França, que nem chegou a estar um minuto à frente do marcador..." grunhe o comentador 1. Para logo a seguir acrescentar "...e a Holanda marca seis golos em dois jogos...", raciocínio fulgurante que despoleta o seguinte comentário do comentador 2: "Impressionante!"
E eu sentado a ver o jogo e a ter que ouvir estas merdas.
Olhei em volta à cata de um marcador para atirar aos cornos do comentador 1 e do comentador 2.
Nada sólido ao alcance. Só a gata. Adivinhou os meus pensamentos e afastou-se de um salto seguido de um trote sorridente.
A Holanda a ganhar por 2-0. Marca a França. Em três tempos a Holanda marca o 3º. "...a França, que nem chegou a estar um minuto à frente do marcador..." grunhe o comentador 1. Para logo a seguir acrescentar "...e a Holanda marca seis golos em dois jogos...", raciocínio fulgurante que despoleta o seguinte comentário do comentador 2: "Impressionante!"
E eu sentado a ver o jogo e a ter que ouvir estas merdas.
Olhei em volta à cata de um marcador para atirar aos cornos do comentador 1 e do comentador 2.
Nada sólido ao alcance. Só a gata. Adivinhou os meus pensamentos e afastou-se de um salto seguido de um trote sorridente.
i gcás ar bith
Que é como quem diz : in no circumstances
Votaram os irlandeses. E lá se vai o Tratado de Lisboa.
"É porque é bom para a Europa", era o grande argumento dos partidários do sim. Pífio até à náusea.
Os do não tinham outros argumentos. Não aceitavam um presidente europeu não eleito, por exemplo.
Por cá também se tomam medidas justificadas "porque é bom para os portugueses".
Até ao dia.
Votaram os irlandeses. E lá se vai o Tratado de Lisboa.
"É porque é bom para a Europa", era o grande argumento dos partidários do sim. Pífio até à náusea.
Os do não tinham outros argumentos. Não aceitavam um presidente europeu não eleito, por exemplo.
Por cá também se tomam medidas justificadas "porque é bom para os portugueses".
Até ao dia.
quarta-feira, junho 11, 2008
Ganhámos! (II)
Chegámos para os checos.Nem 2,02 m de ameaças intimidaram Ricardo.
Nem a porrada que deram no Petit.
E no Deco.
E no Pepe.
Segue-se um laivo de patriotismo serôdio:
"...oh pátria sente-se a voz, dos teus
Esclarecimento após laivo:
Egrégios avós não é sinónimo de sacristãos babantes de barba branca, oh hostes republicanas.
Tem a ver com outra coisa.
Incompreensível para a geração Tássebem de polegares hiperdesenvolvidos e consumo fácil.
Essa é outra História. Entranhada nas vísceras, nos tomates, nos ovários e ADN.
sábado, junho 07, 2008
Ganhámos! (I)
domingo, junho 01, 2008
E Depois Do Adeus
Manuela Ferreira Leite ganhou as eleições no PSD.
Pedro Passos Coelho conseguiu o segundo lugar.
Pedro Santana Lopes o penúltimo, logo à frente de Patinha Antão.
E então?, perguntam voceses.
E então nada, respondo eu.
E depois? insistem voceses.
Morreram as vacas e ficaram os bois, digo eu.
É a vida.
Indiferente, calma, sequente, irredutível, a vida continua.
Venha o Euro.
O de 2008, claro.
Pedro Passos Coelho conseguiu o segundo lugar.
Pedro Santana Lopes o penúltimo, logo à frente de Patinha Antão.
E então?, perguntam voceses.
E então nada, respondo eu.
E depois? insistem voceses.
Morreram as vacas e ficaram os bois, digo eu.
É a vida.
Indiferente, calma, sequente, irredutível, a vida continua.
Venha o Euro.
O de 2008, claro.
terça-feira, maio 27, 2008
Razões
Há duas razões pelas quais gosto de visitar A Causa Foi Modificada.
Uma é poder ler coisas destas.
A outra é porque além de gostar de cerveja execro as ressacas disso.
Uma é poder ler coisas destas.
A outra é porque além de gostar de cerveja execro as ressacas disso.
domingo, maio 25, 2008
Sousa Tavares e os Blogs
Há pessoas inteligentes que não dominam a linguagem das chamadas novas tecnologias.
Há outras que não dominam sequer a própria linguagem, seja ela falada ou escrita.
Também há as que julgam dominar todas as linguagens, incluindo as dos outros.
Sousa Tavares insurge-se, como Pacheco Pereira e outras individualidades da cultura lusa, contra a utilização de pseudónimos por parte dos autores de blogs. É uma coisa que os chateia, pronto. Cíclicamente Sousa Tavares arreia na blogosfera, qual D. Quixote investindo contra moinhos de vento, sendo que da última vez que o fez foi à conta de uma alegada carta da alegada autoria de uma alegada professora qualquer de uma alegada escola qualquer que circulava, alegadamente, por email.
Generalizar é sempre abusivo, mesmo no que se refere aos juízos de carácter sobre autores de blogs.
Anónimos ou não.
Há outras que não dominam sequer a própria linguagem, seja ela falada ou escrita.
Também há as que julgam dominar todas as linguagens, incluindo as dos outros.
Sousa Tavares insurge-se, como Pacheco Pereira e outras individualidades da cultura lusa, contra a utilização de pseudónimos por parte dos autores de blogs. É uma coisa que os chateia, pronto. Cíclicamente Sousa Tavares arreia na blogosfera, qual D. Quixote investindo contra moinhos de vento, sendo que da última vez que o fez foi à conta de uma alegada carta da alegada autoria de uma alegada professora qualquer de uma alegada escola qualquer que circulava, alegadamente, por email.
Generalizar é sempre abusivo, mesmo no que se refere aos juízos de carácter sobre autores de blogs.
Anónimos ou não.
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Tu quoque, Brute, fili mi?
O ensaísta português Eduardo Lourenço considerou, em entrevista este domingo ao programa Discurso Directo da TSF e do DN, que o novo acordo ortográfico «é uma ideia um bocado peregrina».Depois de ter assinado uma petição contra este acordo, o escritor português reiterou que o documento não é «necessário», porque a «prática linguística dos brasileiros» continuará a ser feita segundo os termos actuais, bem como a portuguesa.
