segunda-feira, maio 30, 2005

Segunda, a seguir ao almoço

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Provérbio Capadócio:

"Os franceses às vezes têm medo dos chineses"


Provável tradução Google:

"Les françois aux fois ont peur des chinois"


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A propósito de rimas parvas e outras coisas, lembrei-me de uma história passada com o cretino do meu irmão Jaime, quando andávamos na 3ª classe. Eu com oito anos, ele com onze.
A certa altura a professora de Língua Portuguesa sugeriu que a aula inventasse uma rima; cada um deveria pensar numa rima, escrevê-la no caderno de rascunho e passá-la a limpo com caneta de tinta permanente para o caderno de Língua Portuguesa. Vinte minutos depois a professora de Língua Portuguesa pedia ao Abel, que era sempre o primeiro a responder a tudo dado que o nome dele começava por Ab, tipo matrícula de carro dos anos 30, que lesse em voz alta a rima que escrevera. E o Abel leu:
- O passarinho dorme no ninho.-
- Muito bem, Abel.- condescendeu a professora sorrindo. - Agora tu.- disse, apontando com uma unha encarnada para o Carlos, à minha direita.
- O gato está no sapato.- leu devagar o Carlos enquanto corava e se levantava.
- Bravo!- soltou a professora de Língua Portuguesa. - Agora tu, Jaime.
A aula inteira, éramos sete, voltou-se em simultâneo para o fundo da sala. O Jaime levantou-se e ouviu-se:
- O canguru tem pêlos no cú.- Silêncio. Um silêncio breve e ensurdecedor atafulhou a sala enquanto 13 olhos se cravavam na professora. O Carlos usava óculos e tinha uma daquelas merdas côr de pele a tapar uma lente por dentro para endireitar a vista.
- Jaime! Francamente! Vais lá para fora escrever uma rima. Uma não, duas. Duas rimas como deve de ser e voltas aqui antes de acabar a aula. E ai de ti que voltes a entrar sem teres feito o que te mandei.- O meu irmão reuniu os cadernos e o estojo, levantou-se, saiu da sala devagar e fechou a porta devagarinho.
Minutos depois batia à porta e entrava com ar triunfante. Eu já sabia que aquela expressão desvairada na cara dele só podia significar uma coisa.
- Já acabaste ? - inquiriu a Professora com surpresa.
- Já. Posso ler?- respondeu o Jaime. A professora anuiu e o meu irmão leu:
- O canguru tem pêlos na bochecha, porque no cú a Professora não deixa.

7 comentários:

JRD disse...

Aí está uma professora do tempo do Estado Novo.

O Micróbio disse...

O aluno tb é do Estado Novo, porque agora imaginação destas já não há...

franka disse...

ahahaha
engraçada essa história.
adorei,
beijo!

Pecaas disse...

Ah! Grande Jaime ! Assim é que é !

lazuli disse...

Não vou dizer nada.. a não ser enviar um sorriso:)

nunf disse...

Essa é bastante boa!!
:))
O Jaime continua assim tão bom com as rimas?

riacho disse...

:-)))

E dizias tu que não sabias dele... do Jaime.

 
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