segunda-feira, novembro 16, 2009

Post de hoje

O que é verdadeiramente extraordinário e transcende de maneira incompreensível o limiar do que é racionalmente inteligível é, para além do novo anúncio do Pingo Doce e da grandessíssima merda que é o MEO, a não contratação de Villa Boas pelo Sporting.

Uma fracção do que foi arrecadado nos cofres leoninos com a transferência de Cristiano Ronaldo do Manchester United para o Real Madrid daria para pagar o que a Académica pedia pelo Billas Voas e ainda sobrava uma pipa de massa. A consequência seria o Sporting ganhar quase de mão beijada ou em bandeja, o que soa parecido, o melhor treinador europeu da próxima década. O Carvalhal não tem culpa nenhuma desta merda até porque o mais certo é ainda nem sequer ter percebido onde se foi meter.

O facto do presidente Bettencourt a falar soar cada vez mais como o Ricardo Araújo Pereira a imitar o Paulo Bento é puramente cagativo embora seja aceitável pensar que possa ter tido a ver com a escolha do Carvalhal derivado ao timing da coisa.

O Pinto Monteiro também acha cagativo aquela merda das escutas. Ele até disse que se servisse para sossegar a malta por ele até divulgava aquilo, ou coisa parecida. Enfim, o regime agradece, apodrece, fenece. O que significa que, mais tarde ou mais cedo, estamos todos fodidos. Agora vir dizer, como o Francisco José Viegas no Correio da Manhã de hoje a propósito das comemorações do centenário da república, que o século XIX em Portugal foi maioritáriamente passado em guerra civil exceptuando o constitucionalismo (período esse que, segundo ele, os republicanos execram) e ainda por cima mandar a malta estudar um pouco de história faz-me lembrar de repente o Carlos Malato a receitar filosofia para o lumbago.

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