domingo, outubro 18, 2009

Saramago e o factor Deus

Da mesma maneira que não consigo deixar de ser do Sporting apesar da inépcia insistentemente demonstrada pelos seus jogadores jogo após jogo, após jogo, após jogo, (apesar de ter ganho hoje por 3-0 ao Penafiel...) custa-me imenso perceber o frenesim de Saramago em dissertar sobre Deus e periferias sendo ele um ateu confesso.
Há coisas que me transcendem embora de uma forma suave e que me não tira o sono.
Não se vá dar o caso de o seu último livro não ser devidamente publicitado e consequentemente consumido, apressa-se inquieto em avisar que admite que o livro possa incomodar os judeus.
(Não sei o que se passa com o cab*** do blogger hoje que não destrava os bold nem as cores do texto).
De qualquer maneira (ah, bom, estava a ver que não) o envolvimento de Saramago com entidades em que não acredita é problema dele. O facto de Hermann Hesse ter publicitado a marca de Caim quando escreveu Demian há dezenas de anos atrás é, naturalmente, pura coincidência. Aliás até aposto em como Saramago nem se lembra de ter lido Hesse. Ou mesmo os versículos satânicos de Salman Rushdie antes de publicar o evangelho segundo Jesus Cristo. Agora desculpem lá mas vou jantar uns pézinhos de coentrada acompanhados de um excelente tinto alentejano.

segunda-feira, outubro 12, 2009

Mais do mesmo (**)

Embora portador do cartão do cidadão (expressão funesta que pressupõe a subtracção do cartão a outro cidadão que não eu e que, na verdade, se deveria chamar cartão de cidadão onde actualizei a minha residência para uma freguesia do concelho de Cascais), um solícito SMS em resposta ao meu demandar de bearings pôs-me a votar em Lisboa, na freguesia da minha antiga residência. O projecto "Lisboa com sentido" contou assim com mais um voto. Infelizmente insuficiente para defrontar o fervor formiguejante da esquerda niilitante que trocou os vários clubes de que é associada para entregar a Câmara ao Costa.
Mas não esteve só, a dita esquerda niilitante. Teve a companhia da direita diletante, monárkicos* incluídos, no cagar nas suas convicções e na dádiva empenhada do seu voto CONTRA Santana Lopes. Pacheco Pereira, por exemplo, podia ter sido um deles. Durão Barroso idem. E muitos mais. Quinze mil votos não é nada. Dava para encher o Estádio Nacional em dia de Jogo Grande mas fora isso não é nada. Não é nada mas foi o suficiente para garantir a vitória do Costa com um programa que prevê uma parada de contentores à beira rio, um "pulmão verde" no sítio do aeroporto da Portela com inauguração prevista para o 5 de Outubro de 3010, um Terreiro do Paço escalavrado e um aumento significativo do tráfego de Joaquins e de Rogérios pilotando os seus TIR à beira rio e por dentro da cidade, ou como é que pensavam que o conteúdo dos contentores seria distribuido a partir das docas? Li com o maior interesse o que escreveu Eduardo Cintra Torres no Público de hoje e pude constatar duas coisas: a primeira é o alegado plágio descarado que fez do título da sua crónica; o título Mais do mesmo(*) foi o título que eu dei ao post de 20 de Setembro em que escrevi como se estivesse na ressaca das eleições legislativas de 27 e, por isso, o uso no post de hoje. A segunda constatação é a de que apesar de estarmos ambos de acordo (os comentadores de serviço nas estações de TV durante a noite eleitoral nunca estão minimamente preparados para o trabalho para que foram contratados) , dizia eu que pelo facto de Eddy Sintra Torrez ter alegadamente plagiado o título do meu post eu não lhe guardo nenhum rancor; guardo-lhe antes umas pêras rocha cozidas em vinho tinto feitas cá em casa pela Sancha (a que deu o pomposo nome francês de puáre ou van) e que que estão um espectáculo. De fazer doer aquela zona dos maxilares entre as orelhas e o pescoço, só de as cheirar.
Por outro lado, e em jeito de quem assobia para o lado quando a tia dá um traque na Missa, O leit motiv de que está impregnado o facto de Barack Obama ter ganho o prémio Nobel está intimamente ligado com o que foi ganho pelo Saramago há uns anos atrás: um estímulo para começarem a fazer qualquer coisa de jeito.

(*) Monárkicos (s. m.)- Conjunto de protozuavos organizados em nomenklatura pró-activa, constituído por pessoas extremamente bem intencionadas e que têm a tendência de olhar fixamente o dedo de quem lhes aponta o futuro. Degeneração de monárquicos. Grupo esquizóide que parasita o ideal monárquico, que tão depressa se constitui em partidos políticos como logo de seguida, em frenesim incontrolável, adoptam lascivamente o comportamento que é próprio das espécies que praticam o laico hábito da autofagia compulsiva.

segunda-feira, outubro 05, 2009

Aniversário de Portugal

No dia 5 de Outubro de 1143 nascia a mais antiga nação europeia. Hoje, por via da "implantação" da república, convertida na mais atrasada nacinha(*) europeia.


(*) Expressão da autoria do Dragão, dono e autor do Dragoscópio, estabelecimento que recomendo vivamente a toda a gente, apenas e só por ser um blog de excepção, escrito no nevoeiro.
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