terça-feira, março 29, 2005

Vicaima vs Greenpeace

A violência vende, manipula e faz ganhar audiências.
A agressão de que foi vítima o jornalista da SIC é indesculpável.
O descontrole manifestado pelos administradores da Vicaima espelha bem quão pouco preparada está a classe empresarial deste país para lidar com a comunicação social.
Cairam que nem uns patinhos.
A atávica parolice nativa, que considera acima de qualquer suspeita tractores como o Greenpeace e atrelados como a Quercus, exulta ao constatar que "um grande movimento ecologista internacional" tenha escolhido cá o Reino para dar largas às suas encenações, sempre mediáticas.
A Quercus exige que a Vicaima prove que sofreu prejuízos de 10 milhões de Euros com a iniciativa dos ambientalistas. Mas não precisou de apresentar provas do que acusa a Vicaima: receptar ilegalmente e processar madeira proveniente da Amazónia.
A Greenpeace, cujos métodos e objectivos são, por muitas vezes,assaz questionáveis e obscuros (ver aqui e aqui) resolveu montar arraiais na pasmaceira, ciente do embrutecimento congénito destas gentes do sul da Europa.
A Quercus que, por seu lado, nunca conseguiu explicar o seu silêncio relativamente à actividade dos areeiros e consequente erosão do leito dos rios, arfa arfa, diz que sim, abana a cauda e vai atrás.

3 comentários:

JRD disse...

Também abordei o tema (e até o comentei!!!)sem dar ênfase à Greenpeace, à Quercus ou à Vicaima.
Preocupei-me mais com certos atavismos e sobretudo com a Amazónia.

rajodoas disse...

E quantos outros problemas mais não dispõe a Quercus para se preocupar denunciar etc. e que se remete ao silêncio, dedicando-se a questionar problemas menores que em nada contribuem
para o bem estar dos terráqueos.

Anónimo disse...

E tu rajodoas? Quantas questões já colocaste junto da Quercus? E quantas horas de voluntariado dedicas por mês a esta ou a qualquer outra associação de defesa do ambiente? Pois fica sabendo que a importação de madeiras exóticas por Portugal não é um problema menor. E é a própria UE que o reconhece.

 
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