sábado, abril 30, 2005

Autárquicas, Europeias e Presidenciais

A coisa começa a aquecer.
Isaltino exalta-se.
Contra tudo e contra todos vai-se candidatar à Câmara Municipal de Oeiras numa jogada de homem só, de pistoleiro solitário. Há sempre fases na vida em que nos sentimos um bocadinho Clint Eastwood: duros, inflexíveis, com olhos de aço chispando ódio. Esta é a jogada da vida de Isaltino. O tudo ou nada. Ou ganha e é uma chatice, porque não está à espera disso. Ou perde e se reforma definitivamente da vida política activa, abrindo em sociedade com Alberto João Jardim um Lar para ex-líderes compulsivos do PSD.
Em Lisboa, capital do Império, a coisa também não está famosa para o candidato do PS.
Carrilho, o filósofo, disserta sobre o pontilhismo das reformas da vereação actual, mas não tem alternativas. Promete surpresas. As surpresas são a nova moeda de troca eleitoral. Vai lá vai.
Confrontado com o erro crasso escarrapachado nos seus cartazes eleitorais, em que a vista de
Lisboa que aparece é simétrica da realidade, desculpa-se dizendo que fica melhor assim porque "(...)fica mais bonita: (...) não se vêm as gruas das obras (...)" disse ele. Imagine-se! Um filósofo metido em obras, a cagar a roupa toda de pó.

Quanto ao referendo sobre a Constituição Europeia, talvez estivesse na hora de se começar a debater a coisa, não? Ou não vale a pena porque se mais de 70% dos espanhóis votaram a favor nós, para chatear, vamos chegar aos 80%?


Relativamente às presidenciais, o PS continua sem candidato. Sim, porque se puserem o Manuel Alegre a avançar contra Cavaco Silva é porque querem uma co-habitação pacífica com o PSD para os próximos anos; S. Bento e Belém entendem-se sem PS nem PSD, certo?
Não sei porquê, ainda tenho esperança que Freitas do Amaral, um dos meus biógrafos, se chegue à frente.Veremos.

2 comentários:

JRD disse...

Veja se chega à fala com o Kofi e talvez o seu biógrafo fique com o caminho livre, para se chegar à frente... "da" esquerda.

Afonso Henriques disse...

Caro JRD, a postura do Prof. Diogo Freitas do Amaral tem sido a que se requer para Chefe de Estado:apartidário, à esquerda da direita e à direita da esquerda, sem estar ao centro, que isso é impossível.

 
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