sexta-feira, julho 23, 2010

África deles

O frenesim adesivo à CPLP que se alapou nos cérebros dos dirigentes de países como a Ucrânia, a Suazilândia e a Guiné Equatorial (GE) é notável. De repente descobrem-se insuspeitos laços de sangue e todos têm o português como língua madrasta, já que materna é impossível .O acordo hortográfico(*), que pressupõe a extinção da Língua Portuguesa e a sua substituição pela maneira como é falada e escrita no Brasil, não aparece por acaso nesta história toda.
O frenesim hortográfico precedeu este último, o da febre da adesão à CPLP; mas não inocentemente. Já somos todos crescidos para percebermos que por detrás deste tipo de movimentos há sempre grandes perspectivas de alguns encaixarem grandes quantidades de massas gordas. De repente percebeu-se (nós os comuns mortais e não os semi-deuses que nos governam; esses já o sabiam há muito) que a GE é podre em petróleo, tem uma população que ronda o milhão de habitantes e que, ainda por cima, fala castelhano. O acordo é simples: Portugal adopta o dialecto brasileiro e o Brasil faz loby com Portugal para a GE se candidatar e entrar na CPLP. Entretanto o tio Obi decreta uma lei qualquer que coloque o português como a terceira língua oficial do país. E pronto, já está. Desta maneira a candidatura a adesão poderá passar nos apertadíssimo crivo dos"critérios" evocados por Sócrates. Tudo para que os chineses não cheguem lá primeiro. Ou outros quaisquer.

(*) Acordo Hortográfico - Pacto sinistro celebrado entre quiabos, nabos e outra hortaliça. Designação pomposa e republicana para o acto de substituição oficial da Língua Portuguesa pelo português do Brasil. Automutilação. Submissão incondicional. Baixar as calcinhas.

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