quinta-feira, janeiro 03, 2008

Bom Ano Novo

Pacheco Pereira (PP) veio, mais uma vez, arengar de sua justiça contra a B.L.U.S.A., (Blogosfera Lusa) reduzido, como está, a um mero bidon de melaço iluminado por um malcheiroso candeeiro a petróleo, atraindo tudo o que são insectos rastejantes e voadores ávidos da sua luz e sapiência, numa subserviência total e fazendo de tudo para serem abruptamente citados e/ou referenciados no seu redentor bouillon de culture. Ainda não percebeu que a Quadratura do Círculo é uma impossibilidade técnica. Para relembrar o que saiu no Público de 29 de Dezembro, deixo aqui um extracto do supra citado arenganço:

(...) Os blogues não gostam de ser objecto de críticas e, como é obvio, tem uma alta noção de si próprios e estão tão cheios de autocomplacência e de elogios mútuos que consideram um anátema qualquer discurso que lhes pareça exterior e que os ponha em causa, a eles e às regras do jogo que estabeleceram. (...)

Passo a esclarecer o PP:

Os blogs (ou blogues) são sites da internet (ou rede) que contêm e apresentam o produto escrito e/ou gráfico que os seus autores queiram publicar. Alguns dispõem ainda de caixa de comentários para que os seus leitores/visitantes possam exprimir livremente a sua opinião sobre o que leram e/ou viram. A palavra blog tem origem na contracção das palavras web e log não possuindo, todavia, vida própria sendo por isso desprovidos de capacidades sensoriais podendo-se comparativamente afirmar que se estão pura e simplesmente cagando para as críticas, os anátemas e discursos que sobre eles se façam, sejam eles exteriores ou interiores. É a mesma coisa que imaginar o Rio das Flores a entrar pelo Gambrinus adentro e escaqueirar tudo o que estiver no perímetro visual possível do Vasco Pulido Valente.

Por outro lado, blogues é plural pelo que a conjugação do verbo TER na frase (...) tem uma alta noção (...) está incorrecta.

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Uns vêem-no como um país moderno, turbo-infrastruturado, com condições e desejos de acoitar cimeiras intercontinentais, liderar organizações internacionais (por seis meses), ponto de partida para o mais famoso rally do mundo, etc. e tal e o caralho.

Outros vêem-no como um país distante, tão distante e tão longínquo que qualquer crítica de arrogância ao seu excelso governo e ao partido que o sustenta, mesmo que proveniente da quase vizinha França, é vista como fruto de uma percepção errónea da realidade, distorcida pela distância e desfocada pela caterva de warps e anos-luz que a separam do objecto percepcionado, ou seja, da realidade.

O curioso, senão mesmo aterrador, é que uns e outros são os mesmos.

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A ânsia insana de copiar compulsivamente “o que vem de fora” numa tentativa desesperada de “nos parecermos com eles” na sequência da febre de higienização anti-tabágica, acabará por trazer o sistema de marcar pontos nas cartas de condução de quem infringe as leis do código da estrada. Em Espanha, onde o sistema já funciona há algum tempo, chegou-se à conclusão que a sinistralidade não dimimuiu na sequência da sua adopção. Além de que promoveu o aparecimento de um curioso cibernegócio paralelo que consiste no aluguer e/ou venda de identidades de castelhanos na gama da 3ª idade desde que com carta de condução válida, imaculada e, quiçá, inoxidável prestando-se estes a dar os respectivos nomes e identificação a quem deles se quiser servir para a marcação dos famigerados pontos.

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Entretanto nos sussurrantes corredores do poder concretizou-se o que se foi preparando pela calada:
A OPA da CGD sobre o BCP.

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