sexta-feira, janeiro 16, 2009

Reparem bem

O Ministro Manuelinho aparenta uma preocupação genuína com as trafulhices de que são vítimas os consumidores portugueses nomeadamente as praticadas pelo cartel das petrolíferas na República Portuguesa. As petrolíferas estão-se pura e simplesmente a cagar para a obrigação de afixação de preços na aproximação das áreas de serviço nas auto estradas em vigor desde meados 2008. Também se estão completamente cagando para o facto de serem um cartel porque sabem que estão acima da lei. Eu também sei que o Ministro Manuelinho não se chama assim mas é assim que soa quando falam dele na TSF. A tia Manuela, por outro lado, indignada com o facto de Gonçalo Amaral ter sido escolhido para se candidatar a presidente da Câmara de Olhão e isto porque não passou tempo suficiente entre a execução de funções na polícia e a candidatura a um cargo político de forma a afastar a sombra sempre desagradável da promiscuidade, não percebeu que o lugar do líder da oposição é no Parlamento e não nos estúdios de televisão. Mas isso também não percebeu o Pacheco Pereira, que não percebe uma data de coisas como por exemplo o que escreve o Vasco Pulido Valente. E é em português. Nem quero pensar no que seria a cara do Pacheco Pereira se o Vasco desatasse a escrever as crónicas em inglês. Em tempo de mudanças e de Ano Novo, é de referir a excelente troca que o PÚBLICO fez despachando o Rui Tavares e convidando o Miguel Esteves Cardoso. Para já porque um shot diário de MEC é sempre preferível a uma caneca de xerfexa cuxida servida dia sim dia não pelo Rui Tavares. Mas o MEC, ao contrário das petrolíferas instaladas na República Portuguesa, não está acima da lei. Neste caso a da gramática. Chamar D. Policarpo ao Cardeal Patriarca é como chamar D. Ximenes ao bispo de Timor Leste ou D. Bragança ao pretendente ao trono de Portugal. MEC corre o sério risco de se transformar a pouco e pouco num José Rodrigues dos Santos ou isso.

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