sexta-feira, outubro 22, 2010

Globalização

Recebida por email:

Um tipo estava deprimido, chateado com a vida, e ligou para o SOS Voz Amiga (800 20 26 69).
Foi atendido, sem saber, por um call center no Paquistão. Disse-lhes que se queria suicidar.
Receberam a notícia com entusiasmo, deram-lhe os parabéns e perguntaram-lhe se sabia conduzir um camião.

terça-feira, outubro 05, 2010

Efeméride


A cinco de Outubro de 1143 nascia Portugal, a mais antiga nação da Europa. Curiosamente o que se comemora hoje não é isso. O que se comemora hoje é o centenário da imposição de um regime que, já na sua terceira embalagem, se encarregou ao longo de cem anos de escangalhar o que poderia ser o futuro de todos nós. A república dos implantes também referida no 31 da Armada pelo fascínio que lhe provoca os implantes da república, traduz-se na vacuidade de ideais e no vazio de palavras ocas faminta de valores que, por aleivosia e dislate, reclama de sua criação. Ele há a ética republicana, a virtude republicana, os valores republicanos.
Até há, imagine-se, a guarda republicana.


quinta-feira, setembro 23, 2010

Água benta e presunção,

cada um toma a que quer, dizia a avó do Carlos que era um gajo que foi meu colega e do meu irmão Jaime na escola primária. Isto vem a propósito de que a locutora da TSF esta manhã achou por bem designar Pinto Balsemão e Mário Soares como "senadores da república". Mas não, caros imensos leitores, esta república laica, maçónica, coxa e fedorenta, não tem luxos desses. Esta é uma república, extremosos ouvintes, que se envergonha dos seus velhos, que se está a cagar para a educação das suas crianças, que treme e que se borra toda com medo dos seus sicários quando lhe é dada a oportunidade de se reconciliar com a História, como se viu quando o parlamento recusou o voto de pesar aquando dos 100 anos do assassinato de D. Carlos e do seu filho, o príncipe D. Luiz Filipe. Disseram eles: Ah não sei quê e o camandro, que não, que não, que isso seria reescrever a História, e que não se pode dissociar uma coisa (o crime de homicídio) da outra (a implantação da república). (Os parêntesis são meus). Deve ser por isso que a tela afixada na Coordoaria Nacional em Belém a mumurar um viva à república...1oo anos e sei lá mais o quê não chega para tapar a merda do entulho que está por trás dela.
Depois ainda vêm com merdas do tipo "não queremos cá reizinhos nem nobres nem nada disso". Lá dizia a avó do Carlos, quem não sabe o que não tem não sabe o que lhe faz falta.

sábado, setembro 04, 2010

Viagem no tempo

Basta vir aqui para se ser tentado a pensar que o SAPO é um bocadinho mentiroso.
15º aniversário ? Não me parece puto.

quinta-feira, agosto 12, 2010

Foguetório

Agora dizem que a culpa é dos foguetes e do fogo de artifício lançado nas romarias. Mas não é. Eu vou tentar explicar o mais rápidamente possível derivado ao facto de me ser cada vez mais penoso lidar com a ignorância e estupidez alheias.
Antes da desertificação que actualmente atinge vastas zonas do interior, havia em Portugal um número muito mais expressivo (para utilizar o linguajar de certas eminências pardas) de procissões, romarias e foguetório do que agora. Também por essa altura o número de entidades e meios envolvidos no combate aos incêndios era pouco mais do que rudimentar. O que vem sucedendo nos últimos quarenta anos corresponde mais ou menos ao seguinte:

1.- Redução drástica da população a viver no interior do país.

2.- Redução drástica do número de procissões e romarias acompanhadas do respectivo foguetório, derivado ao exposto no ponto 1.

3.- Aumento no número e gravidade dos incêndios deflagrados.

4.- Aumento exponencial dos meios envolvidos no combate aos referidos incêndios.

Se os defensores da tolerância zero no que diz respeito ao foguetório das romarias tivessem razão, Portugal já teria ardido por completo várias vezes há dezenas ou centenas de anos atrás.

Também não cheguei a perceber o porquê do sorriso cândido que Moreira da Silva afivelava sempre que abria a boca no programa de ontem à noite na RTPN. O tema era os incêndios.
Pedro Almeida Vieira esteve bem mas, como de costume, ninguém estava interessado no que ele dizia. Infelizmente.

terça-feira, agosto 10, 2010

Reposição

Em Dezembro de 2004 publiquei um post que se limitou a ser a transcrição quase integral de um texto de Pedro Almeida Vieira publicado em Agosto de 2004 na revista Grande Reportagem.
O texto foi o resultado de uma reportagem in loco sobre a forma como, num par de anos, se resolveu o problema dos fogos na vizinha Andaluzia, província de Espanha com uma área florestal da dimensão de Portugal continental.
O texto da reportagem de Pedro Almeida Vieira foi uma receita que o regime desprezou.
Quase seis anos depois, a actualidade dessa reportagem é quase insuportável.
Para ler aqui.

sexta-feira, julho 23, 2010

África deles

O frenesim adesivo à CPLP que se alapou nos cérebros dos dirigentes de países como a Ucrânia, a Suazilândia e a Guiné Equatorial (GE) é notável. De repente descobrem-se insuspeitos laços de sangue e todos têm o português como língua madrasta, já que materna é impossível .O acordo hortográfico(*), que pressupõe a extinção da Língua Portuguesa e a sua substituição pela maneira como é falada e escrita no Brasil, não aparece por acaso nesta história toda.
O frenesim hortográfico precedeu este último, o da febre da adesão à CPLP; mas não inocentemente. Já somos todos crescidos para percebermos que por detrás deste tipo de movimentos há sempre grandes perspectivas de alguns encaixarem grandes quantidades de massas gordas. De repente percebeu-se (nós os comuns mortais e não os semi-deuses que nos governam; esses já o sabiam há muito) que a GE é podre em petróleo, tem uma população que ronda o milhão de habitantes e que, ainda por cima, fala castelhano. O acordo é simples: Portugal adopta o dialecto brasileiro e o Brasil faz loby com Portugal para a GE se candidatar e entrar na CPLP. Entretanto o tio Obi decreta uma lei qualquer que coloque o português como a terceira língua oficial do país. E pronto, já está. Desta maneira a candidatura a adesão poderá passar nos apertadíssimo crivo dos"critérios" evocados por Sócrates. Tudo para que os chineses não cheguem lá primeiro. Ou outros quaisquer.

(*) Acordo Hortográfico - Pacto sinistro celebrado entre quiabos, nabos e outra hortaliça. Designação pomposa e republicana para o acto de substituição oficial da Língua Portuguesa pelo português do Brasil. Automutilação. Submissão incondicional. Baixar as calcinhas.

quarta-feira, junho 30, 2010

Um zero

Perder por um resultado destes contra os actuais campeões europeus é uma façanha. É pena a selecção de futebol do professor Carlos Queiroz ter como capitão um puto mimado e malcriado que mostrou neste jogo uma das suas piores prestações de sempre; para além disso, o facto de não saber a letra do hino republicano é irrelevante.

segunda-feira, junho 28, 2010

Maradona



...................................Fonte : Getty Images

Momento do dia de ontem em que Queiroz treinou os Navegadores num campo de Rugby : tudo a postos para a conferência de imprensa a anteceder o Argentina - Mexico. Já sentado e após lançar um olhar periférico pelo batalhão de jornalistas Diego Maradona reconhece Salvatore Bagni, seu antigo companheiro de equipa no Nápoles, nº 10 da Squadr' Azurra em 1986 e actualmente comentador desportivo. Com um sorriso magnífico El Pibe não vai de modas: transpõe o separador vai ter com Bagni abraça-o e beija-o. É normal na Argentina os homens cumprimentarem-se com beijos; não é paneleirice.
Está para nascer o treinador europeu com cojones y corazón para fazer algo parecido.

Depois foi o jogo, com o 1º golo da Argentina, ilegal derivado a Tevez ter rematado encontrando-se o seu corpo mortal e respectiva compleição física indiscutivelmente fora de jogo, o habitual show de Messi a provocar enxaquecas sucessivas aos mexicanos, os estoiros de Salcido, o golo raivoso do Mexico marcado por Chicharito Hernandez e aquele golo da Argentina, um verdadeiro petardo dos antigos disparado por Tevez do meio do nada e a entrar em chamas na barraca de Oscar Perez.

A vitória da Holanda hoje por 3-1 contra a Eslováquia confirma a final que se aproxima: Argentina x Holanda.

