terça-feira, abril 29, 2008

China, Tibete, adereços & companhia

...................................Foto recebida por email.
...................................Sem comentários.

domingo, abril 20, 2008

Irish Blues



Recordando Rory Gallagher, um irlandês que tocou blues como poucos.
Quem o viu e ouviu no Dramático de Cascais, há uma data de anos atrás, jamais o esquecerá.

Reparem no pormenor da trunfa do teclista, oscilando ritmicamente, funcionando como um autêntico termo-ventilador. Aquelas mãos deviam estar em brasa...

sexta-feira, abril 18, 2008

O Triângulo das Barbudas


Complementando os inexplicáveis fenómenos que ao longo dos anos têm ocorrido na zona conhecida como Triângulo das Bermudas, existe um arquipélago no Atlântico, conhecido desde a antiguidade como Triângulo das Barbudas, embora só hoje seja revelado o seu verdadeiro nome, que tem sido indissociável de estranhíssimos fenómenos de alteração de personalidade, de credos e convicções protagonizados por influentes representantes da república portuguesa.
Desde a elogios rasgados proferidos por personalidades que vão de Almeida Santos a Jaime Gama, (figuras proeminentes do principal partido da oposição) perpassando pelas bombásticas declarações do presidente do respectivo governo regional, (classificando de bando de loucos os deputados do parlamento regional sem excluir os do PSD-Madeira) até às gaffes do próprio presidente da república ("comentar a vida interna dos partidos políticos é coisa que nunca fiz, faço, ou façarei") proferidas aquando da sua recente visita ao arquipélago, de tudo por lá tem acontecido um pouco.
Um fenómeno por si só, o triângulo das barbudas.

quarta-feira, abril 16, 2008

Resiliance

Foi o que aconteceu esta noite em Alvalade.O que fez mudar um resultado de 0-2 para 5-3 em 25 minutos.

M.B.S. aka Major Bull Shit

No Público de hoje, Nuno Pacheco denunciou com simplicidade brilhante o embuste do chamado Acordo Ortográfico, tão badalado e propalado pela hordas de iluminados que enxameiam os diversos patamares da E.X.C.U.L.A (Excelsa Cultura Lusa) .
Diversos países registaram variantes da sua língua oficial em vez de se porem a inventar acordos ortográficos tão impossíveis como inúteis.
Passo a citar:

(...) o espanhol tem nada menos do que 20 variantes, (da Argentina à Venezuela, passando por duas só para o espanhol europeu: a variante moderna e a variante tradicional); o inglês tem 18 (da Austrália ao Zimbabue, passando obviamente pelo inglês usado no Reino Unido e nos EUA); o francês tem 15 (da Bélgica às Índias Ocidentais, passando pelo Mali e pelo Mónaco); o árabe tem 16 variantes registadas.(...) o alemão e o chinês têm cinco variantes, o sérvio tem quatro.
E o português, em lugar de seguir a tendência das línguas mais faladas no Globo, aceitando a sua multiplicidade, procura reduzir as duas únicas variantes que ali tem (Portugal e Brasil, claro) a uma utópica língua única.(...)


Deixo-vos com um exemplo do que poderá vir a ser o acordo ortofónico que, naturalmente, se lhe seguirá:

sexta-feira, abril 04, 2008

Um mês depois

Cousas várias envolveram as atenções de variadas gentes desta república desvairada em um mês que se passou sem que eu acudisse a alimentar este proto-tamagochi que se chama POR TU GRAAL.
Dissertemos pois sobre o que nos apetece, nunca descurando o louvável e nobre propósito de desancar esta república denunciando com afinco o seu abusivo modus operandi em cada dia que passa, em cada ano que passou.

A bronca do telemóvel escolar

Foi graças ao micro video de um telemóvel que o país pôde assistir, quase em directo, a um excelente exemplo do estado raso a que a república portuguesa conseguiu converter a nobre missão de ensinar. No rescaldo de uma meganifestação de professores, funcionários públicos empregados, com salários em dia mas que se acham acima de qualquer tipo de avaliação, escrutínio ou análise que se possa fazer sobre o seu desempenho, salta para as primeiras páginas de tudo o que conta notícias o desaguisado entre professora e aluna, descambando para o confronto físico. Para não me alargar muito sobre o assunto, deixo-vos com outro micro video recebido por email, sendo que este ilustra, sem muita conversa, o que penso sobre telélés nas salas de aula.




