quarta-feira, março 31, 2010

Coisas da vida

Uma das coisas da vida que nos diz a época do ano em que estamos é o trânsito. Não sei se repararam mas desde 2ªfeira que a fluidez rodoviária é uma realidade indiscutível derivado ao facto de que as férias da Páscoa têm com objectivo, entre outros, retirar momentaneamente de circulação professores e alunos. Também retiram de circulação os pais, mães e encarregados de educação dos alunos supra referidos. De uma assentada proporciona aos profissionais liberais, mesmo áqueles que desde Janeiro se vêem com honorários reduzidos em 20% derivado à puta da crise e aos cabrões dos clientes que não pagam, um período que quase parece Agosto não fora o cabrão do tempo. O tempo está uma merda e além disso as extremidades dos meus membros superiores padecem do síndroma de Tourette refinado na parte da coprolalia, ou seja, quando menos se espera lá aterra uma caralhada no écran. Queiram desculpar o mau jeito mas é a vida.
Reparei hoje enquanto circulava no meio da fluidez do trânsito que Sócrates não sabe a diferença entre judicial e judiciário; tanto que ao ser questionado por frei Loiçã a propósito daquele esquema dos submarinos (eu sabia, foda-se, eu sabia que aquela merda trazia água no bico) respondeu judicial quando a pergunta referia judiciário. Frei Loiçã, por seu extremo, também não sabe a diferença. Além disso Frei Loiçã não tem lados. Só tem extremos.
Também noutro dia enquanto deglutia o segundo dâbletchise li o Rui Tavares a repetir uma frase que o VPV fez há uns tempos atrás referindo-se ao espanto/surpresa de que era acometido sempre que se inteirava da mediocridade da actual classe política. VPV pode escrever isso as vezes que quiser e seguir em frente porque é um acrobata da mona. Rui Tavares só o diz uma vez e estampa-se ao comprido porque é um nabo cozido. Primeiro, segundo e terceiro porque ele próprio faz parte da actual classe política que execra. O próprio BE é uma contradição tão grande tão grande tão grande como a que rola na parte central dos painéis das repartições da DGCI quando, pretensamente numa missão de educar as massas passe a redundândia, é referido que o escudo foi a moeda criada pelo Governo Provisório e acompanhou sempre o Império. É um mimo de erudição republicana aquela merda. Mas dizia eu que o BE é coiso, isso, contraditório porque tão depressa é contra o aumento de ajudas à Madeira (o temporal não é para aqui chamado) quando lá não tem deputados eleitos como assim que pespega lá com um entra em pionaça e desata a defender o contrário. Mas enfim. Olha, uma boa Páscoa para ti também se não nos virmos até lá.

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