quinta-feira, fevereiro 17, 2005

O despertar dos barões

Francisco Pinto Balsemão foi pessoalmente cumprimentar Pedro Santana Lopes e na declaração de voto que proferiu dissipou quaisquer dúvidas que pudessem ter sido levantadas pelo seu semanário Expresso ao longo das últimas semanas. Vai votar PSD.
José Pacheco Pereira, depois da sucessão de ataques e de "cacetada" proferidos e desferidos contra o presidente democráticamente eleito do seu partido, Pedro Santana Lopes, quer na sua página no Público, no seu blog ou nas intevenções que tem feito no programa de TV quadratura do círculo, reconhece hoje que o voto no PSD é a condição necessária e suficiente que legitimará a sua participação no combate que se avizinha no interior do seu partido a seguir a 20 de Fevereiro. Também ele votará PSD.
Este despertar tardio, este regresso "à filho pródigo" depois de tudo o que foi dito e escrito não é inocente, é calculado e tresanda a esturro por todo o lado.
O "deita abaixo" praticado pelos barões do PSD desde Julho, além de ter aquecido as costas a Sampaio na sua decisão de dissolver a Assembleia colocou os seus autores ao nível do Presidente da República: o interesse do partido primeiro, depois o de Portugal. Duas faces da mesma moeda.
Em 30 anos Espanha teve 4 governos e Portugal teve quantos? Onde estava Espanha em 1976 e onde está agora? E Portugal ? Nunca se esbanjou tanto em tão pouco tempo à conta do "ideal republicano". Factos são factos.
Recusar liminarmente, à partida e por princípio, a hipótese monárquica para Portugal é de uma arrogância insuportável que raia a estupidez mais abjecta.

3 comentários:

rajodoas disse...

Não estarão já os barões do partido a prepararem a sucessão de Santana Lopes, face à maior derrota eleitoral que se advinha. Creio que sim.

Afonso Henriques disse...

É natural.
A hipocrisia é tentadora e está ao alcance de todos.
De qualquer modo, o que se tentou concretizar em 4 meses valeu a pena.
Mesmo apenas em 4 meses, entre a "espada presidencial" e a parede da "dissolução da Assembleia", Portugal esteve à beira de se resolver.
Ou Sampaio dissolvia a Assembleia naquela altura, ou o PS estaria destinado a uma looooonga travessia do deserto. Com o Melenas por companhia, claro.

JRD disse...

Aqui estou eu republicano compulsivo a cumprimentá-lo e a agradecer a sua visita.
Tenho uma grande Amiga monárquica e admiro muito, mesmo muito um Pais que vive em Monarquia, a Dinamarca.
E no que toca à "coroa" fico-me por aqui.
Mas como é óbvio vou continuar a visitá-lo e a deixar um ou outro comentário, urbano, como mandam as regras da boa educação republicana e monárquica.
Vote bem!

 
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