Borges e o Ministro

Exercer represálias por expressão de opinião deveria ser intolerável.
Mas não é.
É a democracia republicana que temos.

A terceira ponte

As pontes fazem falta. Sobretudo se lançadas sobre rios para unirem gentes em margens opostas.
Mas condicionar a sua localização à quantidade de votos que podem trazer abre um precedente gravíssimo num país cada vez mais litoralizado de gentes e desertificado no seu interior, nas suas vísceras, na sua alma.
Há também aquela outra que foi feita lá para os lados do Carregado. Tão baixinha tão baixinha que os barcos têm que rapar os mastros para lhe passarem por baixo. Anedótico?

O Kosovo

O Kosovo foi o berço da Sérvia. Imaginem os galegos a instalarem-se às chusmas no Minho, durante anos e, de repente, declararem a independência. Agora imaginem a tromba tuga perante o facto consumado, com três dezenas de países "amigos" a reconhecerem a proclamação da independência do Minho, com bandeiras americanas desfraldadas e cartazes a dizerem "Thank You" agitados com frenesim frente às câmaras de televisão.

TaTa

A holding indiana que compra coisas que vão do Tettley Tea ao Jaguar, passando pelo Land Rover, afirma-se cada vez mais como um fenómeno do século XXI. Propriedade de Ratan Tata ( a sério) a dita holding empenha-se à redução ao comezinho do reflexo remanescente da aristocracia ocidental; do chá ao Jaguar e ao Land Rover. Uma depressão. São ventos de mudança, nas ventas de todos nós. Uma chatice.

James Blond

Nada de Aston Martins, nem protótipos de gama alta a estrear em cada novo filme da saga.
Ná, nada disso. O próximo veículo de James Blond será um modesto e contido Ford Ka, que é mais políticamente correcto (estou-me a cagar para o acordo ortográfico e essa merda de retirar acentos nas sílabas tónicas de palvras esdrúxulas), menos poluente e portanto, mais um bom exemplo a seguir pelas hostes consumidoras de mercearia fina que formiguejam paulatinamente pelos centros comerciais, infestando os cinemas de centros comerciais, enquanto deglutem afanosamente pipocas no entretanto. Já que tiraram o cigarro ao Lucky Luke e ao André Malraux, o Aston Martin ao James Bond, agora não se esqueçam de tirar a puta da poção mágica ao cabrão do Obelix, a pretexto de ser droga ou outra merda qualquer. Ainda havemos de ver os gauleses a comer trampa liofilizada perante o gáudio e os gládios da turba romana.

Mas há mais

Jogos de azar

Parece que a próxima missão de alto risco da ASAE é a apreensão daquelas máquinas que servem drops e chocolates aleatóriamente após terem sido carregadas com uma moeda de 20 cêntimos ou de 50 ou o que quer que seja. Ou seja, como a máquina avia indistintamente qualquer tipo de chocolate independentemente do tamanho face ao mesmo valor da moeda que se enfia na ranhura é, por isso, considerada como jogo de azar e, também por isso, interdita a menores de 18 anos.

Jogos Pré Olímpicos

Nova modalidade proto desportiva que consiste no desenvolvimento e aplicação da melhor técnica para apagar a chama olímpica. Há anos que ninguém ligava pevas à história do percurso da chama olímpica. Este ano tem sido um ai-jesus, catapultado a fenómeno mundial. Novas técnicas se aprimoram na ânsia de se conseguir o objectivo último: apaga a chama. Desde extintores, a sopros, mangueiras, baldes de água despejados por helicópteros, tudo vale para apagar a dita chama.

O Acordo Ortográfico

O maior embuste que surgiu desde que o meu meu irmão Jaime, no alentejo, tentou vender a estátua do Marquês de Pombal em Lisboa a um par de especuladores suecos cegos e surdos mudos que estavam convencidos que tinham chegado ao Egipto de bicicleta, é essa história do Acordo Ortográfico. Não existe acordo nenhum. O que existe, e felizmente, é um monumental Desacordo sobre o assunto.



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Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue!