sexta-feira, abril 22, 2005

No fim da semana

Maria Filomena Mónica prova no Público de hoje que a divisão entre sim e não à descriminalização do aborto não é tão redutora como a esquerda pretende que seja. Afirmar que quem é pelo sim à descriminalização é de Esquerda e que quem é contra é de Direita mostra uma grave ignorância da realidade portuguesa.
Da mesma forma que quem pensa que pelo PS ter tido a maioria absoluta a esquerda está em maioria no Parlamento. A realidade é que se o governo de José Sócrates conseguir pôr em prática dois terços das reformas que prometeu, ficará na História como o governo mais à direita que houve em Portugal desde o 25 de Abril. Por muito paradoxal que pareça.

1 comentário:

O Micróbio disse...

A Maria Filomena Mónica deve ter estado distraída durante a votação que houve no hemiciclo a aprovar o referendo: pessoas do PS a votar contra, o PCP a votar em peso contra, pessoas do PSD a votar a favor, a própria abstenção do PSD... já para não falar na retirada estratégica do Pires de Lima da bancada do PP, sendo substituído pelo José Paulo de Carvalho. Realmente falar de divisão de direita/esquerda é querer desviar a atenção do próprio tema.

 
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