terça-feira, setembro 11, 2007

Acasos

A segunda vinda do Dalai Lama a Portugal volta a incomodar a nomenklatura republicana indígena.
Se da primeira vez se conseguiu forjar um encontro ao acaso entre o então PR e o Tibetano num Centro Cultural qualquer, num mercado ou coisa do género, à laia de "Olhem quem está aqui! Então não é que é o Dalai Lama" (terá dito Jorge Sampaio com ar estupefacto como se acabasse de dar de caras com o Papa a petiscar ovas de polvo na tasca de Cacela).
Desta vez poderia criar-se uma coincidência ainda mais elaborada, na linha da espectacular demolição das torres de Tróia (diz que Sócrates ainda está convencido de que foi mesmo ele que mandou aquilo tudo abaixo). Por exemplo num campo de milho transgénico, ou na banca do Público no Centro Comercial Colombo. Passaria a ser um costume que, a ser praticado com regularidade, poderia catapultar ainda mais a imagem de Portugal para os píncaros do mundo, local de onde se avista o Everest com dificuldade quando se olha para baixo.
Transmissões em directo pela Sky News e CNN a descabelarem-se desesperada e mutuamente na disputa dos melhores ângulos. A Betandwin lançando apostas sobre quais os locais mais prováveis para mais um extraordinário encontro casual entre os representantes da república portuguesa e o Dalai Lama que, já se tendo apercebido do potencial da coisa há muito tempo, não pára de sorrir quando cá vem, contendo-se a custo para não desatar às gargalhadas.

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