O ensaísta lembrou que entre os Estados Unidos da América e o Reino Unido não existe nenhum acordo do género para a língua inglesa
Lá se vai mais um argumento dos eternos "intelectuais" deslocalizados, como Rui Tavares do Público, que em qualquer polémica que surja insistem em dividir os seus intervenientes em esquerda e direita.
Embrulha, como dizia o outro.
Eleições nos E.U.A.
........................................................................................................................................................................ GETTYHilária, A Temerária.
terça-feira, maio 20, 2008
Actualidades da república
As eleições internas no PSD servem sobretudo para manter ocupados barões, bases, militantes e simpatizantes.
É uma espécie de fait-divers que distrai as atenções, entretém as hostes, serve de pasto aos média. Tem as suas semelhanças com um Benfica destroçado que procura reorganizar-se para a época seguinte. Nem a ambos falta aquele sal especial, aquele sabor exótico a que chamam mística. Tanto no PSD como no Benfica abunda a mística.
Só que não vai servir de nada. O governo do PS continuará a navegar ao largo e sem oposição. Ganhe quem ganhar as eleições internas no PSD, a terceira via de Sócrates, versão indígena da third way de Blair e Giddens, veio para ficar. Ao fim de três anos de governo, acabado que está o tempo das concessões ao liberalismo de direita, dentro de lo que cabe, bem entendido, seguir-se-ão as concessões à esquerda, de acordo com a boa prática preconizada pelo manual de Anthony Giddens. Manuela Ferreira Leite quase que adivinhou isso quando ontem referiu que pela primeira vez o governo mencionou políticas sociais no último debate semanal na AR. Ingenuamente acha que foi devido à sua voz que tal se fez ouvir.
A realidade de Portugal afasta-se cada vez mais das politiquices da república, e aproxima-se em cada dia da importância que os monárquicos deram à classificação territorial da RAN e da REN. Com a crise do aumento dos preços dos combustíveis, dos alimentos e da água, é patente a necessidade de uma verdadeira política de gestão territorial sustentada, que garanta a produção agrícola para consumo interno, sem fazer depender a satisfação da procura de alimentos de transportes trans-europeus cada vez mais caros e dependentes de factores que não controlamos.
No entanto, o abc da política seguida pela república portuguesa (Asfalto, Betão e Consumismo) continua a ser a cartilha do desenvolvimento e do progresso que, na fantasia de Sócrates, transformará Portugal numa Irlanda ou numa Finlândia, independentemente da diferença de percurso e da História de cada um desses países.
A História, aliás, é cada vez mais um fardo a arrear, um conhecimento e experiência descartáveis na república de plástico em que Portugal se transformou. Veja-se, por exemplo, a indignação republicana no passado 1 de Fevereiro aquando do centenário da morte de El Rei D. Carlos.
Ou o espanto do PR com a manifesta ignorância da História recente de Portugal aquando das comemorações do 34º aniversário do 25 de Abril.
É uma espécie de fait-divers que distrai as atenções, entretém as hostes, serve de pasto aos média. Tem as suas semelhanças com um Benfica destroçado que procura reorganizar-se para a época seguinte. Nem a ambos falta aquele sal especial, aquele sabor exótico a que chamam mística. Tanto no PSD como no Benfica abunda a mística.
Só que não vai servir de nada. O governo do PS continuará a navegar ao largo e sem oposição. Ganhe quem ganhar as eleições internas no PSD, a terceira via de Sócrates, versão indígena da third way de Blair e Giddens, veio para ficar. Ao fim de três anos de governo, acabado que está o tempo das concessões ao liberalismo de direita, dentro de lo que cabe, bem entendido, seguir-se-ão as concessões à esquerda, de acordo com a boa prática preconizada pelo manual de Anthony Giddens. Manuela Ferreira Leite quase que adivinhou isso quando ontem referiu que pela primeira vez o governo mencionou políticas sociais no último debate semanal na AR. Ingenuamente acha que foi devido à sua voz que tal se fez ouvir.
A realidade de Portugal afasta-se cada vez mais das politiquices da república, e aproxima-se em cada dia da importância que os monárquicos deram à classificação territorial da RAN e da REN. Com a crise do aumento dos preços dos combustíveis, dos alimentos e da água, é patente a necessidade de uma verdadeira política de gestão territorial sustentada, que garanta a produção agrícola para consumo interno, sem fazer depender a satisfação da procura de alimentos de transportes trans-europeus cada vez mais caros e dependentes de factores que não controlamos.
No entanto, o abc da política seguida pela república portuguesa (Asfalto, Betão e Consumismo) continua a ser a cartilha do desenvolvimento e do progresso que, na fantasia de Sócrates, transformará Portugal numa Irlanda ou numa Finlândia, independentemente da diferença de percurso e da História de cada um desses países.
A História, aliás, é cada vez mais um fardo a arrear, um conhecimento e experiência descartáveis na república de plástico em que Portugal se transformou. Veja-se, por exemplo, a indignação republicana no passado 1 de Fevereiro aquando do centenário da morte de El Rei D. Carlos.
Ou o espanto do PR com a manifesta ignorância da História recente de Portugal aquando das comemorações do 34º aniversário do 25 de Abril.
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terça-feira, abril 29, 2008
China, Tibete, adereços & companhia
domingo, abril 20, 2008
Irish Blues
Recordando Rory Gallagher, um irlandês que tocou blues como poucos.
Quem o viu e ouviu no Dramático de Cascais, há uma data de anos atrás, jamais o esquecerá.
Reparem no pormenor da trunfa do teclista, oscilando ritmicamente, funcionando como um autêntico termo-ventilador. Aquelas mãos deviam estar em brasa...
sexta-feira, abril 18, 2008
O Triângulo das Barbudas

Complementando os inexplicáveis fenómenos que ao longo dos anos têm ocorrido na zona conhecida como Triângulo das Bermudas, existe um arquipélago no Atlântico, conhecido desde a antiguidade como Triângulo das Barbudas, embora só hoje seja revelado o seu verdadeiro nome, que tem sido indissociável de estranhíssimos fenómenos de alteração de personalidade, de credos e convicções protagonizados por influentes representantes da república portuguesa.
