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segunda-feira, novembro 16, 2009

Post de hoje

O que é verdadeiramente extraordinário e transcende de maneira incompreensível o limiar do que é racionalmente inteligível é, para além do novo anúncio do Pingo Doce e da grandessíssima merda que é o MEO, a não contratação de Villa Boas pelo Sporting.

Uma fracção do que foi arrecadado nos cofres leoninos com a transferência de Cristiano Ronaldo do Manchester United para o Real Madrid daria para pagar o que a Académica pedia pelo Billas Voas e ainda sobrava uma pipa de massa. A consequência seria o Sporting ganhar quase de mão beijada ou em bandeja, o que soa parecido, o melhor treinador europeu da próxima década. O Carvalhal não tem culpa nenhuma desta merda até porque o mais certo é ainda nem sequer ter percebido onde se foi meter.

O facto do presidente Bettencourt a falar soar cada vez mais como o Ricardo Araújo Pereira a imitar o Paulo Bento é puramente cagativo embora seja aceitável pensar que possa ter tido a ver com a escolha do Carvalhal derivado ao timing da coisa.

O Pinto Monteiro também acha cagativo aquela merda das escutas. Ele até disse que se servisse para sossegar a malta por ele até divulgava aquilo, ou coisa parecida. Enfim, o regime agradece, apodrece, fenece. O que significa que, mais tarde ou mais cedo, estamos todos fodidos. Agora vir dizer, como o Francisco José Viegas no Correio da Manhã de hoje a propósito das comemorações do centenário da república, que o século XIX em Portugal foi maioritáriamente passado em guerra civil exceptuando o constitucionalismo (período esse que, segundo ele, os republicanos execram) e ainda por cima mandar a malta estudar um pouco de história faz-me lembrar de repente o Carlos Malato a receitar filosofia para o lumbago.

quarta-feira, julho 23, 2008

Actualidades da república - Julho 2008

Embora navegando à vista nas águas turvas da silly season, constato que sempre vão acontecendo coisas cá no planeta e no seu satélite siamês conhecido por Portugal que se metamorfoseiam lentamente em notícias em cada dia que passa. Com a lentidão própria dos dias quentes e suados, em que o chulé e o sovaco se misturam com outros aromas menos desagradáveis nos transportes públicos, nos cinemas, nos centros comerciais e no porta bagagens da minha carrinha.

Chipmania. É a mais recente versão do choque tecnológico ou, se preferirem, da colisão tecnocrática. Cada carro com seu chip para uma vida melhor e mais segura. Remédio santo para os casos de carjacking, se bem que me passe ao largo perceber o apetite que um Volkswagen Polo de 1987, por exemplo, possa despertar nos adeptos da modalidade. Até serve para passar na Via Verde e tudo o tal do chip. A seguir aos chips com que se é obrigado a ataviar os cães, segue-se o chip das matrículas dos carros. Seria interessante que, como publicava o último "Inimigo Público", bastasse ao comum cidadão pagador de impostos transportar um canídeo à janela, devidamente artilhado de chip, para que a sua viatura passasse na via verde sem problemas. Azar para os donos de São Bernardos com carros pequenos.

Contriminosos. Contracção (com c antes do ç, agora e na hora da minha morte) entre as palavras contribuinte e criminoso. Preparam-se os senhores das finanças para catalogar e classificar os cidadãos com base no perfil do contribuinte faltoso e aldrabão.
Também não percebo a indignação das gentes. De um regime que trata como criminosos todos os seus cidadãos, com aposição obrigatória de impressão digital no Bilhete de Identidade de Cidadão Nacional, não é de esperar muito menos.

João Moutinho. O Sporting desdenhou os vinte milhões oferecidos pelo Everton. Fez mal ?
Talvez. Tendo em conta que a escola de futebol do Sporting tem o monopólio do mercado fornecedor dos melhores jogadores das principais equipas europeias desde há alguns anos a esta parte.

Público. Tem alojado na última página um tal de Rui Tavares que tendo perdido sucessivas partidas de ping-pong com Helena de Matos, insiste em perorar dia sim dia não sobre o que lhe apetece. Hoje foi o Acordo Ortográfico, esse grande embuste, que lhe é tão querido que eu sei lá.
Além de não perceber a diferença entre estado e Estado, como também não deve perceber a diferença entre Históra e história, sugere um parágrafo do manual de instruções do referido Acordo, como mostra do próximo livro que irá publicar, digo eu. Diz ele (...) A partir de agora vai haver uma regra simples. No momento de escrever, pense-se: eu pronuncio aquele "c"? Se sim, escrevo. Caso contrário, não escrevo (ou em alternativa: se desejar continuar a escrevê-lo, devo pronunciá-lo). (...) Perceberam ? Nem eu. Como também não percebo porque é que os Rui Tavares cá da terrinha quando dizem foda-se escrevem ora bolas ou quando escrevem que maçada querem dizer que caralho. Esta mania de falarem das letras como quem escolhe entre amendoins, pevides ou tremoços para acompanhar uma imperial chateia-me.
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Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue!