sexta-feira, janeiro 15, 2010

E de repente...

...estamos a meio de Janeiro de 2010 e a quantidade de acontecimentos extraordinários que se sucederam desde que o mamarracho do Troufa começou a brotar no Restelo é tanta que nem sei por onde começar. Desde a incompreensível insistência na exequibilidade de impossibilidades técnicas, perfeitos absurdos à luz tépida da lógica impiedosa, que vão desde a viabilização de Portugal como país independente ao casamento homossexual, passando por bizarrias indescritíveis tais como o saneamento de Marcelo Rebelo de Sousa da RTP, a vitória do FCP no campeonato, a vitória do Sporting na última jornada da Taça da Liga e, contornando logo ali a esquina, o abrigo e carinho com que a intelligentzia da esquerda indígena abriga acolhe e acarinha etarras, confundindo direito com terrorismo, eu sei lá a quantidade de coisas que foram acontecendo e eu parado, sem comentar, vítima de um micro-teclado de um EEC de viagem comprado a preço de saldo e selvaticamente disputado por maníacos do Facebook, da FarmVille e da Mafia Wars.

Então o Manuel Alegre é candidato a Presidente ou não? Se há coisa que admiro no Manuel Alegre é a sua capacidade de criar suspense onde menos se espera. Basta entrar em qualquer lugar público que de imediato se voltam para ele cabeças de variadas gentes com a respiração suspensa. Se for candidato e ganhar voltará a falar na importância que a Família Real de Portugal deve ter no protocolo de Estado? Será ele o último Presidente da República, assistindo-se de seguida à criação de um avassalador movimento de cidadãos, mais um, que restaurará a monarquia em 2012, revelando-se assim não o quarto segredo de Fátima mas o último segredo dos Maias? Não sei mas parece-me que se estão a preparar coisas esquisitas por aí.

Uma coisa é certa: quanto mais avançamos no ano em que se comemoraram 100 anos de república não só há cada vez menos republicanos como cada vez são mais ridículos os motivos da comemoração.

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