Imaginem que se em vez de José Sócrates se chamasse José Maria, ia fazer o quê para Paris? Hã? Vá lá, então então, não vale ordinarices!
quarta-feira, junho 29, 2011
Era uma piada...
Imaginem que se em vez de José Sócrates se chamasse José Maria, ia fazer o quê para Paris? Hã? Vá lá, então então, não vale ordinarices!
terça-feira, junho 28, 2011
Terça Feira de cinzas
Agradeço ao Carlos Vaz Marques que, entre os sorrisos que afivela durante as habituais piruetas que faz nos espaldares propositadamente montados em estúdio enquanto entrevista personagens intransmissiveis, me deu a conhecer um pouco mais do escritor que classificou como infantil a arquitectura da praça de touros do Campo Pequeno.
No que diz respeito ao momento político que atravessamos, chamo a vossa atenção para a hipótese de pelo menos 10% dos novos secretários do estado em que se encontra esta merda não perdurarem nos respectivos cargos mais do que 6 meses que é mais coisa menos coisa o tempo de gestação de um arrependimento profundo.
terça-feira, maio 17, 2011
Histórias de encantar IV - 2ª edição
O local onde se realizaria o casamento era uma fazenda grande e muito antiga, na família do noivo havia várias gerações, bem no interior do pantanal. A viagem seria longa e por isso iam preparados para lá pernoitarem. A sogra do meu tio Henrique também ia.
A certa altura da viagem, a minha tia e a mãe dela ressonavam profunda e alternadamente, dando a impressão que o carro se transformara num barco, subindo e descendo imensos vagalhões invisíveis à medida que o ronco delas se intensificava e alternava. Com os movimentos que fizera enquanto dormia, a sogra do meu tio Henrique descalçara um sapato que, com outros movimentos seguintes mas ainda a dormir, fora empurrando para debaixo do banco do meu tio Henrique. A certa altura, o meu tio Henrique sentiu que o seu pé tocara em qualquer coisa. Enfiando a mão por debaixo do banco sentiu, e adivinhou de imediato, os contornos e textura inconfundíveis de um sapato feminino de cetim e salto alto. Aquilo só poderia ter sido esquecimento de uma das últimas parceiras de regabofe e fodilhanço a quem ele dera boleia.
Da última vez quase tinha sido descoberto quando a mulher, ao baixar a pala para se ver ao espelho, levara nas trombas com um par de cuecas de renda pretas.
- Aquele cabrão-, vociferara de imediato o meu tio Henrique arrancando as cuecas da cara da mulher e aventando-as pela janela fora.
- Aquele mecânico de um cabrão, é a terceira vez que arruma ali a puta da camurça dos vidros. Filho da puta.
- A camurça dos vidros ? - , repetira a mulher tentando recompôr-se do cagaço que aquela cegueira súbita seguida de impropérios e corrente de ar lhe provocara.
- Sim, filha. A camurça que eles usam para limpar os vidros do carro por dentro. É diferente das que usam do lado de fora.-
- Ahh..Suspirou sossegada a mulher. - Se calhar devias mudar de mecânico.-
Mas agora era diferente. Nenhum mecânico, por muito paneleiro que fosse, usaria sapatos de cetim e salto alto. Certificando-se que a mulher dormia profundamente, olhou no retrovisor e confirmou que a sogra também dormia. Muito devagar abriu o vidro e, acto contínuo, arremessou fora o dito sapato.
Suspirando de alívio, fechou o vidro até meio, recostou-se no banco, acendeu um cigarro e, confiante, sorriu. Estava safo.
Chegados ao local do casamento assistiu, impávido e sereno, à maior descompostura que alguma vez presenciara a mulher dar em alguém, na pessoa da sua própria sogra.
segunda-feira, maio 16, 2011
Histórias de encantar II - 2ª edição
Embora vivessem na mesma floresta, nunca se dera o acaso de se encontrarem.
À medida que os anos decorriam, as probabilidades de isso acontecer cresciam de forma assustadora. Um dia encontraram-se.
O urso-formigueiro, de indole aprazível e comunicativa, encetou as apresentações:
- Ora viva! Quem és tu e como te chamas, que nunca te vi por aqui?- inquiriu o urso-formigueiro exibindo num esgar um olhar de vaca alucinada.
- Eu ? - disse incrédulo o cão-lobo. - Eu sou um cão-lobo .
- Um cão-lobo? E porque carga de água te chamas assim, ó cão-lobo? - retorquiu, berrando confuso e impaciente, o urso formigueiro aproximando as fauces descarnadas e babantes a dois centímetros do focinho do cão-lobo, que permanecia impassível.
- Ora, porque o meu pai era um cão e a minha mãe era uma loba. E tu, como te chamas?- retorquiu o cão-lobo.
- Eu ? Eu cá sou um urso-formigueiro! - afirmou com orgulho, endireitando-se, o urso -formigueiro.
- Estás a gozar...? - retorquiu-lhe o cão-lobo, virando-lhe as costas e partindo.
A confusão permanece, até hoje, no espírito do urso-formigueiro.
Anos decorridos, nunca mais se encontraram.
quinta-feira, maio 12, 2011
Histórias de encantar I - 2ª edição
Era uma vez um naufrágio. A ele sobreviveram dois tipos, ambos feridos: um ficara totalmente cego e o outro ficara cego de um olho e só via pelo cantinho do outro olho.
Tendo conseguido trepar para um escaler equipado com um par de remos e um leme à popa, o que via pelo cantinho do olho decidiu que o melhor para ambos seria ir ele ao leme e o cego que remasse. E assim foi. Ao fim de uma semana porém, o cego manifestava evidentes sinais de cansaço pelo que decidiram trocar. Passou o cego para o leme e o que via pelo cantinho do olho pegou nos remos. Os tubarões escoltavam a desgraça. De vez em quando o que via pelo cantinho do olho olhava com isso para trás e ia dando orientações ao cego sentado na popa do escaler, ao leme.
“Mais para a esquerda” ou “mais para a direita” berrava o remador que isso de “bombordo” e “estibordo” era conversa de navegantes e eles não passavam de meros candidatos a 1º Ministro, sobreviventes de umas férias num cruzeiro. A certa altura, num intervalo entre duas olhadelas, o escaler embateu em qualquer coisa o que fez com que o punho de um remo saltasse da mão e acertasse precisamente no cantinho do olho são do remador cegando-o por completo. “É o fim!!” berrou o remador. O cego pensou que tinham chegado à costa, e de pronto saltou do barco berrando “Boa! Boa!”.
Os tubarões mostraram-lhe quão errado estava.
O que via pelo cantinho do olho, com aquilo tudo de remar e olhar para trás, do impacto, do remo a saltar, a acertar-lhe no cantinho do olho e a cegá-lo ficou sem perceber patavina do que se passava. Ao ouvir o cego saltar para a água gritando “Boa!” julgou que tinham chegado à costa e saltou. Segundo e derradeiro esclarecimento por parte dos tubarões.
Silêncio no oceano.terça-feira, maio 10, 2011
Histórias de Encantar III - 2ª Edição
Um dia foram lá jantar a casa uns tios. É claro que durante o jantar o Jaime (é assim que se chama o meu irmão) fartou-se de fazer merda; interrompia as conversas, fazia perguntas parvas, tossia altíssimo, dava peidos inacreditáveis, mexia nas pernas da criada e, sempre que podia e ninguém via, pontapeava-me nas canelas e nos joelhos. A certa altura, enquanto acontecia a segunda volta do rosbife com batata palha e esparregado, a tia, inspirada pela alucinante sucessão de asneiras que testemunhara durante o jantar, sugeriu aos meus pais que o Jaime passasse a frequentar a catequese.
- Fazia-lhe lindamente.- insistia ela perante a incredulidade da minha mãe e a indiferença do meu pai.
O Jaime, que julgava que a catequese era uma espécie de recreio santificado em que se entrava para se poder massacrar mais alguém para além da família e dos colegas da escola, seguia a conversa com a atenção de um cão sentado em frente de alguém a comer pão com manteiga.
Quando as visitas se foram embora, a decisão estava tomada. O Jaime iria para a catequese.
Eu iria com ele, para prevenir males dobrados.
Quando chegámos ao sítio da catequese, que era numa sala pequena numa dependência da Basílica da Estrela, o Jaime escolheu de imediato um lugar na primeira fila de cadeiras, abrindo caminho à pisadela e ao encontrão. Eu acabei por ficar lá atrás.
Estávamos todos sentados, quando entra o senhor Padre.
Subindo a um estrado que ficava à nossa frente, atira com uma pasta enorme para cima da mesa e lança um olhar fulminantemente periférico, cuja intensidade jamais esquecerei, àquela plateia de putos sentados e cheios de sono.
De súbito, adivinhando no meu irmão Jaime a candura de um novato, fita-o nos olhos e atira-lhe berrando:
- Onde está Deus?-
Fez-se um silêncio escuro, frio e profundo.
- Onde está Deus ?- insistiu o senhor Padre, sem desfitar o meu irmão.
Quando cheguei a casa, a minha mãe perguntou-me:
- O teu irmão ? Não veio contigo?-
- Não.- respondi.- Ele saiu primeiro.
Depois de virarmos a casa do avesso encontrámos o Jaime no quarto, dentro do armário.
- Que é que estás aí a fazer?- berrou o meu pai furioso por ter tido que largar o cigarro, o jornal a televisão e o camandro para aderir ao pequeno grupo de caçadores de broncos.
- É que... É que... - balbuciava o cabrão, trémulo e lacrimejante.
O meu pai segurou-o por um braço e arrastou-o para fora.
- É que o quê? Hein ? Responde imediatamente. Ouviste?
- É que Deus desapareceu e o senhor Padre pensa que fui eu.
segunda-feira, maio 09, 2011
O Bar
Versão minimal:
Acabara o último cigarro há um quarto de hora. Lembrara-se na altura que tinha que comprar mais. Sem pensar, pegou no maço vazio e procurou lá dentro um cigarro.
Não havia nem um.
- Querida, disse, vou lá abaixo num instantinho comprar cigarros e volto já.
Até hoje, nunca mais apareceu.
Versão completa:
Acabara o último cigarro há um quarto de hora. Lembrara-se na altura que tinha que comprar mais. Sem pensar, pegou no maço vazio e procurou lá dentro um cigarro.Não havia nem um.
- Querida, disse, vou lá abaixo num instantinho comprar cigarros e volto já.
Abriu a porta e desceu os 17 degraus a correr e de seguida. Chegado ao café, desilusão. Já estava fechado.
- Lá ao fundo desta rua, à sua direita, há um bar que ainda deve de estar aberto. – retorquiu o dono do café à sua pergunta enquanto fechava a porta.
A noite estava fria e ele estava com pressa. Dirigiu-se na direcção indicada a passo rápido. Quando chegou ao bar, entrou e apeteceu-lhe um trago de qualquer coisa forte e que aquecesse. Chegou-se ao balcão, e sentou-se ao lado de uma loira que falava ao telemóvel.
- Um Cutty Sark só com gelo, por favor. – Enquanto o empregado lhe servia o whisky pediu dois maços de cigarros.
A loira acabara o telefonema e fizera dos seus gestos e da sua cara o alvo da sua atenção nos segundos seguintes. De seguida abriu a carteira, retirando dela um estreito maço de Slims e, enquanto se voltava para ele cruzando as pernas, pediu-lhe, com voz rouca, semicerrando os olhos:
- Do you have a light? –
Meteu a mão no bolso direito das calças e retirou um pequeno isqueiro Bic. Enquanto lhe acendia o cigarro, olhou a cara dela com atenção e sorriu.
- Obrigada. Não o tenho visto por aqui. – disse ela com ar casual enquanto expirava o fumo e guardava na carteira o estreito maço de Slims.
Palavra puxa palavra e meia hora depois estavam os dois em casa dela.
Algum tempo depois, ele olhou para o relógio que trazia no pulso esquerdo e disse:
- Meu Deus, distraí-me completamente... a minha mulher vai-me matar!
A loira soergueu as sobrancelhas enquanto, distraidamente, apertava o roupão.
- A menos que... tens por acaso pó de talco ?- perguntou-lhe
- Pó de talco?- inquiriu a loira soerguendo ainda mais as sobrancelhas,
- A-acho que sim. Porquê?-
- Vai-mo buscar, por favor. Rápido.-
A loira desapareceu e voltou calmamente segundos depois segurando uma embalagem de talco Johnson´s com que ele polvilhou um pouco as palmas das mãos, esfregando-as uma na outra de seguida.
Regressado a casa, muito devagarinho introduziu a chave na porta e abriu-a silenciosamente.
A luz e o som provenientes da sala prenunciavam a tempestade que, dali a nada, iria desabar. Estava f-o-d-i-d-o. Entrou na sala pé ante pé e perguntou-lhe, por entre os flashes da TV Shop e os do olhar dardejante dela:
- Querida, ainda está a pé? Mas é tardíssimo.-
- Tu tens cá um descaramento...Francamente! Onde é que estiveste até agora?
- Mas é que tu nem sabes o que me aconteceu.
- Ah pois não. E estou mortinha por saber. Ora vamos lá a ouvir a história que inventaste desta vez. Desembucha!
- Estou-te a dizer! Fui lá abaixo ao café para comprar cigarros como te disse antes de sair, só que o café estava fechado. Disseram-me que ao fundo da rua havia um bar que costumava ficar aberto até tarde e fui até lá. Acabei por conhecer uma rapariga loira muito simpática e fomos até casa dela beber um copo. Palavra puxa palavra e....
- Tu tens é uma grandessissima lata. Mostra-me as tuas mãos imediatamente. Ah-ha! Com que então uma loira hein?! Mas tu pensas que me enganas, meu sacana? Tu estiveste foi outra vez no bowling com os cabrões dos teus amigos!
quarta-feira, abril 20, 2011
Agora a sério
Convém ter atenção a estas coisas porque, como se sabe, a probabilidade de acontecerem surpresas quando a tropa não recebe, é considerávelmente alta nos regimes subdesenvolvidos.
domingo, abril 17, 2011
sexta-feira, abril 15, 2011
Crisis ? What crisis?
Turismo
Portugueses esgotam destinos de férias na Páscoa
Mas não será exactamente por existir crise que os portugueses se lançam de cabeça numas férias a crédito que acham ser as últimas das suas vidas? Como se não existisse amanhã? Não será este fenómeno a manifestação derradeira do impulso suicidário de um povo que se sente traído, enganado, espoliado, capado, roubado, abusado, lixado, entijolado, etc., por um regime que não tem dinheiro para nada mas não se coíbe de esbanjar à tripa forra milhões de euros em estádios de futebol, em comemorações de centenários vergonhosos, etc, etc, etc,.?Sugiro que se vendam os submarinos à Suiça, em cujos doces lagos poderão navegar, submergir e entreter a modorra helvética, sem o perigo de enferrujar e que se POUPE a verba assim conseguida. Sugiro que, como o Brasil dificilmente conseguirá ter os estádios prontos para o mundial de 2014, se aluguem ao Brasil os estádios do Euro 2004, o que, além de permitir encaixar umas coroas, seria uma forma inédita de sublinhar a verdadeira dimensão da língua portuguesa, sem a necessidade de acordos hortographycos serôdios.
Sugiro ainda que o meu vizinho após entalar a cabeça na retrete, enfie no olho do cú as bolas de bilhar que diariamente atira pela escada abaixo.
quinta-feira, abril 14, 2011
sábado, abril 09, 2011
Atenção...
O secretário-geral do PS, José Sócrates, pediu hoje a palavra, de forma inesperada, para anunciar que o líder parlamentar socialista, Francisco Assis, será o cabeça de lista deste partido nas próximas eleições legislativas pelo círculo do Porto. Momentos depois anunciou que o ex-líder do partido Ferro Rodrigues será o cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Lisboa.
Antes de anunciar esta decisão, José Sócrates comoveu-se a ver um filme com música de Stevie Wonder sobre a História do PS após o 25 de abril.
sexta-feira, março 11, 2011
Do prec à precariedade - A evolução da espécie
E tudo copiosamente noticiado nas TV nacionais com recurso a notas de rodapé de acordo com a nova norma de escrita cuidadosamente preparada e estudada por tipógrafos analfabetos e iletrados compulsivos. E viva o caralho!
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Virus informaticus
Os craques da Universidade do Minho que desenvolveram o sistema já receberam esclarecimentos do governo nesse sentido...
Cada vez mais este país está cheio de reticências...
Como se de um grande hangar vazio se tratasse, transformando suspiros e sussurros em trovoada e foguetório....
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
acordo ortográfico

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa em 1990, aprovado pela Resolução da Assembleia da República n.º 26/91 e ratificado pelo Decreto do Presidente da República n.º 43/91, ambos de 23 de Agosto, simplifica e sistematiza vários aspectos da ortografia e elimina algumas excepções ortográficas, garantindo uma maior harmonização ortográfica.
O Acordo Ortográfico visa dois objectivos: reforçar o papel da língua portuguesa como língua de comunicação internacional e garantir uma maior harmonização ortográfica entre os oito países que fazem parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
[Extractos da "Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011", de 25 de Janeiro.]
1. «maior harmonização ortográfica»
Não há grande “harmonização” quando existem pelo menos 69.000 duplas grafias no VOP.
- Mais de 4.000 adjectivos com dupla grafia
- Mais de 300 advérbios com dupla grafia
- Mais de 190 verbos com dupla grafia
2. «elimina algumas excepções ortográficas»
Mas cria muitas outras duplas grafias que até agora não existiam. Apenas alguns exemplos:
- Brasil: interceptar, intercepção, interceptado, interceptação
Portugal: intercetar, interceção, intercetado, intercetação - Brasil: afectar, afectação, afectado
Portugal: afetar, afetação, afetado - Brasil: recepcionar, recepção, recepcionado, recepcionista, recepcionamento
Portugal: rececionar, receção, rececionado, rececionista, rececionamento
3. «reforçar a língua portuguesa como língua de comunicação internacional»
Em que versão de “língua unificada”, a portuguesa ou a brasileira?
- 1460 LEMAS que só existem no Português do Brasil, não em Portugal ou nos PALOP
- 204 adjectivos que apenas existem no PT-BR, não no PT-PT
- Mais de 40 verbos que apenas existem no PT-BR, não no PT-PT
Nota 1: os números de totais resultantes de cada pesquisa podem variar ligeiramente, dependendo de uma série de factores técnicos.
Nota 2: a base-de-dados VOP/ILTEC/PLP está em processo de fabrico, por assim dizer; ou seja, os resultados das pesquisas aumentarão certamente com o tempo, tanto em número absoluto de resultados como em número de erros absolutos.
N.R. Texto picado daqui.
sexta-feira, janeiro 14, 2011
O concurso
Friedrich Nietzsche
O Nuno Quadros escreveu noutro dia, e o Bruno Nogueira declamou, que se trata da eleição da primeira dama. Mas também se poderia chamar o concurso para primeira dama. Agora a sério. Quando passar a euforia desta espécie de campeonato regional que é a campanha presidencial e a reeleição de Cavaco for consumada, reinará a paz. Mas não por muito tempo. A dívida externa a uma taxa de 6,7% é uma brutalidade inviável sem a ajuda dos cem mil milhões da mama europeia. E em Abril já vão ter que ser pagos vinte mil milhões.
Assim sendo, é provável que na próxima Primavera o primeiro ministro se demita alegando que não o deixam salvar Portugal. Sócrates é tão autoritário que jamais admitirá que o demitam.
Só mais uma coisa: vão aqui abaixo, cliquem no link e mandem o "acordo ortográfco" às ortigas.
(1) A loucura individual é rara - mas nos grupos, partidos, nações e épocas é a regra.
segunda-feira, janeiro 10, 2011
Tolerância zero
"Tirando algumas indústrias e associações ligadas à restauração, hotéis e turismo, estamos todos a favor de uma proibição total. Esta é a única maneira de salvar vidas sem quaisquer custos".
(Ler aqui . Na rubrica General, sexta linha, da edição de 08/01/2011.)
Outra maneira de salvar vidas sem quaisquer custos seria, por exemplo, mandar encerrar todos os postos de combustível. Ou equipar a tropa com espingardas de rolha e granadas de penas de ganso.
Aceitam-se sugestões para posterior publicação, aqui no estabelecimento.
sábado, janeiro 08, 2011
Mais da República
quinta-feira, dezembro 30, 2010
Previsões para 2011
2. Após saber que ganhou as eleições de Março muda de registo e reconhece o grande esforço de contenção despesista dos mesmos e referidos países. Mesmo que esse esforço não tenha existido, atenção.
3. Sócrates é sumariamente dissolvido em conjunto com a AR, permitindo a Cavaco Silva deter o recorde de menos tempo entre a reeleição e o lançamento da bomba atómica, deixando definitivamente de ser comparável à Rainha de Inglaterra.
4. Fica-se a saber pelo uikilicks que a maioria dos comentários da caixa do blog do maradona são da autoria do próprio.
5. Desfaz-se a Gonelândia.
6. Kadhafi ameaça bombardear o Vaticano.
7. Portugal, enquanto membro provisório do conselho de segurança da ONU, promove a autodeterminação e independência de várias zonas do globo até então desconhecidas.
8. José Mourinho será a próxima representação de caganero nos presépios catalães.
9. Crsitiano Ronaldo também.
10. O edificio Moutinho, em Viana do Castelo, manter-se-à de pé por mais uma década.
segunda-feira, dezembro 20, 2010
A República portuguesa...
Também noticiado aqui, em português do Brasil, e aqui.