Para amanhã espera-se céu limpo com alguma pluviosidade inesperada intercalada por brisas amenas e trovoada. Ainda bem que não estou de férias em Isla Cristina. Nem no Algarve.

quinta-feira, junho 17, 2010

O Fim

Quando isto acontece em Inglaterra, a Europa está fodida.

terça-feira, junho 08, 2010

48 anos de ditadura republicana

O pessoal do bloco de esquerda está profundamente indignado com isto.
Para eles não é aceitável que se considere republicano o regime que, para além do regabofe alucinado de dezasseis anos entre 1910 e 1926, de forma mais sossegada durante mais 48 anos censurou perseguiu torturou e matou gentes neste país. Daí a considerar condenável a sua lembrança em época de centenário da república vai um passo curto, de anão.
Então e aquela história do não apaguem a memória ? Ou seria preferível que a memória pudesse ser selectivamente apagada ?
O bloco de esquerda continua empenhado na fiscalização dos bons costumes deste país; alguém os convenceu de que são uma espécie de A.S.A.E. da História de Portugal.

sexta-feira, junho 04, 2010

É por estas e por outras...

...que o Sporting marca passo e o Porto marca golos.

Novo treinador do FC Porto
Foto@Lusa/José Coelho picada daqui

sábado, maio 29, 2010

O Presidente de Portugal?

Ontem ao ser mais uma vez incomodado com as perguntas sempre maçadoras dos senhores jornalistas Cavaco Silva falou dele próprio como sendo o Presidente de Portugal. Não é.
O cargo institucional que ele desempenha, e mal, é o de Presidente da República. Aliás é a República Portuguesa (e não Portugal) que ultimamente tem sido alvo dos "ataques dos especuladores" e dos "ataques do mercado" e que está com tão baixa cotação "lá fora".
Ao não vetar a lei do casamento homossexual Cavaco deitou as suas convicções pela janela fora. Mesmo, como ele referiu, que a lei voltasse a ser votada e passasse com a aprovação da maioria de esquerda no parlamento, Cavaco nunca se deveria ter demitido da posição que os seus eleitores sempre acreditaram que tomaria.
Nada tenho contra a união homossexual legalmente assistida. Só não lhe chamem casamento porque não o é. Já o tinha escrito aqui. Não seriam mais seis meses ou duas semanas que iriam dificultar a vida aos portugueses se o Presidente se tivesse afirmado de acordo com as suas convicções. Quem abandona as convicções para não atrapalhar a vida dos outros tipifica um facilitismo serôdio que não se coaduna com o cargo de Chefe de Estado. É mais consentâneo com, sei lá,com um cargo como o de administrador de condomínio.
Com o adiamento do seu apoio ao candidato Manuel Alegre o PS tem mostrado o mais possível que prefere Cavaco como Presidente. A variável Nando, oportunamente lançada a jogo por Mário Soares, se encarregará de fazer estragos suficientes no processo para garantir a re-eleição de Cavaco. Provavelmente à primeira volta.
Ou isso ou Cavaco anuncia publicamente a sua intenção de não se recandidatar, o que também não deixaria de ser interessante: o primeiro candidato ao cargo a não cumprir two rounds in a row.

segunda-feira, maio 17, 2010

O blog do João Gonçalves

O João Gonçalves posta regularmente num blog que se chama PORTUGAL DOS PEQUENINOS, assim mesmo em maiúsculas. Ao post do passado dia 15 de Maio resolveu dar o título de "Parabéns à prima", ilustrando o mesmo com uma coroa de conde. O texto diz assim:
O eterno candidato a um trono que não existe, Duarte de Bragança, faz hoje sessenta e cinco anos. Já se podia reformar sem penalizações.
Meu Deus, quando eu for grande, não me deixes ficar parecido com o João Gonçalves.

Papa móvel

quarta-feira, maio 12, 2010

çrsi vqpigto

Muitas vezes deixei de escrever posts porque não me vinha à ideia um título para o que me apetecia escrever. Depois de ter visto o Papa esta manhã a caminho do meu local de trabalho (eu, o Papa vinha em sentido contrário) e de ter pensado o dia todo em várias coisas incluindo o desastre de o Braga não ter sido campeão no Domingo passado, descobri o método arreia. O método arreia consiste em largar, deixar cair, soltar o peso. Isso tudo aplicado à postagem em blogs significa deixar cair as mãos sobre o teclado deixando os dedos saltarem em fuga para onde lhes apetecer para não serem esmagados pelo peso dos antebraços que os perseguem na queda e, assim, obter um título a todos os ditos espontâneo, cheio de graça e, simultâneamente, perfeitamente incompreensível. Passe a irrelevância aparente do que atrás foi escrito (quem posta é que sabe)encontro-me a meio de uma semana em que três coisas extraordinárias aconteceram: a primeira foi a notícia do aumento de impostos no dia em que o Benfica ganhou o campeonato. A segunda foi a extraordinária ideia de lançar a Feira do Livro para o meio do Parque Eduardo VII no princípio de Maio para que quando as pessoas perguntassem porque-é-que-a-Missa-do Papa-em-Lisboa-não-é-no-Parque-Eduardo-VII-como-de-costume alguém lhes dissesse, com naturalidade, porque-está-lá-a-Feira-do-Livro. A terceira tem a ver com o extraordinário sentido de oportunismo político que consistiu em consagrar a república ao sagrado coração de Maria em pleno Terreiro do Paço em ano de centenário. Dessa nem o Botas se lembraria.

domingo, maio 09, 2010

Imponderabilidades...

...são variáveis acometidas de leveza intrínseca. Coisas que flutuam no ar como a penugem dos plátanos entre o 7 e 15 de Maio de todos os anos. Cá na terra como em Londres.
Neste momento ainda há uma esperança domingueira oculta dentro de muitos portugueses: que o Braga seja campeão; Portugal precisa de transpôr a depressão causada pelas notações financeiras à República portuguesa; vamos ser um bocadinho de nada bem educados e fazer um esforço para não confundir regime com nação. Além dos malabarismos trapalhões feitos com a massa que alemães franceses ingleses e outros nos deram, também ajudaram à depreciação da imagem da República outros factos decorrentes da pantanosa justiça em que nos atascaram e da total ausência de educação/formação com que diligentemente alienam as gerações emergentes: o caso da absolvição de Domingos Névoa e o caso dos enunciados dos exames de Matemática do 6º ano onde pontuavam problemas complicadíssimos como calcular a quarta parte de oito e descobrir quanto é a soma de cinco mais dois. Casos como estes figuram por direito próprio no calendário das comemorações do centenário da República.

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O texto do discurso de apresentação da candidatura de Manuel Alegre continha entre outras a palavra cemitério, o que, só por si, denota uma grandessissima falta de tacto. Para além disso não desiludiu ninguém: satisfez os amigos e tranquilizou os adversários.


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Sócrates disse a semana passada que nunca quis ser Primeiro Ministro. Há uns anos atrás Ramalho Eanes foi o centro das atenções em Inglaterra quando disse à Rainha que nunca quis ser Presidente da República.


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Para acabar, e enquanto o Braga ainda pode ser campeão nacional, o que se passou em Inglaterra com o fim da terceira via será o futuro mais ou menos próximo de Sócrates e do partido socialista. Entretanto, a penugem dos plátanos continua a cair.

domingo, abril 18, 2010

O catorze (de Abril)

O 14 de Abril de 2010 ficará para sempre na memória de quem gosta de comer tempo na forma de sandes. Haverá um antes e um depois. O catorze de Abril permanecerá como mais uma fatia de pão na interminável sandes de tempo que alimenta grande parte de muita gente.
Por outro lado, o boicote à tolerância de ponto denunciado pelo maradona no seu post de ontem vai acabar por dificultar presenças nas manifestações anti papa e anti sumo, pontífice entenda-se, que se prevêem vir a suceder a partir do dia 13 de Maio de 2010, manifestações essas preparadas por estrangeiros como referem os serviços secretos do Vaticano segundo S. Expresso.
O gravidade intermédia do besugo é um dos melhores blogs portugueses e, por isso, ensaiou um novo template. "É um template mais actual, um template mais realista, um template mais moderno, um template mais próximo das necessidades dos observadores" como diria Sócrates se lhe perguntassem sobre isso. Sócrates, de resto, está para os blogs assim como a coisa mansa da minha tia está para o Francisco Louçã.
Não há direito de escrever palavrões num texto sobre o papa, dirá mentalmente um leitor de blogs pouco atento à blogosfera e ao facto de até o próprio papa oferecer traques e obrar fezes como qualquer ser humano que se preze.
E agora para acabar: esta merda do vulcão na Islândia serve de aviso: não comprem tudo o que vêem à venda no ebay: pode ser que se fodam.

terça-feira, abril 06, 2010

O candidato Alegre

O candidato Alegre disse em entrevista à revista LER que por um lado para ele tem mais significado que seja criada uma cátedra com o seu nome na Universidade de Pádua do que ser candidato a presidente da república. E, por outro lado, explicou: candidatos a presidente da república há muitos mas a inspirar cátedras em Pádua só ele.

Também disse que, por outro lado, a sua candidatura faz a diferença relativamente às demais derivado ao facto de, por seu lado, ser a candidatura de um poeta. E explicou: ele há políticos gestores, economistas e doutores mas, por outro lado, políticos poetas como ele há poucos em qualquer lado.

Também criticou a ditadura de mercado por outro lado.

O candidato Alegre é @ssim: de tão multifacetado parece uma esfera.

 
Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue!