quinta-feira, janeiro 20, 2005

Apelo

O Presidente da Causa Real ao apelar aqui aos monárquicos para não votarem nem no PPM nem no MPT nas eleições do próximo dia 20 de Fevereiro presta um mau serviço a Portugal.

Num momento em que todas as baterias estão assestadas contra um governo que em 4 meses arrancou com medidas inadiáveis que tantos outros nem se atreveram a pensar ao longo de 30 anos, a divisão que o Sr. António Sousa Cardoso pretende criar entre os monárquicos é inadmissível mas comprensível quando vem da parte de quem tão pouco ou nada tem contribuído para a divulgação das inegáveis vantagens que um regime monárquico teria para Portugal. António Sampayo e Mello fez mais por isso num único artigo de opinião publicado no Expresso há cerca de um mês do que o Sr. Cardoso num ano como Presidente da Causa Real.

As suas conhecidas posições anti-europeístas são mais próprias de uma direita salazarista, retrógrada e bafienta que se revê apenas nos jantares anuais de conjurados ou nas missas de 5 de Fevereiro na Igreja de S. Vicente de Fora.

A monarquia que se pretende para Portugal nunca será a dos talassas arrogantes de cachucho no dedo e de autocolante na traseira do carro. A monarquia que se pretende para Portugal é a que põe os interesses do País à frente das intrigas palacianas de quem tem pouco que fazer e muito que comer.

Portugal não tem tempo a perder.

Faço-lhe aqui um apelo, Sr. Cardoso: preste um último serviço à Causa que diz defender. Demita-se.

2 comentários:

Anónimo disse...

"Num momento em que todas as baterias estão assestadas contra um governo que em 4 meses arrancou com medidas inadiáveis que tantos outros nem se atreveram a pensar ao longo de 30 anos"

Sinceramente, ele há cada uma. Deve estar a falar da Espanha?!

Afonso Henriques disse...

Não. Não estou a falar de Espanha. Estou a falar de:
1- Revisão da lei do arrendamento.
2- Revisão das taxas de IRC dos bancos.
3- Combate à evasão fiscal.
Por exemplo. De qualquer modo, só a revisão da lei do arrendamento é de facto o exemplo mais flagrante. Espanha já o fizera há vinte anos.

 
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