sábado, março 24, 2012

Vamos a eles

Nada como uma destas para pôr o senhor doutor secretário do estado miserável da cultura, Francisco José Viegas, a dar pulos de corça.

Um estudante de computação de nome João Ricardo Rosa desenvolveu um script que ao ser instalado no Firefox corrige automáticamente os textos escritos em português "incorreto" para português correcto. O processo é simples:

1. Aceda ao endereço https://addons.mozilla.org/pt-pt/firefox/addon/foxreplace/ e “click” no botão “Transferir agora/Download Now”) e “Instalar Agora/Install Now”.
2. Re-inicie o Firefox.
3. No menu do Firefox, “click” na opção “Ferramentas/Tools”), seleccione “FoxReplace” e abra o sub-menu “Opções do FoxReplace/Options”).

4. Irá abrir uma nova “caixa” com as opções do FoxReplace.

5. Copie o endereço http://dl.dropbox.com/u/4967399/FoxReplace.xml e cole-o na linha em branco onde diz URL (como vê na imagem). Assinale as caixas de verificação “Update from Url/Actualizar de Url” e também “Auto-replace on page load/Substituir ao carregar página”. Por fim, “click” no botão “Ok”.
E pronto, já se pode, por exemplo, ler o Expresso on-line escrito como deve de ser.

Obrigado ao site http://ilcao.cedilha.net pela divulgação desta arma de arremesso cuja receita aqui transcrevi na íntegra.

segunda-feira, março 19, 2012

Os livros convertidos em produto de mercearia

A súcia de oportunistas que promovem sem cessar a banhada do denominado acordo ortográfico levou mais uma traulitada, desta vez de um juiz do firmamento de Viana do Castelo, a primeira cidade portuguesa a abolir as corridas de toiros o que, precisamente derivado a esse facto, impede os descabelados promotores do acordo ortográfico de classificarem a simpática cidade de reaccionária. Note-se, porém e contudo, que nada tenho contra as corridas de toiros. Como também nada tenho a favor. Trata-se de uma actividade que, pela evolução natural da espécie humana, terá os seus dias contados, de forma natural e não por imposição. Mas ainda sobre aquela merda do acordo hortographyco, vocês já repararam que tudo se resume à venda de mercadoria? Eu explico:
a mercadoria neste caso são as palavras, devidamentente acondicionadas em livros. Se se venderem as mesmas histórias escritas com menos letras - tan tan nanãããã - ganha-se mais dinheiro. Ou seja, aliviando as palavras de letras cuja utilidade sumáriamente se elimina, vende-se a mesma embalagem de palavras, pelo mesmo preço mas mais leve.
No fim de contas, o processo de transformação de livrarias em mercearias e de editores em marçanos atingiu uma evolução no nosso país que é digna de destaque internacional.
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Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue!