sexta-feira, janeiro 14, 2011

O concurso

Insanity bei individuen ist selten - aber bei gruppen, parteien, nationen und epochen es ist die regel. (1)
Friedrich Nietzsche

Agora que está oficialmente aberto o concurso para o cargo público de Presidente da República é que começa a parte menos desinteressante. Podem ouvir-se verdadeiras bojardas provenientes de qualquer candidato independentemente da proximidade percentual da vitória em que se encontra. O concurso está à partida ganho pelo senhor professor doutor Aníbal Cavaco Silva. Como em todas as situações semelhantes que ocorreram no pós 25 de Abril, o povo português, intrinsecamente monárquico, detesta escolher alternativa para o cargo e re-elege o Presidente cessante. Curiosamente o cargo de Presidente da República só tem dois mandatos consecutivos, ao contrário dos dos Presidentes de Câmara. No fundo no fundo os gajos sabem que se o Presidente fosse consecutivamente eleito a coisa dava nas vistas, então vai e marcam prazo máximo de 10 (dez) anos consecutivos para o cargo. Ainda se tivesse algum poder efectivo, como nas repúblicas a sério, onde também existe um Senado ou câmara alta, ainda se percebia. Mas para um cargo em que o personagem que o desempenha tem aproximadamente o mesmo poder que tinha antes de ser eleito é ligeiramente incompreensível a caducidade do mesmo a não ser por razões de carácter tão profundo tão profundo que obviamente desconheço. Esta merda do blogger que não deixa uma gajo escrever como quer está-me a irritar. Não quero escrever mais em itálico mas o gajo está-se nas tintas. Se pensa que é por causa disso que não escrevo mais, olha: já está bom. A ver se se aguenta.
Por causa das merdas mudei de parágrafo. É mais ou menos como quando um tipo vai na rua à noite a pé; vê um grupo de três ou quatro bípedes com ar suspeito e por causa das merdas, lá está, atravessa para o outro lado.
O Nuno Quadros escreveu noutro dia, e o Bruno Nogueira declamou, que se trata da eleição da primeira dama. Mas também se poderia chamar o concurso para primeira dama. Agora a sério. Quando passar a euforia desta espécie de campeonato regional que é a campanha presidencial e a reeleição de Cavaco for consumada, reinará a paz. Mas não por muito tempo. A dívida externa a uma taxa de 6,7% é uma brutalidade inviável sem a ajuda dos cem mil milhões da mama europeia. E em Abril já vão ter que ser pagos vinte mil milhões.
Assim sendo, é provável que na próxima Primavera o primeiro ministro se demita alegando que não o deixam salvar Portugal. Sócrates é tão autoritário que jamais admitirá que o demitam.
Só mais uma coisa: vão aqui abaixo, cliquem no link e mandem o "acordo ortográfco" às ortigas.

(1) A loucura individual é rara - mas nos grupos, partidos, nações e épocas é a regra.

2 comentários:

o anão gigante disse...

qual link, caray?

Afonso Henriques disse...

lá em baixo; ao fundo da página; no rodapé; na base, nas fundações, carajo

 
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