Desde a elogios rasgados proferidos por personalidades que vão de Almeida Santos a Jaime Gama, (figuras proeminentes do principal partido da oposição) perpassando pelas bombásticas declarações do presidente do respectivo governo regional, (classificando de bando de loucos os deputados do parlamento regional sem excluir os do PSD-Madeira) até às gaffes do próprio presidente da república ("comentar a vida interna dos partidos políticos é coisa que nunca fiz, faço, ou façarei") proferidas aquando da sua recente visita ao arquipélago, de tudo por lá tem acontecido um pouco.
Um fenómeno por si só, o triângulo das barbudas.
Desde a elogios rasgados proferidos por personalidades que vão de Almeida Santos a Jaime Gama, (figuras proeminentes do principal partido da oposição) perpassando pelas bombásticas declarações do presidente do respectivo governo regional, (classificando de bando de loucos os deputados do parlamento regional sem excluir os do PSD-Madeira) até às gaffes do próprio presidente da república ("comentar a vida interna dos partidos políticos é coisa que nunca fiz, faço, ou façarei") proferidas aquando da sua recente visita ao arquipélago, de tudo por lá tem acontecido um pouco.
Um fenómeno por si só, o triângulo das barbudas.
quarta-feira, abril 16, 2008
Resiliance
M.B.S. aka Major Bull Shit
No Público de hoje, Nuno Pacheco denunciou com simplicidade brilhante o embuste do chamado Acordo Ortográfico, tão badalado e propalado pela hordas de iluminados que enxameiam os diversos patamares da E.X.C.U.L.A (Excelsa Cultura Lusa) .
Diversos países registaram variantes da sua língua oficial em vez de se porem a inventar acordos ortográficos tão impossíveis como inúteis.
Passo a citar:
Diversos países registaram variantes da sua língua oficial em vez de se porem a inventar acordos ortográficos tão impossíveis como inúteis.
Passo a citar:
(...) o espanhol tem nada menos do que 20 variantes, (da Argentina à Venezuela, passando por duas só para o espanhol europeu: a variante moderna e a variante tradicional); o inglês tem 18 (da Austrália ao Zimbabue, passando obviamente pelo inglês usado no Reino Unido e nos EUA); o francês tem 15 (da Bélgica às Índias Ocidentais, passando pelo Mali e pelo Mónaco); o árabe tem 16 variantes registadas.(...) o alemão e o chinês têm cinco variantes, o sérvio tem quatro.
E o português, em lugar de seguir a tendência das línguas mais faladas no Globo, aceitando a sua multiplicidade, procura reduzir as duas únicas variantes que ali tem (Portugal e Brasil, claro) a uma utópica língua única.(...)
Deixo-vos com um exemplo do que poderá vir a ser o acordo ortofónico que, naturalmente, se lhe seguirá:
sexta-feira, abril 04, 2008
Um mês depois
Cousas várias envolveram as atenções de variadas gentes desta república desvairada em um mês que se passou sem que eu acudisse a alimentar este proto-tamagochi que se chama POR TU GRAAL.
Dissertemos pois sobre o que nos apetece, nunca descurando o louvável e nobre propósito de desancar esta república denunciando com afinco o seu abusivo modus operandi em cada dia que passa, em cada ano que passou.
A bronca do telemóvel escolar
Foi graças ao micro video de um telemóvel que o país pôde assistir, quase em directo, a um excelente exemplo do estado raso a que a república portuguesa conseguiu converter a nobre missão de ensinar. No rescaldo de uma meganifestação de professores, funcionários públicos empregados, com salários em dia mas que se acham acima de qualquer tipo de avaliação, escrutínio ou análise que se possa fazer sobre o seu desempenho, salta para as primeiras páginas de tudo o que conta notícias o desaguisado entre professora e aluna, descambando para o confronto físico. Para não me alargar muito sobre o assunto, deixo-vos com outro micro video recebido por email, sendo que este ilustra, sem muita conversa, o que penso sobre telélés nas salas de aula.
Dissertemos pois sobre o que nos apetece, nunca descurando o louvável e nobre propósito de desancar esta república denunciando com afinco o seu abusivo modus operandi em cada dia que passa, em cada ano que passou.
A bronca do telemóvel escolar
Foi graças ao micro video de um telemóvel que o país pôde assistir, quase em directo, a um excelente exemplo do estado raso a que a república portuguesa conseguiu converter a nobre missão de ensinar. No rescaldo de uma meganifestação de professores, funcionários públicos empregados, com salários em dia mas que se acham acima de qualquer tipo de avaliação, escrutínio ou análise que se possa fazer sobre o seu desempenho, salta para as primeiras páginas de tudo o que conta notícias o desaguisado entre professora e aluna, descambando para o confronto físico. Para não me alargar muito sobre o assunto, deixo-vos com outro micro video recebido por email, sendo que este ilustra, sem muita conversa, o que penso sobre telélés nas salas de aula.
Borges e o Ministro
Exercer represálias por expressão de opinião deveria ser intolerável.
Mas não é.
É a democracia republicana que temos.
A terceira ponte
As pontes fazem falta. Sobretudo se lançadas sobre rios para unirem gentes em margens opostas.
Mas condicionar a sua localização à quantidade de votos que podem trazer abre um precedente gravíssimo num país cada vez mais litoralizado de gentes e desertificado no seu interior, nas suas vísceras, na sua alma.
Há também aquela outra que foi feita lá para os lados do Carregado. Tão baixinha tão baixinha que os barcos têm que rapar os mastros para lhe passarem por baixo. Anedótico?
O Kosovo
O Kosovo foi o berço da Sérvia. Imaginem os galegos a instalarem-se às chusmas no Minho, durante anos e, de repente, declararem a independência. Agora imaginem a tromba tuga perante o facto consumado, com três dezenas de países "amigos" a reconhecerem a proclamação da independência do Minho, com bandeiras americanas desfraldadas e cartazes a dizerem "Thank You" agitados com frenesim frente às câmaras de televisão.
TaTa
A holding indiana que compra coisas que vão do Tettley Tea ao Jaguar, passando pelo Land Rover, afirma-se cada vez mais como um fenómeno do século XXI. Propriedade de Ratan Tata ( a sério) a dita holding empenha-se à redução ao comezinho do reflexo remanescente da aristocracia ocidental; do chá ao Jaguar e ao Land Rover. Uma depressão. São ventos de mudança, nas ventas de todos nós. Uma chatice.
James Blond
Nada de Aston Martins, nem protótipos de gama alta a estrear em cada novo filme da saga.
Ná, nada disso. O próximo veículo de James Blond será um modesto e contido Ford Ka, que é mais políticamente correcto (estou-me a cagar para o acordo ortográfico e essa merda de retirar acentos nas sílabas tónicas de palvras esdrúxulas), menos poluente e portanto, mais um bom exemplo a seguir pelas hostes consumidoras de mercearia fina que formiguejam paulatinamente pelos centros comerciais, infestando os cinemas de centros comerciais, enquanto deglutem afanosamente pipocas no entretanto. Já que tiraram o cigarro ao Lucky Luke e ao André Malraux, o Aston Martin ao James Bond, agora não se esqueçam de tirar a puta da poção mágica ao cabrão do Obelix, a pretexto de ser droga ou outra merda qualquer. Ainda havemos de ver os gauleses a comer trampa liofilizada perante o gáudio e os gládios da turba romana.
Mas há mais
Jogos de azar
Parece que a próxima missão de alto risco da ASAE é a apreensão daquelas máquinas que servem drops e chocolates aleatóriamente após terem sido carregadas com uma moeda de 20 cêntimos ou de 50 ou o que quer que seja. Ou seja, como a máquina avia indistintamente qualquer tipo de chocolate independentemente do tamanho face ao mesmo valor da moeda que se enfia na ranhura é, por isso, considerada como jogo de azar e, também por isso, interdita a menores de 18 anos.
Jogos Pré Olímpicos
Nova modalidade proto desportiva que consiste no desenvolvimento e aplicação da melhor técnica para apagar a chama olímpica. Há anos que ninguém ligava pevas à história do percurso da chama olímpica. Este ano tem sido um ai-jesus, catapultado a fenómeno mundial. Novas técnicas se aprimoram na ânsia de se conseguir o objectivo último: apaga a chama. Desde extintores, a sopros, mangueiras, baldes de água despejados por helicópteros, tudo vale para apagar a dita chama.
O Acordo Ortográfico
O maior embuste que surgiu desde que o meu meu irmão Jaime, no alentejo, tentou vender a estátua do Marquês de Pombal em Lisboa a um par de especuladores suecos cegos e surdos mudos que estavam convencidos que tinham chegado ao Egipto de bicicleta, é essa história do Acordo Ortográfico. Não existe acordo nenhum. O que existe, e felizmente, é um monumental Desacordo sobre o assunto.
Exercer represálias por expressão de opinião deveria ser intolerável.
Mas não é.
É a democracia republicana que temos.
A terceira ponte
As pontes fazem falta. Sobretudo se lançadas sobre rios para unirem gentes em margens opostas.
Mas condicionar a sua localização à quantidade de votos que podem trazer abre um precedente gravíssimo num país cada vez mais litoralizado de gentes e desertificado no seu interior, nas suas vísceras, na sua alma.
Há também aquela outra que foi feita lá para os lados do Carregado. Tão baixinha tão baixinha que os barcos têm que rapar os mastros para lhe passarem por baixo. Anedótico?
O Kosovo
O Kosovo foi o berço da Sérvia. Imaginem os galegos a instalarem-se às chusmas no Minho, durante anos e, de repente, declararem a independência. Agora imaginem a tromba tuga perante o facto consumado, com três dezenas de países "amigos" a reconhecerem a proclamação da independência do Minho, com bandeiras americanas desfraldadas e cartazes a dizerem "Thank You" agitados com frenesim frente às câmaras de televisão.
TaTa
A holding indiana que compra coisas que vão do Tettley Tea ao Jaguar, passando pelo Land Rover, afirma-se cada vez mais como um fenómeno do século XXI. Propriedade de Ratan Tata ( a sério) a dita holding empenha-se à redução ao comezinho do reflexo remanescente da aristocracia ocidental; do chá ao Jaguar e ao Land Rover. Uma depressão. São ventos de mudança, nas ventas de todos nós. Uma chatice.
James Blond
Nada de Aston Martins, nem protótipos de gama alta a estrear em cada novo filme da saga.
Ná, nada disso. O próximo veículo de James Blond será um modesto e contido Ford Ka, que é mais políticamente correcto (estou-me a cagar para o acordo ortográfico e essa merda de retirar acentos nas sílabas tónicas de palvras esdrúxulas), menos poluente e portanto, mais um bom exemplo a seguir pelas hostes consumidoras de mercearia fina que formiguejam paulatinamente pelos centros comerciais, infestando os cinemas de centros comerciais, enquanto deglutem afanosamente pipocas no entretanto. Já que tiraram o cigarro ao Lucky Luke e ao André Malraux, o Aston Martin ao James Bond, agora não se esqueçam de tirar a puta da poção mágica ao cabrão do Obelix, a pretexto de ser droga ou outra merda qualquer. Ainda havemos de ver os gauleses a comer trampa liofilizada perante o gáudio e os gládios da turba romana.
Mas há mais
Jogos de azar
Parece que a próxima missão de alto risco da ASAE é a apreensão daquelas máquinas que servem drops e chocolates aleatóriamente após terem sido carregadas com uma moeda de 20 cêntimos ou de 50 ou o que quer que seja. Ou seja, como a máquina avia indistintamente qualquer tipo de chocolate independentemente do tamanho face ao mesmo valor da moeda que se enfia na ranhura é, por isso, considerada como jogo de azar e, também por isso, interdita a menores de 18 anos.
