quinta-feira, agosto 12, 2010

Foguetório

Agora dizem que a culpa é dos foguetes e do fogo de artifício lançado nas romarias. Mas não é. Eu vou tentar explicar o mais rápidamente possível derivado ao facto de me ser cada vez mais penoso lidar com a ignorância e estupidez alheias.
Antes da desertificação que actualmente atinge vastas zonas do interior, havia em Portugal um número muito mais expressivo (para utilizar o linguajar de certas eminências pardas) de procissões, romarias e foguetório do que agora. Também por essa altura o número de entidades e meios envolvidos no combate aos incêndios era pouco mais do que rudimentar. O que vem sucedendo nos últimos quarenta anos corresponde mais ou menos ao seguinte:

1.- Redução drástica da população a viver no interior do país.

2.- Redução drástica do número de procissões e romarias acompanhadas do respectivo foguetório, derivado ao exposto no ponto 1.

3.- Aumento no número e gravidade dos incêndios deflagrados.

4.- Aumento exponencial dos meios envolvidos no combate aos referidos incêndios.

Se os defensores da tolerância zero no que diz respeito ao foguetório das romarias tivessem razão, Portugal já teria ardido por completo várias vezes há dezenas ou centenas de anos atrás.

Também não cheguei a perceber o porquê do sorriso cândido que Moreira da Silva afivelava sempre que abria a boca no programa de ontem à noite na RTPN. O tema era os incêndios.
Pedro Almeida Vieira esteve bem mas, como de costume, ninguém estava interessado no que ele dizia. Infelizmente.

terça-feira, agosto 10, 2010

Reposição

Em Dezembro de 2004 publiquei um post que se limitou a ser a transcrição quase integral de um texto de Pedro Almeida Vieira publicado em Agosto de 2004 na revista Grande Reportagem.
O texto foi o resultado de uma reportagem in loco sobre a forma como, num par de anos, se resolveu o problema dos fogos na vizinha Andaluzia, província de Espanha com uma área florestal da dimensão de Portugal continental.
O texto da reportagem de Pedro Almeida Vieira foi uma receita que o regime desprezou.
Quase seis anos depois, a actualidade dessa reportagem é quase insuportável.
Para ler aqui.
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