sábado, dezembro 31, 2005

2005 morreu. Viva 2006!


O ano de 2005 acabou.
Não faço balanços porque não sou merceeiro. Nem destaques tão pouco.
Desejo, isso sim, um 2006 espectacular aos indefectíveis leitores deste espaço que, teimosamente, têm contribuido para manter em cima o moral deste Afonso Henriques extemporâneo e a notável média de visitas a este Blog.

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A fúria de Soares contra a comunicação social é sintomática. Não que ela lhe tenha dado pouco destaque, a ele que se considera sempre o rei da festa. Mas, provavelmente, pelo relato que vem fazendo das suas gaffes e trocadilhos os quais, face à provecta idade do seu autor, deixaram de fazer parte do seu charme. Definitivamente. Em sua opinião, o factor Garcia Pereira, o sexto candidato a presidente , deveria determinar por si só nova ronda de debates inter-candidatos à Presidência da República. Este desespero em ter sempre que dizer alguma coisa, seja o que for, a propósito de tudo e mais alguma coisa, seja o que for, acaba por fartar.

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Nos primeiros tempos a seguir à imposição do regime republicano em Portugal, o jacobinismo imperava ao ponto de se querer acabar com o Bolo Rei e substitui-lo pelo Bolo Presidente. Não se riam. O mais grave é que este tipo de arremedos alucinados, sugestões descabeladas, propostas esclerosadas eram sempre levadas a sério quer por quem as fazia quer por quem as discutia. O regime actual em Portugal é o herdeiro directo, e natural, disso.

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Muito da História de Portugal está ainda por conhecer.

Em 1986, um grupo de sábios passou uma semana em Belmonte com o objectivo de tentar definir, de uma vez por todas, a origem do enigmático monumento conhecido como Centum Cellas (*), localizado no desvio da EN18 para a povoação de Colmeal da Torre, antes de se chegar a Belmonte quando se vem da Guarda.
Sem resultado.
O regime resignou-se a classificá-lo como uma ruína romana, e assim é apresentado hoje em dia.
Mesmo que a flagrante semelhança com a arquitectura pré-colombiana (América do Sul) seja por demais evidente. Mas isso, é claro, não faz nenhum sentido. Como também não faz sentido preservar a casa onde viveu Almeida Garrett.

(*) Foto no topo do post.

2 comentários:

JSNovo disse...

Boas entradas, caro AHenriques.

contradicoes disse...

Para si, Afonso Henriques, votos para que o ano prestes a começar, continue a ser inspirador da sua postagem. Com um abraço do Raul

 
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