Jogos Pré Olímpicos
Nova modalidade proto desportiva que consiste no desenvolvimento e aplicação da melhor técnica para apagar a chama olímpica. Há anos que ninguém ligava pevas à história do percurso da chama olímpica. Este ano tem sido um ai-jesus, catapultado a fenómeno mundial. Novas técnicas se aprimoram na ânsia de se conseguir o objectivo último: apaga a chama. Desde extintores, a sopros, mangueiras, baldes de água despejados por helicópteros, tudo vale para apagar a dita chama.
O Acordo Ortográfico
O maior embuste que surgiu desde que o meu meu irmão Jaime, no alentejo, tentou vender a estátua do Marquês de Pombal em Lisboa a um par de especuladores suecos cegos e surdos mudos que estavam convencidos que tinham chegado ao Egipto de bicicleta, é essa história do Acordo Ortográfico. Não existe acordo nenhum. O que existe, e felizmente, é um monumental Desacordo sobre o assunto.
terça-feira, março 04, 2008
O Às de Sócrates, ou futurologia de algibeira.
Chama-se Maria de Lurdes Rodrigues e será jogado em breve.
Por enquanto serve de pára raios ao governo, atraindo a si e concentrando a tempestade de críticas provenientes da esquerda e da direita. Mas será no fim de semana seguinte ao da grande manifestação de professores que Sócrates será consagrado e ungido no Porto, terra natal do campeão nacional de futebol, numa gigantesca demonstração da capacidade mobilizadora do partido socialista e que reduzirá a um simulacro de Marcha Popular a manifestação promovida pelo partido comunista no passado fim de semana em Lisboa. Após isso a ministra torna-se dispensável, mas não sem ser referido mais uma vez o papel importantíssimo e indispensável que, segundo Sócrates, os professores têm desempenhado, bem como importantíssmos e indispensáveis serão os seus votos, amen.
A proliferação fúngica de "movimentos da sociedade civil de carácter humanista" que se reclamam do centro insistindo em entalar-se onde não há espaço, ou seja entre o PS e o PSD, é revelador do desnorte que campeia nas hostes políticas. Ainda não perceberam que por cá se começou com Sócrates o que em Inglaterra se vem praticando desde há dez anos: a terceira via é o centro possível e veio para ficar.
A crescente hostilidade que o PSD vem manifestando contra Cavaco Silva será razão necessária e suficiente para que o professor não se recandidate. Facto inédito no regime republicano do pós 25 de Abril.
A mais que provável nomeação de Barack Obama pelo Partido Democratico esta 3ªfeira será a melhor garantia dada a John McCain de que virá a ser o próximo presidente dos EUA. Vai uma aposta?
Por enquanto serve de pára raios ao governo, atraindo a si e concentrando a tempestade de críticas provenientes da esquerda e da direita. Mas será no fim de semana seguinte ao da grande manifestação de professores que Sócrates será consagrado e ungido no Porto, terra natal do campeão nacional de futebol, numa gigantesca demonstração da capacidade mobilizadora do partido socialista e que reduzirá a um simulacro de Marcha Popular a manifestação promovida pelo partido comunista no passado fim de semana em Lisboa. Após isso a ministra torna-se dispensável, mas não sem ser referido mais uma vez o papel importantíssimo e indispensável que, segundo Sócrates, os professores têm desempenhado, bem como importantíssmos e indispensáveis serão os seus votos, amen.
A proliferação fúngica de "movimentos da sociedade civil de carácter humanista" que se reclamam do centro insistindo em entalar-se onde não há espaço, ou seja entre o PS e o PSD, é revelador do desnorte que campeia nas hostes políticas. Ainda não perceberam que por cá se começou com Sócrates o que em Inglaterra se vem praticando desde há dez anos: a terceira via é o centro possível e veio para ficar.
A crescente hostilidade que o PSD vem manifestando contra Cavaco Silva será razão necessária e suficiente para que o professor não se recandidate. Facto inédito no regime republicano do pós 25 de Abril.
A mais que provável nomeação de Barack Obama pelo Partido Democratico esta 3ªfeira será a melhor garantia dada a John McCain de que virá a ser o próximo presidente dos EUA. Vai uma aposta?
terça-feira, fevereiro 26, 2008
T.P.C.
A cadeia das doze palavras aterrissou cá no terreiro via Dragoscópio.
Mercê dessa manobra o número de visitas diárias aqui ao estabelecimento disparou estando prestes a ultrapassar o mágico número das três dezenas. É obra. Republicana ainda por cima, ou seja, por total demérito da minha parte.
Adiante.
Como agradecimento pela escolha listo de seguida doze palavras de cuja fonética gosto, numa abordagem, que é uma homenagem, ao estilo do inacabado Dicionário Shelltox Concise do Dragão.
Cáfila, s. f. Caravana de mercadores; grande quantidade de camelos que transportam mercadorias. Fig. Bando; súcia; corja; conjunto de deputados.
Delapidar, v. tr. Gastar muito; dissipar; prática corrente do regime republicano.
Escaramuça, s. f. Combate insignificante, briga; debate na assembleia da república.
Gabiru, s. m. e adj. Fam. Velhaco; finório; patife; ministro; secretário de estado; director geral.
Cagaréu, s. m. Som alto; barulho; som resultante de peidos de rajada em grande recinto fechado, tipo pavilhão industrial.
Pastar, v. tr. e int. Comer o pasto; comprazer-se; nutrir-se; acto que se processa nos corredores do poder.
Saramago, s. m. Bot. Planta crucífera comestível, vulgar em quase todo o país e que cresce sem cultura; criatura compulsiva; apátrida.
Lambisgóia, s. f. Mulher delambida; mexeriqueira; apresentadora de televisão.
Tupinamba, s. f. Espécie de batata americana; crítico literário; intelectual.
Sinecura, s. f. Emprego remunerado de pouco ou nenhum trabalho; deputado; comentador televisivo.
Micrococo, s. m. Bactéria de ínfimo tamanho; eleitor; contribuinte.
Falcípede, adj. De pés curvos em forma de foice; legislador; cobrador de impostos.
Chegada a hora de repassar a praga, recorro ao método turbo democrático conhecido por roleta kosovar e que consiste na escolha aleatória de doze vítimas extraída da lista de blogs linkados:
Cão com Pulgas. A Toca do Gato. A Origem das Espécies. Bic Laranja. Inflexão.Eterna Descontente. O Velho da Montanha. Blog se vê. Musinema. Minha Rica Casinha. Nau Catrineta. Blogame Mucho.
Mercê dessa manobra o número de visitas diárias aqui ao estabelecimento disparou estando prestes a ultrapassar o mágico número das três dezenas. É obra. Republicana ainda por cima, ou seja, por total demérito da minha parte.
Adiante.
Como agradecimento pela escolha listo de seguida doze palavras de cuja fonética gosto, numa abordagem, que é uma homenagem, ao estilo do inacabado Dicionário Shelltox Concise do Dragão.
Cáfila, s. f. Caravana de mercadores; grande quantidade de camelos que transportam mercadorias. Fig. Bando; súcia; corja; conjunto de deputados.
Delapidar, v. tr. Gastar muito; dissipar; prática corrente do regime republicano.
Escaramuça, s. f. Combate insignificante, briga; debate na assembleia da república.
Gabiru, s. m. e adj. Fam. Velhaco; finório; patife; ministro; secretário de estado; director geral.
Cagaréu, s. m. Som alto; barulho; som resultante de peidos de rajada em grande recinto fechado, tipo pavilhão industrial.
Pastar, v. tr. e int. Comer o pasto; comprazer-se; nutrir-se; acto que se processa nos corredores do poder.
Saramago, s. m. Bot. Planta crucífera comestível, vulgar em quase todo o país e que cresce sem cultura; criatura compulsiva; apátrida.
Lambisgóia, s. f. Mulher delambida; mexeriqueira; apresentadora de televisão.
Tupinamba, s. f. Espécie de batata americana; crítico literário; intelectual.
Sinecura, s. f. Emprego remunerado de pouco ou nenhum trabalho; deputado; comentador televisivo.
Micrococo, s. m. Bactéria de ínfimo tamanho; eleitor; contribuinte.
Falcípede, adj. De pés curvos em forma de foice; legislador; cobrador de impostos.
Chegada a hora de repassar a praga, recorro ao método turbo democrático conhecido por roleta kosovar e que consiste na escolha aleatória de doze vítimas extraída da lista de blogs linkados:
Cão com Pulgas. A Toca do Gato. A Origem das Espécies. Bic Laranja. Inflexão.Eterna Descontente. O Velho da Montanha. Blog se vê. Musinema. Minha Rica Casinha. Nau Catrineta. Blogame Mucho.
sábado, fevereiro 23, 2008
Tabus
Muito comentada a entrevista de Sócrates na SIC, reduzida por Vasco Pulido Valente no Público a mera sessão de propaganda.
Angustiaram-se as hostes(*) com a "falta de futuro" que persistiu na referida entrevista.
Desenganem-se, oh hostes. Se há coisa que não faltará é futuro. Com Sócrates, claro.
E isto porque o tabu da recandidatura de Sócrates não existe.
Ele aparecerá, acreditem, ufano, sorridente e confiante, autor intérprete e realizador da sua própria grande obra: O futuro sou eu.
Quanto a Cavaco, poderá ficar na recente história de Portugal como o primeiro presidente da república a não se recandidatar a um segundo mandato.
(*) Teresa de Sousa e o gajo que a plagiou no Público mas de que me não lembro o nome e não tenho paciência de procurar e que jogava ping-pong com a Helena de Matos.
Angustiaram-se as hostes(*) com a "falta de futuro" que persistiu na referida entrevista.
Desenganem-se, oh hostes. Se há coisa que não faltará é futuro. Com Sócrates, claro.
E isto porque o tabu da recandidatura de Sócrates não existe.
Ele aparecerá, acreditem, ufano, sorridente e confiante, autor intérprete e realizador da sua própria grande obra: O futuro sou eu.
Quanto a Cavaco, poderá ficar na recente história de Portugal como o primeiro presidente da república a não se recandidatar a um segundo mandato.
(*) Teresa de Sousa e o gajo que a plagiou no Público mas de que me não lembro o nome e não tenho paciência de procurar e que jogava ping-pong com a Helena de Matos.
Fumo II
É discriminatória, e portanto inconstitucional, a medida que se traduz na proibição de se fumar em centros comerciais sem existir um espaço no seu interior destinado a fumadores.
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Independência q.b.
A recentemente auto proclamada independência do Kosovo é mais uma farsa montada à volta do que tem movimentado mais massa e tropa nas últimas décadas: petróleo.
A proliferação de bandeiras dos Estados Unidos nas manifestações de júbilo que os albaneses encenaram, comemorando em frenesim a aquisição de mais um Estado para a União, mais uma estrela na bandeira, expõe o que vem sendo a política externa norte americana: Estados Unidos à revelia das Nações Unidas.
Lamentável a hesitação do governo português em não reconhecer a independência unilateralmente declarada pelo parlamento kosovar , mascarada de falta de pressa de inspiração metodicamente amanuense e burocrata.
De salientar o silêncio e contenção da esquerdalha, para não mencionar a condenação da iniciativa por parte do aznarento governo castelhudo, normalmente tão pródiga em manifestações de solidariedade para com movimentos independentistas por esse mundo fora, sempre tão activa na promoção de independências várias ao longo do século XX.
Sinais dos tempos.
A proliferação de bandeiras dos Estados Unidos nas manifestações de júbilo que os albaneses encenaram, comemorando em frenesim a aquisição de mais um Estado para a União, mais uma estrela na bandeira, expõe o que vem sendo a política externa norte americana: Estados Unidos à revelia das Nações Unidas.
Lamentável a hesitação do governo português em não reconhecer a independência unilateralmente declarada pelo parlamento kosovar , mascarada de falta de pressa de inspiração metodicamente amanuense e burocrata.
De salientar o silêncio e contenção da esquerdalha, para não mencionar a condenação da iniciativa por parte do aznarento governo castelhudo, normalmente tão pródiga em manifestações de solidariedade para com movimentos independentistas por esse mundo fora, sempre tão activa na promoção de independências várias ao longo do século XX.
Sinais dos tempos.
sábado, fevereiro 16, 2008
Motor Electromagnético
Muitas das soluções energéticas alternativas ao petróleo e derivados têm sido patenteadas e compradas pelas companhias perolíferas que rápidamente se encarregam de as engavetar devotando-as ao esquecimento.
São, inclusivamente, referidos casos em que os seus inventores desaparecem misteriosamente juntamente com os planos das respectivas invenções. Como o daquele que sacava hidrogénio e oxigénio da água segundo um processo de turbo hidrólise qualquer e que os utilizava como combustível e comburente respectivamente tendo conseguindo construir um motor que funcionava.
O que dá título a este post foi um video que recebi por email em Maio de 2007. Perdido o mail, fartei-me de procurar o tal video no youtube, no shetube no wetube etc. Népias.
Noutro dia, cansado de ouvir as invectivas da Sancha referindo amíude e em sucessão aleatória as palavras farta, desarrumação, impossível, que chatice, preta de serviço, entricheirei-me na arrecadação cá do Castelo e acabei por encontrá-lo, ao cabrão do mail perdido com o vídeo devidamente anexado, esquecido e abandonado na caixa das ciberferramentas.
Ei-lo:
São, inclusivamente, referidos casos em que os seus inventores desaparecem misteriosamente juntamente com os planos das respectivas invenções. Como o daquele que sacava hidrogénio e oxigénio da água segundo um processo de turbo hidrólise qualquer e que os utilizava como combustível e comburente respectivamente tendo conseguindo construir um motor que funcionava.
O que dá título a este post foi um video que recebi por email em Maio de 2007. Perdido o mail, fartei-me de procurar o tal video no youtube, no shetube no wetube etc. Népias.
Noutro dia, cansado de ouvir as invectivas da Sancha referindo amíude e em sucessão aleatória as palavras farta, desarrumação, impossível, que chatice, preta de serviço, entricheirei-me na arrecadação cá do Castelo e acabei por encontrá-lo, ao cabrão do mail perdido com o vídeo devidamente anexado, esquecido e abandonado na caixa das ciberferramentas.
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terça-feira, fevereiro 12, 2008
À distância e com cuidado

Nuno da Câmara Pereira aproveitou o centenário de um acto terrorista, o regicídio, para publicar o seu livro intitulado O Usurpador.
O Público leu-o e escreveu sobre. Concluiu ter sido o mesmo escrito à pressa, com pontuação desregrada e uma revisão descuidada.
Como referiu Vasco Pulido Valente na sua recente picardia com Miguel Sousa Tavares, pior que ler um livro mau é escrever sobre um livro mau.
Eu ainda não o li. Mas quando o fizer será com cautelas cirúrgicas e devidamente munido de pinças de ourives entre lâmina e lamela. E , acrescento, seguramente imunizado com vacinas como esta.
domingo, fevereiro 10, 2008
portugalinho dos pequenininhos ou a república dos implantes em 3 Actos
O portugalinho dos pequenininhos é o estado a que um regime republicano, em três actos, reduziu a mais antiga Nação Europeia.
O primeiro acto desenrolou-se em 16 fumegantes e sanguinolentos anos, dois anos após o atentado bárbaro e cobarde que o regime actual reconhece como estando na sua génese, e que consistiu no assassinato do rei D. Carlos e do príncipe herdeiro D. Luiz Filipe na tarde do dia 1 de Fevereiro de 1908.
Durante os dezasseis anos que decorreram entre a "implantação" da república e o golpe de estado republicano de 28 de Maio de 1926 que, por sua vez, "implantou" uma ditadura militar de seis anos como preâmbulo do 2º Acto da tragédia a que se resume esta república em 3 Actos, inúmeras foram as medidas progressistas e profundamente democráticas que catapultaram Portugal para a vizinhança perigosamente próxima da cauda da Europa, ou melhor, da cloaca da Civilização, local de onde, de resto, jamais sairia no século seguinte. Tais medidas consistiram na "implantação" da censura, no roubo do direito de voto a grande parte da população, na "implantação" de um regime de partido único - o Partido Republicano- de que o actual PS se reclama herdeiro nos objectivos e ambições, tudo devidamente acompanhado pelo assobiar de balas, cacetada, facada e estourar de bombas. Quando a salganhada, a desordem e o desnorte atingiram proporções tais (era-se esfaqueado por engano na rua em pleno dia, ouvindo-se pedidos de desculpa pelo engano...) que nem os piores facínoras eram levados a sério dá-se a "implantação" da Ditadura entre 1926 e 1932, seguindo-se a "implantação" da 2ª República ou Estado Novo, regime que herdou do anterior tudo o que tivesse a ver com supressão de direitos cívicos, repressão, governo de partido único, censura, perseguição política e pobreza generalizada.
Contabilista exímio, Oliveira Salazar conseguiu devolver ao regime republicano alguma da credibilidade perdida endireitando as finanças e planeando um futuro possível mas que ruiu com a 2ª Guerra mundial. Seis anos após a sua morte política em 1968, novo pronunciamento militar ocorre no seio do regime republicano em vigor desde 1910, desta feita com a tropa chateada com as sucessivas comissões em África, enfiada numa guerra que durava há 14 anos e que parecia sem fim à vista. Dá-se então a 25 de Abril de 1974 o 3.º Acto da república dos implantes, com a "implantação" de um regime pseudo-democrático, que se pretendia à semelhança dos que existiam lá fora. Por destino ou acaso, em 1975 os nossos vizinhos castelhanos devolvem a monarquia a Espanha, dando-se início a uma das maiores transformações de um país europeu atrasado num dos mais influentes da actualidade.
Por isso mesmo, nunca a independência de Portugal esteve tão ameaçada como agora, mas isso é assunto para outro dia.
Quase trinta e quatro anos volvidos após a sua "implantação", a 3ª república tem no seu currículo uma vasta gama de "conquistas" de onde se destacam, além da aparente devolução de um regime parlamentar e das liberdades cívicas sonegadas em 1910, o culto de uma superficialidade confrangedora no modo de lidar com os reais problemas do país, sem coragem para proceder a reformas de fundo, refém que está de um sistema económico baseado na subserviência subsidiária de uma Europa cada vez maior e mais fraca empenhada no arrebanhamento para o seu seio das inúmeras nações periféricas que, quase todas, pertenciam à esfera de influência da URSS, que, por sua vez, caiu de podre na penúltima década do século passado.
Ultimamente, quer as tomadas públicas de posição na Assembleia da República face à História de Portugal, de onde se destacam a canonização de Aquilino Ribeiro e a recusa de um voto de pesar pelo assassinato de um Chefe de Estado e do seu filho, quer na ausência de medidas tomadas pelos sucessivos governos na preservação do património, histórico e natural, entregando regiões inteiras a uma exploração turística sem qualidade nem escrúpulos, facilitando e promovendo a destruição irreversível de paisagens e lugares únicos no mundo, asfixiando cidades inteiras em subúrbios-dormitórios sem condições nem qualidade, abandonando e desertificando os centros urbanos, promovendo o endividamento aos bancos de gerações sucessivas de portugueses por não quererem alterar em definitivo uma lei do arrendamento atentatória do direito à propriedade e, com isso, impondo a paralisia de milhares de pessoas na periferia das grandes cidades, condicionando a mobilidade e asfixiando a economia anulando, por isso, a possibilidade de combater a desertificação generalizada do país, quer na quebra unilateral das condições contratuais no caso dos certificados de aforro e afectando com isso as poupanças de milhares de portugueses descredibilizando em definitivo o Estado e o regime, são exemplos mais que suficientes do portugalinho dos pequenininhos em que as sucessivas repúblicas dos implantes transformaram Portugal, a mais antiga Nação europeia.
O primeiro acto desenrolou-se em 16 fumegantes e sanguinolentos anos, dois anos após o atentado bárbaro e cobarde que o regime actual reconhece como estando na sua génese, e que consistiu no assassinato do rei D. Carlos e do príncipe herdeiro D. Luiz Filipe na tarde do dia 1 de Fevereiro de 1908.
Durante os dezasseis anos que decorreram entre a "implantação" da república e o golpe de estado republicano de 28 de Maio de 1926 que, por sua vez, "implantou" uma ditadura militar de seis anos como preâmbulo do 2º Acto da tragédia a que se resume esta república em 3 Actos, inúmeras foram as medidas progressistas e profundamente democráticas que catapultaram Portugal para a vizinhança perigosamente próxima da cauda da Europa, ou melhor, da cloaca da Civilização, local de onde, de resto, jamais sairia no século seguinte. Tais medidas consistiram na "implantação" da censura, no roubo do direito de voto a grande parte da população, na "implantação" de um regime de partido único - o Partido Republicano- de que o actual PS se reclama herdeiro nos objectivos e ambições, tudo devidamente acompanhado pelo assobiar de balas, cacetada, facada e estourar de bombas. Quando a salganhada, a desordem e o desnorte atingiram proporções tais (era-se esfaqueado por engano na rua em pleno dia, ouvindo-se pedidos de desculpa pelo engano...) que nem os piores facínoras eram levados a sério dá-se a "implantação" da Ditadura entre 1926 e 1932, seguindo-se a "implantação" da 2ª República ou Estado Novo, regime que herdou do anterior tudo o que tivesse a ver com supressão de direitos cívicos, repressão, governo de partido único, censura, perseguição política e pobreza generalizada.
Contabilista exímio, Oliveira Salazar conseguiu devolver ao regime republicano alguma da credibilidade perdida endireitando as finanças e planeando um futuro possível mas que ruiu com a 2ª Guerra mundial. Seis anos após a sua morte política em 1968, novo pronunciamento militar ocorre no seio do regime republicano em vigor desde 1910, desta feita com a tropa chateada com as sucessivas comissões em África, enfiada numa guerra que durava há 14 anos e que parecia sem fim à vista. Dá-se então a 25 de Abril de 1974 o 3.º Acto da república dos implantes, com a "implantação" de um regime pseudo-democrático, que se pretendia à semelhança dos que existiam lá fora. Por destino ou acaso, em 1975 os nossos vizinhos castelhanos devolvem a monarquia a Espanha, dando-se início a uma das maiores transformações de um país europeu atrasado num dos mais influentes da actualidade.
Por isso mesmo, nunca a independência de Portugal esteve tão ameaçada como agora, mas isso é assunto para outro dia.
Quase trinta e quatro anos volvidos após a sua "implantação", a 3ª república tem no seu currículo uma vasta gama de "conquistas" de onde se destacam, além da aparente devolução de um regime parlamentar e das liberdades cívicas sonegadas em 1910, o culto de uma superficialidade confrangedora no modo de lidar com os reais problemas do país, sem coragem para proceder a reformas de fundo, refém que está de um sistema económico baseado na subserviência subsidiária de uma Europa cada vez maior e mais fraca empenhada no arrebanhamento para o seu seio das inúmeras nações periféricas que, quase todas, pertenciam à esfera de influência da URSS, que, por sua vez, caiu de podre na penúltima década do século passado.
Ultimamente, quer as tomadas públicas de posição na Assembleia da República face à História de Portugal, de onde se destacam a canonização de Aquilino Ribeiro e a recusa de um voto de pesar pelo assassinato de um Chefe de Estado e do seu filho, quer na ausência de medidas tomadas pelos sucessivos governos na preservação do património, histórico e natural, entregando regiões inteiras a uma exploração turística sem qualidade nem escrúpulos, facilitando e promovendo a destruição irreversível de paisagens e lugares únicos no mundo, asfixiando cidades inteiras em subúrbios-dormitórios sem condições nem qualidade, abandonando e desertificando os centros urbanos, promovendo o endividamento aos bancos de gerações sucessivas de portugueses por não quererem alterar em definitivo uma lei do arrendamento atentatória do direito à propriedade e, com isso, impondo a paralisia de milhares de pessoas na periferia das grandes cidades, condicionando a mobilidade e asfixiando a economia anulando, por isso, a possibilidade de combater a desertificação generalizada do país, quer na quebra unilateral das condições contratuais no caso dos certificados de aforro e afectando com isso as poupanças de milhares de portugueses descredibilizando em definitivo o Estado e o regime, são exemplos mais que suficientes do portugalinho dos pequenininhos em que as sucessivas repúblicas dos implantes transformaram Portugal, a mais antiga Nação europeia.
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